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Energia solar: compensa investir?

Solar 2Sim, a vida útil de um painel solar fotovoltaico é hoje estimada em 25 anos; mesmo com um retorno financeiro de 06 anos, considerado longo pela nossa cultura mais imediatista, significa que podemos usufruir por mais de 18 anos de uma energia limpa e gratuita, isto sem considerar a probabilidade de as tarifas elétricas subirem. Outro fator que também contribui para acelerar o retorno é a queda dos custos dos equipamentos solares, o que vem acontecendo continuamente.

Seria, então, mais inteligente esperar que os custos do equipamento caiam e as tarifas subam para implementar o solar?

Não, a instalação do sistema solar propicia economia imediata na conta, ao passo que o aumento das tarifas e a queda dos custos tem acontecido de forma gradual, não compensando financeiramente tal espera. Por exemplo, aguardando 06 anos para investir e tendo o tempo de retorno caído para, digamos 04 anos, significa que nosso retorno começaria só daqui a 10 anos quando já estaríamos há 04 anos lucrando no caso do investimento imediato no solar.

Outro aspecto a avaliar:

Consideremos o custo atual da distribuidora de energia de R$ 0,70/kWh e o investimento de R$ 30 mil em um sistema solar que gera 600 kWh/mês.

Após 20 anos teremos deixado de pagar R$ 100 mil e teremos garantido a compra desta energia toda por R$ 0,20/kWh, ou seja, 1/3 da tarifa pública.

Levando em conta a subida dos preços públicos mais as bandeiras sazonais, vemos que é um bom investimento mesmo quando comparado com fundos bancários seguros.

Como vou controlar o consumo para usar a energia produzida durante a insolação?

A geração de energia elétrica do sistema solar é parcialmente consumida na própria residência e o eventual excedente, naquele momento, enviado à distribuidora automaticamente. No final do mês a conta será a diferença (Net Metering) entre o que consumiu e o que gerou, ambos produzidos em qualquer dia e horário. É possível adicionar baterias estacionárias que possibilitem atender apagões e otimização da demanda ao longo do dia.

O que acontece se no balanço mensal resultar mais energia produzida do que consumida?

Eventuais créditos serão usados nos meses seguintes até que perfaçam 05 anos quando então, se ainda existirem, caducam. Por esta razão não compensa superdimensionar o sistema solar a menos que o consumidor tenha interesse em compartilhar sua geração com outras Unidades Consumidoras, de sua propriedade ou não, atendidos pela mesma distribuidora.

Mas não pense somente no benefício imediato, lembre-se de quão é nobre é a água e quão poluidora é a energia térmica para serem utilizadas para gerar uma energia abundante que nós é oferecida pelo sol e o vento.

Os fatos são claros, não será viável criar novas hidrelétricas e o consumo no Brasil, atualmente reprimido por uma crise sem precedentes, crescerá a médio prazo. As bandeiras tarifárias são um paliativo caro que evidencia como precisamos usar outras formas de energia. Não há dúvida que devemos minimizar o uso das energias que provocam desmatamentos como as hidrelétricas, as que poluem o planeta como a térmica e a nuclear, cujos danos ambientais já presenciamos.

O que significa On grid, Híbrido e Off grid?

1- Instalações conectadas à rede (On grid)

Sistemas que produzem energia elétrica somente quando a rede pública está presente, são os mais comuns e visam apenas a redução da conta de energia. A foto ilustra um conjunto instalado com produção mensal de 600 kWh gerando uma economia média de R$ 400/mês.

2- Instalações colaborativas com a rede (Híbridas)

São sistemas que operam simultaneamente com a rede pública, alimentam os consumidores e carregam as baterias. São os adequados para proporcionar reserva de energia em casos de apagões e otimização do uso das energias, produzida, comprada ou enviada à rede pública. A foto abaixo mostra um sistema instalado com produção mensal de 900 kWh gerando uma economia de R$ 600/mês. Inclui baterias estacionárias proporcionando autonomia de 16 horas.

3- Instalações isoladas da rede (Off grid)

São sistemas onde não há rede elétrica pública e usados em lugares isolados, como fazendas, ilhas, etc. Geralmente, mas não necessariamente, usam baterias e não necessitam de autorização das distribuidoras.