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Refugiados venezuelanos ganham abrigos da Ikea com energia solar e que são montados em 4 horas

Ao todo foram montadas 120 unidades habitacionais na capital de Roraima

Unidades habitacionais refugiados venezuelanos (Foto: Reprodução/ ACNUR)UNIDADES HABITACIONAIS INSTALADAS PARA REFUGIADOS VENEZUELANOS EM BOA VISTA (FOTO: REPRODUÇÃO/ ACNUR)

No final de julho mais um abrigo para refugiados foi inaugurado em Boa Vista, capital de Roraima. Diferente dos que já existiam na cidade, o novo local é fruto de uma parceria entre o governo brasileiro e a Acnur, agência da ONU para Refugiados. O objetivo é acolher temporariamente algumas famílias de venezuelanos que estavam vivendo em situação de maior vulnerabilidade nas ruas da cidade. A seleção foi feita por equipes da agência e das Forças Armadas.

Projetados pela Ikea, a empresa sueca que é gigante no mercado de móveis, o abrigo leva o nome de Rondon I e conta com 120 unidades habitacionais, conhecidas como Better Shelter. Cada residência comporta até seis pessoas e o material utilizado na sua confecção é o poliuretano, material mais leve que facilita a montagem e desmontagem. Além disso, os abrigos possuem quatro janelas, divisória e são alimentados com energia solar. A montagem de cada uma das casas leva em média quatro horas e esse trabalho é feito manualmente.

Essas unidades habitacionais são utilizadas pela Acnur durante operações humanitárias em diversos lugares do mundo. Projetadas na Suécia, as que foram instaladas em Boa Vista são as primeiras da América Latina. Segundo a Acnur, o material usado para erguer as casas é adaptado de acordo com a realidade de cada lugar. Em Bangladesh, por exemplo, elas são feitas de bambu.

O abrigo Rondon I é coordenado pela AVSI, organização parceira do Acnur, e pelas Forças Armadas. Está é responsável pela infraestrutura física do local e por fornecer segurança, alimentação, atendimento médico e transporte.

Crise
Há três anos, o estado de Roraima tem recebido um número cada vez maior de imigrantes venezuelanos fugidos da grave crise econômica e política que assola o país governado por Nicolás Maduro. A estimativa é de que 500 pessoas por dia cruzem a fronteira da Venezuela com o Brasil pela cidade de Paracaraima.

FONTE – epocanegocios.globo.com

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Agricultores de Capinzal apostam na energia solar para diminuir custos da propriedade

Capinzal – Uma família que reside no interior de Capinzal decidiu apostar na geração de energia natural para diminuir os custos. Na propriedade de Elcio Basei, localizada na Linha Gramado, às margens da SC-150, foram instaladas placas de geração de energia solar. De acordo com Nair Basei, ao todo são 40 placas com capacidade para gerar até 1,4 mil watts por mês numa rede trifásica.

O investimento aproximado é de R$ 70 mil, financiado com linha de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) com dez anos para pagar. “A energia será para toda a propriedade que tem um consumo entre 1.000 a 1.400 watss/mês”, conta Nair.

Entre as unidades consumidoras estão dois aviários do sistema BRF, produção de leite, duas casas e a panificadora Massa Basei que produz pães, cucas e bolachas comercializados na Feira Colonial de Capinzal.

“Produzir uma energia limpa e sem prejudicar ao meio ambiente é o nosso grande objetivo, e em consequência estaremos também reduzindo gastos com energia elétrica, pois nos últimos tempos tem aumentado muito gerando assim aumento das despesas”, reforça.

Nair destaca que, como é o primeiro mês de utilização do novo sistema a família ainda não recebeu a fatura da Celesc para o comparativo da redução dos gastos. “Mas já podemos adiantar que teremos sim um valor reduzido com energia”, afirma Nair. Pelos cálculos preliminares, o investimento deverá ter sido abatido com a economia em até cinco anos.

O sistema

O sistema de energia solar implantado pela família Basei foi autorizado após aprovação de projeto pela Celesc. Através desse projeto a família conseguiu a liberação do crédito financeiro. Posteriormente a estatal fez os ajustes necessários, como a substituição do medidor, onde a energia solar gerada passa para a Celesc. Durante o dia, enquanto está gerando, o sistema permite a obtenção de créditos para que, durante a noite ou nos momentos em que é acionado o sistema solar, seja descontado quando é utilizada a rede normal.

FONTE – michelteixeira.com.br

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Energia Solar: Energias renováveis serão “praticamente grátis” até 2030, dizem analistas

De acordo com um novo relatório do banco de investimentos suíço UBS, o custo de energias renováveis para o consumidor final será praticamente zerado até 2030. Isso considerando a evolução da adoção de energia solar e eólica em alguns países da Europa, tais como o Reino Unido.

O relatório foi publicado pelo Financial Times e explica que a adoção já massiva dessas duas tecnologias tem feito com que o custo de produção dos equipamentos fique cada ano menor. “É uma ótima notícia para o planeta e provavelmente para a economia também”, dizem os analistas do UBS.

É uma ótima notícia para o planeta e provavelmente para a economia também

Isso porque energias renováveis, como o próprio nome infere, não consomem recursos considerados finitos para sua produção. Não há qualquer expectativa de que o uso de painéis solares tenha qualquer impacto sobre a luz do sol, por exemplo, tampouco turbinas eólicas são capazes de deterem os ventos na atmosfera terrestre. A queima de combustível para geração de energia, por outro lado, além de ser altamente poluente, fica mais cara com o passar dos anos, conforme a mão de obra necessária para lidar com o material fica mais cara e o recurso natural se torna mais escasso.

Para enfrentar esse tipo de problema, uma quantidade significativa de distribuidoras de eletricidade na Europa já anunciou planos para modificar seus modelos de negócios, apostando em várias formas de energias renováveis, dado seu custo decrescente. Essas empresas, no passado, dependiam de carvão mineral e óleo para produzir energia, de acordo com os analistas do UBS.

No Reino Unido, por exemplo, a matriz energética mudou drasticamente desde 2009. O carvão, que chegou a ser a fonte de energia mais importante do país em 2012, hoje está em queda e não representa sequer 10% de toda a geração de eletricidade. Fora isso, a tendência é que a energia solar ultrapasse o carvão em breve, mesmo o território do Reino Unido sendo pouco favorável a esse tipo de energia renovável. Enquanto isso, energia eólica já é a terceira mais importante da nação europeia.

Em 2010, usar energia solar para ferver água em uma chaleira custaria cerca de £0,03. Por volta de 2020, o custo terá caído para menos de meio centavo de libra

“Em 2010, usar energia solar para ferver água em uma chaleira custaria cerca de £0,03”, dizem os analistas do UBS. “Por volta de 2020, de acordo com estimativas do nosso time de pesquisadores, o custo terá caído para menos de meio centavo de libra”. Depois disso, espera-se que, em 2030, esse custo seja virtualmente gratuito.

Isso porque, para o consumidor final, já existem opções de energias renováveis que essencialmente não requerem nenhum tipo de investimento prévio. No estado norte-americano da Califórnia, por exemplo, empresas já instalam painéis solares em residências de pessoas interessadas de forma gratuita. O lucro desse negócio vem por meio da venda de energia excedente para a rede elétrica, e o consumidor fica completamente isento dos custos de eletricidade em casa.

FONTE – tecmundo.com.br

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Projeto prevê desconto para uso de energia solar

Vereador quer incentivar produção de energia solar fotovoltaica em imóveis da cidade

Projeto prevê desconto para uso de energia solar

Salatino: “se utilizar potencial teórico de geração somente nas residências, Brasil produziria para abastecer 2,3 vezes o consumo residencial atua”.
(Foto: Divulgação)

O vereador Flávio Salatino (MDB) quer ampliar, por meio de projeto protocolizado na Câmara de Araçatuba, o desconto no “IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano)” para quem faz uso de sistema gerador de energia solar.

Atualmente, a lei do “IPTU Sustentável” prevê o desconto para quem utiliza sistema de aquecimento elétrico solar para reduzir parcial ou integralmente o consumo de energia elétrica da residência, integrado com o aquecimento da água. Para quem utiliza o sistema com essa finalidade, o desconto no imposto é de 4%.

A proposta de Salatino pretende modificar esse trecho da lei para incluir quem faz uso de sistema gerador de energia solar fotovoltaica, que capta a energia solar e a converte em energia elétrica por meio do efeito fotovoltaico, com o objetivo de reduzir parcialmente ou totalmente o consumo de energia elétrica do imóvel.

FONTE – folhadaregiao.com.br

 

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Energia solar é alternativa para reduzir custos no campo

Produtos ganham valor agregado e geram maior ganho, o que garante melhoria da qualidade de vida no campo


Água para irrigação é retirada de um poço que também atende as necessidades humanas e dos animais –
(Foto: Divulgação)

A utilização de energia solar está contribuindo para a redução de custos da produção agrícola de agricultores familiares paraibanos. Os produtos ganham valor agregado e geram maior ganho, o que garante melhoria da qualidade de vida no campo.

Quem começa a vivenciar isso é o agricultor Manuel Rodrigues, do Assentamento Vida Nova, no município de Mogeiro, localizado a 110 km da Capital, que está obtendo bons resultados com suas atividades rurais.

Na propriedade, adquirida através do Programa Nacional de Crédito Fundiário, o agricultor recebe assistência técnica da Emater e informações sobre tecnologia caprina da Emepa. Ele tem uma produção agrícola familiar diversificada com hortaliças, além de criar ovinos, suínos e frangos caipiras. Também trabalha com piscicultura e fruticultura.

Ligado à rede da Energisa, com aparelho on grid, o sistema de energia fotovoltaica atende a toda a propriedade, desde a irrigação das culturas agrícolas, o preparo da ração dos animais e o uso doméstico. A água para a irrigação é retirada de um poço que também atende as necessidades humanas e dos animais.

Assim como acontece em outras regiões do Estado, a Gestão Unificada Emepa/Interpa/Emater trabalha na região de Itabaiana para o desenvolvimento sustentável da agricultura familiar, orientando os agricultores a acessar o programa de energia fotovoltaica, já existente nos municípios de Mogeiro, São Miguel de Taipu, Gurinhém, Ingá e Itatuba.

O agricultor obteve financiamento junto ao Banco do Nordeste para o projeto de energia solar que vai permitir gerar 300 kwatts ao mês. A redução de custos na conta de energia viabilizará o pagamento das parcelas do financiamento, que poderá ser amortizado em 10 anos, com mais dois de carência e juros de 2% ao ano. Atualmente, o agricultor paga apenas a taxa de serviço da concessionária.

Vendas

A produção de frangos caipira de Manuel Rodrigues é fornecida para abatedouro em Lagoa Seca. Sua criação de ovinos recebe melhoramento genético a partir da Emepa, cuja tecnologia é reconhecida em todo o País.

O extensionista Geogles Dantas, da região de Itabaiana, explica que o objetivo da instalação da energia solar é contribuir com a melhoria da produção agrícola, com uma energia limpa. Também busca a redução de custos dos produtos, tornando-os mais acessíveis e competitivos.

FONTE – portalcorreio.com.br

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Energia solar enfrenta carga tributária alta, diz presidente da Absolar

Segundo o Presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), setor enfrenta carga tributária elevada e desigual no Brasil

O executivo Rodrigo Sauaia, presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), tem travado uma batalha em Brasília e nas sedes dos governos estaduais para tentar difundir o sistema de geração distribuída, modelo que consiste na produção própria de eletricidade em residências, empresas e indústrias. Atualmente, a energia solar representa menos de 1% da matriz elétrica brasileira, mas chegará a 10% em 2030, e a 32%, em 2040, segundo projeções da consultoria Bloomberg New Energy. Em entrevista, Sauaia afirma que o maior obstáculo para o setor é a elevada carga tributária. Confira os principais trechos da entrevista.

Foto-CorreioBrasilienseUsina Solar Origem Energia, que fica em Planaltina (DF)
(foto: Nico Chaves/Divulgação Origem Energia)

Em que estágio se encontra o setor de energia solar fotovoltaica no Brasil?
A energia fotovoltaica é uma tecnologia recente na matriz elétrica brasileira, mas com grandes oportunidades e que tem crescido nos últimos anos pelo forte interesse demonstrado pela população e também em razão do ganho de competitividade que essa tecnologia traz. A fonte está se tornando cada vez mais barata e acessível. Hoje, o Brasil tem menos de 1% da sua matriz elétrica atendida por energia solar fotovoltaica. Então, é uma tecnologia que ainda está em fase de inserção na nossa matriz.

Qual é o potencial dessa fonte?
Segundo estudo da Empresa de Pesquisa Energética, a fonte solar fotovoltaica poderá passar a representar aproximadamente 10% da matriz elétrica brasileira já em 2030. Isso mostra que, ao longo dos próximos anos, esse segmento deve crescer fortemente e a fonte solar fotovoltaica estará cada vez mais presente no dia a dia das pessoas.

Na comparação com países desenvolvidos, o Brasil está bem posicionado nesse mercado?
Quando a gente compara a posição do Brasil com a de outros países, ainda temos muito a fazer. O país está mais ou menos 15 anos atrasado em comparação com as nações líderes em energia solar fotovoltaica. É interessante notar que o Brasil, por outro lado, tem um dos maiores potenciais de energia solar fotovoltaica do mundo, porque tem índices de irradiação solar superiores à média mundial, além da área territorial vasta, e continental, e que pode ser bem aproveitada para gerar energia renovável, limpa e de baixo impacto ambiental por meio do sol.

Qual é a posição do Brasil nesse ranking?
O Brasil, hoje, está entre o 25º e 30º lugar no ranking mundial de potência acumulada em energia solar fotovoltaica. Esse ranking é liderado por países como China, seguida de Estados Unidos, Japão, Alemanha e Itália. A Índia também está bem colocada. Quando a gente olha para quantidade, a potência, aí o Brasil aparece no top ten. Mas ainda estamos atrasados. Precisamos de ações efetivas por parte do governo federal, governos estatuais e municípios, para acelerar o desenvolvimento dessa tecnologia, já que o Brasil tem condições de ser uma liderança mundial em energia solar fotovoltaica, como já é em outras fontes renováveis como hídrica, eólica e biomassa.

Quais são os maiores entraves, para o setor?
Um de nossos grandes desafios está na carga tributária, a tributação desigual, desequilibrada e injusta sobre a energia solar fotovoltaica. Os tributos que incidem sobre os equipamentos e insumos produtivos são muito elevados. Isso faz com que a energia solar fotovoltaica chegue à população a um preço mais elevado do que poderia chegar. Então, é muito importante que o governo realize uma correção na carga tributária. Outro ponto é o financiamento para as famílias e empresas que querem investir na geração de energia solar fotovoltaica nos telhados de residências, comércios e indústrias, e também linhas de financiamento para que o poder público possa inserir essa tecnologia nas suas edificações, como escolas, hospitais, postos de saúde, entre outros. Existem poucas linhas disponíveis em condições competitivas e isso é fundamental.

As boas perspectivas de desenvolvimento de carros elétricos têm ajudado a incentivar investimentos em energia solar?
A energia solar fotovoltaica tem muita sinergia com novas tecnologias e inovações. Então, sim, carros elétricos e o armazenamento de energia em baterias cada vez mais eficientes e baratas são fatores que têm boa sinergia e conversam muito bem com a fonte solar fotovoltaica.

Por que ainda existem poucos fabricantes de placas e equipamentos voltados à geração de energia fotovoltaica no Brasil?
O Brasil tem cerca de 30 fabricantes de equipamentos de energia solar fotovoltaica, o que não é pouco. Na produção de módulos fotovoltaicos, já atuam sete fornecedores instalados no país. O setor gera milhares de empregos e paga milhões em impostos.

A recente valorização do dólar não prejudica a importação, já que encarece os custos dessa operação?
A variação cambial afeta o preço dos equipamentos fotovoltaicos e também os fabricantes com unidades no Brasil que compram insumos no mercado internacional. No entanto, a energia solar fotovoltaica tem também reduzido o preço de seus equipamentos de forma bastante contundente. Na última década, reduzimos mais ou menos entre 70% e 80% o preço dos equipamentos fotovoltaicos. É claro que questão cambial afeta os negócios, mas a tecnologia continua avançando para reduzir os seus preços, seus custos, e tornar essa energia mais democrática e acessível para a população.

Qual segmento tem puxado mais o setor, o empresarial ou o residencial?
O crescimento tem sido equilibrado entre todos os segmentos. O setor residencial responde por cerca de 38% do mercado, enquanto estabelecimentos comerciais representam 44%. As indústrias ficam com 9% dos negócios, à frente da atividade rural, com 6%.

Quais são os números mais recentes de investimento no setor e quais são as perspectivas para os próximos anos?

Seguramente ainda é preciso um envolvimento mais presente do governo federal e também de estados e municípios por meio de programas e políticas de incentivo. Nós estamos 15 anos atrasados, como eu já havia mencionado. A fonte solar fotovoltaica ainda representa menos de 1% da matriz elétrica brasileira, ou seja, de fato, há muito a ser feito, e o governo precisa ter papel mais presente no desenvolvimento dessa tecnologia.

Falta uma política de estado mais agressiva para incentivar a energia solar?
Os municípios também podem fazer sua parte e um bom exemplo disso está em Palmas, no Tocantins, a primeira capital brasileira a desenvolver um programa solar fotovoltaico, e que tem trazido resultados positivos para o uso dessa tecnologia graças aos incentivos oferecidos pelos entes públicos.

Superadas as incertezas eleitorais, os investimentos tendem a crescer?
A questão eleitoral é meramente conjuntural. É cedo para dizer como isso vai afetar as empresas. O que posso dizer é que o setor solar fotovoltaico tem crescido ao longo deste ano mesmo com o Brasil mergulhado no processo eleitoral. Isso é natural. O segmento é muito puxado pela própria conjuntura que o Brasil vive, não na área política, mas na área econômica. O que isso significa? As tarifas de energia elétrica têm subido de forma consistente e isso tem afetado a vida de milhões de brasileiros. Apesar de a inflação média do país estar em torno de 3%, o aumento das tarifas de energia elétrica foi de impressionantes 10%. Isso pesou no bolso do consumidor. Como resultado, as famílias buscaram alternativa, especialmente reduzir os gastos com energia elétrica. Em 2018, o reajuste das tarifas de energia elétrica deverá ficar entre 10% e 15%, percentuais nada desprezíveis, que vão pesar mais uma vez no bolso do consumidor.

FONTE – correiobraziliense.com.br

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Movido a energia solar, projeto oferece sessões de cinema gratuitas em cidade do RN

Programação acontece nestas quarta (15) e quinta-feira (16) em João Câmara. População também pode participar de oficinas de fornos que utilizam a energia do sol.

Cinesolar acontece nestas quarta (15) e quinta (16) em João Câmara, a 80 quilômetros de Natal (Foto: Enel Green Power/Divulgação)Cinesolar acontece nestas quarta (15) e quinta (16) em João Câmara, a 80 quilômetros de Natal
(Foto: Enel Green Power/Divulgação)

Um projeto itinerante e gratuito de cinema ao ar livre, cujas projeções são movidas à energia solar, chega nestas quarta (15) e quinta-feira (16) à cidade João Câmara, distante 80 quilômetros de Natal. A população da cidade também pode participar de oficinas para aprender a criar fornos que usam o calor que vem do sol para preparar alimentos.

O Cinesolar é um projeto brasileiro que utiliza energia limpa e renovável – a solar – para levar cultura a cidades do interior do país. Para projetar os filmes, um furgão foi equipado com um sistema de captação de energia gerada pelo sol, capaz de gerar a própria energia para alimentar toda sua estrutura de funcionamento. As sessões contam com exibição de longas e curtas metragens.

Além das exibições de filmes, outro destaque da programação é a oficina de Forno Solar, que não usa gás, lenha ou energia elétrica e minimiza, dessa forma, o impacto ao meio ambiente. Com a estrutura, é possível cozinhar alimentos utilizando apenas o calor do sol, que multiplica a incidência de raios ao encontrar superfícies espelhadas.

A oficina apresenta benefícios da utilização da luz solar no preparo das refeições, dentre as quais estão a economia no orçamento doméstico, melhor aproveitamento dos alimentos e, consequentemente, preservação do meio ambiente.

“O Cinesolar nos permite compartilhar atitudes em prol da preservação ambiental, já realizadas em nossos empreendimentos, para as comunidades vizinhas, que muitas vezes estão localizadas em áreas remotas. Pouco a pouco a nossa presença é percebida como um agregador de valor na região”, destaca Márcia Massoti, Diretora de Sustentabilidade da Enel Brasil.

A iniciativa é realizada pela empresa Enel Green Power, que conta com empreendimentos de energia eólica no estado, em parceria com a Brazucah Produções. “Além de possibilitar o acesso à produção audiovisual nacional, queremos trabalhar com ações sustentáveis que multipliquem a conscientização ambiental e mostrem a força que a energia solar tem no país”, comenta Cynthia Alario, diretora da produtora.

Desde 2013, o Cinesolar realizou cerca de 670 sessões com a exibição de mais de 50 longas e 100 curtas-metragens com a temática socioambiental em 260 cidades. A iniciativa percorreu mais de 70 mil km pelo país e ofereceu cerca de 180 oficinemas, com 5,5 mil participantes, aproximadamente. Nesse período, foram economizados mais de 1.777,6 kW de energia elétrica, o que equivale a cerca de 5,1 mil horas de uma geladeira ligada sem interrupções.

Programação

Quarta-feira, 15 de agosto

  • Oficina de Forno Solar
    Local: Escola Municipal Modelo II, Rodovia RN 120. Assentamento Modelo II. João Câmara – RN.
    Horário: das 14h30 às 17h
  • Cine Solar
    Local: Em frente à Escola Municipal Modelo II, Rodovia RN 120. Assentamento Modelo II. João Câmara
    Horário: 19h

Quinta-feira, 16 de agosto

  • Oficina de Forno Solar
    Local: Escola José Severiano da Câmara, Rua 21 de abril, bairro São Francisco, João Câmara
    Horário: das 14h30 às 17h
  • Cine Solar
    Local: Praça do Bairro São Francisco. Em caso de chuva será no CMEI-São Francisco. João Câmara – RN.
    Horário: 19h

FONTE – g1.globo.com

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Energia solar pode se tornar crédito para abater na conta de luz

Quando se produz mais que o consumo, essa energia exce­dente é destinada à rede da Cocel para uso em toda a cidade e se transforma em crédito para a resi­dência ou empresa, em kW, na fa­tura de energia elétrica.

Com o aumento no va­lor da energia elétrica nos últimos anos, em que mais da metade da conta re­presenta impostos, muitos consu­midores pensam em alternativas para reduzir o consumo e cus­tos. Uma nova opção tem se tor­nado mais conhecida como uma boa alternativa, para produção de energia limpa e com menor custo mensal para o consumidor. Além disso, quando se produz mais que o consumo, essa energia exce­dente é destinada à rede da Cocel para uso em toda a cidade e se transforma em crédito para a resi­dência ou empresa, em kW, na fa­tura de energia elétrica.

Trata-se da instalação de ge­radores de energia fotovoltaica, com módulos fotovoltaicos que, ao receberem luz do sol, geram ener­gia através de um processo físico e químico. Ainda não se tornou po­pular pelo custo inicial do sistema, mas especialistas afirmam que se paga ao longo dos anos.

Edson Olenik, diretor da Pa­drão Solar, explica que a energia solar gerada é consumida imedia­tamente na residência ou empre­sa, pelo que estiver ligado, e o ex­cedente é direcionado para a rede da companhia de energia. Em mé­dia, a redução no custo mensal é de 80%. À noite, por exemplo, é utilizada a energia elétrica, mas o consumo pode ser abatido pela energia solar produzida durante o dia e que não é totalmente utilizada.

Para instalação, é feito um projeto para atender a necessida­de da casa, com liberação da Co­cel ou da Companhia responsável em outras cidades, instalam-se os painéis e o inversor que transfor­mará a energia solar em corren­te alternada, para ser utilizada. O medidor é diferente do usual, pois passa a ser um que mede entrada e saída de energia.

Não é preciso fazer nenhuma ligação manual no local para pas­sar a utilizar uma ou outra ener­gia, as duas funcionam simulta­neamente de forma automática, conforme a necessidade. Os módu­los instalados têm garantia do fabri­cante de eficiência de pelo 80% por 25 anos. Por isso, apesar do inves­timento inicial, ao longo do tempo reduz muito o custo do consumidor e é uma energia mais sustentável. Segundo ele, nos últimos três anos passou a ser uma opção mais viá­vel e estima-se que em seis ou sete anos se paga o investimento inicial com a economia nas faturas.

FONTE – folhadecampolargo.com.br

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Projeto prevê desconto para uso de energia solar

Vereador quer incentivar produção de energia solar fotovoltaica em imóveis da cidade

Projeto prevê desconto para uso de energia solar

Salatino: “se utilizar potencial teórico de geração somente nas residências, Brasil produziria para abastecer 2,3 vezes o consumo residencial atua”.
FOTO: Divulgação

O vereador Flávio Salatino (MDB) quer ampliar, por meio de projeto protocolizado na Câmara de Araçatuba, o desconto no “IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano)” para quem faz uso de sistema gerador de energia solar.

Atualmente, a lei do “IPTU Sustentável” prevê o desconto para quem utiliza sistema de aquecimento elétrico solar para reduzir parcial ou integralmente o consumo de energia elétrica da residência, integrado com o aquecimento da água. Para quem utiliza o sistema com essa finalidade, o desconto no imposto é de 4%.

A proposta de Salatino pretende modificar esse trecho da lei para incluir quem faz uso de sistema gerador de energia solar fotovoltaica, que capta a energia solar e a converte em energia elétrica por meio do efeito fotovoltaico, com o objetivo de reduzir parcialmente ou totalmente o consumo de energia elétrica do imóvel.

FONTE – folhadaregiao.com.br

 

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Omega Geração estreia em energia solar com aquisição de R$1,1 bi

A Omega Geração, que opera pequenas hidrelétricas e parques eólicos, anunciou nesta terça-feira a entrada no setor de energia solar, com a aquisição de uma fatia de 50 por cento do complexo fotovoltaico Pirapora, em Minas Gerais.

A companhia, que tem como principal acionista a gestora de recursos Tarpon Investimentos, afirmou em comunicado que o negócio envolve um valor total previsto de 1,1 bilhão de reais, podendo variar em função de certas condições e dos financiamentos do empreendimento.

O presidente da Omega, Antonio Bastos Filho, disse à Reuters que cerca de 40 por cento do valor da transação será pago pela empresa, enquanto o restante envolverá a assunção de dívidas de longo prazo da usina.

Ele afirmou ainda que a empresa, que abriu capital no ano passado, seguirá atenta a novas oportunidades de aquisição de ativos de energia renovável no Brasil, principalmente em geração eólica e solar.

“Acreditamos que a energia solar vai ser uma fonte cada vez mais relevante para o Brasil, os custos têm decaído no mundo todo e aqui não é diferente… a tendência de crescimento da energia solar e eólica nos faz ser mais ativos em transações e prospecções nessas duas fontes”, afirmou.

O negócio pela usina de Pirapora foi fechado junto à francesa EDF Renewables, de quem a Omega comprou uma fatia de 30 por cento, e à Canadian Solar, que vendeu uma parcela de 20 por cento.

O empreendimento tem contratos de longo prazo para a venda da produção, assinados após leilões do governo federal para projetos solares em 2014 e 2015.

O complexo Pirapora, o maior em energia solar do Brasil, é composto por 11 usinas já em operação comercial, totalizando 321 megawatts. Com a aquisição, a capacidade instalada da Omega passará a ser de 636,7 megawatts.

EXPANSÃO

Fundada em 2008, a Omega Geração tem projeção de chegar no início de 2019 com 744,7 megawatts em capacidade, o que inclui a perspectiva de que sejam concluídas na reta final deste ano compras já negociadas dos complexos eólicos Delta 5 e Delta 6, no Maranhão.

Esses empreendimentos, de uma desenvolvedora de projetos ligada à Omega, venderam a produção futura em contratos de longo prazo em um leilão do governo no final do ano passado.

“Entre janeiro de 2017 e o fim deste ano vamos ter crescido 400 por cento (em capacidade). É um crescimento bem robusto e temos conseguido trazer ativos muito bons para a empresa”, disse o presidente da elétrica.

“Acho que o apetite por alocar capital em renováveis vai crescer nos próximos anos e somos uma opção bastante interessante para os investidores”, adicionou.

O executivo explicou que a Omega tem prometido crescer por meio da aquisição de ativos operacionais de qualidade, um caminho que não será abandonado.

“Sem dúvida nenhuma, continuamos sempre interessados em bons ativos que tenham fundamentos de excelência, como esse que adquirimos agora”, afirmou, sem detalhar metas.

Em fevereiro, o executivo havia dito que a Omega poderia alcançar 1 gigawatt em operação nos próximos dois ou três anos.

FONTE – extra.globo.com