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Custos de energia eólica e solar cairão cada vez mais rápido, aponta relatório

A previsão deste ano da BNEF vê os custos da energia solar caindo 66% mais até 2040, e a energia eólica onshore 47%, com as fontes renováveis enfraquecendo a maioria das usinas fósseis existentes até 2030.

As fontes de energia renovável, como solar e eólica, deverão receber quase três quartos dos US$ 10,2 trilhões que o mundo investirá em novas formas de tecnologia de geração ao longo dos anos até 2040, de acordo com uma ampla previsão independente.

O estudo New Energy Outlook (NEO) 2017, a mais recente previsão de longo prazo da Bloomberg New Energy Finance, mostra um progresso mais rápido, do que sua versão do ano passado, para a descarbonização do sistema de energia mundial – com as emissões globais projetadas para atingir o pico em 2026 e ser 4% menores em 2040 do que estavam em 2016.

“O relatório deste ano sugere que a transição para um sistema elétrico mundial renovável não irá parar, graças à rápida queda dos custos de energia solar e eólica, e um papel cada vez mais crescente das baterias, inclusive as de veículos elétricos, no equilíbrio entre oferta e demanda”, disse Seb Henbest, principal autor do NEO 2017 da BNEF.

O NEO 2017 é o resultado de oito meses de análise e modelagem por uma equipe de 65 pessoas na Bloomberg New Energy Finance. Baseia-se, essencialmente, nos projetos anunciados em cada país, além da previsão econômica de geração de eletricidade e na dinâmica do sistema de energia. Assume que os subsídios atuais expiram e que as políticas de energia em todo o mundo permanecem em seu rumo atual.

Seguem abaixo alguns dos principais resultados da previsão deste ano:

• Energia solar e eólica dominam o futuro da eletricidade. Esperamos que US$ 7,4 trilhões sejam investidos em novas usinas de energia renovável até 2040, o que representa 72% dos US$ 10,2 trilhões em investimentos projetados para geração de energia em todo o mundo.

A energia solar levará US$ 2,8 trilhões, e terá um salto de 14 vezes de capacidade. A eólica receberá US$ 3.3 trilhões e terá um aumento de quatro vezes de capacidade. Como resultado, as energias eólica e solar representarão 48% da capacidade instalada no mundo e 34% da geração de eletricidade até 2040, em comparação com os apenas os respectivos 12% e 5% atuais.

• A energia solar desafia o carvão cada vez mais. O custo nivelado da energia solar de painéis fotovoltaicos (PV), que agora é quase um quarto do que era em 2009, deverá baixar outros 66% até 2040. Até lá, um dólar comprará 2,3 vezes mais energia solar do que hoje.

Essa energia já é pelo menos tão barata quanto o carvão na Alemanha, Austrália, EUA, Espanha e Itália. Em 2021, será também na China, Índia, México, Reino Unido e Brasil. (Para definição de custos nivelados, veja a nota abaixo.)

• Os custos de energia eólica onshore caem rapidamente e os de offshore mais ainda. Os custos nivelados de energia eólica offshore cairão impressionantes 71% até 2040, com o auxílio da experiência de desenvolvimento, competição e risco reduzido, e economia de escala resultante de projetos e turbinas maiores.

O custo da energia eólica onshore cairá 47% no mesmo período, além da queda de 30% nos últimos oito anos, graças à turbinas mais baratas e mais eficientes e procedimentos de operação e manutenção simplificados.

• A China e a Índia são uma oportunidade de US$ 4 trilhões para o setor de energia. Esses países representam 28% e 11%, respectivamente, de todo o investimento em geração de energia até 2040. A região da Ásia-Pacífico verá quase tanto investimento em geração quanto o resto do mundo combinado.

Deste modo, a energia eólica e solar receberão, cada uma, aproximadamente um terço do valor total, enquanto 18% irá para a energia nuclear e 10% para o carvão e o gás.

• Baterias e novas fontes de capacidade flexível reforçam o alcance de energias renováveis. Esperamos que o mercado de baterias de íon de lítio para armazenamento de energia acarretará pelo menos US$ 239 bilhões entre hoje e 2040.

As baterias de larga escala competem cada vez mais com o gás natural para fornecer flexibilidade ao sistema em horários de pico.

As baterias de pequenas dimensões, instaladas em residências e empresas ao lado dos sistemas fotovoltaicos, representarão 57% do armazenamento em todo o mundo até 2040. Prevemos que as energias renováveis atinjam 96% de penetração no Brasil até 2040, 82% nos México e 86% no Chile.

• Os veículos elétricos reforçam o uso de eletricidade e ajudam a equilibrar a matriz. Na Europa e nos EUA, os veículos elétricos representarão 13% e 12%, respectivamente, da geração de eletricidade até 2040.

Recarregando veículos elétricos de forma flexível, quando renováveis estão gerando e preços de energia estão baixos, irá ajudar o sistema a adaptar à intermitência da geração solar e eólica. O crescimento desses veículos reduz o custo das baterias de íon de lítio, chegando a uma queda de 73% até 2030.

• O amor dos proprietários de residências por energia solar cresce. Até 2040, os painéis solares fotovoltaicos residenciais representarão até 24% da eletricidade na Austrália, 20% no Brasil, 15% na Alemanha, 12% no Japão e 5% nos EUA e na Índia.

Isso, combinado com o crescimento das energias renováveis em larga escala, reduz a necessidade de plantas de carvão e gás existentes, cujos proprietários enfrentarão uma pressão contínua sobre suas receitas, apesar de um crescimento de demanda por causa de veículos elétricos.

• Geração termoelétrica a partir do carvão colapsa na Europa e nos EUA, continua a crescer na China, e atinge o ápice global até 2026. A demanda fraca, o baixo custo das renováveis e a substituição do carvão por gás reduzirão o consumo de carvão em 87% na Europa até 2040.

Nos EUA, o uso de carvão para geração de energia cairá 45%, já que as plantas antigas não serão substituídas e outras começarão a queimar gás mais barato. A geração de carvão na China crescerá um quinto na próxima década, mas atinge seu pico em 2026. Globalmente, esperamos que 369GW de novas plantas de carvão planejadas sejam canceladas, sendo um terço delas da Índia, e que a demanda global de carvão para geração de energia diminua 15% entre 2016-40.

• O gás é um combustível de transição, mas não da maneira como a maioria das pessoas imagina. Energia a gás receberá US$ 804 bilhões em novos investimentos e aumentará 16% em capacidade até 2040.

As usinas de gás atuarão cada vez mais como uma das tecnologias flexíveis necessárias para atender aos picos de demanda e proporcionar estabilidade ao sistema em uma era de geração renovável crescente, em vez de atuarem como uma substituição à produção base (baseload) de carvão.

Nas Américas, no entanto, onde o gás é abundante e barato, ele desempenha um papel mais central, especialmente no curto prazo.

• As emissões do setor de energia global atingem seu pico em pouco mais de dez anos, depois diminuem. As emissões de CO2 da geração de energia aumentam em um décimo antes de atingir o pico em 2026. As emissões caem mais rápido do que anteriormente estimado, alinhando-se com a geração máxima de carvão da China.

NEO-2017-Global-Electricity-Generation-Mix-to-2040

Esperamos que as emissões da Índia sejam 44% inferiores às da nossa análise NEO 2016, uma vez que o país adote a energia solar e prevê investimentos de US$ 405 bilhões para construção de 660GW de novos painéis fotovoltaicos. Globalmente, até 2040 as emissões terão caído para 4% abaixo dos níveis de 2016, o que não é suficiente para evitar que a temperatura média global cresça mais de 2°C.

Um investimento adicional de US$ 5,3 trilhões em 3.9TW de capacidade zero-carbono seria necessário para manter o planeta na trajetória da meta de 2°C.

Nos Estados Unidos, a administração de Trump expressou apoio ao setor de carvão. No entanto, o NEO 2017 indica que a realidade econômica nas próximas duas décadas não irão favorecer a energia baseada em carvão nos EUA, que tem uma redução prevista de 51% na geração até 2040. Em seu lugar, a eletricidade a gás aumentará 22% e renováveis 169%.

Uma das grandes questões para o futuro dos sistemas elétricos é como grandes quantidades variáveis de geração eólica e solar podem ser acomodadas e ainda manter as luzes acesas a todos os momentos.

Os céticos se preocupam que as energias renováveis ultrabaratas depreciem os preços de energia e desalojem as produções de carvão, de gás e usinas nucleares.

Elena Giannakopoulou, analista líder no projeto NEO 2017, disse: “A previsão deste ano mostra o carregamento inteligente de veículos elétricos, sistemas de bateria em pequena escala nos negócios e nas famílias, além de armazenamento em grande escala na rede, desempenhando um papel importante na suavização dos picos e lacunas causado pela geração variável de eólica e solar”.

Jon Moore, presidente-executivo da BNEF, disse: “O NEO reflete a compreensão que nossa equipe acumulou ao longo de mais de uma década de como os custos de tecnologia e a dinâmica do sistema evoluíram e estão evoluindo.

O NEO deste ano mostra uma transição ainda mais dramática para baixo carbono do que projetamos nos anos anteriores, com queda mais acentuada nos custos eólicos e solares e um crescimento mais rápido para armazenamento de energia”.

Nota: O custo nivelado da eletricidade cobre todas as despesas de geração de uma planta nova. Estes custos incluem desenvolvimento de infraestrutura, licenciamento e permissões, equipamentos e obras civis, finanças, operações e manutenção e matéria-prima (se houver).

FONTE – ambienteenergia.com.br

 

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BNDES divulga as regras para pessoas físicas investirem em Energia Solar

Fundo Clima permite financiar 80% dos itens apoiáveis ao custo final de 4,03% ao ano para pessoas físicas e jurídicas com renda até R$ 90 milhões

Trata-se de mais uma ação do BNDES para incentivar o cidadão brasileiro a investir em sustentabilidade e economia de energia

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou mudanças no Programa Fundo Clima. A partir de agora, no subprograma Máquinas e Equipamentos Eficientes, pessoas físicas terão acesso a financiamentos para a instalação de sistemas de aquecimento solar e sistemas de cogeração (placas fotovoltaicas, aerogeradores, geradores a biogás e equipamentos necessários).

Trata-se de mais uma ação do BNDES para incentivar o cidadão brasileiro a investir em sustentabilidade e economia de energia. Os recursos poderão ser contratados em operações indiretas somente por meio de bancos públicos.

Economia
A implantação de sistemas de geração de energia solar permitirá aos consumidores reduzirem gastos com a conta de luz, já que passarão a comprar menos energia da concessionária e poderão, dependendo de sua região, fazer até uma conta corrente de energia vendendo o excedente para a distribuidora.

Além disso, a geração distribuída traz um benefício para o sistema elétrico, já que conta com vários pontos de geração espalhados por residências e comércio, reduzindo o risco de interrupção do fornecimento de energia

projeto celesc engie santa cataria - sc

Condições
Os limites do Fundo Clima alcançam 80% dos itens financiáveis, podendo chegar a R$ 30 milhões a cada 12 meses por beneficiário.

Tanto para pessoas físicas quanto para pessoas jurídicas (empresas, prefeituras, governos estaduais e produtores rurais), o custo financeiro do Fundo Clima é reduzido: para renda anual até R$ 90 milhões, o custo é de 0,1% ao ano, e a remuneração do BNDES é de 0,9% ao ano.

Para renda anual acima de R$ 90 milhões, o custo é de 0,1% ao ano, e a remuneração do BNDES é de 1,4% ao ano.

A remuneração dos agentes financeiros é limitada até 3% ao ano. Uma vez aplicada a remuneração máxima definida pelos bancos públicos, as taxas finais passam a ser as seguintes: para renda anual até R$ 90 milhões, o custo final é de 4,03% ao ano; para renda anual acima de R$ 90 milhões, o custo final é de 4,55% ao ano.

O programa permite carência de 3 a 24 meses, com prazo máximo de 144 meses. A vigência para adesão vai até 28 de dezembro de 2018.

Fundo
O Fundo Clima é destinado a projetos de Mobilidade Urbana, Cidades Sustentáveis, Resíduos Sólidos, Energias Renováveis, Máquinas e Equipamentos Eficientes e outras iniciativas inovadoras.

O objetivo é financiar produções e aquisições com altos índices de eficiência energética ou que contribuam para redução de emissão de gases de efeito estufa.

 

Itens financiáveis
Podem ser financiados os seguintes itens, desde que novos e nacionais, cadastrados e habilitados para o subprograma no Credenciamento de Fornecedores Informatizados – CFI do BNDES: máquinas e equipamentos cadastrados no Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) ou com o selo Procel (considerando os itens para os quais o PBE fornece a certificação de eficiência energética, serão aceitos apenas os de classificação A ou B); sistemas geradores fotovoltaicos, aerogeradores até 100kw, motores movidos a biogás, inversores ou conversores de frequência e coletores/aquecedores solares; ônibus e caminhões elétricos, híbridos e outros modelos com tração elétrica; e ônibus movidos a etanol.

FONTE – ambienteenergia.com.br

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Petroleira norueguesa compra 50% de projeto de geração de energia solar na Argentina

O projeto possui potencial para uma capacidade de 117 megawatts (MW), na região de San Juan, na região oeste do país

A petroleira noruguesa Equinor (ex-Statoil) assinou acordo com a Martifer Renewables para adquirir uma participação de 50% no projeto de geração de energia solar de Guanizul 2A (G2A), na Argentina, informou a companhia nesta terça-feira (19). O projeto possui potencial para uma capacidade de 117 megawatts (MW), na região de San Juan, na região oeste do país.

O projeto tem contrato de fornecimento de energia de 20 anos arrematado em leilão organizado pela Cammesa, a agência reguladora do setor elétrico argentino, ao preço de aproximadamente US$ 50 por megawatt-hora (MWh). O início de produção está previsto para 2019.

O investimento estimado para o empreendimento é de US$ 95 milhões, cujo valor será obtido com 40% de recursos da Equinor e da Scatec Solar (parceira da norueguesa no projeto) e 60% por um empréstimo-ponte fornecido por um consórcio da Equinor.

Segundo a companhia, a Argentina é o terceiro maior mercado de energia da América Latina, com meta de alcançar uma fatia de 20% de sua matriz elétrica preenchida por fontes renováveis até 2025. Nos últimos 18 meses, 1,5 GW de projetos solares arremataram contratos em leilões do tipo na Argentina.

FONTE – g1.globo.com

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Ministério da Integração quer energia solar para reduzir custos da transposição do São Francisco

Projetos de irrigação ao longo do rio também poderão ser contemplados

O Ministério da Integração Nacional quer utilizar a energia solar para baratear os custos da transposição do rio São Francisco. De acordo com o ministro Antônio de Pádua, os custos com energia são da ordem de mais de R$ 40 milhões por mês, representando quase 80% da fase de operação. A obra vai levar água a 12 milhões de brasileiros, em 400 cidades e nos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. A expectativa é que até setembro os estudos de viabilização já estejam concluídos. “Já estamos em alguns estudos avançando e temos certeza que vamos encontrar a melhor solução para esse propósito de diminuir os custos”, disse Pádua, que participou de abertura da terceira edição do Brasil Solar Power, realizado nesta terça-feira, 12 de junho, no Rio de Janeiro.

Segundo o ministro, a grande faixa de extensão do projeto facilita o uso de energia solar na região. A transposição do rio São Francisco é a maior obra hídrica do país no momento, com 477 quilômetros somando todos os eixos e 200 metros de faixa de domínio. Ainda não há uma estimativa do montante de energia que poderá ser utilizado. Os estudos estão sendo feitos pela equipe técnica do ministério e a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica é parceira, além do ministério de Minas e Energia. A fonte solar deverá ser usada na operação de canais e no forebay de barragens. “Vemos o projeto com muitos bons olhos e é uma prioridade nossa”, revelou o ministro. A transposição está com 96,4% de avanço operacional nos seus dois eixos, sendo 95% no eixo norte e o eixo leste já está com 100%.

Transposição do rio vai beneficiar 12 milhões de pessoas

O ministro também sinalizou a intenção de usar a fonte solar em projetos de irrigação ao longo do rio São Francisco. A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba registra altos gastos com energia nessa atividade. “Queremos implantar energia solar nos perímetros irrigados e deixar em prática já nessa gestão”, avisa. O ministério também começa a avaliar a viabilidade do uso da fonte em outras obras para reduzir custos de modo que até o fim do ano algum projeto já esteja contemplado.

FONTE – canalenergia.com.br

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Reino de Marrocos é pioneiro na produção de energia solar

O Governo marroquino acaba de anunciar que construiu na cidade de Ouarzazate, a maior fábrica do mundo para a concentração, produção e distribuição de energia solar.

O país dispõe da maior fábrica mundial de energia solar instalada num espaço no deserto (Foto: DR)

Localizada no meio do deserto, numa enorme fazenda onde já foram produzidas importantes obras cinematográficas, como os filmes “Lawrence da Arábia” e “Gladiator”, esta fábrica pode abastecer de energia eléctrica, até ao final do ano, mais de um milhão de casas e reduzir para 760 mil toneladas anuais a emissão de carbono.
Inaugurada pelo rei Mohammed VI em 2016, a primeira das três fases do projecto de construção termo-solar acaba de ser concluída, o que permite começar desde já abastecer de energia as primeiras casas, servindo cerca de 600 mil pessoas que vivem num raio de 10 quilómetros em redor da cidade de Ouarzazate.
O continente africano, devido às suas características climáticas, possui excelentes condições para a produção de energia solar.
Um dos problemas que se coloca é que se trata de um tipo de produção que carece de avultados investimentos na construção de diferentes estruturas que permitam a acumulação e posterior distribuição desse tipo de energia.
O retorno financeiro do investimento é lento, o que desencoraja empresas potencialmente interessadas em participar no negócio.

Financiamentos externos

No caso concreto de Marrocos, para a construção da maior fábrica mundial de energia solar, o Banco Mundial disponibilizou um financiamento de 400 milhões de dólares a que se juntou um outro de 216 milhões de dólares providenciado pelo Fundo para as Tecnologias Limpas.
A obtenção destes financiamentos, contudo, foi antecedida de um trabalho profundo por parte do Governo marroquino, que lhe valeu o reconhecimento internacional como, sendo o país líder no desenvolvimento de projectos relacionados com o aproveitamento das energias renováveis.
Esse esforço foi recentemente reconhecido pelo Banco Mundial, que elogiou a decisão de o país ter um plano para que dentro de 10 anos ,97 por cento da energia utilizada  através do chamado “sistema limpo”, um objectivo arrojado e que se pode tornar pioneiro a nível mundial.
“O continente africano, sobretudo a região norte, onde está Marrocos, possui um tremendo potencial para gerar energia solar, sendo pena que muitos países não façam tudo para que esse sistema seja adoptado nos seus programas de Governo”, afirmou recentemente Sameh Mobarek, conselheiro do Banco Mundial.
Sameh Mobarek referiu que a Tunísia, outro país do norte de África, já tem planos para a construção de fábricas para acumulação de energia solar com o objectivo dela depois poder ser usada em alturas do ano com condições climáticas mais adversas.
No entanto, a Tunísia ainda tem esses planos um pouco atrasados o que está a dificultar a obtenção do desejado apoio financeiro por parte do Banco Mundial, devendo apenas ser em 2020 que deverá iniciar-se a construção de uma fábrica para acumulação e distribuição de energia limpa.
Neste momento, estão em curso estudos para avaliar os melhores locais que poderão acolher esse projecto. Só depois, o Governo tunisino avançará para a busca de parceiros e para a obtenção de financiamentos de modo a seguir os passos já dados por Marrocos.
A Escola de Estudos Africanos e Orientais está a colaborar com as autoridades tunisinas na elaboração dos referidos estudos e poderá também ter um importante papel a desempenhar na altura da análise dos projectos.

FONTE – jornaldeangola.sapo.ao

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Polônia gera febre do ouro em mercado de energia solar

(Bloomberg) — O setor de energia solar da Polônia pode estar a caminho de um rápido crescimento. Os investidores estão migrando para esse mercado promissor após a decisão do país, dependente do carvão, de adotar a energia limpa para cumprir os padrões de emissões da União Europeia e ajudar a eliminar a pior poluição atmosférica do bloco.

O maior país-membro da UE no Leste Europeu está distanciando sua política energética do carvão em um momento em que as preocupações ambientais, incluindo a poluição que cobre suas maiores cidades, se transformam em temas políticos. Após reduzir inicialmente os subsídios à energia verde, o governo em Varsóvia, que assumiu há dois anos e meio, mudou de postura para cumprir as metas do bloco para as energias renováveis.

A mudança ocorreu depois que uma onda de calor atingiu o país, em 2015, forçando as produtoras de energia dependentes do carvão a reduzirem a oferta de eletricidade para usuários industriais.

A Sun Investment Group, da Lituânia, está entre as investidoras que apostam que o retorno da Polônia à energia limpa é de longo prazo. A empresa planeja investir cerca de 40 milhões de euros (US$ 47 milhões) em 42 megawatts dos projetos que adquiriu no início do ano e atingir pelo menos 250 megawatts até o fim de 2020, segundo o diretor-gerente Deividas Varabauskas.

“A Polônia é o último país de tamanho considerável da UE no qual o mercado de energia solar ainda está em sua infância”, disse em entrevista, em Varsóvia. “Atualmente, há uma corrida do ouro. Todos querem subir no trem polonês.”

Sistema de apoio

O grupo do setor de energia renovável Instytut Energetyki Odnawialnej projeta que a capacidade solar da Polônia subirá para 1,2 gigawatt em 2020, contra apenas 108 megawatts no fim de 2017. A Sun Investment, juntamente com a E-Energija e com a espanhola I+D Energías, comprou 43 projetos com capacidade total de 42 megawatts, enquanto outra empresa lituana, a Modus Energy, planeja investir mais de 50 milhões de euros para construir cerca de 50 megawatts em projetos fotovoltaicos.

A Polônia concedeu subsídios para mais de 300 megawatts no leilão do ano passado. O país abrirá licitação para outros 750 megawatts em 2018, dos quais apenas 400 megawatts em capacidade adicional serão construídos, porque esse mercado fragmentado não tem projetos qualificados, segundo a Sun Investment.

Mesmo que o país tenha o potencial de absorver 1 gigawatt de energia solar por ano, é possível que isso não se concretize, principalmente devido à pouca experiência dos bancos para avaliar projetos fotovoltaicos e à burocracia, disse. Além disso, o preço “agressivo” do leilão do ano passado foi “uma grande surpresa”, já que Varabauskas pensava que “o prêmio para entrar no mercado seria maior”.

Futuramente, a desenvolvedora lituana pode estudar a venda de seus ativos na Polônia se tiver “um grande portfólio ou se uma empresa de serviços públicos disposta a fazer grandes aquisições entrar no páreo”, disse.

FONTE – economia.uol.com.br

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PTI E Energias Renováveis: Fontes Limpas Para Um Desenvolvimento Sustentável

A fim de garantir a preservação dos recursos naturais, o Parque aposta em pequisas e aplicações de fontes que tenham pouco ou nenhum impacto direto sobre o meio ambiente
Instalado nos antigos alojamentos dos operários que construíram a maior hidrelétrica do mundo, o Parque Tecnológico Itaipu (PTI) aposta em pesquisas e aplicações de fontes que tenham pouco ou nenhum impacto direto sobre o meio ambiente a fim de garantir a preservação dos recursos naturais. Essas fontes são complementares à hidráulica, como nos casos das energias solar e eólica, assim como biogás e hidrogênio.
Por meio do Centro Internacional de Hidroinformática (CIH), o PTI teve um papel importante na elaboração do Atlas de Energia Solar do Estado do Paraná. Além do documento, fruto de um intenso trabalho de pesquisa e coleta de dados, o projeto resultou em um sistema online (www.atlassolarparana.com), que permite que qualquer cidadão paranaense possa saber, com precisão e gratuitamente, a energia solar disponível em cada um dos nossos 399 municípios, inclusive de acordo com a época do ano.
Para isso, o projeto – realizado em parceria com a Itaipu Binacional, a Universidade Federal Tecnológica do Paraná (UTFPR) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) – utilizou uma modelagem matemática que mede o espalhamento da energia solar no território, aliando imagens de satélite, e estações do Inpe e do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). ”Essas informações podem servir como base para elaboração de políticas públicas. Um dos objetivos do projeto é a ampliação do uso da fonte de energia renovável no Paraná, por meio, principalmente, de sistemas fotovoltaicos conectados à rede, uma vez que tanto o grande quanto o pequeno investidor tem uma base de informação confiável para fazer as suas simulações dos quantitativos de energia”, explica Alisson Rodrigues Alves, engenheiro ambiental do PTI.
O Atlas confirmou o grande potencial solar existente no Estado, que embora menor que o de outros estados brasileiros – como os do Nordeste – é 43% superior ao da Alemanha, um dos países que mais investe nessa fonte renovável, no mundo. Ainda dentro deste contexto, foi criado o Laboratório de Energia Solar do Parque Tecnológico Itaipu, cujo objetivo é tornar o Oeste do Paraná mais competitivo e inserido nas tecnologias globais. Neste primeiro momento, a atuação do grupo deve se concentrar nos seguintes pilares: Educação; Pesquisas, Desenvolvimento e Inovação na fronteira tecnológica; empreendedorismo e formação de novos negócios; parcerias nacionais e Internacionais; e políticas públicas de incentivo ao uso de energia solar.
Hidrogênio
O hidrogênio também tem seu espaço garantido nas linhas de pesquisa do PTI por meio do Núcleo de Pesquisa em Hidrogênio (NUPHI). Resultado de um convênio firmado entre o PTI, a Itaipu Binacional e a Eletrobras, o Núcleo conta com um laboratório, que é equipado para a realização de pesquisas em alguns aspectos do hidrogênio e compartilhado com professores e alunos, especialmente das universidades instaladas no PTI: Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) e Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste).
A partir desse convênio, também foi implementada uma Planta Experimental de Produção de Hidrogênio que possibilita a análise de todo o ciclo de produção do hidrogênio, e ainda a purificação, compressão, armazenamento e posterior utilização em células a combustível ou combustão em mistura com outros combustíveis, como, por exemplo, o biometano. “Estes estudos podem corroborar para a produção de hidrogênio como forma de armazenamento de excedente de energia de fontes renováveis como hidráulica, eólica e solar e sua posterior utilização energética para fins de mitigar os impactos ambientais negativos, como por exemplo, a produção de energia elétrica utilizando células a combustível”, explica Ricardo Ferracin, gerente do NUPHI.
Energia Eólica e Biogás
Cada vez mais competitiva e popular no Brasil, a energia eólica também tem sido pauta nos estudos desenvolvidos no PTI. Em breve, por meio do CIH, deve ser lançado um levantamento do potencial eólico do Oeste do Paraná. Os estudos preliminares já apontam que municípios como Nova Laranjeiras, São Pedro do Iguaçu, Marechal Cândido Rondon, Guaraniaçu e Toledo (além da própria região do reservatório de Itaipu) apresentam ventos com velocidade entre 4,3 e 5 metros por segundo (m/s) a uma altura de 15 metros, características favoráveis à microgeração utilizando turbinas eólicas para a geração de energia elétrica.
Outra fonte na qual o PTI concentra cada vez mais seus esforços é o biogás, resultante do tratamento da biomassa residual das atividades agropecuárias. As atividades, que transformam um passivo ambiental em ativo energético e econômico, são coordenadas pelo CIBiogás (Centro Internacional de Energias Renováveis–Biogás), instituição científica, tecnológica e de inovação instalada no Parque.
A estrutura do CIBiogás conta com um laboratório de biogás, e 11 unidades de produção de biogás no Brasil. No ano passado, foi inaugurada uma Unidade de Demonstração de Biogás e Biometano dentro da Central Hidrelétrica da Itaipu Binacional. A planta é a primeira do Brasil que utiliza, como matéria-prima, uma mistura de esgoto, restos orgânicos de restaurantes e poda de grama.

FONTE – 100fronteiras.com

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Rússia e China podem apoiar investimentos em energia e logística em Uberaba

Países mostraram interesse em projetos do município

Empreendimentos na cidade de Uberaba, no Triângulo Mineiro, principalmente nas áreas de energia solar, amônia e logística, podem ganhar um impulso vindo da Rússia e China. O prefeito de Uberaba, Paulo Piau (MDB), voltou nesta semana de viagem aos dois países e tem dever de casa a cumprir para acelerar parcerias que podem garantir investimentos estrangeiros. Segundo ele, será marcada, em um prazo aproximado de 60 dias, visita à cidade mineira de representantes de uma empresa chinesa na área de energia solar. Além disso, há dois estudos em andamento para projetos do Aeroporto Internacional de Cargas, o Intervales, e da planta de amônia. “São estudos de viabilidade que servirão como ponto de partida para investidores”, disse.

O nome da empresa chinesa que está interessada em investir em energia solar a partir de Uberaba precisa ser preservado por enquanto, segundo Piau. “A China tem muito interesse na energia solar. É uma determinação do governo para reduzir a emissão de carbono. Com isso, o país constrói esse caminho sustentável e desenvolve equipamentos. Uberaba tem interesse na área e, por sua vez, a China se interessa pelo mercado brasileiro”, disse.

De acordo com ele, um dos diferenciais de Uberaba para atrair esse e outros investidores é a Zona de Processamento de Exportação (ZPE). Nesse caso, a estrutura – que já está pronta – pode atender ao interesse da China de alcançar outros mercados na América Latina.

Outro foco de interesse dos investidores é o Aeroporto Internacional de Cargas, o Intervales. A empresa Urban Systems deve finalizar em 40 dias o estudo de viabilidade da estrutura. “Rússia e China ficaram interessados no Intervales. Há uma verdadeira ‘obsessão’ por infraestrutura, pois não há por que produzir se não há como entregar a produção por meios eficientes”, diz Piau.

A Prefeitura de Uberaba também buscou investidores para a planta de amônia. Para acelerar os negócios, a prefeitura já contratou a Fundação Getulio Vargas (FGV) para elaborar o projeto de viabilidade de implantação da planta.

Projeto iniciado pela Petrobras, a planta de amônia em Uberaba acabou sendo abandonada pela estatal. A prefeitura busca meios para viabilizar os investimentos necessários para o projeto, que tem potencial para reduzir a dependência brasileira de fertilizantes importados.

Interesse em parcerias – Segundo Piau, foi possível perceber que os investidores estão mais interessados em parcerias do que em assumir projetos em sua totalidade. “Na cidade de Changzhou (China), que visitamos, há 25 empresas brasileiras. Em todas elas, o Estado é sócio majoritário. Esse é o modelo deles. Mas é possível perceber que esses investidores têm interesse em fazer parcerias e não bancar 100% dos projetos”, informou.

Também na China foram feitos contatos com empresas de LED. A Prefeitura de Uberaba acaba de lançar edital para operacionalizar um contrato de parceria público-privada (PPP) de iluminação pública. Segundo a prefeitura, os chineses mostraram interesse em participar da licitação, sendo demonstrados exemplos que garantem mais de 50% de economia no consumo de energia pública.

“Como desafios para o Brasil, segundo Piau, estão estabilidade da moeda, redução da burocracia e melhoria da segurança.”

“Na Rússia, o prefeito participou de encontros no Ministério de Desenvolvimento Econômico e na Embaixada Brasileira em Moscou. A viagem à Rússia foi encerrada no último dia 25, com visita ao Skolkovo Technopark, parque tecnológico com o qual a prefeitura pretende firmar cooperação. Na China, o prefeito Paulo Piau foi recebido pela equipe do Ministério de Desenvolvimento. Em ambos os países, foram realizadas reuniões com empresas e investidores.”

“- O prefeito de Uberaba também comentou ontem a onda de ataques criminosos que vem acontecendo em Minas, com incêndios a ônibus, entre outros. Ele informou que espera que o governo do Estado identifique, o mais rápido possível, as causas do ataque. Em Uberaba, foi reforçada a segurança aos coletivos para que o serviço continue a ser prestado.”

FONTE – diariodocomercio.com.br

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Catalunha pretende lançar token de energia com paridade em quilowatts

A Catalunha, que engloba as províncias de Barcelona, Girona, Lérida e Tarragona, é uma comunidade autônoma oficialmente pertencente à Espanha, mas que busca sua independência e descentralização do território espanhol há anos, e, mais notavelmente no ano passado, uma declaração frustrada de independência levou à uma forte repressão política, econômica e policial da nação europeia.

Porém, apesar da pressão da Espanha, a Catalunha, onde Pablo Picasso iniciou o movimento cubista, deseja avançar em seu processo de independência, agora, por meio da energia e da blockchain. O plano é incentivar a geração de energia solar, contornando as regras que inibem sua adoção por Madri. Para tanto, a comunidade independente, como revela a Coindesk, vai usar um token ERC-20, denominado “ION”, para incentivar micro-redes gerenciadas pela comunidade (grupos de recursos de energia distribuída, como geradores solares de teto que podem conectar-se à rede principal ou operar em “modo ilha”).

Lluïsa Marsal, líder em inovação tecnológica no Instituto Catalão de Energia do governo da Catalunha, está supervisionando o projeto. “O token não tem nada a ver com independência. É um símbolo de energia para gerenciar micro-redes”. Mas para que essas micro-redes estejam livres das restrições legais e econômicas que limitam seu apelo, elas devem ser isoladas da rede nacional da Espanha.

O projeto ION ainda foi está desenvolvido, mas o plano é começar dentro de dois meses com um piloto em cinco municípios da Catalunha. Não haverá oferta inicial de moeda (ICO, na sigla em inglês), e os tokens serão doados ou “liberados” quando os usuários se inscreverem no projeto e instalarem sua carteira ION. As quantidades fornecidas variam entre 100 e 5.000 IONs, dependendo do envolvimento do usuário. Haverão 8.418 milhões de IONs distribuídos. Isso é para espelhar o poder em quilowatts-hora (kWh) por ano produzido pelas usinas combinadas da Catalunha, disse Marsal.

“QUANDO ESSAS MICRO-REDES FOREM IMPLANTADAS MASSIVAMENTE E MUITAS COMUNIDADES SOLARES FORMADAS, PRETENDEMOS TER UMA PRODUÇÃO SOLAR TOTAL IGUAL ÀS USINAS ATUAIS. ISSO PODE LEVAR ANOS, MAS QUEREMOS ESTABELECER O VALOR DE 1 ION PARA 1KWH.”

Em termos de como o token funcionará nas mãos dos usuários, o sistema usará uma medida média de kWh no uso de energia solar e, quando alguém usar mais do que a média, pagará pelo excesso em tokens, se eles usam menos, eles são recompensados ​​em tokens também.

Essa abordagem para a medição de eletricidade é destinada a oferecer mais flexibilidade. Por exemplo, grupos pequenos e discretos de usuários podem concordar com os cronogramas de consumo de energia (como usar aparelhos em diferentes momentos do dia ou diferentes dias da semana). Os contratos inteligentes podem ajudar a gerenciar permissões de energia para cada usuário nesses cronogramas de “não simultaneidade”.

Além disso, os tokens ION poderiam ser negociados em mercados, “desde que o preço de kWh é conhecido e é de aproximadamente € 0,10”, disse Marsal.

FONTE – criptomoedasfacil.com

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Construtora destaca economia de 30% em condomínio com uso de energia solar

O mercado imobiliário está despertando para a importância da sustentabilidade e adotando soluções comprometidas com a gestão responsável do meio ambiente. Exemplo dessa iniciativa, a MRV Engenharia, líder nacional no mercado de imóveis econômicos, prioriza projetos que visam diminuir os impactos em processos construtivos e de gestão nas atividades corporativas e investe em empreendimentos cada vez mais sustentáveis.

energia solar - chapada da costa

O Parque Chapada da Costa, em fase de construção, e o Chapada das Oliveiras, novo lançamento comercial, ambos localizados em Cuiabá, apresentam um sistema completo de geração de energia solar, com placas fotovoltaicas, somadas a outras inovações como a disponibilização de bicicletas compartilhadas, para livre uso pelos moradores.

Com o sistema de energia solar, o insumo gerado e que será utilizado na área comum (na iluminação das áreas de estacionamento, lazer em geral, piscina, salões de festas e portaria) irá gerar consigo uma economia na taxa condominial mensal paga pelos condôminos na ordem de 30%.

Nos próximos cinco anos, todos os novos empreendimentos da MRV Engenharia no Brasil serão lançados com o sistema de energia solar, iniciativa que está na matriz de sustentabilidade consolidada pela companhia. Para isso, a empresa deverá investir R$ 800 milhões no período, em empreendimentos em diferentes localidades do país. Atualmente, a MRV está em mais de 150 diferentes cidades. A extensão das atividades da companhia e sua solidez evidencia um dado importante no setor que move o sonho da casa própria: Um a cada 200 brasileiros mora num imóvel construído pela MRV.

Água da chuva 

A MRV Engenharia também adota em seus processos de construção outras medidas que são sinônimo de sustentabilidade. A preocupação com o risco real de escassez da água no mundo levou a construtora a implantar em quatro canteiros de obras em Mato Grosso um sistema para reaproveitamento da água da chuva. Mais que simplesmente evitar o desperdício, a medida, tecnicamente simples, resulta na otimização de um recurso natural tão importante e, também, economia na planilha de custos da obra.

O sistema é utilizado nos empreendimentos: Parque Chapada dos Campos (localizado próximo do Várzea Grande Shopping); Parque Chapada das Dunas, localizado no bairro Coophema; Parque Chapada da Costa, localizado no bairro Jardim Ubirajara Chapada dos Sabiás, no bairro Jardim Imperial II.

O reaproveitamento de água de chuva nos canteiros de obras poupa a utilização de água potável onde ela não é necessária – como para a descarga de vasos sanitários utilizados pelos trabalhadores, mictórios e na limpeza de vestiários. O método é aplicado da seguinte forma: Uma caixa d’água de 5 mil litros, instalada ao lado do barracão que abriga o vestiário no canteiro de obra, reserva a água da chuva captada por calhas no telhado.

Fundada em outubro de 1979, a MRV Engenharia é líder nacional no mercado de imóveis econômicos e a primeira construtora da América Latina a oferecer energia fotovoltaica para seu segmento de atuação. Presente em mais de 150 cidades de 22 Estados e no Distrito Federal, a construtora, em seus 38 anos de atividade, já vendeu mais de 300 mil unidades.

Dia Mundial do Meio Ambiente

O Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado nesta terça (5), reforça o alerta para o fundamental uso consciente dos recursos naturais. Esse aviso toma força com a divulgação de um dado colhido pela Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES), que informa que apenas 25% da superfície terrestre permanece livre de impactos substanciais causados por atividades humanas. Em 2050, essa parcela de natureza livre de desenfreadas explorações pode ser reduzida a ínfimos 10% do planeta. Então, quais caminhos sustentáveis cabe a nós, sociedade, adotarmos? (Com Assessoria)

FONTE – rdnews.com.br