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Seguro paramétrico de índices climáticos contribui na gestão financeira de empresas de energia solar

Seguro paramétrico de índices climáticos contribui na gestão financeira de empresas de energia solar

Ferramenta promove uma maior estabilidade do fluxo de caixa, minimiza o risco de crédito e reduz a volatilidade nos resultados

O setor de energia solar já trabalha com muitas ferramentas tecnológicas no Brasil, mas por mais sofisticados que sejam os estudos e previsões meteorológicas, não é possível estimar de forma precisa o volume final da produção, que é muito dependente das variações climáticas. Para falar sobre esse tema, a Swiss Re Corporate Solutions promoveu o workshop “Como Mitigar o Impacto dos Efeitos Climáticos na Geração de Energia Solar” durante o evento “Brasil Solar Power 2018”, realizado no Rio de Janeiro, na última semana.

De acordo com Elaine Fridman, especialista em soluções de seguros paramétricos da Swiss Re Corporate Solutions e representante da companhia no workshop, nos próximos dez anos a matriz elétrica brasileira apresentará um aumento da participação de fontes renováveis, com destaque para fontes solar e eólica. Considerando esse possível cenário, Elaine explicou como o seguro paramétrico de índice climático pode contribuir na gestão financeira de empresas de energia solar, uma vez que o produto visa proteger o fluxo de caixa de empresas contra eventos climáticos adversos. No caso do setor de energia solar, o seguro compensa o gerador pela queda de receita em função de um menor volume de energia provocado por baixa irradiação solar, por exemplo.

O seguro paramétrico de índice climático é customizado de acordo com a necessidade específica do cliente. São definidos índices, gatilhos e prazos de cobertura em comum acordo entre o cliente e a seguradora. Assim como a contratação, a indenização é realizada por meio de uma apuração simples. A seguradora e o cliente apuram o resultado do índice através de consulta à base pública e, se constatado sinistro, o cliente é indenizado conforme estipulado na apólice.

A Swiss Re Corporate Solutions é maior provedora de proteção climática do mundo, com uma importante trajetória em inovação de produtos em mais de 20 países. Com o seguro paramétrico de índices climáticos, a seguradora trabalha há mais de 10 anos nos EUA e Europa e foi a primeira companhia a oferecer esse produto no Brasil, em 2016.

Sobre a Swiss Re Corporate Solutions Brasil

A Swiss Re Corporate Solutions Brasil é uma seguradora controlada pela Swiss Re Corporate Solutions Ltd. e tem o respaldo da força financeira e da experiência do Grupo Swiss Re. Em julho de 2017, em um movimento que marcou a indústria de seguros, firmou parceria com a Bradesco Seguros, passando a ter acesso exclusivo à sua rede de distribuição e transformando-se em uma das líderes no segmento de grandes riscos do país. A gama de produtos, direcionada a pequenas, médias e grandes empresas, vai desde a transferência de riscos padronizados e programas multilinha, até opções altamente customizadas às necessidades dos clientes, como seguro patrimonial, responsabilidade civil, transportes e cascos marítimos, rural, garantia, engenharia, entre outros. Para mais informações, visite www.corporatesolutions.swissre.com.br ou siga-nos em Twitter@SwissRe_CS.

FONTE – segs.com.br

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Porto Alegre: Câmara inaugura a maior estação de energia solar da Capital

Porto Alegre: Câmara inaugura a maior estação de energia solar da CapitalA estação fotovoltaica do Legislativo irá gerar cerca de 25% da energia consumida na Casa

A Câmara Municipal de Porto Alegre inaugurou, na manhã desta terça-feira (5/6), Dia Mundial do Meio Ambiente, sua Central Geradora Fotovoltaica, a maior da cidade e a terceira maior do Estado, com capacidade para gerar, a partir da luz do sol, cerca de 25% da energia consumida na Casa. Isso equivale ao consumo de 90 residências, ou 22.225 kWh por mês. Os equipamentos estão instalados no estacionamento externo do Palácio Aloísio Filho, sede do Legislativo. Também pela manhã, na Comissão de Saúde e Meio Ambiente (Cosmam), empresários afirmaram que a demora da CEEE em aprovar projetos de energia fotovoltaica é um dos principais entraves ao desenvolvimento do setor na Capital. A cidade tem pouco mais de 150 ligações fotovoltaicas (das cerca de 3 mil conexões do Rio Grande de Sul).

A Central Geradora Fotovoltaica da Câmara, cujo processo de instalação foi iniciado em 2017, possuiu 600 módulos de 330 W, com potência de 198 kWp e estimativa anual de geração de 266.696 kWh. A expectativa é de que gere entre 20% e 30% de toda a energia consumida pelo Legislativo da Capital e de que o retorno do investimento, de cerca de R$ 1 milhão, seja em até sete anos, devido à economia de energia elétrica. Clicando aqui é possível monitorar em tempo real a produção de energia solar da Câmara.

O vereador Cassio Trogildo (PTB), que foi presidente da Câmara em 2017, destacou que as iniciativas para tornar o Palácio Aloísio Filho mais sustentável perpassam as gestões e são um trabalho continuado. “Em 2013, foi dado início ao processo de troca de todo o sistema de ar condicionado do Legislativo, que está para ser concluído. Há diversas ações nesse sentido, e isso é um trabalho de resiliência não apenas para a Câmara, mas para toda a cidade.”

O atual presidente do Legislativo, vereador Valter Nagelstein (MDB), disse que a Central Geradora Fotovoltaica integra amplo programa de sustentabilidade interno e constitui-se em um exemplo de inovação, que pode servir de modelo para outras entidades públicas e privadas. Citou ações como o reuso de água nos banheiros, o telhado verde com ervas medicinais, a separação e o correto encaminhamento dos resíduos gerados e o projeto Papel Zero como partes de uma cultura de sustentabilidade que vem se concretizando no Legislativo.

Nagelstein disse ainda que medidas como a geração de energia fotovoltaica e de doação de 50% da frota de automóveis da Câmara são demonstrações de que a Casa está sintonizada com a necessidade de corte de gastos públicos. “Os 2,76% que demos na Câmara não foi reajuste; é reposição da inflação medida pelo IPCA. 80% dos itens solicitados pelo sindicato dos servidores não foram acatados pela Mesa Diretora. Nós não demos nem o 1% de ganho real que nossos servidores pediram. Estamos fazendo o que precisa ser feito.”

Cosmam

Membro do grupo POA Solar da Zona de Inovação Sustentável de Porto Alegre (Zispoa), o empresário João Pedro Demore informou, na reunião da Cosmam, que a CEEE tem demorado de três a seis meses para aprovar um projeto de energia fotovoltaica. “Enquanto o projeto não é homologado pela Companhia, não é possível fazer a troca do relógio de luz e converter o sistema. Isso inviabiliza o processo, pois o cliente não consegue ter abatimento da conta de luz e tem que arcar com o custo do financiamento das placas fotovoltaicas”, explicou.

O engenheiro eletricista Ranieri Stecker, cuja empresa foi a vencedora da licitação da Central Geradora Fotovoltaica da Câmara, disse que, em Santa Catarina, a Celesc leva em média uma semana para aprovar os projetos de energia fotovoltaica e mais uma semana para trocar o relógio de luz. “O processo é feito online, sem burocracia e com menos papelada. Basicamente, é necessário informar a potência instalada, o local e o equipamento que está sendo implantado. Assim, em duas semanas temos o sistema funcionando e operando. O que precisamos aqui em Porto Alegre é que a CEEE dê celeridade à aprovação destes projetos.”

O presidente da Cosmam, vereador Cassio Trogildo (PTB), afirmou que os parlamentares farão uma visita à CEEE a fim de colaborar com a ampliação da produção de energia solar na cidade. Disse ainda que a intenção é levar o manual de procedimentos adotados pela Celesc como exemplo de iniciativa bem sucedida na área.

Sustentabilidade

O engenheiro eletrônico Luis Maccarini participou da instalação dos primeiros sistemas fotovoltaicos de Porto Alegre, há cerca de 10 anos. “As placas se pagavam em cerca de 20 anos à época. Ou seja, não eram os benefícios econômicos que puxavam o setor, mas as questões ligadas à sustentabilidade e à sobrevida do sistema de transmissão de energia.” Destacou ainda que a produção de energia fotovoltaica é uma alternativa importante para evitar apagões, já que os horários em que se gera mais energia são os mesmos de pico de utilização, e que integra ações ligadas à mobilidade sustentável e à resiliência.

O vereador André Carús (MDB), que sugeriu a criação da Semana do Meio Ambiente da Câmara e a realização da reunião, destacou que há no Brasil exemplos de legislações que incentivam a instalação de energia fotovoltaica. “É preciso entender que medidas que incentivam a produção de energia solar trazem benefícios ambientais e economia, a médio e longo prazos, e não se constituem em mera renúncia fiscal”, disse. “Porto Alegre precisa trabalhar pelo crescimento do sistema, seguindo o exemplo da Câmara, que é pioneira neste tema. É preciso empreender de maneira sustentável, saindo da discussão e implementando projetos que beneficiem a população e o ambiente.”

Carús lembrou ainda da importância do Seminário Projetos da Zispoa para o Plano Diretor 2020-2030, que ocorre nesta sexta-feira (8/6), no Plenário Ana Terra, da Câmara Municipal de Porto Alegre. Para saber mais sobre o seminário, clique aqui.

Também participaram da reunião da Cosmam os vereadores Aldacir Oliboni (PT), José Freitas (PRB), Mauro Pinheiro (REDE) e Paulo Brum (PSDB) e o chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Smams), Adelar Marques. Além das autoridades já citadas, estiveram presentes na inauguração da Central Geradora Fotovoltaica a vereadora Mônica Leal (PP), o secretário da Smams, Maurício Fernandes, e o diretor-geral do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), René José Machado de Souza.

FONTE – felipevieira.com.br

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Paraíso no Havaí vive o constante risco das erupções vulcânicas

Apesar dos temores, milhares de famílias fincam raízes no entorno do vulcão Kilauea

PAHOA, HAVAÍ – Jaris Dreaming construiu sua espaçosa casa abastecida com energia solar numa clareira da selva da Polinésia. Ele bebe água da chuva e come os abacates dos pés no seu jardim dos fundos. O pessoal do continente demonstra inveja quando ele conta como comprou quase 100 acres da maior ilha do Havaí por pouco mais de US$ 100 mil.

Mas há um detalhe neste paraíso afastado da civilização moderna: Dreaming vive a uma curta distância de uma fissura do Kilauea, um dos vulcões mais ativos do mundo.

A crescente ferocidade das últimas erupções do Kilauea, soterrando lares em rios de rocha derretida, trouxe perguntas em torno do motivo que teria levado milhares de famílias a fincar suas raízes num lugar tão sujeito a desastres.

Puna, a magnífica região florestal da Ilha de Havaí onde ocorrem algumas das erupções mais intensas do Kilauea, está entre os locais mais remotos dos Estados Unidos, atraindo construtoras, renegados e chefes de família autossuficientes com bastante apetite pelo risco. Desde os anos 1970, quando veteranos do Vietnã e outros andarilhos começaram a morar aqui, Puna surgiu como um lugar onde as pessoas podiam sair do sistema, reinventar-se, quem sabe até cultivar um pouco de pakalolo (como a maconha é chamada no Havaí).

“Temos a reputação de ser uma espécie de covil do pirata”, disse Dreaming, 64, um músico e empreiteiro que foi criado em Nova Jersey com o nome John Fattorosi. “Mas o que realmente queremos é viver em liberdade num lugar de incrível beleza sem ninguém nos dizendo o que fazer”.

Além de perturbar as pessoas daqui, que raramente querem chamar atenção para si, a destruição desencadeada pelo Kilauea também expõe as fissuras na sociedade havaiana, sublinhando a acentuada escassez de imóveis residenciais no estado e as questionáveis regras de zoneamento que regeram a construção de um dos últimos redutos de imóveis acessíveis no estado.

Especuladores imobiliários voltaram suas atenções para a Ilha de Havaí quase imediatamente após a admissão do arquipélago como 50º estado da união, em 1959. Já em 1960, uma incorporadora tinha loteado em mais de 2 mil terrenos a área que inclui Leilani Estates, o entreposto rural agora abandonado que teve alguns trechos tomados pela lava.

Os incorporadores minimizaram os eventuais riscos vulcânicos. Muitas das subdivisões em Puna foram criadas nos anos 1960, antes dos primeiros mapas de risco de lava, elaborados em meados dos anos 1970, segundo Daryn Arai, vice-diretor de planejamento do Condado do Havaí. Arai também explicou que o condado ainda não tem regras que se apliquem diretamente às zonas de risco de fluxo da lava.

Numa coluna a respeito da história da região publicada pelo site Honolulu Civil Beat, Alan D. McNarie disse que os riscos se tornaram mais aparentes com o passar dos anos. Citando números do United States Geological Survey (instituto geológico americano), ele destacou que cerca de 100 quilômetros quadrados da ilha foram enterrados por nova lava somente entre 1983 e 2003.

Muitos lares em Puna são construídos em zonas que já tinham sido habitadas antes, e também já tinham sido soterradas pela lava. Menos de 30 anos depois que uma erupção destruiu cerca de 100 lares na comunidade de Kalapana, muitos lares agora jazem sobre o terreno formado pela inundação de lava. As casas, algumas construídas sem respeito ao código de construção civil, não são ligadas à rede elétrica nem à de esgoto.

Com frequência, os bancos se recusam a emitir hipotecas tradicionais para propriedades desse tipo.

Amber Sengir, 60, projetista de chips de computador que se mudou de Portland, Oregon, para Pahoa em agosto do ano passado disse que comprou sua casa em dinheiro por US$ 240 mil – bem abaixo do preço médio de US$ 760 mil por uma casa em Oahu. Agora ela tenta desesperadamente salvar alguns de seus pertences caso a lava corra na direção da sua casa, que não tem seguro.

“Há dias em que podemos ouvir o rugido das erupções em Puna, como o motor de um avião decolando”, contou Rainbow Foster, 33, que comprou um terreno e uma casa num campo de lava três anos atrás. Rainbow e seu marido, Tony, de 44 anos, são autônomos. Eles têm dois filhos e ganham a vida com pequenos serviços e a venda de camisetas tingidas. Eles compraram a propriedade por US$ 55 mil num negócio financiado pelo proprietário. “Nossa classificação de crédito não era boa e tínhamos pouco dinheiro”, disse ela.

Alguns dos vizinhos foram embora, mas Rainbow, que cresceu em Puna, não pensou nisso. “Essa é a vida que escolhemos. Estamos nos agarrando a ela”. / Tamir Kalifa contribuiu com a reportagem.

FONTE – terra.com.br

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Empresa de vouzela desenvolve painéis solares térmicos

A empresa T&T Multielétrica, sediada em Campia, Vouzela, criou uma solução inovadora na área da energia e climatização, em parceria com a Universidade de Aveiro (UA).

O objetivo é contribuir para o conforto da população via soluções técnicas especializadas em instalações elétricas, aquecimento central, energias renováveis, domótica, entre muitas outras, dando utilidade à potência da energia solar.

“A energia térmica capta o espectro de radiação solar, isto é, os infravermelhos, que representam cerca de 46% do espectro total da energia solar. Esta tecnologia vai buscar essa fonte de energia para transformá-la em energia térmica, retirada através do ar ou da água. No nosso caso, temos soluções para as duas formas” explica Augusto Teixeira, fundador e diretor geral da T&T.

O empresário considera que, em geral, as casas em Portugal são mal construídas e sem qualidade porque se “adia uma construção sustentável”. “Se construíssemos as casas com metade do tamanho e aumentássemos a qualidade, com a preocupação do conforto, podíamos ter uma construção melhor gastando exatamente o mesmo ou até menos”, diz. Evitávamos passar frio e reutilizávamos o que o sol nos dá – calor, acrescenta.

Há pouco mais de um ano, em colaboração com o departamento de mecânica da UA, a empresa criou um laboratório com uma fachada energética – Senergy Force – que é usada para obter energia solar e mantém o edifício com a temperatura desejada. Isto resultou numa patente, sendo um produto único a nível mundial.

A inspiração veio de estudos do Padre Himalaya, pioneiro das energias renováveis em Portugal.

Durante o verão, os painéis solares têm excesso de calor. Este produto, senergy force, serve para resolver os problemas dos sistemas solares térmicos que existem pelo mundo. “Produz água e ar. Através da produção do ar resolve-se o excesso de calor. Funciona a partir de um princípio de fachada ventilada. Liberta o calor, sem gastar qualquer fonte de energia. O excesso de calor cria uma convecção interna no edifício. O ar, ao criar uma depressão dentro do edifício, é compensado através de uma captação geotérmica. Arrefece o espaço, a fachada e renova o ar, sem gastar energia”, declara Augusto Teixeira.

No entanto, o senergy force é muito mais que isto. Sob a forma de fachada energética permite substituir telhados e paredes. É um elemento estrutural, que tem a capacidade de climatizar uma casa até cerca de 90 por cento das necessidades térmicas, ao mesmo tempo que trata o ar interior, evitando problemas de saúde.

O diretor da T&T acredita que no futuro as casas, em Portugal e pelo mundo, estarão repletas de painéis de senergy force.

FONTE – jornaldocentro.pt

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Resfriar ambientes e aquecer o planeta, o paradoxo do ar condicionado

Quanto mais calor faz, mais aparelhos de ar-condicionado. E quanto mais ares-condicionados, mais calor faz: é o círculo vicioso de uma tecnologia que contribui de forma discreta mas crescente para o aquecimento global.

Nas próximas décadas serão instalados bilhões de novos aparelhos de ar-condicionado em todo o mundo, à medida que os habitantes dos países emergentes com climas quentes obtenham os meios para ter acesso a estes produtos.

Mas estes aparelhos consomem muita eletricidade, que hoje em dia é gerada principalmente em usinas de carvão ou gás. Estas, por sua vez, emitem gases de efeito estufa que fazem subir as temperaturas.

A menos que haja uma mudança radical na tendência, está previsto que as emissões de dióxido de carbono relacionadas com os ares-condicionados quase dobrarão entre 2016 e 2050, segundo um relatório publicado em maio pela Agência Internacional de Energia (AIE).

A quantidade adicional de dióxido de carbono que será liberada na atmosfera é de cerca de um bilhão de toneladas por ano, o equivalente a acrescentar outra África ao planeta.

– “Crise de frio” –

Mas os ares-condicionados têm outro efeito de aquecimento muito mais direto: aquecem as cidades, porque cada aparelho libera para as ruas o calor que bombeou para resfriar o interior de uma casa ou escritório.

Um estudo de 2014 mediu que o aumento da temperatura à noite era de até um grau centígrado no centro da cidade.

O círculo vicioso termina de se formar com o aumento contínuo do nível de vida no mundo, começando por China, Índia e Indonésia, três países que contribuirão com metade do aumento global do consumo elétrico devido ao ar-condicionado.

No Brasil, Tailândia e Indonésia, quando melhora a renda em uma casa, o ar-condicionado com frequência é uma das primeiras compras.

A rápida urbanização, especialmente na Índia, está acelerando ainda mais o fenômeno: as maquinarias urbanas, não só os ares-condicionados, geram calor, que por sua vez é absorvido pelo concreto.

Atualmente há cerca de 1,6 bilhão de ares-condicionados instalados no mundo, dos quais cerca de metade estão nos Estados Unidos e na China.

Por ano são vendidos cerca de 135 milhões de aparelhos novos, três vezes mais que em 1990, segundo o relatório da AIE. Só na China, o maior mercado do mundo, foram vendidos 53 milhões em 2016.

Na Índia, só 4% das casas estão equipadas com ar-condicionado, mas tudo indica que a demanda explodirá nas próximas décadas. “O mundo vai sofrer uma crise de frio”, adverte Fatih Birol, diretor-executivo do organismo, para quem a questão dos ares-condicionados e calefações é “o ponto cego” do debate energético atual.

Entre as soluções detalhadas pelo informe estão, entre outras, desenvolver a energia solar, cujo pico de produção, durante o dia, corresponde ao pico de consumo de ares-condicionados, e melhorar o isolamento dos edifícios.

Mas a prioridade, segundo a AIE, é endurecer as normas sobre o consumo elétrico dos aparelhos. Existem tecnologias energeticamente eficientes, mas os consumidores continuam optando em grande medida por eletrodomésticos mais econômicos e que gastam mais energia, especialmente nos Estados Unidos.

FONTE – em.com.br

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Conta de luz fica mais cara a partir desta sexta-feira (1º)

Geração de energia em estado crítico aciona bandeira tarifária vermelha patamar 2; custo adicional será de R$ 5 a cada 100 quilowatts-hora

A bandeira que aparece na conta será cobrada no mês seguinte, segundo o IdecA bandeira que aparece na conta será cobrada no mês seguinte, segundo o Idec
(Reprodução/Rede Record)

A conta de luz fica mais cara a partir desta sexta-feira (1º). A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) acionou a bandeira tarifária vermelha patamar 2, a mais elevada em cobrança adicional.

Isso representa custo adicional de R$ 5 a cada 100 quilowatts-hora consumidos. O motivo, segundo a Aneel, é a redução de volume nos reservatórios das hidrelétricas da região Sul e a baixa previsão de chuvas em relação à média histórica.

As bandeiras tarifárias aparecem nas contas de luz de todo o país, exceto em Roraima, que não integra o SIN (Sistema Interligado Nacional), desde 1º de maio de 2015.

O objetivo da Aneel é fornecer “transparência” sobre essa cobrança para que o consumidor tenha possiblidade de reduzir o consumo de energia.

O período de aplicação da bandeira tarifária será o primeiro dia do mês subsequente à data de divulgação na conta, de acordo com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

As tarifas são classificadas por cores: verde, amarela e vermelha, nessa ordem. Elas indicam se haverá ou não acréscimo no valor da energia. Esse valor varia de acordo com o nível dos reservatórios das hidrelétricas.

Quando o nível cai, o governo aciona as termelétricas mais caras, segundo o Idec. Ainda de acordo com o Idec, esse sistema de bandeiras foi criado para “bancar” esses custos maiores na produção de energia, antecipando a receita das distribuidoras.

As bandeiras tarifárias funcionam em analogia a um semáforo: verde significa que os custos da geração de energia foram baixos, portanto, não haverá acréscimo de taxa extra naquele mês.

Amarela é sinal de alerta. Indica que os custos estão aumentando e que uma taxa de R$ 1 será cobrada para cada 100 quilowatts-hora consumidos, segundo a Aneel.

Já a vermelha sinaliza que as condições de geração de energia no país estão em estado crítico. Tem dois níveis. Patamar 1, divulgada também como bandeira rosa, representa que será cobrada taxa de R$ 3 para cada 100 quilowatts-hora consumidos e, patamar 2, R$ 5.

O Idec informa que uma alternativa para fugir das bandeiras tarifárias seria mudar o sistema de energia da casa, por exemplo, adotando a energia solar. Mas ressalta que, para isso, há alguns requisitos como ter área mínima de 50 m² disponível sem sobra.

A Aneel dá orientações de como economizar energia. Entre elas, reduzir o tempo do banho para até cinco minutos, não deixar portas e janelas abertas em ambientes com ar-condicionado, deixar a porta da geladeira aberta apenas o tempo necessário e nunca colocar alimentos quentes dentro da geladeira.

Outras dicas são juntar roupas e para passar todas de uma só vez, começar a passar roupas por aquelas que exigem menor temperatura e retirar os aparelhos da tomada quando possível ou durante longas ausências.

FONTE – noticias.r7.com

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Discussões sobre financiamento climático põem vidas na corda bamba

Discussões sobre financiamento climático põem vidas na corda bambaA pesca de camarões na lagoa Navio Quebrado, no norte da Colômbia, ficou mais difícil devido à contaminação e às mudanças climáticas reduziram a quantidade e o tamanho dos crustáceos – AFP/Arquivos

Por trás das discussões nas conferências climáticas da ONU sobre ajuda aos países pobres que enfrentam os efeitos extremos do aquecimento global e se prepararem para cenários piores, projetos reais capazes de salvar estilos de vida – e vidas em si – se amontoam, aguardando aprovação e financiamento.

As nações ricas abrem lentamente a torneira para ajudar a reforçar áreas costeiras ameaçadas pelo aumento do nível do mar, a tornar os cultivos resistentes a secas, a mudar o transporte público movido a petróleo para elétrico, e gerar eletricidade com energia solar e eólica.

Dezenas de bilhões de dólares – a cifra real é duramente contestada – de fontes públicas e privadas financiam projetos como estes todos os anos.

Mas o dinheiro não chega perto dos US$ 100 bilhões anuais prometidos a partir de 2020, e é um trocado em comparação com os trilhões que os especialistas estimam ser necessários para a transição mundial para a economia verde.

Assinado por 197 países, o Acordo de Paris visa a conter a elevação da temperatura no planeta “bem abaixo” dos 2º C e cresce a pressão para baixar esse limite a 1,5º C.

Esta pode ser uma missão impossível, advertem alguns cientistas. O termômetro global já subiu 1º C e o horizonte de um mundo com aquecimento limitado a 1,5º C pode ser comparado a caminhar na corda bamba.

Até mesmo a meta de 2º C é considerada enormemente ambiciosa.

Em qualquer cenário, no entanto, regiões pobres altamente expostas ao risco climático se arriscam a sofrer impactos capazes de alterar estilos de vida devido à poluição do carbono – às vezes pioradas pela escassez de opções.

– Restaurando pântanos –

No sudoeste e no leste de Uganda, por exemplo, vastos pântanos drenados para abrir espaço a cultivos se tornaram improdutivos e não absorvem mais a água da chuva que desce das encostas do Monte Elgon durante as tempestades intensificadas com as mudanças climáticas, informou em entrevista recente à AFP Benjamin Larroquette, do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas.

“É uma roleta russa” para quem tem cultivos de subsistência, que nunca sabe quando uma enchente vai destruir seus plantios.

Um projeto de US$ 44,3 milhões, gerenciado por Larroquette, irá restaurar cerca de 60.000 hectares (600 milhões de metros quadrados) de pântanos nos próximos oito anos, e religar as redes de córregos e riachos locais.

Serão beneficiadas um milhão de pessoas, que também vão aprender a montar fazendas de piscicultura e plantar cultivos compatíveis com áreas pantanosas.

Mais de metade do dinheiro são dos US$ 10 bilhões do Fundo Verde para o Clima (GCF, na sigla em inglês), que apoia projetos que ajudam países em desenvolvimento a se adaptar às mudanças climáticas e reduzir sua pegada de carbono.

O GCF é uma peça em um quebra-cabeça muito maior de financiamento climático que há muito tempo divide países ricos e em desenvolvimento nas negociações da ONU.

Muitas das disputas se concentram na questão do financiamento. Os países receptores buscam compromissos claros de mais dinheiro de fontes públicas, enquanto os doadores favorecem empréstimos e um papel mais amplo do setor privado.

– Guarda-chuva no furacão –

Mas todo mundo concorda em que o que está na mesa agora é insuficiente no longo prazo.

“Estamos falando de milhões e bilhões de dólares, enquanto deveríamos falar de trilhões”, resumiu a chefe climática da ONU, Patricia Espinosa, a delegados de mais de 190 países reunidos na conferência sobre o clima da ONU, celebrada em abril, em Bonn.

“Deixem-me colocar desta forma: tentar responder ao desafio das mudanças climáticas com os níveis atuais de financiamento é enfrentar um furacão de categoria 5 com um guarda-chuva”, comparou.

O Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas estima que só a adaptação às mudanças climáticas vá exigir um gasto de 140 a 300 bilhões de dólares ao ano até 2030.

A questão financeira dificulta, inclusive, saber quanto atualmente é gasto em programas do tipo.

Segundo um relatório recente da ONG Oxfam International, dos US$ 48 bilhões desembolsados em financiamento climático em 2015 e 2016, apenas US$ 16 a US$ 21 bilhões – menos da metade – foram realmente “financiamento público líquido específico para o clima”.

As cifras oficiais são superestimadas aumentando o componente climático de projetos de desenvolvimento mais amplos, e ao contar o valor de face dos empréstimos sem levar em conta os pagamentos de juros, acrescentou a ONG.

O GCF provavelmente vá desembolsar mais de 60% de suas reservas iniciais antes da próxima conferência sobre o clima da ONU, prevista para dezembro na Polônia, provocando um impulso para reabastecer o fundo. Mas como – e em que velocidade – ainda deve ser definido.

“Um novo e ousado comprometimento com o GCF geraria enorme confiança nos países em desenvolvimento”, avaliou Tracy Carty, especialista em finanças da Oxfam.

FONTE – istoe.com.br

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Guilhermina, em Praia Graia Grande, terá praça ecológica

Anúncio da revitalização ocorrerá nesta terça, durante evento em comemoração do Dia Mundial do Meio Ambiente

A Praça Horácio de Oliveira Netto, no Bairro Guilhermina, em Praia Grande, será remodelada. O anúncio oficial sobre a reforma do equipamento acontecerá na próxima terça-feira (5) durante evento em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, que será realizado no Parque Leopoldo Estásio Vanderline, no Bairro Sítio do Campo.

Localizada na Avenida Guilhermina, na altura da Rua Leme, a praça ganhará uma fonte interativa com jatos d’água de reúso; postes com iluminação de LED alimentada por energia solar, com reabastecimento durante o dia; árvores solares, que possibilitarão o carregamento de aparelhos eletrônicos; e bicicletas ergométricas geradoras de energia para se recarregar o celular enquanto se pedala.

Para garantir o escoamento adequado de água pluvial no trecho, toda a praça receberá um piso permeável drenante. O piso da área de playground também será diferenciado, recebendo borracha reciclada, local que, inclusive, receberá brinquedos acessíveis, aptos para cadeirantes. Um deck de madeira plástica ecológica, de baixa manutenção, também faz parte do projeto.

As vias nos arredores também passarão por mudanças. A lateral da praça e trecho da Rua Leme serão recapeadas com bloquetes intertravados vermelho, levantando o leito carroçável à altura da calçada. A intenção é ampliar o espaço de circulação compartilhado para pedestres, ciclistas e veículos, por isso, a velocidade máxima no local será reduzida.

Dentro do projeto, os muros da Escola Estadual Dr Abrahão Jacob Lafer, localizada em frente à praça, também serão revitalizados. O local receberá desenhos de incentivo à preservação do meio ambiente e ecologia, que serão produzidos por estudantes de unidades de ensino de Praia Grande através de um concurso cultural.

FONTE – atribuna.com.br