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Lisboa vai ter central solar

A Câmara da capital quer fornecer energia à frota de autocarros elétricos que a Carris vai comprar. Também os camiões do lixo vão ser alimentados a energia solar.

(Foto: Global Imagens)

O vereador do Ambiente da Câmara Municipal de Lisboa revelou à TSF que a autarquia parte para este investimento com uma premissa. “Temos aquela ideia de que o combustível fóssil tem que ser substituído por combustível limpo local e portanto vamos ter uma central solar em Lisboa para abastecer autocarros elétricos. Essa é uma medida de grande impacto” para a Lisboa 2020, Cidade Verde da Europa, que a capital portuguesa venceu.

À TSF o vereador José Sá Fernandes anunciou que a central solar “vai ser ali em Carnide e em breve vamos lançar o concurso. Estamos só à espera da licença da Direção Geral da Energia”.

A central vai ter 2MW, que são suficientes para abastecer mil casas, e vai ser instalada numa área de mil metros quadrados.

Por outro lado, “esta central vai ser explorada pelo município uma vez que é para abastecer a frota do município. Autocarros da Carris que são do município e também a frota de carros do lixo”, sublinha José Sá Fernandes.

Para o autarca, “isto tem um efeito potenciador absolutamente diferenciador dos outros, perfeitamente exportável para outras cidades porque podem ter uma central solar local e aparecerem os autocarros noutro sitio”.

A cidade verde da Europa, Lisboa 2020, vai contar ainda com uma rede própria de água reciclada pelas ETAR para a limpeza das ruas e o plano de drenagem da cidade, para evitar as cheias, vai estar em obra em 2020.

“O plano de drenagem estará em obra mas as bacias de retenção de base natural estarão todas feitas porque os parques estão a acabar. Neste momento estamos em obra no vale de Alcântara e a Praça de Espanha espero que esteja acabada nessa altura também”, salienta o autarca.

A obra do vale da Ameixoeira está a terminar e no Paço do Lumiar a obra começa daqui a três meses.

Outra iniciativa com impacto para a Lisboa 2020 é perceber o impacto da subida do nível do mar na capital portuguesa.

“Neste momento estamos a acabar o estudo da subida das águas. Não queremos que o cais da colunas e outros sítios desapareçam”, conclui.

FONTE – tsf.pt