Energia solar da ANEEL será inaugurada na próxima terça-feira (26/6)

Aquele ditado popular de que o exemplo tem que partir de dentro de casa se aplica ao projeto de eficiência energética que vem sendo implementado na Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) desde 2014.

A partir de uma demanda da Diretoria, as áreas técnicas iniciaram um trabalho de melhoria da eficiência energética nas instalações da Agência. A primeira etapa desse projeto, a da usina fotovoltaica, será inaugurada na próxima terça-feira (26/6), às 11h, no prédio da ANEEL.

Trata-se da usina fotovoltaica de microgeração distribuída, que terá geração anual entre 650 MWh e 800 MWh, numa média de 710 MWh/ano. O objetivo é atender entre 18% e 20% do consumo anual da autarquia.

O investimento desta etapa é da ordem de R$ 1,8 milhão. As outras etapas do projeto, a de iluminação e a de climatização, ainda estão nas fases de implementação e licitação respectivamente.

A usina fotovoltaica conta com 1.760 painéis de 1,65m2, com potência instalada de 510,40 quilowatts-pico (kWp), que foram dispostos de forma a otimizar o aproveitamento do sol e evitar áreas sombreadas das edificações. A área total ocupada pelos módulos e pelos seus acessos será de 3.580 m2.

Cada conjunto de 96 módulos foi conectado em um inversor, e todos os inversores serão monitorados numa central de operação, com dados unificados. A energia gerada compensará o consumo do prédio da Agência pelo mecanismo do Sistema de Compensação de Energia¹ , no qual até a geração nos fins de semana poderá ser injetada na rede e depois devolvida para a Agência.

Usina Fotovoltaica Aneel

A realização do projeto de eficiência energética com a instalação da usina foi possível graças a elaboração de um contrato de desempenho, desenvolvido de forma pioneira dentro do setor público. O contrato permitiu a inclusão da obra dentro do Projeto de Eficiência Energética (PEE)² da Companhia Energética de Brasília (CEB).

O contrato adota o seguinte ciclo: a CEB aplica o dinheiro do PEE na usina solar da ANEEL e, à medida que a usina gera energia, a fatura de energia da autarquia diminui.

A Agência continuará pagando o restante da fatura até amortizar todo o investimento e quando o dinheiro voltar para a CEB ele será aplicado em outros projetos de eficiência energética, com retorno para todos os consumidores atendidos pela distribuidora.

O Superintendente de Pesquisa e Desenvolvimento e Eficiência Energética, Ailson de Souza Barbosa, disse que a ANEEL deu um grande exemplo para o setor elétrico e o setor público com a instalação da usina.

“A Agência mostrou que é possível implementar uma iniciativa que gera lucratividade e benefícios por várias décadas mesmo após a amortização do investimento. Além disso, existe o fator de inserção da eficiência energética na cultura das instituições públicas. Precisamos considerar esse elemento no nosso dia-a-dia, aplicar os recursos de forma objetiva e garantir uma economia real de energia”, ressaltou.

O prédio, construído em 1984, é composto por três blocos (H, I e J). No bloco H, funciona a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e nos blocos I e J, a ANEEL.

A energia da usina solar já está sendo produzida no bloco H e a previsão é que os blocos I e J também produzam até o final de julho. A Especialista em Regulação, Sheyla Maria das Neves, disse que, apesar de antigo, o prédio foi pensado de forma eficiente.

“ A disposição dos blocos permite que um faça sombra no outro e assim haja diminuição de carga térmica, além disso, a instalação de brises proporcionou uma diminuição da incidência solar. Tudo isso causou uma surpresa positiva e ajudará bastante na etiquetagem das instalações”, afirmou.

A edificação concorrerá à etiquetagem pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem – PBE. O objetivo é obter a Etiqueta A de Eficiência Energética, o que coloca o prédio e seus respectivos blocos como um exemplo de eficiência energética para prédios públicos.

FONTE – ambienteenergia.com.br

Energia solar fotovoltaica e as oportunidades no agronegócio

A energia elétrica, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), um dos itens que mais pesa na planilha de custo dos produtores rurais, deve aumentar ainda mais em 2017. Por isso, a tendência é que a energia solar seja uma das principais fontes de energia do futuro. Diferente do combustível fóssil (que é um recurso finito), os painéis são uma tecnologia cuja eficiência aumenta e o valor diminui com o passar do tempo.

No Brasil, conforme a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), apenas 11 mil propriedades têm o sistema instalado. No agronegócio, a tecnologia vem sendo bem recebida pela agricultura familiar, em função da linha de crédito incentivada pelo Pronaf Eco, Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar direcionado para financiamento de energia renovável e sustentabilidade ambiental.

Energia solar fotovoltaica

Para atender esta demanda, o Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) vem cadastrando e credenciando empresas que fornecem sistema de energia solar fotovoltaica. Até o momento apenas cinco estão cadastradas no sistema do MDA, a única da região Sul do país é a Turbo Ferro, de Tubarão (SC), que fornece o Solar Inove para o Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. “Somos uma empresa tradicionalmente do setor agrícola, hoje 95% dos nossos clientes são produtores. Para ser cadastrado pelo MDA tivemos que atender diversas exigências e certificações, por isso, temos um produto diferenciado que pode ser financiado em até 10 anos com juros de 2,5% ao ano”, afirma Fernando Ronchi, diretor da empresa.

Com cerca 90% do seu marcado centrado no Sul do país, a empresa catarinense investe forte no mercado fumageiro. “Durante muitos anos fornecemos estufas metálicas e secadores, especialmente para fumageiras do Rio Grande do Sul e Santa Catarina e essa parceria continua com o sistema fotovoltaico através do Solar Inove.”, diz Ronchi. Em municípios como Santa Terezinha, no Planalto catarinense, onde a cidade com 8.761 habitantes conta com mais de dois mil produtores de fumo, a preocupação com a falta de energia elétrica é muito grande.

Durante o período de colheita, que vai de novembro a meados de fevereiro, a sobrecarga de energia é tão expressiva que a empresa fornecedora de energia é obrigada a fornecer geradores para garantir a energia na região. Para tentar resolver o problema, os produtores locais estão aderindo ao sistema fotovoltaico. “Eu fui um dos primeiros na região, mas agora tem mais gente instalando. A nossa região tem muita sobrecarga em época de colheita de fumo e o consumo é muito alto neste período. É uma forma da gente fazer a nossa parte.”, afirma Genésio Ignaczuk, que adquiriu o sistema há um ano.

Investimento em painel fotovoltaico

O produtor investiu R$ 42 mil na contratação de 700 quilowatts por mês para pagar em até dez anos através do Pronaf Eco. Segundo a Turbo Ferro, as placas que compõem o painel fotovoltaico foram instaladas em cima do galpão onde o produtor seca, em média, 15 mil quilos de fumo. “Analisando a longo prazo com um financiamento de dez anos pra pagar se torna muito viável, principalmente quando a gente vê a conta da luz passar de R$ 180 para R$ 1,2 mil em época de colheita”, diz Ignaczuk.

energia solar na agricultura

Mas, não são apenas os fumicultores que vem aproveitando os benefícios deste sistema de energia renovável. A suinocultura e a avicultura também sofrem muito com os custos e a falta de energia em sua atividade a exemplo do que acontece em outras atividades no campo ou no meio urbano. “Além de uma fonte de energia renovável é um bom negócio para todos os envolvidos na cadeia. Por isso, também estamos em busca não apenas de novos clientes, mas também de parceiros interessados em desenvolver a energia solar no Sul do Brasil”, diz Ronchi. A utilização do sistema ainda engatinha no mercado brasileiro, mas já aparece como uma grande alternativa para viabilizar a atividade no campo. “É uma tecnologia que se paga em quatro ou cinco anos. Em alguns lugares esse tempo pode ser menor devido ao valor do quilowatt. O Rio Grande do Sul, por exemplo, tem o valor mais caro da região Sul”, afirma a o empresário.

Os custos da tecnologia De modo geral no Brasil, o custo total do sistema fotovoltaico é, em média, a metade do valor da energia elétrica convencional. Por exemplo, um sistema de energia solar fotovoltaico de 3.12 KWp tem um investimento de R$ 21 mil, que pode ser pago em até dez anos com juros de 2,5% ao ano. Em 25 anos (que é o tempo de garantia das placas), a energia gerada será de aproximadamente 118.800 Kwh. Se dividirmos o valor do investimento pela energia gerada chegaremos ao preço de R$ 0,177/kWh ao longo desse período. Para se ter uma ideia, o valor do KW no Rio Grande do Sul, por exemplo, a média é de R$ 0,60. “Se formos literais, podemos concluir que a energia solar na verdade é gratuita. Nós pagamos é pelo sistema que transforma a energia solar em energia elétrica”, afirma Ronchi.

Fonte: SF Agro
Materia retirada do site – ambienteenergia.com.br

Morador de Palmas adere a energia solar e reduz conta de luz de R$ 450 para R$ 63 por mês

Em Palmas, 22 casas e uma empresa aderiram ao sistema, em dois anos. O custo para fazer a instalação é alto, mas consumidor garante que retorno é vantajoso.

 

Para reduzir a conta de energia elétrica, consumidores do Tocantins têm apostado na energia solar. Um deles, é o morador de Palmas, professor de física, Marcio Serafim, que conseguiu diminuir o valor da conta de luz em 90%. Ele pagava em média R$ 450. Hoje, R$ 63 por mês. Quem aderir ao sistema, também tem descontos no ITPU.

Faz dois anos que o professor instalou o sistema de energia solar fotovoltaica, que converte os raios do sol em energia elétrica limpa. Quanto maior a radiação solar, maior a quantidade de eletricidade produzida. Basicamente o sistema é composto por placas que ficam no telhado e uma caixa que serve para converter a energia.

“As placas fotovoltaicas geram tensão contínua e é necessário que a gente converta de tensão contínua para tensão alternada, que é a tensão utilizada em nossas residências para alimentar geladeiras, televisão, computadores, micro-ondas”, explica o professor.

Morador de Palmas instala sistema de energia solar e reduz a conta de luz em 90% (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Morador de Palmas instala sistema de energia solar e reduz a conta de luz em 90%
(Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

O sistema pode ser colocado em casas, empresas e prédios públicos. O primeiro passo é entrar em contato com uma empresa especializada. Em Palmas, há 12 estabelecimentos credenciados. A partir do projeto desenvolvido por especialistas, é possível prever quantas placas serão necessárias. Depois, deve ser feito um requerimento na Prefeitura de Palmas, que criou em 2015 o programa “Palmas Solar”, o qual concede descontos no IPTU para quem adere ao sistema.

“Esse desconto pode chegar a até 80% do IPTU durante cinco anos”, disse o secretário executivo de Projetos, Captação de Recursos e Energias Renováveis, Sérgio Faria.

A lei municipal, que concede os benefícios, foi aprovada em 2015, em Palmas. Apesar disso, somente 22 casas e uma empresa aderiram a instalação de energia solar.

Na época, o professor de física investiu R$ 25,4 mil no sistema. Se fosse hoje, o custo seria de R$ 19 mil. O valor varia de acordo com o consumo. O custo ainda é considerado alto, mas os benefícios futuros podem superar.

“O retorno que você tem é extremamente alto e você fica seguro sobre os possíveis aumentos que estão por vir a cada ano da energia elétrica. Não é um valor baixo a ser investido, mas com planejamento há de se ver que o retorno é seguro”, conclui o professor.

O último reajuste da energia elétrica passou a valer no dia 4 deste mês. Para as tarifas residenciais, que correspondem a 99% dos clientes estado, o aumento será de 5,5%. Vale lembrar também que em julho a bandeira tarifária é a amarela, que representa cerca de R$ 2 a mais por cada 100 kwh consumidos.

Fonte – G1.globo.com

Uso da energia solar cresce 135% em Mato Grosso do Sul

Em um ano, número de conexões saltou de 105 para 247 sistemas

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Em pouco mais de um ano, cresceu 135%, em Mato Grosso do Sul, o número de consumidores que aderiram ao modelo da geração elétrica distribuída e, hoje, já produzem a própria energia em residências, empresas ou propriedades rurais, por meio de fontes renováveis como painéis solares fotovoltaicos.

De acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), já são 247 os empreendimentos que fazem uso deste tipo de sistema no Estado, diante de 105 conexões em abril de 2016 (conforme dados disponibilizados pela própria agência para comparativo).

A potência instalada destas unidades no Estado é de 1.969,31 quilowatts atualmente.

O aquecimento da demanda é comprovado pelo próprio mercado local, em função da percepção do público de que a energia fotovoltaica, além de sustentável, também tem se consolidado como viável economicamente.

“Aumentou de 40% a 50%, tanto a procura por instalação de projetos quanto o interesse em saber como funciona um sistema fotovoltaico, para trabalhar com esse tipo de negócio”, afirma Marta Soares da Cunha Fernandes, consultora em sustentabilidade da Harmonia Soluções Sustentáveis, há dois anos atuando no segmento.

Fonte – correio do estado

Primeira usina fotovoltaica da Europa completa 35 anos

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A Associação da Indústria Fotovoltaica Suíça – Swissolar, em maio de 1982, há exatamente 35 anos atrás, construiu no terraço da Universidade  de Ciências Aplicadas de Southern Suiça (SUPSI) um sistema fotovoltaico com 10kW de potência nominal, a qual foi a primeira usina na Europa ligada à rede pública. Até a data, a planta em Canobbio no cantão suíço de Ticino fornece energia solar ininterruptamente. Testes de laboratório têm mostrado que o tempo de vida dos sistemas fotovoltaicos tem sido maiores que 30 anos, pelo menos os da Swissolar: “Ao contrário de diferentes usinas de energia convencionais, as fotovoltaicas não necessitam de peças móveis. Devido à experiência, tem mostrado que é possível uma longa vida útil”. Os primeiros sistemas conseguiram superar o tempo estipulado e ainda funcionar perfeitamente, de acordo com a Swissolar isso tem um impacto significativo sobre a rentabilidade da energia fotovoltaica – em parte porque o investimento pode ser amortizado em pelo menos 30 anos, e tem baixos custos de manutenção.

A Swissolar chama ainda mais atenção aos sistemas fotovoltaicos produzidos na Suíça e usados por décadas. Há 30 anos atrás, foi instalado o primeiro sistema fotovoltaico privado nas instalações da empresa Horlacher AG Möhlin e ligado na rede da Suíça, ainda está funcionando sem problemas e sem qualquer manutenção. A maior parte da energia gerada é usada principalmente na fábrica, apenas o excedente é introduzido na rede. Outro sistema fotovoltaico com 100kW de potência foi construído em 1989 às margens da A13, perto de Felsberg GR (auto estrada) também como uma barreira sonora, e ainda está em funcionamento. Especialmente outra instalação da Swissolar foi feita sobre uma fachada  da “Jungfraujoch” numa região nada favorável pelo clima. Este sistema fotovoltaico foi construído em 1993, apesar das condições climáticas não favoráveis.

Por um longo período a Universidade de Ciências Aplicadas de Berna fez medições e não foi detectada nenhuma redução significativa no rendimento, apenas cerca de 0,05% ao ano.

 

Fonte – grupofor

ONG leva iluminação por meio de energia solar a sete comunidades ribeirinhas

 A entidade levará cerca de 100 postes e 100 lampiões, que funcionam por meio de energia solar.

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Mais de 60 voluntários da Organização Não Governamental (ONG) Um Litro de Luz Brasil viajaram na manhã deste sábado (11) para a Caapiranga (a 134 quilômetros de Manaus) para desenvolver a maior ação da entidade que é levar cerca de 100 postes e 100 lampiões, que funcionam por meio de energia solar, para beneficiar mais de 800 pessoas que vivem em sete comunidades ribeirinhas naquele município.

Até o dia 19, os voluntários da entidade, representante oficial do movimento global Liter of Light no Brasil, se dividirão e trabalharão junto com os moradores na construção das soluções de iluminação. As famílias também aprenderão a construir o poste para áreas externas e o lampião para ser usado dentro de casa. Além disso, parte da comunidade também será ensinada a realizar a manutenção de ambos.

De acordo com uma integrante da ONG em Manaus, Kelly Oliveira, as comunidades selecionadas não possuem rede elétrica, somente um gerador que funciona por um curto período, geralmente de 18h às 21h, e que depende do fornecimento do diesel da prefeitura de Caapiranga. Porém, este combustível só atende a metade do mês, na outra, a comunidade fica no escuro. Esta é a segunda fase do projeto.

“Na primeira, realizada em setembro de 2016, implantamos o projeto piloto com 20 postes e 20 lampiões para identificarmos os pontos negativos e positivos e poder melhorar. O impacto na vida dos ribeirinhos, segundo uma equipe que foi nas comunidades em janeiro, foi muito bom, principalmente em relação à escola, pois os professores puderam planejar as aulas no período da noite”, destacou.

Financiamento

Para financiar o projeto, o Litro de Luz conta com a verba recebida pelo Prêmio St Andrews Prize For The Environment, da Universidade St Andrews na Escócia.  Serão cerca de US$ 100 mil dólares, investidos na logística e preparação da ação e nas soluções ecológicas e economicamente sustentáveis com o uso de garrafas pet para combater a falta de iluminação na região.

Sobre a ONG

No Brasil desde 2014, o Litro de Luz desenvolve soluções ecológicas e economicamente sustentáveis para combater a falta de iluminação nas cinco regiões do país. Foi por meio de uma solução acessível criada pelo brasileiro Alfredo Moser, em 2002 – que usou garrafas pet abastecidas com água e alvejante para solucionar o problema da falta de luz dentro de casa – que o movimento global Liter of Light foi criado nas Filipinas, em 2011.

Atualmente, a organização está presente em mais de 21 países e já impactou a vida de milhões de pessoas, além de ter recebido importantes premiações como  World Habitat Awards 2015, da ONU, e  o Zayed Energy Prize, considerado o prêmio Nobel de Energia Sustentável.

 

Fonte – A critica

Empresa transforma passarelas em painéis solares

Sustentabilidade e busca por novas maneiras de explorar os recursos naturais têm sido constantes em projetos de várias startups espalhadas pelo globo. Eis uma nova pequena empresa húngara que pode fazer a diferença: a Platio pretende colocar painéis solares em inúmeros tipos de superfícies e já começa por passarelas nas ruas.

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“Os fundadores da Platio são amigos de infância e entusiastas da tecnologia favorável ao meio ambiente”, conta Imre Sziszák, que forma ao lado de Micklós Ilyés e József Cseh o grupo de engenheiros e arquitetos responsáveis pelas bases moldadas em plástico, capazes de captar energia. O material escolhido pelo trio evita que o terreno quebre ou enrole facilmente.

O projeto também usa resíduos plásticos reciclados e começou há dois anos, em Budapeste. Até agora, já arrecadou US$ 70 mil em 150 m² de área comercializada e promete alçar voos maiores muito em breve: é uma das investidas bem-sucedidas no evento especializado em cidades inteligentes Smart City Expo e até mesmo aparece como alternativa literalmente mais ensolarada à tradicional pavimentação cinza de asfalto.

 

Fonte – Tecmundo

Fazenda no meio do deserto usa energia solar e cultiva legumes com água do mar.

“Nossa estufa transforma água do mar e luz solar em energia e água”.

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O deserto do sul da Austrália é um ambiente hostil para plantas. Contrariando qualquer expectativa, cerca de 17 mil toneladas de tomates são produzidas por lá a cada ano. O que mais impressiona é que são usados apenas dois ingredientes para que as plantas cresçam saudáveis: água do mar e sol.

Os tomates são criados em uma fazenda comandada pela empresa inglesa Sundrop Farms. Na produção, não são usados pesticidas, combustíveis fósseis ou água subterrânea – comumente usada na agricultura tradicional para irrigação. O objetivo por trás do empreendimento é desenvolver uma forma mais sustentável de produção de legumes e verduras.

Nossa estufa transforma água do mar e luz solar em energia e água. Em seguida, usamos dióxido de carbono de origem sustentável e nutrientes para maximizar o crescimento das nossas culturas, afirma a equipe em seu site. Com o aumento da demanda por energia e água doce, a Sundrop pode ser o futuro da agricultura.

Foram necessários seis anos de pesquisas e uma equipe internacional de cientistas para que a ideia fosse para frente. Uma estufa piloto foi construída em 2010 e, quatro anos depois, uma instalação em escala comercial com 20 hectares foi criada. Na semana passada aconteceu o lançamento oficial da fazenda no sul da Austrália, na região da cidade de Port Augusta.

Toda a energia para fazer a fazenda funcionar é gerada por 23 mil espelhos que refletem a luz do sol para uma torre receptora de 115 metros de altura. Em um dia ensolarado, até 39 megawatts de energia podem ser produzidos, segundo dados obtidos pelo site New Scientist. A estufa ainda está conectada com a rede elétrica caso algo dê errado.

Apesar de inteligente, a inovação pode causar impacto negativo no deserto. Sistemas similares nos Estados Unidos estão incinerando mais de seis mil aves por ano, pois muitas delas voam na frente das placas solares para caçar insetos, segundo o site Science Alert.

Outra coisa a se pensar é no preço para o desenvolvimento dessas estufas. É preciso 200 milhões de dólares para construir uma delas do zero – sem contar o valor para mantê-las. A empresa, porém, acredita que isso não será um problema, pois os custos da Sundrop Farm são mais fáceis de prever do que os de uma fazenda tradicional.

A Sundrop planeja lançar em breve mais estufas sustentáveis em Portugal, nos Estados Unidos e mais uma na Austrália.

 

Fonte – Exame

Painéis solares são alternativa para gerar energia consumida em casa

Tecnologia é moderna, ecológica e menos agressiva para o meio ambiente.

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Muita gente está apostando na instalação de painéis solares para gerar a energia consumida em casa.

É tecnologia moderna, ecológica e menos agressiva para o meio ambiente. Porém, não é barata, e, por isso mesmo, ainda é bem rara. Em todo o bairro de alto padrão, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, só há uma casa com painéis de energia solar.

A casa é do Paulo. Ele conta que gastou R$32 mil com o sistema. Painéis importados da China. O conversor é alemão.

A pleno sol, até sobra energia e mesmo com o tempo nublado, ainda se produz alguma coisa.
A energia gerada e não utilizada vira crédito junto à concessionária.

Por isso, o relógio de luz é diferente. Ele registra dois valores, o de entrada e o de saída de eletricidade.

A conta de luz também é bem diferente no formato e em detalhes que outras não tem. Aparece o fornecimento e a energia compensada.

Paulo não espera recuperar o investimento em menos de seis ou sete anos. O tempo necessário para compensar o investimento varia de acordo com a região do país. É menor onde as tarifas de energia são mais altas. Só a produção nacional e em larga escala pode tornar os equipamentos mais acessíveis.

Assista o vídeo também em

Fonte – Jornal Hoje G1

HISTÓRIA DA ENERGIA SOLAR: COMO TUDO COMEÇOU

HISTÓRIA DA ENERGIA SOLAR: COMO TUDO COMEÇOU

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Como todas as coisas que existem, sejam elas viventes ou não, a energia solar também teve um começo. Estamos querendo dizer que houve alguém que desenvolveu esse sistema, criando assim o ponto de partida para a construção da história da energia solar até os dias de hoje.

A energia solar remonta os primórdios onde a luz solar era fonte de energia para fazer fogo e aquecer casas e água. Já em épocas mais a frente, mais precisamente no século XIX, o físico francês Alexandre Edmond Becquerel observou pela primeira vez o efeito fotovoltaico, quando realizava algumas experiências com eletrodos. Alexandre Edmond foi quem criou a energia solar no ano de 1839.

No inicio da história da energia solar, quando foi descoberta e por longas décadas, a energia solar foi vista como uma tecnologia futurista, cujo uso se restringiria exclusivamente aos cientistas e suas pesquisas. Por possuir um alto custo inicial, acreditava-se que a energia proveniente dos raios solares não chegaria a ser utilizada de maneira geral.

Entretanto, ocorreram muitos avanços fotovoltaicos que não só fizeram Albert Einstein ganhar seu primeiro Prêmio Nobel, no ano de 1923, como também foram responsáveis pela concretização da energia solar como uma maneira real de produzir energia limpa. Certamente uma passagem muito importante na história da energia solar.

Durante a era moderna da história da energia solar, que teve início em 1954, Calvin Fuller, um químico dos Bell Laboratories nos Estados Unidos desenvolveu o processo de dopagem do silício. Fuller partilhou a sua descoberta com o físico Gerald Pearson que melhorou o experimento. Pearson descobriu que a amostra exibia um comportamento fotovoltaico e partilhou a descoberta com Daryl Chapin.

As primeiras células fotovoltaicas produzidas tinham alguns problemas técnicos que foram superados pela química quando Fuller dopou silício com arsênio e depois com boro, obtendo células que exibiam eficiências recorde. A primeira célula solar foi formalmente apresentada numa reunião anual da National Academy of Sciences, em Washington, e anunciada numa coletiva de imprensa no dia 25 de Abril de 1954.

Em nossos dias, principalmente nos últimos anos, as vantagens econômicas envolvendo a energia solar passaram a ter muito peso, além dos benefícios ao ambiente. O mercado de energia proveniente do sol também sofreu grandes quedas de preço de equipamentos, o que resultou em acessibilidade na instalação de sistemas solares pela população. Com certeza, esses avanços foram muito além do que Alexandre Edmond, quem criou a energia solar, imaginou enquanto realizava seus primeiros experimentos com eletrodos.

Ainda não vivemos no ápice da história da energia solar, porém, os sistemas solares fotovoltaicos oferecem diversas vantagens e representam uma excelente alternativa para a geração de energia em diversos lugares, como comunidades isoladas que, muitas vezes ainda utilizam o diesel, combustível extremamente poluente, como fonte de energia ou até mesmo vivem no escuro.

Fonte – Portal Solar