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Alemanha constrói vilas solares que produzem mais eletricidade do que consomem

Geração cresceu desde que cidadãos passaram a receber em dinheiro pelo excedente que conseguiam produzir em suas próprias casas

WEG Painel - energia solar (Foto: Faisal Al Nasser/Reuters)PAINEL DE ENERGIA SOLAR. ALGUMAS CASAS NA ALEMANHA CONSEGUEM PRODUZIR QUATRO VEZES MAIS ENERGIA DO QUE CONSOMEM (FOTO: FAISAL AL NASSER/REUTERS)

Em 2000, a Alemanha aprovou uma lei na qual as companhias de energia teriam que pagar em dinheiro para aquelas pessoas que conseguiam devolver para rede elétrica o excedente da energia produzido em suas próprias casas – no sistema chamado de microgeração.

Com este impulso, existem vilas inteiras que vivem de energia solar. As chamadas  “vilas solares” empregam a última tecnologia em placas solares  e são capazes de produzir quatro vezes mais energia do que consomem.

Uma das vilas mais conhecidas está aos arredores de Friburgo, a quarta maior cidade do estado de Baden Würtemberg, ao sul do país. Graças ao arquiteto Rolf Dish, que desenhou as vilas que existem em Friburgo, a cidade se tornou lider na construção dos painéis.

As casas não possuem nenhum sistema ativo de energia para manter a temperatura. Foram instalados nos telhados placas de alta tecnologia e nas paredes, espumas de espessura de 30 centímetros. A casa dispõe de vidro triplo e está externamente selada. O ar fresco entra em um nível e é sugado através de um funil na parede.

De acordo com o The Guardian Meinhard Hansen, o arquiteto-chefe de Friburgo afirma que “o calor que sai da casa aquece o ar frio que entra”.

Graças a ele, essa vila solar pode produzir em seus melhores dias quatro vezes mais energia do que precisa. As energias que ‘sobram’ voltam para a rede elétrica, e recebem uma recompensa. O estado paga 0,48 centavos de euros por quilowatt-hora.

Para ter uma ideia do que as vilas solares economizam e do quanto não poluem, esse exemplo é suficiente: uma velha casa na Alemanha precisa de 6 mil litros de diesel por ano para se aquecer.

Financiamento
As vilas solares possuem um sistema especial de financiamento por meio do chamado “fundo solar” (fundos imobiliários) proveniente de pequenos investidores externos. O preço da construção sai em torno de 500 euros por metro quadrado, 10% a mais do que uma casa comum.

Agora, os vilas solares crescem como cogumelos em um país, a propósito, que tem menos horas de sol por ano do que a Espanha.

FONTE – epocanegocios.globo.com

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Sistema de energia solar viabiliza água potável para 150 famílias da comunidade Suruacá

Os comunitários que atuam como responsáveis pela operação e sustentabilidade do sistema foram treinados

Moradora de comunidade ribeirinha atendida pelo sistema de energia solar agora prepara os alimentos com água potável (Foto: Wander Roberto/Arquivo pessoal)Moradora de comunidade ribeirinha atendida pelo sistema de energia solar agora prepara os alimentos com água potável (Foto: Wander Roberto/Arquivo pessoal)

A partir desta semana, moradores da comunidade Suruacá, localizada às margens do Rio Tapajós, em Santarém, oeste do Pará, passam a contar com água potável viabilizada pela implantação de sistema de tratamento de água com geração de energia solar. A iniciativa é do Projeto Saúde e Alegria em parceria com a Aliança Água+ Acesso.

O sistema abastecerá 500 pessoas de 127 famílias de Suruacá. A ideia do Projeto Saúde e Alegria é expandir a implantação dessa tecnologia que utiliza de forma híbrida diesel e energia solar para viabilizar o bombeamento de água para os ribeirinhos a menores custos e de forma mais sustentável.

Segundo o coordenador do PSA, Caetano Scannavino, a situação da região era muito complicada, pois, assim como a grande parte das comunidades que não têm acesso à rede elétrica, dependia de um gerador movido apenas a diesel para o funcionamento do sistema.

“Além de ser poluente e ter um custo cada vez mais elevado, o transporte do diesel só podia ser feito por distribuidor autorizado, e, por ser um local isolado, nenhuma empresa realizava a entrega, obrigando os moradores a percorrer longas distâncias para comprar clandestinamente. Além de ilegal, onerava a comunidade. Com a solução híbrida solar, além de uma expressiva redução de custos, elimina a energia poluente pela emissão de carbono”, afirmou Scannavino.

Para a gestão e manutenção da solução implantada, o PSA organiza e capacita os moradores que atuam como responsáveis pela operação e sustentabilidade do sistema. Eles se organizaram em associação para definição das responsabilidades e da taxa de contribuição. “Além de orientarmos as famílias, realizamos treinamento com técnicos que estamos chamando de eletricistas do Sol. Assim, garantimos a manutenção dos equipamentos e geramos renda para moradores locais”, finalizou Scannavino.

Além de Suruacá, o PSA por meio da Aliança Água+ irá implantar, ainda em 2018, soluções e sistemas de água e saneamento em outras seis comunidades e formar um fundo para melhorias em outras oito comunidades do oeste do Pará, beneficiando diretamente mais de 2.000 pessoas.

O projeto iniciou suas ações em 1987 com foco em saúde, geração de renda e desenvolvimento territorial, e já implantou sistemas de abastecimento e tratamento de água em 37 comunidades com o apoio de diversos parceiros e atualmente atende cerca de 30 mil pessoas em 150 comunidades do Pará.

Parceria

A nova tecnologia é viabilizada pela Aliança Água+ Acesso, coalizão formada com apoio e investimento do Instituto Coca-Cola Brasil que hoje conta com 15 organizações dedicadas a ampliar o acesso à água e saneamento em comunidades rurais em oito estados brasileiros.

De acordo com Rodrigo Brito, gerente do Instituto Coca-Cola Brasil, exatamente a população que mora ‘em cima’ da água não tem água potável nas suas residências. “Nosso intuito é trazer cada vez mais soluções que melhorem a qualidade de vida dessas pessoas. É fazer, na prática, com que a tecnologia chegue à ponta e resolva questões sociais importantes”, disse.

FONTE – g1.globo.com

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Este iPhone X custa R$ 16 mil e pode ser carregado com energia solar

O preço do iPhone X foi bastante criticado durante seu lançamento. No entanto, o celular pode ficar ainda mais caro se, digamos, ele for carregado com energia solar. É o que oferece o iPhone X Tesla, vendido por 284 mil rublos (cerca de R$ 16,8 mil).

Com esse valor, é possível comprar a versão personalizada do iPhone X de 64 GB. Se você preferir a versão de 256 GB, é preciso ter 299 mil rublos (R$ 17,8 mil), sem considerar as taxas. A capa é vendida pela Caviar, loja russa com versões de luxo de smartphones.

A capa do iPhone X Tesla conta com uma bateria que é carregada por meio de um painel fotovoltaico – como os colocados em telhados. Ao apertar um botão presente na capa, é possível fornecer energia para a bateria interna do celular.

O acessório está ligado diretamente ao smartphone e não é vendido separadamente. Ele conta com revestimento em fibra de carbono e possui certificação IP67, que oferece resistência contra água e poeira.

Quem compra o iPhone X Tesla precisa se acostumar com um aparelho consideravelmente maior. Em sua versão original, o celular da Apple tem 7,7 mm de espessura. Com a capa, esse número salta para 16,2 mm.

A Caviar afirma que, inicialmente, o objetivo era criar uma edição limitada de 99 unidades, com uma numeração individual para cada modelo. Porém, uma demanda maior que o esperado durante a pré-venda fez a produção ser elevada para 999 unidades.

A primeira delas será enviada a Elon Musk, com a gravação da seguinte frase: “Feito na Terra por humanos”. A intenção é homenagear o lançamento do Tesla lançado ao espaço pela SpaceX, outra empresa de Musk.

FONTE – tecnoblog.net

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Gás e energia solar devem ganhar espaço na matriz energética do Rio

O gás natural e a energia solar devem ganhar mais relevância na matriz energética do Rio de Janeiro nos próximos 15 anos, segundo estudo do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (Coppe/UFRJ) e da Subsecretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico.

O documento traça dois cenários, um de referência e outro alternativo, em que a busca por eficiência energética se dá de forma mais intensa. Para o pesquisador Amaro Pereira, do Programa de Planejamento Energético da Coppe/UFRJ, o estudo mostra que o estado precisa se beneficiar da disponibilidade de gás natural.

Usina FotovoltaicaA alternativa fotovoltaica está crescendo naturalmente – (Foto: Coober/Divulgação)

“O preço da energia no estado do Rio é muito alto, se comparado com os outros estados do Brasil. E o gás não é tão mais alto. Isso pode ser importante para a indústria, que está atrás de fontes que não sejam tão caras”.

Em 2016, o gás natural respondia por uma fatia de 34% das fontes de energia utilizadas no estado. Esse patamar deve subir para ao menos 40%, em 2031. No melhor dos cenários, o gás pode atingir 44% de participação, o dobro do petróleo e derivados. A conversão de veículos automotores para gás, a demanda industrial e o aumento da utilização de gás natural em chuveiros, por exemplo, devem contribuir para o cenário.

Energia solar

No que diz respeito à geração de energia elétrica, o gás natural deve ter um aumento de 19% para 29%. Quando o cenário de maior eficiência energética é considerado, o gás atinge 28% de participação, e a energia solar salta de 0% em 2016, para 6% em 2031. O cenário mais eficiente considera a revitalização das usinas de biomassa, que terão participação de 3% na geração de energia elétrica.

O superintendente de energia da Subsecretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), Sergio Guaranys, defendeu que o poder público deve atuar para impedir que barreiras prejudiquem a busca por menores custos de energia.

“A política pública virá orientando e evitando criar barreiras para o desenvolvimento e a redução de custos. A política publica é não ser obstáculo para reduzir custos”.

Segundo a pesquisa, o Rio de Janeiro tinha, em 2017, 2,2 mil residências com painéis solares para geração de energia. Esse número deve aumentar de forma acelerada, chegando a 331,3 mil unidades em 2031.

“A alternativa fotovoltaica está crescendo naturalmente e bastante”, destacou o superintendente, que explicou que o preço dos terrenos no estado do Rio é alto, o que favorece unidades fotovoltaicas de pequeno porte.

Mais emissões de CO2

Mesmo no melhor cenário, que inclui o crescimento da energia solar e biomassa, as energias renováveis perderão espaço para as não renováveis no estado do Rio de Janeiro. Em 2016, 12% do total produzido no estado era de fontes renováveis em 2016, o que deve cair para 9% em 2031.

A grande dependência de fontes fósseis de energia já faz com que o Rio de Janeiro produza mais emissões per capita que a média nacional. Enquanto o Brasil emitiu 2,16 toneladas de CO2 para cada habitante em 2016, o Rio de Janeiro emitiu 4,03. Em 2031, essa emissão deve crescer mais de 50% e chegar a 6,44 toneladas para cada habitante. No melhor dos cenários, também haverá crescimento considerável, para 5,74 toneladas.

FONTE – istoe.com.br

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Califórnia: uso de energia solar passa a ser obrigatória em novas residências

Estado é o primeiro dos EUA a fazer a exigência; aqui no Brasil, prédios da União devem seguir norma semelhante

A maioria das novas residências a serem construídas a partir do dia 1º de janeiro de 2020, na Califórnia (EUA), será obrigada a incluir sistemas solares fotovoltaicos como parte dos padrões adotados pela Comissão de Energia local. A exigência, inédita entre os estados americanos, foi anunciada na segunda semana de maio. Terra do cinema, a Califórnia é famosa por exportar tendências comportamentais para todo o mundo.

Maior mercado de energia solar dos Estados Unidos, o estado americano pretende mostrar com essa medida que os painéis solares já deixaram de ser um luxo reservado às casas de proprietários ricos e preocupados com tendências ecológicas, passando a ser uma fonte de energia convencional e limpa. A exigência também integra o esforço do governador Jerry Brown para reduzir as emissões de carbono em 40% até 2030 e oferece um modelo para outros estados. “A adoção desses padrões representa um enorme avanço nos padrões estaduais de construção”, destacou à Bloomberg Bob Raymer, engenheiro sênior da Associação da Indústria da Construção da Califórnia. “Pode apostar que os outros 49 estados estarão observando de perto o que vai acontecer”, acrescentou.

Contudo, embora a exigência venha representar um impulso para a indústria solar, os críticos alertaram que a medida também elevará em quase US$ 10 mil o custo de comprar uma casa. As ações do segmento solar subiram com a decisão. Em direção oposta, as das construtoras residenciais caíram. A Sunrun, maior instaladora de painéis solares residenciais dos EUA, chegou a avançar 6,4%, enquanto a KB Home, que tem exposição significativa ao mercado da Califórnia, caiu 5,3%.

Brasil

Embora no Brasil não haja exigência parecida em nível residencial – uma vez que o sistema custa entre R$ 12 mil e R$ 20 mil – um projeto de lei aprovado em março deste ano estabelece que os prédios públicos em construção, alugados ou em reforma, e de uso da União, deverão instalar sistemas de captação de energia solar e também de armazenamento e utilização de águas pluviais.

Trata-se do projeto de lei n°317, de 2015, proposto pelo senador Dário Berger (PMDB-SC). Aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado (CCJ), a iniciativa tramita atualmente na Comissão de Meio Ambiente (CMA), onde terá votação final.

Há, ainda, a portaria (nº 643/2017) do Ministério das Cidades que prevê a instalação de energia solar nos imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida e que passou a vigorar em 1º de janeiro deste ano. O documento estabelece os requisitos para admissão de propostas por meio de “Sistema de Aquecimento Solar” e do “Sistema Solar Fotovoltaico”.

O presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia, explica que o beneficiário do programa economizará na conta de luz. “Um consumidor da Faixa 1 do programa tem consumo na faixa de 100 Kwh [quilowatts/hora] por mês de energia elétrica. Esse consumidor, com o sistema projetado com a energia solar, poderá gerar, em sua própria residência, 70 Kwh por mês. Isso significa que ele está tendo uma economia de 70% no gasto de energia elétrica que ele tem no seu dia a dia.”

A reportagem do CORREIO Sustentabilidade procurou o Ministério das Cidades para saber quantas residências do programa já foram entregues com a instalação de energia solar, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.

IPTU Amarelo

Salvador passará a contar ainda neste ano com o IPTU Amarelo, iniciativa lançada pela Prefeitura que dará 10% de desconto no Imposto sobre a Propriedade Predial Urbana (IPTU) dos imóveis (condomínios e casas) construídos horizontalmente. “Para os verticais, o foco é o IPTU verde”, explica secretário municipal de Sustentabilidade e Inovação, André Fraga.

Uma das pessoas beneficiadas pela medida será o advogado Leonardo Soares, 36 anos. Morador de Alphaville, ele conta que investiu R$ 45 mil para instalar 32 placas de energia solar em casa. A energia gerada abastece a residência e mais dois pontos comerciais. “Para a região em que moramos – Alphaville -, isso vai valer muito a pena. Vamos conseguir reduzir quase R$ 1 mil do IPTU.”

A família de Leonardo utiliza a energia solar desde que deixou de morar em prédio e se mudou para uma casa. Hoje, costuma pagar entre R$ 79 e R$ 100 na conta de luz, enquanto os vizinhos costumam a desembolsar até R$ 700.

FONTE – correio24horas.com.br

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Minas ganha usina pioneira que armazena energia solar

Minas Gerais já é o estado que mais utiliza equipamentos para gerar energia solar e hoje dá mais um passo importante para o setor. Em Uberlândia, no Triângulo, 1.152 placas de geração fotovoltaica conectadas a baterias vão trazer inovação importante para o Brasil, com reflexos no exterior.

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) inaugura a primeira minigeração conectada à rede no país com potencial para fornecer aproximadamente 480kWh/ano. A novidade principal do projeto – que conta com parceria da Alsol Energias Renováveis, do Grupo Algar, na execução –, é o armazenamento da energia captada ao longo do dia para ser devolvida à rede no período noturno coincidindo com o horário de maior demanda.

Investimento, segundo a Cemig, é de R$ 22,7 milhões, sendo R$ 17,5 milhões aplicados com recursos próprios da concessionária e outros R$ 5,2 milhões assumidos pela Alsol. Até então, todas as usinas que já operam em Minas fornecem energia para a rede durante o período em que a luz solar está presente, mas no momento em que o sistema é mais demandado essa contribuição não pode mais ser dada. Isso, porque a tecnologia opera por disponibilidade, não de acordo com a demanda.

Com a nova usina, essa lógica é invertida, já que ela mescla o envio da energia para rede e o armazenamento ao longo do dia com a presença do sol. A partir das 18h a tecnologia permite que seja injetado na rede seu potencial de 1MW por até três horas, justamente o período de maior demanda. Ao todo, a planta fotovoltaica de 300kWp (quilowatt-pico).

“Um inversor capta a luz e a transforma em energia, aí a tecnologia desenvolvida passa, a partir do momento em que o sol se põe, a fazer com que o que foi armazenado passe a ser modulado e injetado na rede. Com isso, você entrega um bloco de energia para o sistema”, afirma Gustavo Malagoli, presidente da Alsol e responsável pelo projeto.

Ainda de acordo com Malagoli, a tecnologia nacional traz ainda características ambientais importantes, já que usa três tipos de baterias que seriam descartadas no meio ambiente, mas que no sistema ainda podem ser reutilizadas. “Essas baterias precisam ser descartadas, mas ainda têm vida residual que será reaproveitada. Com esse uso, é possível prolongar a vida dessas baterias.

Assim, também estamos dando mais um aspecto de cuidado com o meio ambiente”, ressalta. Também está planejado o desenvolvimento de um hardware que possibilitará que o tradicional inversor fotovoltaico seja acoplado às baterias sem a necessidade de troca por um modelo híbrido, que tem alto custo.

Frederico Ribas Soares, gerente de gestão, de tecnologia e inovação da Cemig, destaca que a usina provoca impacto bastante positivo na rede. Além da qualidade da energia a ser produzida e disponibilizada para os consumidores, o aspecto ambiental é bastante relevante e ainda traz uma forma nova de comercializar.

“A usina traz um modelo novo de negócio, e exploração de serviço novo que a companhia ainda não faz. Tanto a Alsol quanto a Cemig terão a possibilidade de oferecer um serviço novo que combina armazenamento com qualidade e energia limpa”, afirmou.

A entrega é parte de um projeto de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) proposto pela Cemig e aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em abril do ano passado. De acordo com Carlos Renato França Maciel, superintendente de tecnologia e eficiência energética da Cemig, o projeto atende ao acordo que prevê a destinação pela companhia de percentual do seu faturamento à pesquisa. “Essa tecnologia é fruto desse investimento e traz resultado bastante importante e muito nobre para o setor”, conta.

A energia gerada é suficiente para atender pelo menos 250 residências com consumo médio de 150 kWh/mês. A ideia é que a energia gerada na usina de Uberlândia seja utilizada por empresas com elevado consumo de energia no horário de ponta brasileiro, no modelo de geração compartilhada. A geração anual de energia limpa pela unidade será equivalente a mais de 66 toneladas de CO2 neutralizado e 266 unidades de árvores plantadas, informa a Alsol.

Engrenagem

A usina dispõe de 1.152 placas que captam a luz solar ao longo do dia. O inversor faz com que parte da energia gerada seja encaminhada diretamente à rede e outra parte seja direcionada às baterias, que vão acumulando o potencial energético. A partir das 18h, a tecnologia desenvolvida em hardware passa a injetar na rede o insumo que foi armazenado nas baterias, por meio de um equipamento chamado de retificador.

Fonte: EM
Matéria retirada do site – ambienteenergia.com.br

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USP São Carlos tem curso para instalar e projetar sistemas de energia solar

Engenheiros, arquitetos, técnicos e estudantes e outros interessados podem participar; inscrições abertas

De 2016 a 2017 sistemas de energia solar em residências mais que dobraram no Brasil
(Foto: Divulgação / SEL – EESC)

O número de sistemas de energia solar instalados em residências passou de 7 mil unidades em 2016 para 16 mil em 2017. O aumento maior do que 100% se deve, principalmente, pela diminuição do custo dos painéis fotovoltaicos, aqueles que transformam a luz do sol em energia elétrica. Além disso, linhas de financiamento oferecidas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) têm ajudado pessoas físicas e jurídicas a investirem na instalação dos sistemas fotovoltaicos.

Diante do cenário propício a adesão desse tipo de tecnologia e a grande demanda em setores específicos da área, o Departamento de Engenharia Elétrica e de Computação (SEL), da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, oferecerá dois cursos no mês de junho. Eles irão fornecer aos profissionais de diversos setores conhecimentos sobre energia solar fotovoltaica, além de prepará-los para instalar os painéis que compõem os sistemas. As inscrições já estão abertas.

O primeiro curso é o Introdução a Sistemas Fotovoltaicos, Dimensionamento e Instalação, que ocorrerá nos dias 15 e 16 de junho. Os participantes irão aprender o dimensionamento básico do sistema fotovoltaico; a leitura de mapas solarimétricos, que mostram a incidência de radiação em diferentes países; os procedimentos de instalação dos painéis fotovoltaicos, a ligação do sistema no quadro de força, os passos para a configuração na central de monitoramento e até mesmo as etapas para solicitar conexão à concessionária responsável pela distribuição de energia elétrica.

Podem participar engenheiros, arquitetos, estudantes, técnicos, empreendedores e qualquer outra pessoa interessada em investir no ramo. O valor da inscrição é de R$ 500,00, à vista. Também pode ser pago em duas vezes de R$ 300,00 ou em três vezes de R$ 200,00.

Participantes irão aprender os procedimentos de instalação dos painéis fotovoltaicos
(Foto: Divulgação / SEL – EESC)

Voltado a profissionais específicos do ramo de engenharia elétrica, o segundo curso é o Dimensionamento Avançado de Sistemas Fotovoltaicos Usando PVsyst, que ocorrerá no dia 17 de junho. Nele, os interessados aprenderão a projetar sistemas fotovoltaicos em 3D com a utilização do software PVsyst (versão demo), que pode ser baixado neste link.

No programa de computador, os participantes irão trabalhar sombreamento, projeção em telhados, lajes, estacionamentos, além de estudarem a viabilidade financeira do sistema proposto. Para participar desse curso, o valor da inscrição é de R$ R$ 400,00, à vista, mas também pode ser pago em duas vezes de R$ 250,00 ou então em três vezes de R$ 166,70. É preciso que o aluno traga seu notebook com o software instalado, de preferência, a última versão.

Cada curso conta com 60 vagas disponíveis e as aulas serão ministradas no Anfiteatro Armando Toshio Natsume do SEL pelos professores Elmer Cari e Ricardo Machado, ambos do departamento, além do mestrando em engenharia elétrica da EESC, Francisco Lemes.

“O Brasil tem um potencial solar fabuloso e o governo tem incentivado, por meio de leis, a inclusão desta forma de energia no sistema elétrico, facilitando a aprovação por parte das concessionárias. Contudo, a porcentagem desse tipo de energia na matriz energética ainda é pequena, o que incentiva a necessidade de profissionais capacitados na área”, explica Elmer.

Aprendendo na prática

Os participantes poderão acompanhar na prática os conteúdos ministrados, isso porque o professor Elmer coordenou o projeto que levou à instalação do primeiro sistema fotovoltaico da USP, em São Carlos, localizado na cobertura de um dos prédios do SEL e que será utilizado como demonstrativo aos alunos.

O equipamento levou três semanas para ser instalado, possui uma potência de 3.100 Watts e produz uma energia mensal de 486kW-h, mesma quantidade de energia consumida, em média, durante um mês por uma residência com cinco moradores.

Professor Elmer (à esquerda) e Francisco estão entre os ministrantes dos cursos
(Foto: Divulgação / SEL – EESC)

O sistema é composto por 12 painéis fotovoltaicos que recebem até 270 watts de potência cada um. Eles são ligados a dois circuitos e um inversor – dispositivo que transforma a energia produzida a partir do sol em energia alternada, aquela encontrada na rede elétrica. São duas entradas de energia disponíveis no inversor para que se obtenha o máximo desempenho.

A central de monitoramento do sistema está localizada no Laboratório de Análise Computacional em Sistemas Elétricos (LACOSEP) do departamento. Lá, é possível acompanhar a potência dos painéis e quanto está sendo produzido de energia, tudo em tempo real. O sistema projetado pelo professor Elmer faz parte de sua pesquisa relacionada à estimação de parâmetros e previsão de potência em usinas fotovoltaicas. No trabalho, o cientista busca prever o comportamento do sistema fotovoltaico para representá-lo de forma adequada em softwares utilizados dentro das usinas.

Primeiro sistema fotovoltaico da USP São Carlos foi instalado no SEL
(Foto: Divulgação / SEL – EESC)

Simultaneamente, o docente coordena o estudo “Projeto de Instalação e viabilidade econômica de sistemas fotovoltaicos nas áreas I e II da USP em São Carlos”. A pesquisa trata de localizar os melhores pontos para a instalação de sistemas fotovoltaicos, dimensioná-los utilizando o software PVsyst, obter um orçamento completo do projeto e realizar um estudo de retorno do investimento considerando, inclusive, a manutenção.

Mais informações: (16) 3373-9337, e-mail cursosolarusp@gmail.com, site dos cursos www.sel.eesc.usp.br/cursosolar/

Da Assessoria de Comunicação do SEL

FONTE – jornal.usp.br

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São Paulo planeja colocar refletores de LED, energia solar e telões no Morumbi

O São Paulo dará o pontapé inicial em algumas mudanças na infraestrutura do estádio do Morumbi entre junho e julho. O clube negocia com empresas parcerias para evitar os custos das reformas. Algumas têm expectativa de serem concluídas ainda nesta temporada.

Uma das principais mudanças é na iluminação, que passará a ter refletores de LED com a potência máxima permitida em estádios. O clube já fez testes e garante uma melhora significativa para os jogos à tarde e à noite. O Estado apurou que a diretoria tricolor tem negociação avançada com uma empresa sul-coreana para a substituição dos atuais refletores.

Os estudos para as mudanças na iluminação vêm de tempo, como adiantou o Blog do Morelli no ano passado. Além da preocupação com os jogos, o São Paulo quer evitar “perder” shows e outros eventos para as arenas rivais, de Palmeiras e Corinthians.

Com o apoio de patrocínio da Ambev, o clube também fará uma grande reforma nos vestiários (de mandante e visitante) e no acesso deles ao gramado. Tudo será ampliado e, diferente do que acontece hoje, os times passarão a subir para o campo por um mesmo túnel, compartilhado e mais amplo.

A diretoria tricolor ainda trabalha para tentar viabilizar outras duas novidades: telões no estádio – ideia ainda em fase embrionária de estudos de viabilidade – e a instalação de placas para captação de energia solar em cima das fileiras mais externas das arquibancadas do estádio, que passariam a ser cobertas.

Em negociação avançada com uma empresa de tecnologia alemã, a intenção do São Paulo é ter sua própria usina de energia solar e instalar ao redor de todo o estádio coberturas com placas de sete metros de largura para captar a energia que, além de ser utilizada no próprio estádio, poderá ser vendida.

CT DA BARRA FUNDA – O São Paulo também planeja ampliar e mudar alguns espaços em CT da Barra Funda. Os vestiários dos atletas, hoje localizados embaixo da arquibancada, seriam colocados junto do alojamento, nos fundos do prédio principal. Onde estão localizados hoje, na entrada do CT, será o novo espaço para a imprensa, hoje anexa ao acesso para o Reffis. A academia e o Reffis serão ampliados e passarão a ocupar também o espaço hoje dedicado aos jornalistas que acompanham o dia-a-dia tricolor.

FONTE – istoe.com.br

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Equipe ESenergy visita Alfacitrus

Na quinta-feira (09), a equipe da ESenergy representada pelo Diretor de Operações Luis Carlos de Mello e Diretor Financeiro Rodrigo Palmieri e pelos representante Paulo Michelon e demais colaboradores visitaram a empresa Alfacitrus localizada na cidade de Engenheiro Coelho-SP a 210 km de Sertãozinho/SP.

O intuito da presença dos responsáveis foi acompanhar o andamento do projeto fotovoltaico que está sendo instalado com 854 módulos e uma capacidade instalada equivalente a 273,78 Kwp.

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