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Energia Solar | Renováveis querem floresta a pagar o custo da energia

Foto: Paulo Jorge Magalhães / Global Imagens

Novas centrais vão vender eletricidade a 116€ o MWh, menos do que os 121€ pagos às unidades já existentes.

Os consumidores não devem pagar pela eletricidade produzida a partir de biomassa mais do que o valor médio do mercado. O restante deve ser suportado pela floresta, que entrega a matéria-prima, ou pelo Orçamento do Estado. A proposta é de Sá da Costa, presidente da Associação dos Produtores de Energia de Fontes Renováveis, para evitar que as renováveis continuem a ser apontadas como responsáveis preço alto da eletricidade.

Este ano, a rede paga uma média de 121 euros por cada megawatt/hora (MWh) injetados pelas atuais centrais de biomassa no sistema elétrico. É o segundo preço mais alto, a seguir à energia solar, de acordo com a tabela afixada pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos.

No primeiro ano de funcionamento, as novas centrais, resultantes do concurso de 2006, receberão 116 euros por MWh. A partir do segundo ano, o valor será ajustado mediante a inflação, afirmou Carlos Alegria, presidente da Associação dos Produtores de Energia e Biomassa e detentor da central de Oliveira de Azeméis e das futuras unidades de Viseu e Fundão.

O valor a pagar será, assim, inferior ao pago às atuais centrais, mas acima da média do mercado, incluindo a eletricidade produzida a partir de combustíveis fósseis. Para Sá da Costa, não devem ser os consumidores a suportar a diferença. “Estou cansado que digam que a energia está cara por causa das renováveis”, afirmou.

Sá da Costa recordou que Portugal subscreveu o Acordo de Paris, no qual se comprometeu a reduzir para zero as emissões de dióxido de carbono até 2050. “A forma mais eficiente de o fazer é apostar na produção de energia de fontes renováveis.” Quanto às centrais termoelétricas, que fazem eletricidade a partir de carvão ou gás, “são uma tecnologia antiga, que deve ser substituída”.

As energias renováveis recebem apoios à venda de eletricidade, mas não são as únicas. Também as produtoras de eletricidade que utilizam fontes fósseis recebem, direta ou indiretamente, apoios financeiros públicos.

FONTE – jn.pt