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Painéis solares transparentes transformarão as janelas em geradores de energia renovável

Pesquisadores da Universidade Estadual do Michigan, EUA, desenvolveram painéis solares completamente transparentes, que podem ter inúmeras aplicações na arquitetura e também em outros campos, como por exemplo no desenvolvimento de automóveis mais amigos do ambiente.

Já antes se tinha tentado criar um dispositivo deste género, mas os resultados finais nunca foram satisfatórios. Até agora.

A equipe concentrou-se especialmente na transparência, de modo que, desenvolveu um concentrador solar luminescente transparente, que pode ser colocado sobre uma superfície transparente como uma janela, por exemplo. Pode colher energia solar sem afetar a passagem da luz.

A pesquisadora Yimu Zhao segurando um módulo concentrador solar luminescente transparente – Fotografia: Yimu Zhao

A tecnologia utiliza moléculas orgânicas que absorvem comprimentos de onda de luz que não são visíveis ao olho humano, como a luz infravermelha e ultravioleta.

Estes dispositivos podem aproveitar ao máximo as fachadas dos enormes edifícios cobertos de vidro espalhados pelo globo. Não mudando em nada a aparência dos mesmos, e em simultâneo aproveitar a energia solar de forma eficiente.  Podem ser instalados em qualquer edifício.

Segundo o New York Times:

“Se as células puderem ser feitas de forma a durarem muito tempo, estes dispositivos poderão ser integrados em janelas de modo relativamente barato, já que grande parte do custo da energia fotovoltaica convencional não é da própria célula solar, mas dos materiais em que é aplicada, como o alumínio e o vidro. O revestimento de estruturas existentes com células solares eliminaria parte desse custo de material.”

Se as células transparentes, no final das contas, se mostrarem comercialmente viáveis, a energia que geram poderia compensar significativamente o uso de energia de grandes edifícios, disse o Dr. Lunt, que começará a lecionar na Universidade Estadual do Michigan neste outono.

“Não estamos a dizer que poderíamos abastecer todo o edifício, mas estamos a falar de uma quantidade significativa de energia, suficiente para coisas como iluminação e energia elétrica diária”, disse ele.

FONTE – bastanteinteressante.org

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Tesla dá início à produção em larga escala de telhas que geram energia solar (e são mais baratas do que as telhas comuns)

A telha solar da Tesla já foi testada, aprovada e agora está a ser comercializada em pequena escala em Fremont, na Califórnia, EUA. Além de ser resistente, o patrão da empresa, Elon Musk, garante que o produto dura mais de 50 anos! –, a tecnologia promete ser mais barata do que um modelo de telha comum.

Com tanto sucesso, a Tesla anunciou que o centro de produção em larga escala da telha solar já tem endereço: Buffalo, em Nova York. Centenas de funcionários já foram contratados e as máquinas já foram instaladas numa fábrica de 1,2 milhão de metros quadrados.

A meta é produzir, em telhas, o equivalente à geração de 2 gigawatts/ano, apenas nesta primeira fábrica. A Tesla ainda não revelou a quantidade de vendas que já realizou do produto, mas garante que a demanda é alta. Gostaria ter telhas solares na sua casa?

FONTE – bastanteinteressante.org

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Cimento com vida útil de 100 anos emite luz e pode iluminar estradas

Parece algo saído de outro mundo, quiçá até ficção científica, mas não é. Um estudo que teve a duração de nove com coordenação de José Carlos Rubio, pesquisador e doutorado da Universidade de Michoacán de San Nicolas Hidalgo, no México, encontrou uma maneira de produzir um piso capaz de emitir luz com vida útil de 100 anos.

De acordo com o pesquisador, o maior problema enfrentado durante o estudo foi a circunstância de o cimento ser um corpo opaco, isto é, não permite a passagem de luz para o seu interior. O pesquisador explica ainda a lógica por trás desta invenção. O cimento é um pó que ao ser misturado com água se dissolve como se fosse um comprimido efervescente.

O mais curioso de tudo é que o cimento absorve a energia do sol durante todo o dia, para permanecer iluminado por até 12 horas. Além disso, é possível controlar a intensidade da luz, e assim evitar que o brilho atrapalhe ciclistas e motoristas, sendo uma nota digna de um grande sublinhado, a sua vida útil de 100 anos.

A tecnologia está em fase de implementação para ser comercializada e os cientistas também estudam a sua aplicação em gesso e outros produtos que fazem parte da construção civil, como alternativa natural para reduzir o consumo de energia elétrica na iluminação de ambientes.

FONTE – bastanteinteressante.org

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Energia solar é alternativa sustentável e econômica

Segundo matéria publicada no portal Sindiconet, o Brasil entrou para o ranking mundial do setor solar em 2017 e de lá para cá, o número de painéis fotovoltaicos instalados subiu de 7,4 mil para 49 mil.

Notícia boa para o bolso e para o meio ambiente a gente tem que compartilhar. Você já ouviu falar sobre o Projeto Promo Solar, encabeçado pela CPFL Paulista e ANEEL, que dá desconto de 50% para condomínios residenciais que instalarem o sistema de energia solar?

O programa está concentrado num raio de até cem quilômetros de Campinas, que é a área de concessão da CPFL Paulista e, infelizmente, não abrange Ribeirão Preto, mas é válido ser ressaltado e nos dá a oportunidade de falar sobre essa importante fonte de energia renovável.

Mas você sabe o que é energia solar? Ela consiste na conversão da luz/calor do Sol em energia elétrica por meio de placas fotovoltaicas, mesmo em dias nublados. Imagino que todo mundo já tenha visto essas placas em cima do telhado de alguma casa – apesar de o país ter demorado a investir nesse tipo de fonte de energia, segundo o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), essa forma de geração de eletricidade está se difundindo rapidamente pelas residências brasileiras.

Segundo matéria publicada no portal Sindiconet, o Brasil entrou para o ranking mundial do setor solar em 2017 e de lá para cá, o número de painéis fotovoltaicos instalados subiu de 7,4 mil para 49 mil, o que representa um aumento de 562% em apenas dois anos.

E esse aumento é justificável, pois implantar esse meio de geração de energia é um investimento que traz benefícios não só ao meio ambiente, mas também para o bolso, pois pode haver a redução de até 95% na conta de energia elétrica.

Muitas construtoras, cientes desses benefícios, incorporaram as placas fotovoltaicas em seus projetos arquitetônicos, dando ênfase a essa medida como uma economia no valor do condomínio, pois a energia produzida por meio solar é utilizada nas áreas comuns do empreendimento.

Diante de tantas queixas de consumidores sobre os valores cobrados pelas concessionárias de energia elétrica no Brasil, segue a dica: informe-se mais sobre a geração de energia por meio de placas fotovoltaicas. O meio ambiente agradece e o seu bolso também.

FONTE – intertvweb.com.br

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Absolar: geração solar distribuída deve arrecadar R$ 25 bi até 2027

A Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar) prevê que a geração solar distribuída, que permite a qualquer consumidor conectar a geração própria ao Sistema Interligado Nacional (SIN), vai arrecadar para os governos federal e estadual um saldo líquido de R$ 25,2 bilhões até 2027, rebatendo assim um estudo feito pelo Ministério da Economia, divulgado esta semana, e que calcula uma perda de arrecadação com as atuais regras.

De acordo com o presidente da Absolar, Rodrigo Sauaia, o valor, antecipado ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, é referente à diferença da queda de arrecadação prevista no estudo do ministério, se mantidas as atuais regras, frente a uma arrecadação de R$ 37,1 bilhões projetada pela Absolar até 2027. “O estudo (do ministério) só coloca o lado da perda, esqueceu de colocar o lado da arrecadação, que dá um salto positivo”, criticou Sauaia ao Broadcast.

O estudo do ministério, publicado no último dia 11 pela Secretaria de Avaliação de Políticas Públicas, Planejamento, Energia e Loteria (Secap), critica o que considera o atual subsídio dado à geração distribuída, argumentando que as famílias mais pobres acabam financiando os sistemas fotovoltaicos das famílias de renda mais alta, que têm capacidade de instalar os painéis em suas casas.

“(A geração distribuída) não é transparente na explicitação do subsídio que gera, dificultando o acompanhamento e a mensuração de seus impactos”, diz o estudo da Secap, que descarta também argumentos dos benefícios da redução de emissão de CO2, afirmando que o País já conta com energia limpa das hidrelétricas, e diz também que esse mercado cresce mais pela evolução da tecnologia do que por estímulo do governo.

“Ainda assim, se o poder público entender que o estímulo à instalação de painéis fotovoltaicos deve ser feito via subsídio, deve-se mencionar que o sistema atualmente adotado no Brasil não é o mais adequado”, afirma a Secap.

Já o executivo da Absolar defende a manutenção da Resolução Normativa 482 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que no momento está sendo reavaliada pela agência e pode ser alterada no segundo semestre.

Sauaia destaca que desde 2012, quando foi editada, a resolução foi aperfeiçoada em 2016 e vem permitindo a instalação de milhares de pequenas micro usinas de energia no País.

Hoje, a energia solar distribuída é responsável por uma capacidade instalada de 735,5 megawatts, que, somada aos 2 mil megawatts da geração centralizada (leilões de energia), garante 2.819 MW de capacidade instalada da fonte solar. Desde 2012, quando começou a ser implantada, a energia solar contabiliza investimentos de R$ 4 bilhões em 71,7 mil sistemas conectados ao SIN.

De acordo com o executivo, o setor tem ajudado a gerar empregos e até 2035 a previsão é de que sejam empregados 672 mil pessoas no segmento. Outros ganhos seriam obtidos pela energia que deixou de ser gerada por ter sido substituída pela geração própria, ponto que incomoda as distribuidoras por reduzir mercado.

Sauaia explica no entanto que para o sistema essa economia, junto com a redução das perdas de transmissão e distribuição, geraria benefícios líquidos de R$ 13,3 bilhões até 2035. De acordo com o estudo, o País também evitará a emissão de 75,38 milhões de toneladas de CO2 até 2035. “A geração distribuída proporciona muito mais benefícios do que custos para a sociedade brasileira”, conclui Sauaia.

FONTE – istoedinheiro.com.br

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Sicredi financia sistema de energia solar em hospital do Oeste; economia de R$ 9 mil/mês

Foi inaugurado nessa quarta-feira (12) o sistema de geração de energia fotovoltaica do Hospital Nossa Senhora da Saúde (HNSS), de Coronel Freitas. Com investimento na ordem de R$ 400 mil, o sistema implantado conta com 200 placas solares que geram energia acima do suficiente para a demanda já existente do Hospital, o que assegura o funcionamento da instituição. O financiamento para a instalação das placas foi viabilizado pela Sicredi Região da Produção RS/SC/MG por meio de uma linha de crédito que fomenta a utilização de energia sustentável.

A execução do projeto foi dada a partir de contato feito entre a administração da Associação Hospitalar Lenoir Vargas Ferreira (AHLVF) – entidade filantrópica que administra o Hospital Regional do Oeste (HRO), o Hospital da Criança (HC) e o Hospital Nossa Senhora da Saúde – e a agência Sicredi Santa Maria Chapecó, com apoio da gerente Giovana Milani e da gerente de contas do HRO pela Sicredi, Ligiane Cristina Weber. “Acreditamos que todas as ações, sejam as pequenas ou as maiores, geram impacto no nosso dia a dia. Somos uma cooperativa preocupada com o meio ambiente. Por isso, oferecemos soluções em linhas de crédito para quem investe em energias renováveis”, realça a gerente Giovana.

O investimento foi financiado por meio do Consórcio Sustentável, disponível para os associados ao Sicredi que desejam adquirir equipamentos ecoeficientes de forma cooperativada e segura. O HNSS de Coronel Freitas realizou o financiamento para o período de 84 meses, contando com três meses iniciais de carência.

De acordo com o presidente da AHLFV, Rogério Getúlio Delatorre, a economia gerada resultará em condições para pagar o financiamento e ainda com possibilidade de que a parcela seja valor menor que a fatura de energia, que era na ordem de R$ 9 mil/mês. A entrega técnica foi acompanhada pela equipe de engenharia da empresa MGM, cujos equipamentos são 100% nacionais fabricados pela WEG em Joinville. Comparada geração mensal no HNSS, a mesma corresponde ao fornecimento de energia para 120 residências. (MB Comunicação)

FONTE – michelteixeira.com.br

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Painéis solares podem revolucionar mercado de energia, diz diretor da Sunew

Para Filipe Ivo, uma mudança na matriz energética diminuiria drasticamente o custo da eletricidade

Filipe Ivo, diretor de Novos Negócios da Sunew (Foto: Divulgação)

FILIPE IVO, DIRETOR DE NOVOS NEGÓCIOS DA SUNEW (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Investir em energia renovável significa mudar não apenas para uma matriz energética mais sustentável, mas também a forma como nos movemos e até comunicamos. Para Filipe Ivo, diretor de Novos Negócios da Sunew, esse é o potencial dos Filmes Fotovoltaicos Orgânicos (sigla em inglês: OPV), material fabricado pela empresa. Instalados em qualquer superfície, os rolos poliméricos captam a energia solar e a transformam em eletricidade. “Não estamos apenas falando de energia”, disse Ivo, durante o Singularity Brazil Summit 2019, nesta quarta-feira (12/06) em São Paulo. “Estamos falando em levar inteligência para qualquer superfície do planeta.”

Dentro desse cenário, as possibilidades são infinitas. Os rolos podem ser colocados em fachadas de prédios, claraboias e até sobre reservatórios de água. Segundo Ivo, isso não exclui também substituir as hidroelétricas, a principal fonte de energia elétrica no Brasil. Se a usina de Itaipu, uma das maiores do mundo, fosse coberta com os painéis fotovoltaicos,  seu potencial energético seria aumentado em cinco vezes, calcula.

Segundo Ivo, a verticalidade de grandes cidades como São Paulo cria oportunidades de incorporar os rolos ao design da cidade. Postes de luz, ônibus e até caminhões, principal meio de transporte de carga do Brasil, poderiam ser mais sustentáveis com os painéis solares flexíveis, reduzindo o consumo de combustíveis fósseis. A energia gerada poderia trazer mais funções para esses objetos, como serviços de GPS e conectividade nos veículos.

A Sunew já instalou os painéis na vidraça da sede do Banco Itaú, da Natura e até em veículos em parceria com a Fiat Crysler. Em Curitiba, os pontos de ônibus conhecidos como estações tubo, ganharam os geradores de energia solar. “Grande parte da população brasileira vive em centros urbanos, mas são abastecidos com energia oriundas de áreas afastadas”, diz. “Por que não encurtar esse trajeto e trazer a energia para perto do consumidor?”

Dentro desse cenário, Ivo alega que o custo da energia diminuiria drasticamente. Qualquer um poderia ter a sua própria fonte de energia sem pagar. A pergunta que fica é: como as empresas do setor vão sobreviver? Ivo acredita que o futuro da energia é se tornar um serviço, mais incorporado à economia compartilhada. “Com os OPVs, podemos criar opções mais funcionais, como gadgets e dispositivos que captam energia solar, por exemplo.”

Apesar do custo ainda ser alto para o consumidor final, para Ivo, esse modelo de energia solar poderia até levar eletricidade para as 800 milhões de pessoas que ainda não têm acesso a ela. “Grande parte da matriz energética mundial é gerada por combustíveis fosseis”, afirma. “Precisamos pensar em modelos sustentáveis e inteligentes que abasteçam a população mundial crescente.”

FONTE – epocanegocios.globo.com

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Energia solar também é eficiente em cidades menos ensolaradas, segundo professor da Universidade Tecnológica do Paraná

professorPara o docente e especialista Eloy Casagrande, a temperatura não torna inviável a produção de eletricidade por sistemas solares

Apesar de conhecida por seus dias nublados, Curitiba tem grande potencial para a geração de energia solar. Isso porque, diferentemente do que muitos pensam, não são necessários dias ensolarados para gerar energia solar. O que se precisa é de radiação solar. Assim, ainda que os dias sejam predominantemente nublados, os raios solares ultrapassam as nuvens e conseguem atingir os painéis fotovoltaicos, gerando energia.

As afirmações são do professor da Universidade Tecnológica do Paraná (UTFPR) Eloy Casagrande. Segundo ele, a temperatura não torna inviável a produção de energia por sistemas solares, desmistificando que os dias frios de Curitiba seriam outro problema para quem gostaria de investir no setor.

De acordo com Casagrande, nos dias muito frios, mas ensolarados, com céu azul, é possível gerar energia tanto quanto em dias quentes de verão com a vantagem de não superaquecer as placas. “Na região sul do Brasil, que tem clima mais temperado, com verões menos quentes, em geral, os painéis fotovoltaicos não sofrem superaquecimento, o que ocorre nas áreas muito quentes. Além disso, as temperaturas muito altas fazem com que o painel perca eficiência e tempo de vida útil. Por isso, em locais de clima temperado o tempo de vida útil dos painéis fotovoltaicos é maior”, afirma.

Foi preciso superar este mito para que o empresário Milton Ribeiro, que há muito tempo se preocupava com o alto gasto de energia em sua empresa curitibana, resolvesse investir em painéis fotovoltaicos. A mudança, que desfez a ideia de que os dias nublados tornaria inviável a substituição da energia hidrelétrica por energia solar, possibilitou uma economia de mais de mil reais na conta de luz. Com um investimento aproximado de R$ 60 mil, o empresário acredita que em pouco mais de quatro anos terá o retorno do investimento.

Para o engenheiro eletricista Sérgio Inácio Gomes, do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR), um dos principais fatores para a expansão do uso da energia solar não só em Curitiba, mas no Brasil como um todo, é o tempo de retorno do investimento em um sistema fotovoltaico.

“De forma geral os sistemas fotovoltaicos são uma boa alternativa para economizar na conta de luz. Entretanto, é preciso ter tudo na ponta do lápis, uma vez que cada consumidor pertence a uma categoria tarifária, que impacta na quantia paga pelo quilowatt/hora, de acordo com as classes. Existem diferentes fatores que devem ser verificados para se chegar à conclusão do payback, que é o tempo estimado para a compensação do retorno do investimento”, fala.

FONTE – portalsolar.com.br

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Uso de energia solar tem forte expansão no agronegócio

A produção de energia solar em propriedade rurais é crescente no País. Este ano, antes mesmo do final do primeiro semestre, já foram produzidos 32.963 kWp, número que corresponde a 86% do total gerado em todo o ano de 2018, que foi de 38.241 kWp, conforme dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Em 2015, esse número era de apenas 156 kWp. E outras fontes renováveis de energia também vêm ganhando relevância na agricultura. O tema foi debatido ontem, no VI Seminário Ambiental – Mudanças Climáticas e Formas Alternativas de Energia, promovido pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Sistema Faemg).

Vice-presidente da Faemg, Rodrigo Alvim considera que uma série de fatores contribui para que o uso das energias renováveis avance na agricultura. Entre essas questões está o custo da energia. Ele considera que, com a produção própria de energia, o agricultor ganha um diferencial para o próprio negócio, tanto do ponto de vista financeiro como da atualidade do tema sustentabilidade.

Outro ponto citado por Alvim é a constante incerteza sobre a manutenção do subsídio que o agronegócio tem em contas de luz. Os descontos giram entre 10% e 30%, mas podem ser alterados. O tema foi alvo de decreto assinado no ano passado pelo ex-presidente Michel Temer, mas com alterações.

Diretor-presidente da empresa Blue Sol Energia Solar, o empresário Nelson Colaferro foi um dos palestrantes do VI Seminário Ambiental da Faemg. Ele considera que, entre os fatores que impulsionam o avanço da energia fotovoltaica nas propriedades rurais está o aumento nas tarifas de energia elétrica, ocorrido inclusive devido à crise hídrica. E, junto a esse cenário, o preço da tecnologia de instalação dos sistemas de geração de energia fotovoltaica sofreu queda. “É um fator financeiro decisivo, e as pessoas estão preocupadas com o fator sustentabilidade”, diz.

Além disso, houve uma revisão regulatória em 2015, possibilitando que os financiamentos para sistemas fotovoltaicos em propriedades rurais tenham melhores condições. Dessa forma, a taxa de juros média para tais projetos gira em torno de 12% a 18% ao ano, enquanto para o agro o percentual é de 6% a 10%. A estimativa é de que o investimento se pague no prazo médio de seis anos.

Colaferro considera que a tendência é que a tecnologia fotovoltaica continue avançando, inclusive em propriedades rurais. “É uma tendência no mundo. É a possibilidade de gerar sua própria energia, de maneira limpa, sustentável, sem grandes estruturas”, disse.

O modelo, segundo ele, é disruptivo, pois rompe com o sistema tradicional, que tem o consumidor como “cativo”. A tecnologia fotovoltaica possibilita que a pessoa produza e consuma a própria energia que gerou.

Ele explica que o modelo de geração distribuída prevê a produção de energia próxima ou na própria unidade consumidora, que pode ser casa, empresas, indústrias. O excedente gerado é jogado na rede e pode ser utilizado quando for necessário. O modelo atual não permite a venda do excedente.

Regulação – Diretor da empresa SolarVolt, Gabriel Guimarães, que também participou do evento na Faemg, informou que o atual sistema de compensação previsto no sistema de geração distribuída de energia deve ser alterado, com mudanças na Resolução 482 da Aneel. Ele explica que, pelo modelo atual, o sistema prevê que, para cada 1 kWh gerado é compensado 1 kWh. Com as alterações, essa compensação ficará menos vantajosa.

A mudança ocorre, inclusive, por pressão das distribuidoras, que querem uma remuneração maior pelo serviço. Segundo Guimarães, mesmo com perda de parte dos resultados, o investimento continuará sendo bom e rentável. A norma atual deve ser mantida até o final de 2020.

Empresário zera conta com adoção de placas

O fazendeiro e empresário Edvaldo Lôbo Alkmim é proprietário de uma padaria na cidade de Manga, no Norte de Minas. A conta de energia elétrica do comércio custa, em média, R$ 11 mil. Implantando um sistema de placas fotovoltaicas em sua fazenda, a Vista Alegre, na mesma região, ele conseguiu zerar a conta de energia da padaria, ou seja, gerar créditos suficientes para cobrir seu consumo. E, também na sua propriedade rural, ele vem produzindo biogás a partir de dejetos. Além disso, a sujeira do chiqueiro está virando fertilizante.

Alkmim relatou sua experiência, ontem, no VI Seminário Ambiental – Mudanças Climáticas e Formas Alternativas de Energia, da Faemg. Coordenadora da Assessoria de Meio Ambiente da Faemg, Ana Paula Mello considera que o caso da fazenda Vista Alegre é um exemplo, pois gera ativos econômicos e ambientais.

Ana Paula Mello informou que o evento está alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). Ela considera que não deve haver embate entre agronegócio e meio ambiente. Ela analisa que a produção deve ocorrer dentro dos critérios de sustentabilidade. E, por outro lado, as políticas ambientais devem levar em conta as especificidades do agro. “É necessário diálogo”, considera.

Fonte: Diário do Comércio.

Matéria retirada do site – beefpoint.com.br

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Malwee vai investir em sistemas fotovoltaicos no parque fabril Santa Catarina

Energia

No total, empresa anunciou aporte de R$ 100 milhões em projetos de sustentabilidade

A necessidade de reduzir custos e ao mesmo tempo adotar práticas cada vez mais sustentáveis tem ganhado força no setor industrial brasileiro. Prova disso é que a Malwee, uma das mais tradicionais empresas têxteis de Santa Catarina, acaba de anunciar um investimento de R$ 100 milhões em projetos que incluem a implantação de sistemas fotovoltaicos para abastecer parte da operação fabril.

Os recursos, que serão aplicados em três anos, devem ser divididos em três frentes: R$ 10 milhões em programas de sustentabilidade, como reuso da água; tecnologias para reduzir o consumo da água e instalação de sistemas de energia solar no parque fabril. Já R$ 25 milhões serão destinados em maquinário para modernizar a manufatura e aumentar a produtividade. Os outros R$ 65 milhões serão aplicados em tecnologia e inovação, e no desenvolvimento de negócios via e-commerce.

Cuidar dos impactos da indústria no meio ambiente não é novidade para a Malwee, que recebeu ano passado o troféu Onda Verde, concedido aos vencedores da 25ª edição do Prêmio Expressão Ecologia, cuja premiação é reconhecida pelo Ministério do Meio Ambiente.

Na ocasião o Grupo ficou em primeiro lugar na categoria Energia Limpa pela implantação de um projeto que substituiu caldeiras de gás natural (GN) por caldeiras de biomassa (cavaco de madeira), um combustível renovável, obtido a partir da trituração de resíduos de serraria e ponteiras de pinus/eucaliptos. Somente este processo possibilitou a redução de 77% na emissão de gases de efeito estufa (GEE).

A Malwee fatura mais de R$ 1 bilhão por ano e conta atualmente com cerca de seis mil colaboradores. A produção é de 35 milhões de peças anuais, em quatro fábricas, que abastecem 24 mil pontos de venda no Brasil.

FONTE – portalsolar.com.br