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Em 4 anos, aumenta de 2 para 39 número de imóveis com ‘microgeração’ de energia solar no Alto Tietê

Com o ‘microgeração’, cliente pode destinar à concessionária de energia excedente produzida pelo sistema.

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Os custos com luz fizeram muitas empresas e moradores do Alto Tietê trabalharem com captação da luz solar, mas de um jeito ainda pouco conhecido, chamado de microgeração. Neste sistema, o morador devolve para a rede o excedente não usado e ganha descontos na conta de luz por isso. Em 2014 eram apenas dois clientes na região neste modelo, hoje já são 39.

Uma empresa que trabalha com plantas ornamentais utiliza a maior parte da energia elétrica para bombear a água que irriga as plantas durante todo o dia. Para economizar, os donos tiveram a ideia de trocar o tipo de energia consumida. Eles investiram quase R$ 34 mil no sistema de energia solar.

A conta de luz da unidade ficava em torno de R$ 500 por mês. Com a mudança, agora não passa de R$ 40. “A representação financeira é muito pequena, a nossa preocupação é com a questão ecológica”, conta o empresário Evandro Fianpersa.

A energia que não é consumida pela empresa vai para a rede da distribuidora e é convertida em crédito na conta de luz. “Nós não podemos lançar mão deste dinheiro. Nós temos cinco anos para consumi-lo. Se tivermos débitos, teremos de pagar” explica o empresário Lucas Gianpersa.

O empresário Guilherme Amadeu tem uma empresa que detecta o tipo de energia que é apropriada ao cliente, elabora o projeto, busca os equipamentos, instala e faz a mudança na concessionária. “O bacana da energia solar é que você produz e você consome”, pontua.

Desde 2009, uma empresa de Mogi das Cruzes utiliza a tecnologia para aquecer a água. Hoje a linha de produtos representa 5% do faturamento. O investimento varia de R$3 mil a R$5 mil. Com a eficiência de 60% comparado à conta de luz, o investimento se recupera em dois anos.

“Em um dia nublado não consegue atingir a temperatura máxima para um banho fortal, mas mesmo assim ele funciona como um modelo economizador. Ele já dá um pequeno incremento de temperatura em relação água fria e ele vai funcionar com o sistema de backup, seja ele elétrico ou a gás”, conta o gerente de marketing Leonardo Nogueira de Abreu.

FONTE – g1.globo.com