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Energia do carvão já está mais cara do que solar e eólica nos EUA

Os pesquisadores descobriram que 211 gigawatts da atual capacidade de carvão dos EUA, 74% da frota de carvão, está mais cara do que as outras modalidades

Termelétrica a carvão nos EUA: Trump quer dar mais fôlego ao combustível fóssil (Foto: iStockphotos)

Estudo revela que cerca de três quartos da produção de carvão dos EUA são estão custando mais caro do que as energias solar e eólica no fornecimento de eletricidade para as famílias americanas. “Mesmo sem grandes mudanças na política, continuaremos a ver o carvão se aposentar muito rapidamente”, afirma Mike O’Boyle, coautor do relatório da Energy Innovation, empresa de análise de renováveis.

O levantamento foi baseado nos custo da energia das usinas de carvão em comparação com as opções eólica e solar num raio de 35 milhas (quase 57 km), segundo registros financeiros públicos e dados da Agência de Informação de Energia (EIA). Os pesquisadores descobriram que 211 gigawatts da atual capacidade de carvão dos EUA, 74% da frota de carvão, está mais cara do que as outras modalidades.

Em 2025, a imagem se torna ainda mais clara, com quase todo o sistema de carvão dos EUA superando o custo do vento e do sol, mesmo considerando a construção de novas turbinas eólicas e painéis solares.

As usinas de carvão sofreram devido ao aumento dos custos de manutenção, incluindo requisitos para instalar controles de poluição. Enquanto isso, o custo da energia solar e eólica despencou à medida que a tecnologia melhorou. O gás natural barato e abundante, assim como o crescimento de energias renováveis, atingiu a demanda de carvão, com o EIA reportando em janeiro que metade de todas as minas de carvão dos EUA fecharam na última década.

Renováveis ​​agora respondem por cerca de 17% da geração de eletricidade dos EUA, com a participação do carvão em declínio. No entanto, o poder da indústria do carvão, apoiada pela administração de Trump, significa que seu fim não está a caminho nos EUA como aconteceu no Reino Unido e na Alemanha.

FONTE – revistaplaneta.com.br