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Governo brasileiro destina cerca de 49 milhões para energias renováveis

O Governo brasileiro liderado por Michel Temer anunciou na quinta-feira um novo financiamento para a instalação de energias renováveis no valor de 228 milhões de reais (cerca de 49 milhões de euros).

Particulares e microempresas de todo o país poderão candidatar-se ao financiamento proveniente do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (Fundo Clima), vinculado ao Ministério do Meio Ambiente.

A iniciativa foi anunciada pelo Presidente do Brasil, Michel Temer, pelos ministros Edson Duarte (Meio Ambiente), Esteves Colnago Junior (Planeamento) e Moreira Franco (Minas e Energia), e pelo presidente do Banco de Desenvolvimento, Económico e Social (BNDES), Dyogo Oliveira.

O ministro do Ambiente brasileiro enfatizou que esta linha de crédito é a consolidação do compromisso do país no combate às mudanças climáticas.

“Ao apostar nas energias renováveis, o Brasil aposta numa economia de baixo carbono e antecipa-se ao futuro”, afirmou Edson Duarte.

Já o responsável pela pasta da Energia destacou a importância das fontes energéticas renováveis para o financiamento do setor elétrico brasileiro.

“Estamos a permitir que as pessoas tenham acesso a energia de qualidade, limpa e a um preço justo”, disse o ministro Moreira Franco.

A expectativa é que o mercado energético chegue até às 18 mil instalações de painéis solares em pequenas propriedades, principalmente nas zonas rurais, segundo o comunicado.

Além de integrar propriedades mais isoladas do sistema energético, o financiamento em causa tem o potencial de gerar receitas em serviços de instalação e manutenção dos equipamentos.

“Estudos mostram que a cadeia produtiva de energia solar pode ser até três vezes maior comparativamente com a de combustível fóssil”, afirmou o ministro do Meio Ambiente.

O Fundo Clima irá contar ainda com uma redução da taxa de juros para quem apostar em energias renováveis, sendo que esta será de 4% para quem tem uma renda anual de até 90 mil reais (cerca de 12 mil euros). Para rendimentos anuais superiores a 90 mil reais, a taxa será de 4,5%.

FONTE – dn.pt