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Projeto ESenergy | Ana Paula | Araraquara-SP

Instalação de sistema de geração fotovoltaico realizada pela equipe ESenergy, realizada na cidade de Araraquara-SP.

 

Detalhes da instalação:

  • Quantidade de módulos: 16
  • Capacidade do módulos do projeto: 330 Watts
  • Capacidade instalada: 5,28 kWp
  • Inversor trifásico: 4 unidades (Microinversores)

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Projeto ESenergy | Enivaldo | Araras-SP

Instalação de sistema de geração fotovoltaico realizada pela equipe ESenergy, realizada na cidade de Araras-SP.

Enivaldo

Detalhes da instalação:

  • Quantidade de módulos: 84 módulos + 40 módulos = 124 módulos
  • Capacidade do módulos do projeto: 84 módulos de 325 Watts e 40 módulos de 320 Watts
  • Capacidade instalada: 40,1 kWp
  • Inversor trifásico: 2 unidadesBanner
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Conheça a escola mais sustentável da Dinamarca

Coberta por 12 mil placas que captam a energia do sol, a Copenhagen International School produz aproximadamente 50% da eletricidade que consome

Copenhagen International School (Foto: Divulgação/CIS)VIDRO DOS PAINÉIS SOLARES É ITALIANO, MAS FOI REVESTIDO NA SUÍÇA COM UMA CAMADA PROTETORA QUE LHE GARANTE TRANSPARÊNCIA E UM EFEITO CROMÁTICO (FOTO: DIVULGAÇÃO/CIS)

Famosa por ser uma das cidades mais sustentáveis do planeta, Copenhague tem uma escola que faz do sol uma de suas principais fontes de energia — e de beleza. O edifício da Copenhagen International School, onde estudam crianças e adolescentes, é coberto por nada menos do que 12 mil painéis solares. As placas fornecem aproximadamente 50% da energia consumida na escola e têm uma tecnologia que garante a transparência total do vidro, apesar de a cor, aos olhos de quem vê de fora, ser azulada ou esverdeada. Os tons variam de acordo com a posição de onde se olha o prédio (as placas estão posicionadas em ângulos diferentes).

O edifício também tem função educativa. A escola monitora e registra a quantidade de energia produzida e consumida, informações trabalhadas depois nas aulas de ciências. No telhado, a instituição de ensino cultiva verduras e hortaliças, usadas nas aulas de culinária e no restaurante.

Além de favorecer a entrada de luz natural no ambiente interno e de produzir parte significativa da energia que consome, a Copenhagen International School leva a reciclagem a sério. Todo o lixo orgânico, por exemplo, vai para um tanque especial para, depois, ser usado como comida para gado. Já o papel e o papelão passam por um processo de compressão hidráulica para, em seguida, serem reciclados ou vendidos.

Copenhagen International School  (Foto: Divulgação/CIS)AS PLACAS SOLARES DA ESCOLA FORAM INSTALADAS EM ÂGULOS DIFERENTES, PARA DIMINUIR O REFLEXO DA LUZ SOLAR E, AO MESMO TEMPO, CRIAR UM MOVIMENTO — COMO SE O PRÉDIO ESTIVESSE ‘VIVO’ (FOTO: DIVULGAÇÃO/CIS)

A escola é dinamarquesa, mas seus frequentadores pertencem a 80 nacionalidades diferentes. A ideia do projeto arquitetônico foi, além de unir os estudantes (que ficavam em duas unidades separadas), criar um espaço que transmitisse um senso de comunidade a estudantes e pais. Inaugurado no ano passado, o edifício está localizado em Nordhavn, antiga zona industrial portuária de Copenhague.

FONTE – epocanegocios.globo.com

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Pesquisadores brasileiros fabricam fogão solar para substituir botijão de gás

Estudos sobre o uso social da energia solar não têm recebido investimentos porque o Brasil produz energia para vender e ‘fazer pesquisa para pobre não dá dinheiro’, diz o professor que coordena esforços na UFRN.

Produzidos com sucata, o fogão transforma radiação solar em casa, criando efeito etufa para esquentar os alimentos (Foto: BBC)Produzidos com sucata, o fogão transforma radiação solar em casa, criando efeito etufa para esquentar os alimentos (Foto: BBC)

Num dos corredores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), um equipamento cheio de espelhos reflete a luz do sol. O objeto, que lembra uma antena parabólica, é um fogão solar.

Além dele, existem outras peças semelhantes espalhadas no ambiente. São protótipos de fornos, fogões e secadores desenvolvidos no laboratório de máquinas hidráulicas do curso de Engenharia Mecânica, coordenado pelo professor Luiz Guilherme Meira de Souza, que pesquisa a energia solar há 40 anos – 37 deles, na UFRN.

Os equipamentos, construídos com sucata, espelhos e outros materiais de baixo custo, podem ser alternativas viáveis para substituir o botijão de gás, assegura o pesquisador. Nos últimos 12 meses, o preço do botijão de gás aumentou muito acima da inflação e já consome até 40% das rendas das famílias mais pobres.

A ideia do fogão é simples: transformar a radiação solar em calor, criar um efeito estufa e usar esse calor para aquecer água, cozinhar, secar ou assar os alimentos.

Um dos experimentos, por exemplo, é um forno que teve um custo total de R$ 150 reais – valor equivalente a cerca de duas recargas de botijões de gás. O equipamento assou nove bolos ao mesmo tempo em uma hora e meia, somente com a energia captada da luz solar. Um forno convencional seria vinte minutos mais rápido, mas não teria capacidade para tantas assadeiras.

Idealizado pelo engenheiro Mário César de Oliveira Spinelli, 31 anos, o forno foi feito com MDF – uma chapa com fibras de madeira – espelhos e uma placa de metal, combinação de resina sintética com malha de ferro.

“A grande questão era: com essa área tão grande será que a gente vai conseguir assar todos os alimentos? Porque a carga também era muito grande. E a gente colocou e foi perfeito. Vimos que era viável”, pontuou Spinelli, que fez da experiência seu objeto de mestrado na UFRN em 2016.

Sustentabilidade

Há cinco anos, o engenheiro Pedro Henrique de Almeida Varela também defendeu o tema “Viabilidade térmica de um forno solar fabricado com sucatas de pneus” em sua dissertação de mestrado na universidade potiguar. Além dos pneus, Varela também utilizou latinhas vazias de cerveja e uma urupema, espécie de peneira indígena, para fazer o protótipo solar.

Durante os testes, foram assados vários alimentos: pizza, bolo, lasanha e até empanados. O resultado foi satisfatório.

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte conseguiram cozinhar uma série de alimentos no fogão com energia solar (Foto: BBC)Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte conseguiram cozinhar uma série de alimentos no fogão com energia solar (Foto: BBC)

“Quando eu fiz o primeiro bolo, eu comi e fiquei realizado. Porém, é uma decepção ser mais um projeto que ficou na prateleira da universidade. Mas só em saber que dá certo, deixa a pessoa com a sensação de que é uma alternativa viável feita com produtos que estavam sendo descartados.”

Varela destacou na pesquisa que em países da África e da Ásia o governo tem incentivado o uso de fogões solares pela população para diminuir o consumo de lenha e os impactos ambientais.

Viabilidade

De acordo com o professor Luiz Guilherme, no Brasil, a Universidade Federal de Sergipe (UFS) conseguiu levar essa ideia para algumas comunidades pobres.

Afinal de contas, se há viabilidade econômica, técnica e ambiental, se o país possui condições climáticas favoráveis, por que os experimentos feitos na UFRN não saem das salas acadêmicas e ganham visibilidade e uso doméstico?

“A energia solar é uma energia social porque está disponível para todos, mas é a que menos tem investimentos porque o modelo de sociedade que nós temos sempre busca concentrar a energia e produzir pra vender e nosso trabalho não está na geração de energia pra vender”, justifica o professor Luiz Guilherme.

Para o pesquisador, o produto poderia ser fabricado em escala se o Brasil investisse em pesquisas de tecnologia social. Mas os estudos que são realizados esbarram, na opinião dele, no desinteresse político, industrial e até acadêmico.

Pesquisadores enfrentam dificuldade financeira para manter estudos em energia solar (Foto: BBC)Pesquisadores enfrentam dificuldade financeira para manter estudos em energia solar (Foto: BBC)

Sem investimentos

“As bolsas e pesquisas financiadas não existem para tecnologia social. No departamento de Engenharia Mecânica, por exemplo, como chefe do laboratório, eu não recebo verba pra sustentar esse trabalho”, diz o professor Luiz Guilherme.

O dinheiro para custear os projetos, garante, é tirado do próprio salário e das bolsas de pesquisa dos alunos.

Há outra sobrecarga no setor. Desencantados com a falta de incentivo, muitos pesquisadores de energia solar redirecionaram seus estudos para outras áreas onde havia incentivo financeiro, como o petróleo.

Foi o que aconteceu na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), que era a maior referência de energia solar no Brasil. “Lá tem pesquisadores de grande nome, de grande potencial nessa linha. Muitos deles migraram para outras áreas. Fazer pesquisa para pobre não dá dinheiro”.

Apesar disso, as pesquisas no setor gerido pelo professor Luiz Guilherme continuam. Uma das últimas criações do laboratório de máquinas hidráulicas é um fogão com quatro focos construído com resíduos industriais e com fibras de juta, fibra têxtil vegetal utilizada nos sacos de estopa.

O pesquisador garante que é o único no mundo. “Esse fogão é inédito. A literatura não mostra outro. É uma criação nossa, de um aluno de pós graduação. Esse fogão permite cozinhar quatro tipos de alimentos ao mesmo tempo”, assegura Guilherme.

É importante ressaltar que o fogão ou forno só funcionam satisfatoriamente em boas condições solares, das 09h da manhã às 14h. Alguns cuidados fundamentais também são necessários durante o manuseio, como o uso de óculos escuros para que a luz não reflita nos olhos.

Nenhum dos pesquisadores tem forno ou fogão solar em casa. Mas todos eles afirmam categoricamente que os produtos são efetivos e se predispõem a implantar projetos-pilotos em comunidades socialmente desassistidas.

“Um trabalho, um estudo existe. Está aqui a comprovação da viabilidade. Ela existe, está catalogada. A vontade de repassar estas tecnologias também existe. Eu nunca patenteei nada, nunca produzi pra ganhar nada, não é meu interesse. Eu não sou um empresário. Eu sou um professor”, finaliza o pesquisador da UFRN.

FONTE – g1.globo.com

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Avaliada em R$ 5 milhões, maior usina de geração de energia solar do Sul de Minas é inaugurada em Santa Rita do Sapucaí, MG

Usina que será inaugurada na ETE FMC terá capacidade para abastecer quase 900 residências.

Maior usina de geração de energia solar é inaugurada em Santa Rita do Sapucaí (Foto: Luciano Ferraz/Portal da Cidade)Maior usina de geração de energia solar é inaugurada em Santa Rita do Sapucaí
(Foto: Luciano Ferraz/Portal da Cidade)

Uma usina de geração de energia solar com capacidade para abastecer o equivalente à energia consumida por 860 residências será inaugurada neste sábado (23) em Santa Rita do Sapucaí (MG). O projeto é da Companhia de Jesus, também conhecida como Ordem dos Jesuítas e a usina será instalada na Escola Técnica Eletrônica Francisco Moreira da Costa (ETE FMC). Construída durante 2 anos, a usina, com 4,2 mil painéis solares, é fruto de um investimento de R$ 5 milhões.

“Hoje a energia fotovoltaica é a que mais cresce no país em termos de geração. Estamos dobrando a cada ano o número de usinas que são construídas. A ETE está abrigando em 14 mil metros quadrados a geração de 1.1 MW. Toda essa energia gerada no nosso colégio será suficiente para abastecer os colégios e uma faculdade dos jesuítas no Estado de Minas Gerais”, diz o diretor-geral da ETE FMC, Alexandre Loures Barbosa.

Segundo o diretor, a nova usina vai funcionar como um grande laboratório para os alunos da instituição e também para a população de uma forma geral.

Nova usina de geração de energia solar é inaugurada em Santa Rita do Sapucaí (Foto: Luciano Ferraz/Portal da Cidade)Nova usina de geração de energia solar é inaugurada em Santa Rita do Sapucaí
(Foto: Luciano Ferraz/Portal da Cidade)

“Nós queremos divulgar essa tecnologia, nós queremos mostrar para a população como é uma tecnologia de geração barata, limpa e ao mesmo tempo capacitar os nossos técnicos para esse mercado que está crescendo cada vez mais. A produção dessa energia no país está crescendo de tal forma que a expectativa até 2030 é que a energia gerada pelo sol, percentualmente, seja de 10% de toda a energia gerada no país. Hoje ela é torno de 1%”, diz o diretor.

“Hoje se cada residência no Brasil tiver nos seus telhados essa geração de energia, ela será suficiente para abastecer duas vezes e meia o Brasil. Essa é uma tecnologia do futuro, ela vai dominar o futuro”

A usina solar recebeu o nome de “Padre Furusawa”, em homenagem a um padre jesuíta, de formação eletrotécnica, que dedicou sua vida ao trabalho na instituição, criada em 1958 e que hoje vive em uma casa de repouso dos jesuítas em Belo Horizonte.

“Toda parte elétrica da nossa escola foi montada pelo padre, que sempre foi um amante da natureza, sempre andou de bicicleta, nunca aceitou andar de carro. Pelo seu entendimento e conhecimento na área de energia e aliado a toda parte de cuidados com a natureza, a usina leva seu nome”, diz o diretor.

Nova usina de geração de energia solar terá capacidade para abastecer quase 900 residências (Foto: Divulgação / ETE FMC)Nova usina de geração de energia solar terá capacidade para abastecer quase 900 residências
(Foto: Divulgação / ETE FMC)

Além da usina em si, o projeto compreende novos laboratórios e o desenvolvimento de equipamentos solares para projetos sociais, com comunidades carentes.

Dados sobre a Usina Solar Padre Furusawa:

  • 15 mil metros quadrados
  • 4.200 painéis solares
  • Potência de 1,113 MWP / 1,5 GWH/Ano
  • Redução da emissão de 582 toneladas de CO2/Ano
  • Equivalente ao plantio de 5 mil árvores
  • Equivalente à demanda diária de 860 casas (Média Brasileira)
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Reino de Marrocos é pioneiro na produção de energia solar

O Governo marroquino acaba de anunciar que construiu na cidade de Ouarzazate, a maior fábrica do mundo para a concentração, produção e distribuição de energia solar.

O país dispõe da maior fábrica mundial de energia solar instalada num espaço no deserto (Foto: DR)

Localizada no meio do deserto, numa enorme fazenda onde já foram produzidas importantes obras cinematográficas, como os filmes “Lawrence da Arábia” e “Gladiator”, esta fábrica pode abastecer de energia eléctrica, até ao final do ano, mais de um milhão de casas e reduzir para 760 mil toneladas anuais a emissão de carbono.
Inaugurada pelo rei Mohammed VI em 2016, a primeira das três fases do projecto de construção termo-solar acaba de ser concluída, o que permite começar desde já abastecer de energia as primeiras casas, servindo cerca de 600 mil pessoas que vivem num raio de 10 quilómetros em redor da cidade de Ouarzazate.
O continente africano, devido às suas características climáticas, possui excelentes condições para a produção de energia solar.
Um dos problemas que se coloca é que se trata de um tipo de produção que carece de avultados investimentos na construção de diferentes estruturas que permitam a acumulação e posterior distribuição desse tipo de energia.
O retorno financeiro do investimento é lento, o que desencoraja empresas potencialmente interessadas em participar no negócio.

Financiamentos externos

No caso concreto de Marrocos, para a construção da maior fábrica mundial de energia solar, o Banco Mundial disponibilizou um financiamento de 400 milhões de dólares a que se juntou um outro de 216 milhões de dólares providenciado pelo Fundo para as Tecnologias Limpas.
A obtenção destes financiamentos, contudo, foi antecedida de um trabalho profundo por parte do Governo marroquino, que lhe valeu o reconhecimento internacional como, sendo o país líder no desenvolvimento de projectos relacionados com o aproveitamento das energias renováveis.
Esse esforço foi recentemente reconhecido pelo Banco Mundial, que elogiou a decisão de o país ter um plano para que dentro de 10 anos ,97 por cento da energia utilizada  através do chamado “sistema limpo”, um objectivo arrojado e que se pode tornar pioneiro a nível mundial.
“O continente africano, sobretudo a região norte, onde está Marrocos, possui um tremendo potencial para gerar energia solar, sendo pena que muitos países não façam tudo para que esse sistema seja adoptado nos seus programas de Governo”, afirmou recentemente Sameh Mobarek, conselheiro do Banco Mundial.
Sameh Mobarek referiu que a Tunísia, outro país do norte de África, já tem planos para a construção de fábricas para acumulação de energia solar com o objectivo dela depois poder ser usada em alturas do ano com condições climáticas mais adversas.
No entanto, a Tunísia ainda tem esses planos um pouco atrasados o que está a dificultar a obtenção do desejado apoio financeiro por parte do Banco Mundial, devendo apenas ser em 2020 que deverá iniciar-se a construção de uma fábrica para acumulação e distribuição de energia limpa.
Neste momento, estão em curso estudos para avaliar os melhores locais que poderão acolher esse projecto. Só depois, o Governo tunisino avançará para a busca de parceiros e para a obtenção de financiamentos de modo a seguir os passos já dados por Marrocos.
A Escola de Estudos Africanos e Orientais está a colaborar com as autoridades tunisinas na elaboração dos referidos estudos e poderá também ter um importante papel a desempenhar na altura da análise dos projectos.

FONTE – jornaldeangola.sapo.ao