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Maior fazenda solar do mundo é inaugurada nos Emirados Árabes Unidos

A fazenda solar Noor Abu Dhabi é o maior projeto individual de energia solar do mundo. Inaugurada em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, ela reúne 3,2 milhões de painéis, responsáveis pela captação e distribuição de 1,18 GW de energia.

Estima-se que a iniciativa seja capaz de suprir as necessidades de energia de 90 mil pessoas. Se isso ocorrer, significaria uma redução de um milhão de toneladas métricas de emissões de CO² na atmosfera. Essa diminuição é equivalente à retirada de circulação de 200 mil carros.

O projeto foi levado a cabo pelo governo de Abu Dhabi em conjunto com empresas do Japão e da China. Graças à nova usina solar, os Emirados Árabes Unidos poderão ter metade de sua energia proveniente de energias limpas até 2050, ocasionando uma redução de 70% na pegada de carbono relacionada à produção de energia.

FONTE – hypeness.com.br

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Palmas investirá R$ 50 mi em energia solar para administração e prevê “lucro” de R$ 85 mi

Representantes da Caixa Econômica Federal (CEF) e a prefeita de Palmas, Cinthia Ribeiro (PSDB), assinaram na tarde desta quarta-feira, 3, um contrato para implementação dos dois primeiros parques solares do País. O objetivo é a geração de energia renovável que atenderá a administração pública. O acordo prevê investimento de R$ 50 milhões para implementação do sistema, que atenderá estabelecimentos como repartições, escolas, unidades de saúde, entre outros.

Com a iniciativa, a prefeitura promoverá economia na conta de energia. Isso porque em 2018, por exemplo, foram gastos pelo Executivo R$ 13,7 milhões em energia elétrica dos prédios públicos. De acordo com o contrato, em nove anos – prazo de amortização das parcelas e encargos do financiamento – o lucro da operação será de aproximadamente R$ 85 milhões.

A medida prevê ainda benefícios ambientais como economia gerada, redução no consumo, uso correto e seguro da energia elétrica. Com isso, a Prefeitura prioriza a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente, promovendo melhor aproveitamento da radiação solar existente em Palmas.

Capacidade
Cada parque tem capacidade de gerar cerca de cinco megawatts por mês. Juntos, vão gerar 10 megawatts. Os prédios públicos têm um consumo de aproximadamente um gigawatts hora por mês. “As duas usinas vão suprir a demanda com folga e o excedente poderá ser utilizado na expansão sem que ocorra a oneração para o município”, disse o secretário municipal de Assuntos Estratégicos, Captação de Recursos e Energias Sustentáveis, César Augusto Guimarães.

“Vamos inovar. Trabalhamos com sustentabilidade no discurso e na prática. Com esta iniciativa, iremos gerar emprego e melhorar a renda com mão de obra qualificada. E mais: implementar um sistema sustentável. É um projeto viável no ponto de vista econômico, mas que também gera economia aos cofres públicos”, afirmou a prefeita Cinthia Ribeiro.

Fim da reserva de mercado
Durante a assinatura do contrato com a Caixa, Cinthia Ribeiro anunciou uma medida que tem objetivo de colocar fim a uma reserva de mercado, conforme estabelecido no Palmas Solar. A gestão vai propor à Câmara alteração desta lei que, que prevê que para a “obtenção dos incentivos é obrigatório que todas as aquisições de bens ou serviços sejam contratados de empresas ou profissionais no município”.

“Vamos propor o fim desta reserva de mercado, abrindo a possibilidade e dando oportunidade para que empresas de todas as partes do País possam participar da concorrência”, disse. A alteração beneficiará não só empresas, as chamadas pessoas jurídicas, mas pessoas físicas, cidadãos comuns, que tenham interesse em aderir ao sistema, tendo condições de comprar equipamentos e serviços por menores preços.

FONTE – clebertoledo.com.br

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Braço de energia solar da BP fecha compra de 2 GW em projetos no Brasil

SÃO PAULO (Reuters) – A Lightsource BP, veículo da petroleira britânica BP para investimentos em energia solar, anunciou a aquisição junto à desenvolvedora Enerlife de um pacote de projetos no Brasil com cerca de 2 gigawatts em capacidade, em um negócio cujo valor não foi revelado, segundo nota da companhia nesta quinta-feira.

A transação soma-se a outras apostas recentes de grandes multinacionais de petróleo no setor elétrico do Brasil, em movimento que busca aproveitar o potencial do país para fontes renováveis em meio a apostas de uma transição global rumo a uma economia de baixo carbono.

Segundo a Lightsource BP, o portfólio adquirido junto à desenvolvedora “consiste em 1,9 gigawatts de projetos solares em desenvolvimento”.

Isso inclui 440 MW de projetos de grande escala, aptos a participar de licitações do governo para empreendimentos de geração, e 180 megawatts em projetos menores, de geração distribuída, localizados em cinco Estados brasileiros.

O anúncio da parceria com a Enerlife vem pouco após a empresa e a Lightsource BP terem vencido em conjunto uma licitação do governo para novos projetos de geração de energia, realizada na última sexta-feira.

No chamado leilão A-4, as empresas venderam a produção futura de cinco usinas solares, com capacidade total de cerca de 160 megawatts. Os empreendimentos precisam entrar em operação até 2023 e devem exigir investimento de cerca de 680 milhões de reais.

A Lightsource BP afirmou que, como parte da transação anunciada, alguns membros seniores da equipe da Enerlife serão transferidos para a empresa para atuar no posterior desenvolvimento dos projetos.

“Por meio desta aquisição, a Lightsource BP irá aumentar significativamente o seu portfólio, reforçar sua experiência e estabelecer sua ambição de se tornar um participante de destaque no mercado solar brasileiro”, disse a empresa em nota.

Um dos executivos que migrará para a Lightsource BP é o ex-CEO da Enerlife, Miguel Lobo, que será diretor de Desenvolvimento de Negócios da empresa. Antes, ele já havia sido gerente-geral da Martifer Renewables para a América Latina.

“Estou pessoalmente ansioso para crescer e progredir ainda mais com o sólido apoio financeiro, ampla experiência e extensas relações de compras e logística proporcionadas pela Lightsource BP”, afirmou o executivo, em nota.

Além da BP, outras petroleiras já anunciaram investimentos em energia limpa no Brasil, como a francesa Total e a norueguesa Equinor. A Reuters publicou em abril que mais empresas do setor de petróleo estavam em busca de ativos renováveis para aquisição no Brasil, incluindo a BP.

A Lightsource BP tem atuação global do financiamento, desenvolvimento, aquisição e gestão de projetos de energia solar fotovoltaica. A BP adquiriu 43% da empresa no final de 2017, em meio a uma parceria estratégica que envolveu a adoção do atual nome da companhia. Ela já investiu mais de 3 bilhões de dólares em cerca de 2 gigawatts de projetos solares pelo mundo.

FONTE – extra.globo.com

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Tendências de Arquitetura do Inversor nos Sistemas Fotovoltaicos Comerciais

---Como o mercado fotovoltaico no Brasil deve crescer, o panorama do inversor fotovoltaico no mercado comercial provavelmente irá evoluir. Esta evolução é decorrente do crescente papel que os inversores têm nos custos de instalação e operação/manutenção dos sistemas fotovoltaicos comerciais.

Como cérebro dos sistemas fotovoltaicos, os inversores são responsáveis pelo monitoramento e gerenciamento da energia produzida; enquanto os inversores representam apenas cerca de 10% do custo do sistema fotovoltaico, eles influenciam cerca de 20% do custo total (inversor, componentes de integração do sistema, mão de obra, etc.), gerenciam 100% da energia produzida e definem os custos de operação e manutenção ao permitir a gestão de ativos do sistema fotovoltaico. Por este motivo, há uma tendência crescente na migração dos inversores de string para tecnologia de Eletrônica de Potência a Nível de Módulo (MLPE, na sigla em inglês) nos sistemas fotovoltaicos comerciais.

Os inversores centrais foram o padrão para os sistemas comerciais na década passada. A razão fundamental desta tendência foi a economia de escala que permitiu a redução do custo por watt para grandes inversores e, portanto, reduzindo o custo inicial de um sistema fotovoltaico comercial. Porém, como a indústria evoluiu, as desvantagens dos inversores centrais tornaram-se mais aparentes: inversores centrais requerem maior uso do solo; também requerem caros contratos de manutenção, que só pode ser prestada por equipe especializada, o que leva a altos custos de operação e manutenção.

Além disso, o não funcionamento de um inversor central geralmente significa inatividade de uma grande quantidade de módulos fotovoltaicos, o que provoca grande perda de faturamento de uma usina. Estas desvantagens, juntamente com a redução do custo por watt dos inversores de string, levou à transição para a arquitetura descentralizada nos sistemas comerciais que utiliza múltiplos inversores de string ao invés de inversores centrais.

De acordo com a empresa de pesquisa IHS, a participação de mercado dos inversores de string para instalações comerciais abaixo de 5MW cresceu de 76% em 2017 para 82% em 2018, enquanto a participação de mercado dos inversores centrais caiu de 24% para 18% no mesmo período.

Os principais motivos dessa tendência são: facilidade de operação e manutenção; substituição menos complexa (requer menos funcionários no local e não requer mão de obra especializada); maior período de atividade do sistema sistema fotovoltaico e menor uso do solo. Um benefício adicional dos inversores de string, em relação aos inversores centrais, é que eles fornecem múltiplos MPPTs e monitoramento em alta resolução; mas ainda há espaço para aperfeiçoamento.

Por estas razões, a arquitetura descentralizada está ganhando cada vez mais espaço no mercado; porém, a topologia dos inversores de string convencionais, que é utilizada na maioria das instalações comerciais, ainda tem um número significativo de desvantagens. Em sistemas comerciais que utilizam os inversores de string convencionais a saída de energia é limitada devido ao mismatch dos módulos. Como os módulos são conectados em série, normalmente eles não operam no seu ponto de máxima potência e, portanto, há perdas de energia.

Esta topologia também possui limitações de projeto (por exemplo: as strings precisam ser do mesmo comprimento, usarem o mesmo tipo de módulos e estarem posicionadas na mesma inclinação/orientação). As condições de instalação mais comuns, especialmente em sistemas fotovoltaicos instalados em telhados, levam a desperdício de espaço ou duplicidade de gastos desnecessários com insumos. Outras desvantagens dizem respeito à segurança e falta de insight na produção do módulo e solução remota dos problemas.

Para atender os padrões de segurança ou exigências do seguro, pode requerer a instalação de equipamentos de alto custo. A falta de monitoramento a nível módulo e resolução remota dos problemas, não apenas pode resultar na diminuição de receita devido à redução do tempo de atividade do sistema, mas também aumentar os custos de operação e manutenção.

Por estas desvantagens, a mesma tendência que está mudando o layout do mercado comercial para inversores de string continua a avançar em direção à otimização a nível de módulo. A eletrônica de potência a nível de módulo oferece maior produção de energia, não apenas por eliminar perdas de energia devido ao mismatch dos módulos, mas também por permitir melhor aproveitamento do telhado e a instalação de mais módulos por não haver restrições de design.

Além disso, a tecnologia MLPE oferece manutenção aprimorada e resolução remota dos problemas o que reduz os custos de operação e manutenção durante a vida útil do sistema fotovoltaico e aprimoramento dos recursos de gestão de ativos, através da redução do número de visitas e do tempo gasto no local para diagnosticas os problemas. Inerente à tecnologia MLPE está a sua habilidade de reduzir os riscos de segurança para bombeiros, instaladores e equipe de manutenção através do desligamento da alta tensão CC a nível de módulo.

Apesar de a tecnologia MLPE ter crescido no mercado comercial, ainda há espaço para mais crescimento. As soluções com a tecnologia MLPE oferecem aos investidores e aos proprietários dos sistemas faturamento potencialmente maior durante a vida útil do sistema, porque possibilita maior rendimento financeiro do sistema fotovoltaico, além da capacidade de blindar seus ativos contra variáveis inesperadas que poderiam resultar em baixo rendimento devido ao mismatch a nível módulo. Lembrando que a tecnologia MLPE reduz tanto os custos de instalação quanto os custos de operação e manutenção durante a vida útil do sistema.

O mais importante é que, com o maior faturamento e a redução dos custos operacionais, a eletrônica de potência a nível de módulo, como a Solução de Inversor Otimizado SolarEdge, oferece mais valor agregado durante a vida útil do sistema fotovoltaico para ‘EPCistas’, integradores/instaladores e para o proprietário do sistema fotovoltaico.

FONTE – portalsolar.com.br

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Energia solar é investimento de mais de 25 anos em economia na conta de luz

energia solar

Entre todas as despesas mensais de uma casa ou empresa no Brasil, sem dúvida alguma a conta de luz é a que ficou mais cara para o orçamento dos brasileiros nos últimos anos.

Segundo a pesquisa realizada pelo Instituto Ilumina, entre 1995 a 2017, a inflação energética residencial acumulada no país foi de 499%. Já a comercial subiu impressionantes 823%.

Ambas ficaram muito acima da inflação oficial do país, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acumulado no mesmo período, que foi de 299%.

Mas, foi no final de 2012 e em meio a essa crise do setor elétrico que uma solução tecnológica com mais de 25 anos de vida útil começou a se espalhar pelo Brasil: os sistemas fotovoltaicos conectados à rede.

Compostos pelas placas solares e demais equipamentos do kit de energia solar, esses sistemas transformam a luz do sol em energia elétrica e podem suprir todo o consumo de uma casa ou empresa, garantindo uma economia de até 95% na conta de luz.

Para isso, os sistemas operam em conjunto com a rede da distribuidora e utilizam as regras do segmento de geração distribuída criado naquele ano pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) através de sua Resolução Normativa 482, que criou o sistema de créditos energéticos.

Neste, toda energia gerada em excesso pelo sistema é injetada na rede elétrica e emprestada à distribuidora, que a devolve ao consumidor na forma de créditos usados por ele para abater do que consumiu da rede nos períodos em que seu sistema não está gerando, ou seja, à noite.

Desde então, o número de conexões não parou de crescer no país, impulsionado pela queda dos custos da tecnologia e a oferta de linhas de financiamento de energia solar, sendo hoje mais de 86 mil estabelecimentos no Brasil com geração solar própria.

Assim como o sol em quase todo o território nacional, a expansão da energia solar continua forte em todo o país e, segundo as estimativas oficial da ANEEL, deverá se tornar a energia de mais de 886 mil consumidores até o final de 2024.

FONTE – ecodebate.com.br

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Importação de placas fotovoltaicas aquecem mercado brasileiro de energia solar

O mercado de energia solar fotovoltaica apresenta uma trajetória animadora no Brasil. A energia é a atualmente a sétima fonte mais representativa na matriz energética brasileira, segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Aboslar). A mesma entidade projeta um crescimento de até 44% ao ano na capacidade instalada de energia solar no Brasil.

Estimativas como estas estão puxando a importação de placas fotovoltaicas de países como China e Alemanha através da Allog, empresa especializada em logística internacional. Carlos Souza, gerente da divisão de cargas projetos da Allog, explica que as projeções de crescimento do setor são compatíveis com o volume de produto a ser importado. “Os importadores estão voltando os olhos para importação do setor de energia renovável”, destaca.

As placas que chegam ao país são distribuídas para todas as regiões do país. De forma geral, as placas que chegam ao país desembarcam nos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR), de onde são distribuídas para o mercado comprador do país. Elas são transportadas em contêineres de 40 pés, sendo considerada uma carga que os armadores (donos de navios) gostam de trabalhar. Conforme Carlos, as placas fotovoltaicas são movimentadas pela Allog desde meados de 2017, o que coloca a empresa no mercado internacional deste tipo de produto.

SAIBA MAIS

De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, a partir de dados oficiais, hoje já são mais de 2.000 megawatts (MW) em usinas de geração centralizada solar fotovoltaica em operação no Brasil. O número representa mais de R$ 10 bilhões em investimentos privados atraídos ao País desde 2014, que viabilizaram a geração de mais de 50 mil novos empregos locais qualificados pelo setor nas regiões onde os projetos foram implantados.

As usinas em operação geram energia elétrica limpa e renovável suficiente para suprir um consumo equivalente à necessidade de mais de 3 milhões de brasileiros. Adicionalmente, há mais de 1.500 MW em novos projetos em fase de desenvolvimento e construção, com início de operação prevista para até 2022.

FONTE – terra.com.br

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Renováveis vão responder por 50% da eletricidade global até 2050

Mudança prevista para próximas décadas será acompanhada por aumento de 62% da demanda e grandes investimentos

Painéis solares na Alemanha. Foto: Alex Kraus/Bloomberg  Placas solares na Alemanha: Europa lidera a transição para as energias renováveis, que devem fornecer 92% da eletricidade da região até 2050 (Alex Kraus/Bloomberg)

energia renovável vai responder por quase metade da eletricidade mundial até 2050 com a contínua redução dos custos de fontes eólicas, solar e de armazenamento de energia por bateria.

A grande mudança prevista para as próximas três décadas será acompanhada por um aumento de 62% da demanda por eletricidade e investimentos de US$ 13,3 trilhões em novos projetos, segundo relatório divulgado na terça-feira pela BloombergNEF.

A redução do uso de combustível fóssil traz grandes implicações para os mercados de energia e para a batalha contra a mudança climática. A fontes eólica, solar e de baterias são as ferramentas para que o setor de energia cumpra a meta de cortes de emissões estabelecida no Acordo de Paris, pelo menos até 2030, segundo a BNEF. Mas, depois disso, os países precisarão de outras tecnologias para fazer reduções mais profundas a um custo razoável, disse Matthias Kimmel, analista que coordenou o relatório.

“Para que as emissões cheguem onde queremos, precisamos de algo mais”, disse Kimmel em entrevista.

Até 2050, a energia solar e eólica deve responder por quase 50% da eletricidade mundial, sendo que os recursos hídricos, nucleares e outros de energia renovável representarão outros 21%, de acordo com a BNEF. O carvão será o grande perdedor: a estimativa é que a participação do combustível na geração global de energia caia dos atuais 37% para 12% em 2050, disse a BNEF.

Outras fontes renováveis podem incluir sistemas geotérmicos, células de combustível e dispositivos que extraem energia das ondas e marés do oceano. Mas não está claro qual delas, ou se alguma, poderia ser implementada em larga escala a custos mais baixos. Outras tecnologias de baixa emissão poderiam ser desenvolvidas até 2030.

A BNEF acredita que muitos países podem reduzir as emissões do setor de energia até 2030, de acordo com as metas estabelecidas em Paris, para limitar o aumento das temperaturas mundiais a 2 graus Celsius. E isso seria possível sem subsídios adicionais.

Desde 2010, o custo da energia eólica caiu 49%, enquanto no segmento de energia solar a queda chegou a 85%, segundo a BNEF. Com isso, essas fontes se tornaram mais baratas do que novas usinas de carvão ou gás em dois terços do mundo. Os custos de armazenamento por bateria, por sua vez, caíram 85% desde 2010.

Europa lidera

A Europa lidera a transição para as energias renováveis, que devem fornecer 92% da eletricidade da região até 2050.

Na China e Índia, que continuam incorporando usinas de carvão às suas redes, as fontes solar e eólica responderão por quase dois terços da energia.

Nos EUA, a energia de fontes renováveis deve responder por apenas 43% do total até 2050, segundo a BNEF.

FONTE – exame.abril.com.br

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Emirados Árabes Unidos inauguram maior fazenda solar do mundo

Instalação tem capacidade de geração de 1,18 GW de energia em sua potência máxima, suficiente para suprir demanda de 90 mil habitantes

Noor Abu Dhabi, maior projeto individual de energia solar do mundo (Foto: Divulgação)NOOR ABU DHABI, MAIOR PROJETO INDIVIDUAL DE ENERGIA SOLAR DO MUNDO (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Os Emirados Árabes Unidos começaram a operar o maior projeto individual de energia solar do mundo. A fazenda solar Noor Abu Dhabi reúne 3,2 milhões de painéis, capazes de captar e distribuir para uso 1,18 GW de energia – o maior projeto dos Estados Unidos, por exemplo, tem capacidade de produção de 569 MW, menos da metade desta nova.

Segundo o divulgado, o projeto pode gerar energia suficiente para 90 mil habitantes, o que pode gerar redução de cerca de um milhão de toneladas métricas de CO2 emitidas na atmosfera. A instalação foi construída a partir de uma joint venture entre o governo de Abu Dhabi e um consórcio que reúne empresas do Japão e da China.

“A conclusão do projeto representa um marco para o nosso plano de aumentar a participação da energia limpa na nossa matriz energética para 50% em 2050, enquanto reduzimos a pegada de carbono da geração de energia em 70%”, destacou Mohammad Hassan Al Suwaidi, chairman da Companhia de Águas e Energia dos Emirados (EWEC), em entrevista ao portal Gulf News.

FONTE – epocanegocios.globo.com

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Unesp de Araraquara desenvolve equipamento que usa luz solar para tratamento de esgoto

Método, que é mais benéfico para o meio ambiente, despertou o interesse de pesquisadores estrangeiros. Estudo é feito em conjunto com a Universidade de Laval, do Canadá.

Um equipamento desenvolvido em uma pesquisa feita pela Unesp de Araraquara (SP) e a Universidade de Laval, em Quebec, no Canadá, permite fazer o tratamento de esgoto doméstico e industrial utilizando a luz solar.

Os pesquisadores construíram um modelo em escala piloto para os testes capaz de gerar energia térmica que pode ser usada nos processos de limpeza de água.

“Nas dimensões que a gente tem hoje ele concentra a luz do sol em 100 vezes. Para o tratamento de esgoto terá que ser maior. Inicialmente, a água do esgoto livre dos sólidos vai passar no reator que vai ser conter o fotocatalisador que será iluminado pela luz do sol e vai sair pura”, explicou o professor do Instituto de Química da Unesp Sidney Ribeiro.

Equipamento desenvolvido pela Unesp de Araraquara utiliza a luz do sol para descontaminar água de esgoto — Foto: Reginaldo dos Santos/EPTVEquipamento desenvolvido pela Unesp de Araraquara utiliza a luz do sol para descontaminar água de esgoto — Foto: Reginaldo dos Santos/EPTV

O fotocatalizador é um líquido que tem a função de ajudar a acelerar o processo de limpeza da água com a presença da luz concentrada e do calor gerado por ela.

Quanto maior a potência da luz, mais rapidamente ocorrem os processos. A energia térmica é concentrada na ponta de um conjunto de fibras ópticas que pode ser transportado com facilidade.

De acordo com o pós-doutorando em química Elias Paiva, o sistema gera energia limpa, o que beneficia o meio ambiente.

“Em geral nós utilizamos fontes artificiais que são bastante caras, por exemplo, lâmpadas de xenônio, de mercúrio para viabilizar a aplicação desse processo. Além de desenvolver novos materiais como membranas e filtros, nós utilizamos energia coletada do sol coletada para que esse processo seja muito mais rápido”, explicou.

Interesse estrangeiro

Equipamento da Unesp de Araraquara armazena luz solar e transforma em energia usada na purificação de água — Foto: Reginaldo dos Santos/EPTVEquipamento da Unesp de Araraquara armazena luz solar e transforma em energia usada na purificação de água — Foto: Reginaldo dos Santos/EPTV

A pesquisa é desenvolvida há dois anos e já atraiu a atenção de pesquisadores de outros países. O professor de química Sajjad Ullah saiu do Paquistão para conhecer a tecnologia que está sendo desenvolvida em Araraquara.

“Eu trabalho com membranas fotocatalíticas para filtragem e limpeza da água, só que esses processos geralmente são lentos e a ideia é usar essas membranas para o tratamento da água em fluxo para isso é preciso ser mais mais rápido e isso só é possível utilizando uma luz solar mais concentrada”, afirmou.

Equipamento da Unesp de Araraquara usa luz do sol para purificação de água. — Foto: Reginaldo dos Santos/EPTVEquipamento da Unesp de Araraquara usa luz do sol para purificação de água. — Foto: Reginaldo dos Santos/EPTV

Agora, os pesquisadores estão trabalhando para diminuir o custo do equipamento e buscando parceiros para colocar o projeto em prática.

“A ideia é conseguir baratear o custo desse equipamento com tecnologia nacional fazendo com que a gente possa levar um equipamento desses para diversos lugares, sejam industriais ou regiões remotas do país onde tenha bastante sol, para conseguir purificar água ou mesmo melhorar e baratear processos industriais com energia do sol que é limpa”, afirmou o professor do Instituto de Química da Unesp Marcelo Nalin.

FONTE – g1.globo.com

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China domina o renascimento da energia solar concentrada

“Concentrando as usinas de energia solar (CSP)”, explica a Associação de Indústrias de Energia Solar, “use espelhos para concentrar a energia do sol para impulsionar turbinas a vapor tradicionais ou motores que geram eletricidade. A energia térmica concentrada em uma usina CSP pode ser armazenada e usada para produzir eletricidade quando é necessária, dia ou noite. ”Apesar de toda a promessa da tecnologia promovida pela SEIA, no entanto, as usinas CSP praticamente desapareceram dos Estados Unidos. Estados.

A SEIA continua dizendo que, “Hoje, cerca de 1.815 megawatts (MWac) de usinas CSP estão em operação nos Estados Unidos.” Esse número empalidece, em comparação, no entanto, com o que está acontecendo com a energia solar concentrada em todo o mundo. Embora o CSP esteja relativamente estagnado nos Estados Unidos, está pronto para voltar e já está se recuperando globalmente. A capacidade global de CSP em todo o mundo cresceu 11% no ano passado, liderada principalmente pela Espanha e pelo Marrocos. O CSP está prestes a se colocar de volta no mapa energético mundial de maneira grandiosa – e por uma boa razão.

“Uma análise recente dos custos de geração de energia da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA)”,  relata Greentech Media , “revelou que o CSP caiu mais caro no ano passado do que qualquer outra tecnologia renovável. Ela declinou 26% ano a ano, o dobro da taxa observada na energia eólica terrestre e na energia fotovoltaica, e caiu 46% desde 2010. ”

A queda repentina e extrema no custo de CSP levou a um verdadeiro renascimento da tecnologia anteriormente obscura, permitindo que se tornasse competitiva com as tecnologias solares fotovoltaicas mais tradicionais. Embora a IRENA tenha apostado na queda dos preços de CSP, ressaltando que as baixas taxas atuais podem ser insustentáveis, já que não há um grande número de projetos de CSP em andamento no futuro imediato, há esperança de que a tecnologia seja mais amplamente adotada com pressa.

Na verdade, a Greentech continua dizendo que “a implantação de CSP deverá aumentar na China este ano, tornando improvável uma recuperação dos custos globais médios. Em vez disso, a IRENA prevê que os custos médios da CSP continuarão a cair até 2020, atingindo entre US $ 60 e US $ 100 por megawatt-hora, ou aproximadamente o mesmo nível da eólica offshore.

A IRENA e a Greentech não são as únicas organizações que prevêem um grande ano e um grande retorno para a energia solar concentrada em todo o mundo. A empresa de inteligência de mercado Visiongain divulgou recentemente um relatório maciço de 155 páginas sobre o assunto, chamado Relatório de Mercado de Energia Solar Concentrada (CSP) 2019-2029 , que descobriu que o mercado global de CSP atingirá US $ 37,3 este ano. O relatório detalha: “A demanda por CSP deverá aumentar nos próximos anos devido a regulamentações governamentais de apoio a energia renovável e ao crescente consumo de eletricidade. Espanha, EUA, África do Sul e Índia são os principais países para a demanda de CSP. ”

Liderando a acusação, já existe um grande projeto CSP liderado por espanhóis em Dubai. Apropriado para uma cidade cheia das mais altas e maiores maravilhas do mundo, a empresa espanhola Refractaris está envolvida na construção da torre solar mais alta do mundo. “Com uma altura de 260 metros e capaz de gerar 100 megawatts, relata a fonte de notícias de energia renovável espanhola Reve ,“ o projeto de energia solar deverá estar totalmente operacional até o final de 2020 ”.

Enquanto a Espanha e os EUA permanecem no topo dos gráficos de capacidade de CSP, este ranking pode ser de curta duração. Uma grande parte do motivo pelo qual a CSP se tornou tão acessível é o súbito envolvimento da China em vários níveis da cadeia de fornecimento da CSP, tanto de forma independente quanto em parceria com vários projetos do Oriente Médio. O mercado de CSP da China está se expandindo a um ritmo sério e, com o aparente interesse de estar envolvido em todos os níveis, podemos esperar que a China domine os mercados de CSP em um futuro muito próximo.

FONTE – opetroleo.com.br