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Dessalinizador de baixo custo garante água potável no semiárido nordestino

Dessalinizador de baixo custo garante água potável no semiárido nordestino

Uma nova ferramenta está à disposição para centenas de famílias que vivem no semiárido da Paraíba, conhecido pelas longas estiagens e a brutal escassez de água potável: um dessalinizador solar de baixo custo, com capacidade para produzir água sem o uso de eletricidade, além de ser livre de produtos químicos.

A primeira versão finalizada do produto já atende a 300 famílias paraibanas. Seu modelo está disponível para acesso em um banco online de tecnologias e patentes, podendo ser replicado por qualquer empresa ou pessoa, de qualquer lugar do país, ajudando a solucionar a falta de acesso à água potável.

O dessalinizador é resultado de uma parceria entre a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e a Cooperativa de Trabalho Múltiplo de Apoio às Organizações de Autopromoção. Ele aproveita o grande potencial de energia solar da região e atende a assentamentos de agricultores familiares desde 2015. O produto foi reconhecido como “tecnologia social” pela Fundação Banco do Brasil (FBB), chegando a ser premiado pela entidade em 2017.

“A ideia [do dessalinizador] parte do princípio de que vivemos no semiárido. Os poços que a gente perfura, quase em sua totalidade, têm água salobra, água salgada, o que não serve para o consumo humano. Então, desenvolvemos junto com a UEPB essa tecnologia para exatamente fazer com que essa água salgada se tornasse uma água ideal para o consumo humano”, conta Jonas Marques de Araújo Neto, presidente da cooperativa.

“O primeiro impacto que o dessalinizador gerou foi maior solidariedade ainda entre eles [agricultores], porque um dessalinizador desse serve para quatro ou cinco famílias, não é uma questão individual. Dá uma média de 80 litros de água por dia, que é distribuída entre eles. Nós [da cooperativa] não temos o menor poder sobre isso, eles é que têm o verdadeiro poder e eles é quem dizem como vai ser dividida essa água”, disse, complementando que o modelo ajuda a fortalecer a comunidade.

Jonas também destaca a importância do consumo de água 100% potável para a saúde. “Você chega em um hospital público e pergunta: ‘depois dessa história do dessalinizador, quantas crianças apareceram aqui com dor de barriga, com subnutrição?’. Eles vão dizer para você, sem sombra de dúvida, que diminuiu muito”.

Dentre os outros benefícios da implantação da tecnologia é a possibilidade dessas famílias poderem manter seu estilo de vida no semiárido, desenvolvendo suas atividades profissionais e sustentando a família sem a necessidade de migrarem para outras regiões, nem recorrerem a subempregos precários das grandes cidades. “Isso faz com que as pessoas consigam ficar nas suas terras, consigam habitar o semiárido”.

O modelo consiste em uma caixa de placas pré-moldadas de concreto e cobertura de vidro fino, que permite a passagem de radiação solar. Assim, o dessalinizador possibilita o aumento da temperatura dentro da caixa, permitindo que a água armazenada na lona encerada evapore, à medida que todas as impurezas permanecem na caixa.

Em outras palavras, a água limpa e potável evapora e condensa na lona, enquanto os sais minerais, poeiras e demais detritos impróprios ao consumo humano são separados.

FONTE – notisul.com.br

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Agentes financeiros apostam na concretização de bons negócios durante Bahia Farm Show 2019

O clima é de expectativa entre os sete agentes financeiros que estarão presentes na edição 2019 da maior feira agrícola e de negócios do Norte e Nordeste do Brasil. De 28 de maio a 01 de junho, a Bahia Farm Show se tornará a principal vitrine do agronegócio nacional e o porto seguro para a concretização de um bom e significativo volume de negócios, esta é a aposta dos bancos Santander, Bradesco, Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Desenbahia, Banco do Brasil e Sicredi que, mais uma vez estarão na feira com linhas de crédito específicas para a setor. O BNDES participa pela primeira vez do evento, que na edição de 2018 atingiu a marca histórica de R$ 1,891 bilhão em volume de negócios.

Com foco no púbico alvo da feira, o produtor rural, os agentes financeiros já estão com os portfólios prontos e recheados de produtos e serviços que vão desde linhas de crédito para financiamento de máquinas, implementos, energia solar, armazenamento, correção de solo, aquisição de animais a projetos de irrigação e consórcios de veículos. Tudo isso, com taxas de juros especiais e condições elásticas de parcelamento. Muitos apostam, ainda, em uma equipe de profissionais especializados que estará atendendo os agricultores e oferecendo apoio nas tomadas de decisões pelos produtos que mais se encaixam em cada perfil.

“Estaremos com ofertas diferenciadas e portfólio completo de linhas de crédito, além de uma equipe de especialistas na área de riscos para atender mais rápido as necessidades e dar todo o suporte ao produtor – cliente ou não cliente – no evento. Teremos as linhas de financiamento de longo e curto prazo, como o CDC Agro, que financia máquinas, equipamentos e implementos, e o Crédito Pessoal Agro (CP Agro), linhas para projetos fotovoltaicos, para armazenagem e estocagem, Consórcio Agro e Seguros. Todos os produtos são adequados à capacidade de pagamento do produtor, ou seja, quitação semestral ou anual de acordo com a colheita. Haverá também a isenção da comissão (flat 0%), taxa de mercado que incide sobre o valor total da compra, condição especial que concede em eventos agropecuários desde 2016. Para esse tipo de financiamento de máquinas e equipamentos, o prazo é de 5 a 10 anos, com 20% de entrada e o próprio bem em garantia”, destaca Paulo Bertolane, superintendente executivo de Agronegócios do Santander Brasil.

Para o presidente da Desenbahia, Francisco Miranda, a Bahia Farm Show se constitui em uma grande vitrine nacional da inovação do agronegócio, e, por acreditar no evento, a Agência marcou presença em todas as suas edições. “A Desenbahia está preparando uma proposta especial com as melhores condições de crédito para a Bahia Farm com ênfase em financiamentos de projetos de irrigação, armazenagem e correção de solo; de máquinas e equipamentos; energia fotovoltaica e Inovação. Com prazos estendidos às melhores taxas efetivas e financiamentos de 90% sem taxa flat. Nossa meta é superar o recorde de negócios realizado em anos anteriores, atingindo um número cada vez maior de empresários do agronegócio, além do comércio, serviços e indústria”, comenta, otimista.

Com linhas de crédito para custeio agrícola e pecuário, investimento em produção, armazenamento, industrialização e recuperação de solo, entre outras, o Sicredi desembarca pelo quarto ano na Bahia Farm. E, tanto para o gerente da agência de Luís Eduardo Magalhães – cidade sede do evento – Giego Scholz, quanto para o gerente regional de desenvolvimento, Rodrigo Gonçalves, a aposta é alta no retorno esperado durante os cindo dias. “Nossa expectativa é de efetivação de mais de R$ 50 milhões em negócios, as condições de pagamento ainda estão condicionadas à divulgação do Plano Safra 2019/2020 e serão definidas conforme cada linha de crédito”, revelam.
O Bradesco informou que a expectativa é superar em 20% os números do ano de 2018, com foco na ampliação da participação de mercado e com expectativas para o setor, almejando também registrar um número recorde em captação de negócios. A oportunidade de contato aberto com quem o banco se dedica a atender, que a Bahia Farm Show proporciona é outro foco. De acordo com o informado, o Bradesco possui a maior atuação no setor agrícola entre os bancos privados, com aproximadamente R$ 23 bilhões em contratos vigentes.

Os produtores rurais também terão acesso às oportunidades de crédito oferecidas pelas demais instituições financeiras presentes no evento, que vão focar as suas linhas de financiamento, principalmente, nos segmentos de máquinas e implementos agrícolas para pequenos, médios e grandes. “Nossa orientação é que os agricultores esperem o período da feira para financiar máquinas e demais produtos porque, lá, além de um atendimento personalizado, eles contarão com as novidades e facilidades em negociações que os bancos presentes oferecerão. É uma excelente oportunidade de barganhar boas condições de pagamento, taxas de juros menores e mais flexíveis e, assim consolidar melhores negócios”, orienta a coordenadora geral da Bahia Farm Show, Rosi Cerrato.

FONTE – jornalnovafronteira.com.br

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Vestas adquire 25% da empresa alemã de energia sustentável Sowitec

Fabricante passa a ter participação em uma carteira de 60 projetos de energia eólica e solar, totalizando mais de 2.600 MW

A Vestas anunciou nesta quarta-feira (17) a aquisição de uma participação acionária de 25,1% da empresa alemã Sowitec, uma das líderes mundiais em desenvolvimento de energia sustentável e dona de uma carteira de 60 projetos de energia eólica e solar, totalizando mais de 2.600 MW. A aquisição está sujeita à aprovação regulatória e deverá ser finalizada durante o segundo trimestre de 2019, prevendo ainda a opção de compra total da companhia em três anos. A Sowitec deverá reportar uma receita consolidada de cerca de 30 milhões de euros relativa a 2018.

Segundo a fabricante dinamarquesa, a aquisição aprimora a sua capacidade de oferecer soluções completas de energia sustentável, aproveitando a expertise comprovada da empresa alemã em serviços de desenvolvimento. A iniciativa, diz, está alinhada com a estratégia de investir em tecnologia, o que permite o desenvolvimento de soluções de energia sustentável voltadas ao atendimento da demanda atual e futura de seus clientes.

Com a Sowitec em seu portfólio, a expectativa é que a Vestas potencialize parcerias para a elaboração de projetos em mercados específicos e fortaleça a oferta de soluções de usinas fotovoltaicas híbridas – um dos focos de atuação da empresa alemã. Com o aumento da participação sustentável no mix energético global, os projetos híbridos vão se tornar parte essencial para o objetivo da Vestas de desenvolver soluções sustentáveis, com a geração eólica como peça principal.

“Os projetos híbridos estão surgindo como uma solução amigável e econômica que pode armazenar e fornecer energia renovável para a rede quando necessário, e assim aumentar a penetração da energia eólica onshore”, afirma a companhia em comunicado. “Com a aquisição da Sowitec, a Vestas ganha acesso a uma estrutura de desenvolvimento independente que fortalece nosso portfólio e melhora nossas soluções e capacidade em mercados estratégicos na América Latina”, diz Juan Araluce, diretor de vendas da Vestas.

De acordo com Frank Hummel, diretor executivo da Sowitec, o negócio fortalece ainda mais a equidade da empresa e a ajuda a avançar na cadeia de valor. “Estamos orgulhosos de ter a Vestas como parceira estratégica. Juntamente com nosso forte histórico em mercados emergentes e nossa vasta experiência no desenvolvimento de projetos de energia renovável em escala de serviços públicos, esta parceria ajudará a Sowitec a crescer rapidamente e nos dará a chance de lucrar com a experiência e a presença da Vestas em todo o mundo”.

FONTE – canalenergia.com.br

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Desafio da Aneel é baixar o preço da tarifa de energia, diz diretor da Agência

O diretor-geral da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), André Pepitone, fez um balanço do setor na Comissão de Minas e Energia da Câmara, onde reconheceu que o grande desafio da agência é promover a desoneração das tarifas. Segundo Pepitone, os preços se desequilibraram a partir de 2013, por causa de fatores como a crise hídrica, que provocou o aumento no uso das usinas termoelétricas, e a subida do dólar, que elevou o custo da energia de Itaipu, responsável pelo abastecimento de parte do Sul e Sudeste do País.

“Nós tivemos um desafio grande no ano de 2018, que foi o ano mais crítico, onde os reajustes médios no Brasil chegaram acima de 15 por cento”.

Várias concessionárias de energia praticaram reajustes de tarifas no ano passado. A deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC) deu como exemplo o seu estado, o Acre, onde o aumento nos preços foi maior do que a média nacional. A parlamentar disse ter informações de que mais uma alteração no custo da energia estaria programada para novembro deste ano.

“O povo não tá conseguindo sequer pagar esse reajuste que foi dado, de 21,29% (pra indústria foi 26%), que é muito alto, e fica já imaginando qual vai ser o tamanho do próximo, a próxima mão que vai ser colocada no bolso do povo”, disse ela.

O diretor-geral da Aneel listou as providências que já estão sendo tomadas para desonerar as tarifas de energia elétrica, como a antecipação do pagamento de empréstimos, a substituição de termelétricas e a fiscalização na concessão de subsídios. Ele salientou que a Câmara está examinando temas que podem colaborar com a desoneração, como a revisão nos descontos das tarifas para o consumidor rural e a reclassificação da tarifa social, concedida a quem faz parte de programas de renda mínima do governo.

ICMS

André Pepitone lembrou ainda o peso que o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) tem no valor final das tarifas. Em valores nominais, os campeões são Rio de Janeiro, Piauí, Goiás e Pará. Em percentuais, o ranking muda.

“O peso no Maranhão passa a ser o mais alto: 29% da tarifa é o ICMS. No Pará é o segundo mais alto, com 28 %; depois temos o Rio de Janeiro com 27% e o Distrito Federal, com 26%. São os cinco maiores, com a Paraíba com 25%”.

O deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) acha que o Tesouro Nacional deveria assumir alguns gastos que hoje recaem sobre a conta de luz e concorda que os governos estaduais poderiam diminuir o ICMS das tarifas. Mas ele aposta em uma mudança no perfil energético do país.

“Ampliar a energia eólica, a energia solar, a energia da biomassa, são caminhos para nós não termos que acionar aqueles que são os custos mais altos de energia: as térmicas, quando você usa gás ou óleo diesel para, queimando-os, produzir energia”, disse o deputado.

Perda de energia

Durante a apresentação aos parlamentares, o diretor-geral da Aneel também mostrou o alto índice de perda de energia elétrica no país. Entre problemas técnicos e furtos, a média nacional chega a 13,7%, mas na região Norte, esse índice ultrapassa 50%. Os prejuízos, em 2017, chegaram a R$ 13,3 bilhões.

FONTE – amazonasatual.com.br

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Trina Solar e Audax Renováveis assinam megacontrato de compra e venda de energia solar na Europa

Trina Solar e Audax RenováveisNovas usinas fotovoltaicas serão instaladas na Espanha e terão capacidade que soma 300 megawatts (MW), o suficiente para fornecer energia solar a mais de 200 mil famílias.

Um dos maiores contratos do mundo para compra e venda de energia solar (conhecido como PPA-Power Purchase Agreement) acaba de ser assinado entre a Trina Solar, líder mundial em soluções fotovoltaicas inteligentes, e a Audax Renováveis.

O acordo prevê a construção de usinas fotovoltaicas em território espanhol pela Trina, tendo a Audax Renováveis a comprado de energia elétrica por um período de 20 anos. O projeto coloca Espanha e Portugal como os países europeus com maior volume de energia renovável comercializada por contratos PPA.

As usinas fotovoltaicas serão instaladas em três locais na Espanha: Castela-Mancha, Levante e Andaluzia, escolhidas por serem regiões com alta incidência solar. A capacidade dos empreendimentos soma 300 megawatts (MW), o suficiente para fornecer energia solar a mais de 200 mil famílias.

Estimativas preliminares indicam que os investimentos podem ultrapassar mais de 200 milhões de euros e irão estimular a geração de emprego, renda e novas atividades econômicas. A construção da primeira de uma série de usinas tem início previsto no final deste ano e início de 2020. Os investimentos serão apoiados por um acordo PPA de fundo privado, sem qualquer subsídio ou por leilão.

“Sempre que a energia renovável entra no mercado, os preços de energia elétrica caem, empregos são criados e as emissões de gases de efeito estufa são reduzidas”, afirma José Elías, CEO e fundador da Audax Renováveis.

O contrato com a Trina Solar contribuirá para melhorar o preço de compra de energia da Audax Renováveis e para consolidar a liderança da companhia no mercado espanhol, onde é o quarto maior fornecedor para o segmento de pequenas e médias empresas em toda a Espanha.

Este PPA atende ao objetivo estratégico da Audax Renovables de fornecimento de energia a longo prazo para seus clientes espanhóis, a fim de fornecer 100% de energia renovável, totalmente livre de gases de efeito estufa, o que contribuirá para a proteção do ambiente natural.

FONTE – portalsolar.com.br

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Pesquisadores descobrem como captar energia solar mesmo com painel coberto de neve

Rua coberta de neve enquanto carro anda pela viaQuanto mais você se afasta da linha do Equador, menos efetivos se tornam os painéis solares na geração de energia durante um ano inteiro. Não são apenas os períodos menores de luz do sol durante os meses de inverno que impõem um problema; até mesmo uma pequena camada de neve pode tornar os painéis incapazes de gerar eletricidade.

E como resultado do aquecimento global, os invernos se tornarão cada vez mais severos. A boa notícia é que pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) descobriram uma maneira de gerar energia elétrica a partir de toda essa neve.

A tecnologia que eles desenvolveram chama-se nanogerador triboelétrico baseado na neve (TENG de neve) que gera energia a partir da troca de elétrons. Se você já tomou um choque ao encostar na maçaneta de uma porta, você já experimentou a ciência por trás desse projeto.

Conforme os flocos de neve caem sobre o solo, eles estão carregados positivamente e prontos para ceder elétrons. De uma certa maneira, é energia gratuita – então, após testar inúmeros materiais com carga oposta, os pesquisadores da UCLA (trabalhando com colaboradores da Universidade de Toronto, Universidade McMaster e Universidade de Connecticut) descobriram que a carga negativa do silicone era a mais efetiva para capturar elétrons ao entrar em contato com os flocos de neve.

Os detalhes sobre o dispositivo criado foram compartilhados em um artigo publicado no periódico Nano Energy. O aparelho pode ser impresso em 3D dado o preço acessível do silicone. Além do silicone, um eletrodo não-metal é utilizado, o que faz com que o TENG seja flexível, possa ser esticado, além de torná-lo extremamente durável.

Os criadores do projeto acreditam que o dispositivo possa ser integrado a conjuntos de painéis solares que, quando ficassem cobertos de neve nos meses de inverno, ainda seriam capazes de gerar energia.

Porém, o gerador triboelétrico tem outros usos em potencial: ele não exige baterias ou carregamento e, portanto, poderia ser usado para criar estações meteorológicas baratas e autoalimentadas para enviar relatórios sobre as condições do inverno e medir a quantidade de neve acumulada.

A tecnologia poderia ainda melhorar dispositivos de mapeamento de atividades físicas utilizados por atletas de esportes de inverno – um rastreador em um ski poderia permitir colher dados e oferecer informações importantes sobre a performance individual e dados para treinos.

FONTE – gizmodo.uol.com.br

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Financiamento para energia solar fotovoltaica: informação é ferramenta indispensável

Por Camila Ramos, Rodrigo Sauaia e Ronaldo Koloszuk* 

A energia solar fotovoltaica tem apresentado taxas de crescimento expressivas no Brasil, ultrapassando a marca 2,5 GW de capacidade instalada em fevereiro de 2019. Mais da metade dos novos projetos entraram em operação em 2018. Apesar de ainda ser a 7ª fonte em potência instalada na matriz elétrica do País, o setor movimentou impressionantes R$ 9 bilhões só em 2018, de acordo com levantamento da CELA. Este valor sinaliza a oportunidade que a tecnologia representa para a sociedade brasileira, especialmente aos consumidores e ao setor, mas também aponta um desafio em termos de financiamento para seu crescimento continuado.

Em 2018, os principais bancos de desenvolvimento do Brasil financiaram R$ 5,1 bilhões em projetos da fonte solar fotovoltaica. Outros R$ 485 milhões foram viabilizados por meio da emissão de debêntures, cada vez mais competitivas. O restante dos R$ 9 bilhões movimentados pelo setor naquele ano foi obtido por meio de capital do próprio investidor (equity), bem como das demais opções de financiamento disponíveis no mercado.

Em linha com o histórico de países com mercados mais maduros, como os Estados Unidos, onde há oferta de inúmeros produtos financeiros para a energia solar fotovoltaica, as instituições financeiras do Brasil estão ganhando mais experiência com projetos da fonte. Alinhadas às recomendações trazidas pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), muitas instituições financeiras atuantes no País têm desenvolvido novos produtos financeiros, bem como aprimorado produtos já existentes, uma excelente notícia para o mercado. Esta é uma das principais conclusões do recente mapeamento de linhas de financiamento para projetos solares fotovoltaicos no Brasil, realizado pela ABSOLAR em parceria com a Clean Energy Latin America (CELA), lançado em fevereiro de 2019.

O estudo foi elaborado para auxiliar o mercado na busca, análise e seleção de opções de financiamento (dívida) apropriadas para projetos de energia solar fotovoltaica. As informações, atualizadas periodicamente, já estão disponíveis gratuitamente por meio do website da Associação, disponível em: www.absolar.org.br/financiamento.

De acordo com o levantamento, as opções disponíveis são inúmeras e diversificadas, com 70 produtos de crédito de 26 instituições financeiras distintas, tanto públicas quanto privadas, confirmando a abrangência e o interesse dos agentes financeiros neste mercado promissor e com forte crescimento. Há linhas de financiamento disponíveis para empresas (PJ) e cidadãos (PF) que buscam reduzir seus gastos com energia elétrica por meio da energia solar fotovoltaica.

A maioria das linhas de financiamento são destinadas a projetos de pequeno e médio portes (até 5 MW). O motivo está no crescente número de projetos – já são mais de 60 mil sistemas de geração distribuída solar fotovoltaica em operação no Brasil. Em termos de montantes financeiros disponíveis, no entanto, os maiores financiamentos são voltados a projetos de grande escala. Do total, 44% das linhas de financiamento podem ser acessadas por PJs e PFs, outros 44% estão disponíveis somente para PJs, e 12% são exclusivas para PFs.

A ampliação da oferta de crédito e a continuada redução no preço da energia solar fotovoltaica são fundamentais para democratizar o acesso à tecnologia aos consumidores públicos e privados. Com a geração distribuída solar fotovoltaica, os brasileiros ganham mais liberdade, poder de escolha e controle na gestão da sua conta de energia elétrica. Por sua vez, com a geração centralizada, o País conta com energia limpa, competitiva e previsível. Graças às linhas de financiamento, mesmo quem não tiver recursos próprios pode se tornar um gerador de energia renovável.

Apesar das diversas linhas disponíveis, ainda existem importantes barreiras a serem superadas: (i) o acesso à informação sobre financiamento; (ii) a curva de aprendizado das instituições financeiras sobre os baixos riscos da tecnologia; (iii) a agilidade na aprovação do crédito com base em critérios padronizados de projetos e contratos (inclusive no ACL); (iv) a dificuldade das empresas em escolher linhas mais adequadas a seus projetos; e (v) a necessidade de apresentação de garantias para a concessão do crédito são alguns dos desafios enfrentados.

Há diversas iniciativas possíveis para superar essas barreiras. Por meio de seu Grupo de Trabalho de Financiamento, a ABSOLAR, em conjunto com seus associados e instituições financeiras, tem atuado ativamente na superação desses obstáculos. A divulgação de informações sobre os instrumentos financeiros disponíveis para a energia solar fotovoltaica é exemplo deste empenho setorial. Com o amadurecimento do mercado, teremos um aumento cada vez maior na experiência das instituições financeiras na análise de crédito ao setor, contribuindo para acelerar o acesso à tecnologia. Assim, os consumidores brasileiros poderão aproveitar cada vez mais os benefícios provenientes da fonte solar fotovoltaica e aliviar seus orçamentos com o poder do sol.

FONTE – jornaldiadia.com.br

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Os nerds da energia solar derrotaram o sonho nuclear dos militares

Painéis solares ficaram mais baratos e eficientes, fazendo com que mais gente apostasse nessa fonte de energia. Foto: PixabayPainéis solares ficaram mais baratos e eficientes, fazendo com que mais gente apostasse nessa fonte de energia. Foto: Pixabay

Energia solar era coisa de nerds até bem pouco tempo atrás. Gente que comprava kits de células fotovoltaicas para instalar em casa, cientistas de universidades ou poucas empresas com centros de pesquisas na área, ou empresários que viam uma oportunidade de negócio mesmo com o enorme custo da tecnologia. Isso mudou radicalmente na última década e a energia solar entrou no jogo para ser uma das principais fontes no mundo. No Brasil, sua história é a antítese do que ocorreu com outra tecnologia, a nuclear.

O Estado brasileiro carrega desde os ano 70 um enorme programa de energia nuclear. Construiu com dinheiro público duas usinas caras e problemáticas, e tem uma terceira travada por uma combinação de custos inviáveis e corrupção. Foi uma aposta do modelo econômico implantado pela ditadura militar: centralizado e pesado, com uma imaginada importância estratégica para o país por causa do domínio da tecnologia nuclear.

No mês passado, os nerds puderam comemorar uma vitória em solo brasileiro: a capacidade instalada da energia solar fotovoltaica ultrapassou a nuclear, chegando a pouco mais de 2 GW de potência. Foi um fenômeno descentralizado, com milhares de instalações em residências, comércios, indústrias e usinas solares majoritariamente implantadas por empresas privadas. O mais importante é que a participação do Estado foi na dosagem certa: leilões feitos pela Aneel permitiram que a energia solar ganhasse escala no país como fonte de energia reserva, que conta com uma garantia de pagamento mais elevada do que a de outras fontes.

O avanço da energia solar no Brasil faz parte de uma onda global. A tecnologia melhorou muito nas últimas décadas, com pesquisas que aumentaram o rendimento dos painéis (mais energia por metro quadrado) e facilitaram a fabricação das células fotovoltaicas. Na outra ponta, entusiastas da tecnologia criaram uma primeira fase de demanda e foram acompanhados por governos e empresas preocupados com a busca de uma fonte energética menos poluente – motor que também levou à adoção em grande escala da energia eólica.

A primeira célula fotovoltaica foi criada na década de 50 nos Laboratórios Bell, onde também foi criado o transístor (que trouxe consigo a revolução digital). Ela produzia 1 watt de potência a um custo mais de 100 vezes maior do que em usinas a carvão. Foram décadas de custos em queda. Segundo a Irena (International Renewable Energy Agency), o preço por watt de potência oscilava entre US$ 2 e US$ 3, em 2010, e hoje já está entre US$ 0,50 e US$ 0,70 por watt, o que deixa a tecnologia competitiva até diante dos combustíveis fósseis. A capacidade instalada no mundo se multiplicou: foi de 8,7 GW, em 2007, para 387 GW, em 2017.

A evolução da energia solar contou com apoio de governos, é claro. Muitos subsidiaram suas indústrias e aceleraram a implantação de parques solares. O efeito, no entanto, foi em grande medida de descentralização de poder, já que a maior escala reduziu custos inclusive para quem instala um painel em sua casa economizar na conta de luz.

No Brasil, já são mais de 50 mil sistemas de microgeração solar. Eles se somam a grande parques geradores implantados por empresas que veem um potencial que pode ser enorme – são 73 usinas em funcionamento no país, segundo a Absolar, associação que representa o setor. Há, portanto, uma diluição de riscos entre pequenos e grandes investidores, o que torna o sistema de geração ainda mais robusto.

É claro que a energia solar é uma solução que precisa ser combinada a outras porque depende do sol para funcionar. Ela precisa que outras fontes entrem à noite em seu lugar, ou que sejam instaladas baterias em massa, algo que ainda está engatinhando no país. Como a tecnologia de armazenamento também tem ficado melhor e mais barata, a tendência é de que essa limitação seja cada vez menos problemática para pequenos usuários.

Enquanto isso, o custo projetado para Angra 3 já ultrapassa os R$ 23 bilhões. Um cálculo feito pelo Instituto Escolhas mostra que se Angra 3 fosse descomissionada no ponto em que está e fosse substituída por parques solares no Sudeste, haveria uma economia de R$ 12,5 bilhões em 35 anos. Mas isso não será feito, porque o sonho militar com a energia nuclear está mais vivo do que nunca.

FONTE – gazetadopovo.com.br

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BNB financia projeto solar de 4,5 MW

O Banco do Nordeste do Brasil, conhecido como Banco do Nordeste (BNB), anunciou nesta segunda-feira que está financiando um projeto de energia solar fotovoltaica (PV) de 4.5 MW para irrigação agrícola no estado da Bahia.

Mais especificamente, o banco desembolsará R $ 22,4 milhões (US $ 5,8 milhões / EUR 5,1 milhões) através de sua linha de crédito FNE Sol para o Distrito de Irrigação de Manicoba (DIM) localizado na cidade de Juazeiro. A instalação de energia fotovoltaica exigirá um total de R $ 24,9 milhões em investimentos.

Segundo o presidente do BNB, Romildo Rolim, o equipamento a ser adquirido tem uma vida útil estimada de mais de 20 anos, enquanto o financiamento deverá ser pago no prazo de cinco anos.

Uma vez operacional, estima-se que o projeto de Juazeiro beneficie 625 produtores rurais e aproximadamente 2.500 moradores da região no que diz respeito ao bombeamento de água do rio São Francisco.

FONTE – opetroleo.com.br

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Um dos maiores parques de energia solar será instalado no Sertão

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A energia solar está a tornar-se numa das melhores alternativas para aumentar a capacidade mundial no aproveitamento das energias renováveis.

O oeste baiano vai seguir também esse caminho e prevê-se que Barreiras ganhe muito em breve um dos maiores parques de energia solar fofovoltaica do Brasil.

A gestão e estratégia de Barreiras aponta armas para se tornar numa cidade protagonista do cenário regional de forma a ser atrativa e apta a receber investimentos nos vários setores.

O projeto Sertão Solar Barreiras

No decurso deste cenário o perfeito Zito Barbosa e membros da Tetra+ e Motrice receberam os representantes da Atlas Renewable Energy de forma a se traçar o rumo e iniciar as diversas fases de implantação do projeto Sertão Solar Barreiras. Sendo que algumas obras já se encontram a decorrer no município de Barreiras

O diretor de desenvolvimento e negócio da Atlas afirmou:

“Desde a época dos primeiros estudos, nós temos sido bem acolhidos por nós passamos, quer seja na prefeitura ou em outras repartições, este fato nos empolga ainda mais para fazermos um bom trabalho.

Barreiras entrará na vanguarda da Sinergia renovável, que tem seu celeiro de produção aqui no Nordeste”.

O projeto Sertão Solar Barreiras iniciou já a fase de implantação nas proximidades da área do Aeroporto e vai ocupar uma área de aproximadamente 300 hectares. Em termos de empregabilidade, esperamos que este projeto solar consiga gerar 500 empregos diretos e em simultâneo mais de 2.000 empregos indiretos.

Este projeto tem recebido o apoio da Perfeitura de Barreiras através do Projeto Desenvolve Barreiras de forma a tornar possível a emissão de alvarás e todas as licenças necessárias para que a cidade seja beneficiada no prazo mais curto possível.

Quais as vantagens do parque solar fotovoltaico para a região de Barreiras?

A região de Barreiras é uma zona de produção agrícola, com cada vez mais projetos referentes à expansão das áreas de irrigação e industrialização, o projeto Sertão Solar Barreiras vai beneficiar e reforçar a oferta de energia na região.

O projeto Sertão Solar Barreiras vai aumentar o comércio local e gerar como é óbvio emprego em toda a região, o município ganhará um aumento de receitas de impostos como por exemplo o ICMS e royalties.

A equipa de representantes da Atlas Renewable Energy efetuaram uma apresentação da empresa à imprensa, funcionários e vereadores municipais. A Atlas investe e opera ativos relacionados com projetos de energias renováveis, nomeadamente na América Latina e no Brasil.

A Atlas opera por exemplo na Bahia as centrais solares fotovoltaicas de Juazeiro e Bom Jesus da Lapa.

O projeto Sertão Solar Barreiras terá uma capacidade instalada de mais de 116 MW, o que corresponderá a mais de 350000 painéis solares fotovoltaicos.

O impacto ambiental deste projeto é muito reduzido quando comparado com os projetos das Centrais Hidroelétricas e Termoelétricas já existentes na região.

FONTE – portal-energia.com