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A energia das estrelas substituirá a do petróleo

A transição será marcada por uma mistura de fon­tes energéticas

Quando entramos no mundo mitológico, nos deparamos com Apolo atravessando o céu numa carruagem puxada por cavalos soltando fogo pelas ventas, iluminando o Céu e a Terra com o infinito poder das estrelas. Somen­te Zeus, também possuía tama­nho poder. Conta-se que uma das amantes mortais de Zeus – Semele – implorou para que Zeus a deixasse vê-lo na sua verdadeira forma. Re­lutante, ele concordou. Sua opulên­cia de energia cósmica a carbonizou instantaneamente.

Uma era de energia solar, de fusão de hidrogênio, começa a se insinuar no palco da história humana e certamente irá subs­tituir a energia proveniente dos cadáveres de plantas e animais. Refiro-me a dos combustíveis fósseis. Além da energia de fu­são, inclusive a solar, avanços na Física deverão trazer tam­bém a era do magnetismo. Flu­tuando em colchões de magne­tismo, teremos trens, carros e pranchas flutuando e deslizan­do-se com grande facilidade. Se considerarmos que a maior parte da energia desses móveis é consumida para vencer a for­ça de atrito, o consumo energé­tico, com os colchões magnéti­cos ficará ultra reduzido.

Atualmente, o mundo como um todo consome cerca de 14 trilhões de Watts de energia, desse montan­te, 33% decorre do petróleo, 20% do carvão, 7% da energia nuclear, 15% da biomassa e hidroelétrica e apenas algo em torno de 0,5% tem como fonte direta, o sol.

Em 1956, M. King Hubbert, en­genheiro da Shell Oil deu uma pa­lestra de grande projeção no Ame­rican Institute e fez uma previsão que foi totalmente ridicularizada pelos colegas de sua época. Previu que as reservas petrolíferas dos Es­tados Unidos estavam se esgotando muito rápido. Entre 1965 e1971, cer­ca de 50% do petróleo já terá sido re­tirado do solo, disse ele, e acrescen­tou: Os E. U. A. terão que importar parte do petróleo de que necessita.

Muitos consideraram a pre­visão alucinada, pois na épo­ca, o país estava retirando enor­mes quantidades de petróleo do Texas. Mas ele deu o tiro no alvo. Em 1970 a produção Norte Ame­ricana alcançou 10,2 milhões de barris por dia, mas, depois come­çou a cair e hoje os Estados Uni­dos importam quase 60% de pe­tróleo. Hubbert pode estar certo também na sua outra previsão: a produção mundial deverá decli­nar entre 2000 e 2010.

No momento os “senhores do petróleo estão preocupados, pois por detrás do discurso retórico de que existem novas reservas de pe­tróleo comprovadas, existe um sen­timento geral de que isso é mais um ‘faz de conta ilusório’”. A verdade é que existe um consenso de que es­tamos iniciando a descida da cur­va em sino prevista pelo engenhei­ro Americano da Shell. Apesar de novos bolsões sempre serem des­cobertos, o custo da extração e re­finamento, em geral é bastante ele­vado e não compensador.

A pergunta que se faz na sea­ra industrial é: que fonte energé­tica tomará o lugar do petróleo? Atualmente ainda não há respos­ta certeira. Mas, a transição será marcada por uma mistura de fon­tes energéticas, contudo, a can­didata a se tornar proeminente é a energia solar e fusão de hidro­gênios. No momento, o custo da eletricidade produzida por célu­las solares é muito mais eleva­do do que a produzida por car­vão, mas vai baixar cada vez mais em função de novos avanços tec­nológicos e a dos combustíveis fósseis está sempre subindo gra­dualmente. Em dez anos os pre­ços de ambas deverão estar igua­lados. Daí para frente, a energia solar passará a ter hegemonia no cenário energético mundial.

FONTE – dm.com.br