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Três matérias que você deveria ter visto em agosto

Santander amplia crédito para energia solar e vê desembolso de R$ 1,8 Bi até 2021

O Santander Brasil passará a oferecer a clientes em sua rede de agências uma linha de financiamento para sistemas de energia solar de pequeno e médio porte, voltados à instalação em residências, comércio, indústria ou agronegócio, o que o banco espera que impulsione um crescimento agressivo dos negócios no setor, disseram executivos nesta terça-feira.

Painéis solares em Vila Nova do Amana, no Estado do Amazonas, Brasil 22/09/2015 REUTERS/Bruno Kelly

Painéis solares em Vila Nova do Amana, no Estado do Amazonas, Brasil 22/09/2015 REUTERS/Bruno Kelly

Foto: Reuters

Com o movimento, que envolve também uma redução dos juros nas operações, o Santander espera sair de uma carteira atual de 100 milhões de reais em financiamentos para essas instalações solares para alcançar desembolsos acumulados de 1,8 bilhão de reais em 2021.

O superintendente-executivo de Segmentos do Santander, Geraldo Rodrigues Neto, disse que o banco espera ampliar sua participação no mercado de financiamentos à geração solar distribuída para 16 por cento até 2021, contra 11 por cento atualmente.

“Hoje já somos o maior financiador e queremos nos tornar ainda mais relevantes com essa oferta. É um segmento que a gente acredita que vai crescer de forma exponencial, e considerando que o mercado cresce muito, a gente vai ter que crescer num ritmo mais acelerado que o mercado (para ampliar a participação)”, disse ele a jornalistas durante o anúncio da nova linha.

Essas pequenas instalações de energia solar, geralmente em telhados, possibilitam que os clientes abatam da conta de energia o equivalente à sua produção própria, em um desconto que ao longo do tempo permite um retorno do investimento no sistema.

Esse investimento inicial fica entre 17 mil e 45 mil reais para pessoas físicas, a depender do sistema, enquanto empresas geralmente aplicam entre 50 mil e 200 mil reais, embora alguns projetos possam ser bem maiores.

Isso permite que o aporte no sistema seja recuperado em geral em prazos de cerca de quatro a sete anos, segundo o Santander.

Mas a redução nas taxas de juros, que chegam agora a 0,97 por cento ao mês, contra a partir de 1,69 por cento ao mês anteriormente, podem permitir que as parcelas do financiamento de um sistema em alguns casos se paguem com o desconto obtido na conta de luz pelo cliente.

“Depende muito da região em que você está, mas em alguns casos, com esse atrativo da taxa de juros, você equaliza ou praticamente equaliza a parcela com o desconto obtido”, disse a superintendente-executiva de Sustentabilidade do Santander, Karine Bueno.

FONTE – terra.com.br

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Brasil alcança marca histórica de 250 mw de potência, em energia solar fotovoltaica

250 mw - Foto divulgação

O Brasil acaba de atingir o registro histórico de 250 megawatts (MW) de potência de energia solar fotovoltaica com instalações de sistemas de microgeração e minigeração compartilhada em locais como: casas, empresas, comércios, prédios públicos e até mesmo em zonas rurais. A informação foi transmitida pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR).

Uma análise desenvolvida pela ABSOLAR mostrou que a energia solar fotovoltaica, ou seja, a transformação direta de raios solares em energia elétrica renovável, sustentável e limpa, está na liderança do segmento de microgeração e minigeração compartilhada, com mais de 99,3% das instalações do País.

Na publicação da ABSOLAR, também foram divulgados dados que mostram os números de sistemas instalados, sendo, no topo da lista: (77,4%) representado por clientes residenciais. Logo em seguida, (16%) por empresas dos setores de comércio e serviços, (3,2%) clientes rurais, (2,4%) indústrias, (0,8%) poder público e outros tipos, como serviços públicos (0,2%) e iluminação pública (0,03%).

Os consumidores dos setores de comércio e serviços comandam o uso da energia solar fotovoltaica, em potência, com 42,8% das instalações no País, seguido por clientes residenciais (39,1%), indústrias (8,1%), clientes rurais (5,6%), poder público (3,7%) e outros tipos, como serviços públicos (0,6%). De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, o Brasil possui, até o momento, 27.803 sistemas solares ligados à rede. Com isso, a fonte solar leva economia e sustentabilidade ambiental a 32.924 consumidores, totalizando mais de R$ 1,9 bilhões em aplicações desde o ano de 2012, distribuídos por todo o território do Brasil.

Pesquisas apontam 10 estados brasileiros com as maiores potências instaladas: 1º Minas Gerais – 35.499,60 kW; 2º Ceará – 20.619,47 kW; 3º Rio Grande do Sul – 19.285,79 kW; 4º São Paulo – 16.845,69 kW; 5º Rio de Janeiro – 12.680,80 kW; 6º Santa Catarina – 9.895,65 kW; 7º Paraná – 8.363,13 kW; 8º Mato Grosso – 6.855,06 kW; 9º Pernambuco – 4.539,57 kW; 10º Goiás – 3.938,30 kW.

No início deste ano, foi divulgado que o Brasil superou a marca registrada de 1 gigawatt de potência máxima instalada em geração de energia solar. A partir deste fato, o Brasil passou a fazer parte do grupo dos 30 principais países que mais utilizam a energia solar fotovoltaica em sua matriz energética. O Brasil vem crescendo muito em comparação aos outros países em desenvolvimento e investimento de energia solar.

Até junho de 2018, dados mostraram que o setor de energia solar no Brasil possuía 30.686 sistemas fotovoltaicos instalados que, junto às usinas solares, totalizavam 1,5 GW de capacidade instalada. As estatísticas da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) estimam que até o ano de 2024 mais de 1 milhão de consumidores devem passar a gerar a própria energia.

O projeto da ANEEL para um futuro próximo é ter um crescimento de 800% no número de novas conexões de geração distribuída, somando todas as fontes renováveis de energia, como a solar, biomassa, eólica e hidráulica. Para saber mais sobre energia solar, financiamento para energia solar, placa solar e painel solar, acesse o Portal Solar.

FONTE – exame.abril.com

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Energia solar já é usada por mais de 30 mil residências e empresas do país

Instalação de placas solares tem aumentado. Setor de pequenas indústrias foi um dos primeiros a investir em usinas geradoras de energia fotovoltaica.

Veja o vídeo

30 mil resid - Foto Reprodução G1Mais de 30 mil casas e empresas brasileiras produzem toda a energia de que precisam. Elas usam placas solares.

Uma fábrica de roupas em Salvador gastava R$ 3.500 por mês com energia elétrica, um peso no orçamento. Desde que a empresa passou a gerar a própria energia com painéis solares, esse custo despencou para R$ 70, que é a taxa mínima de consumo em Salvador. Em quatro anos, o investimento de R$ 150 mil no sistema foi recuperado.

“A fábrica se torna mais competitiva, visto que a gente tem um custo menor com relação ao concorrente. Então, naturalmente vale a pena”, diz o dono da fábrica, Hari Hartman.

As pequenas indústrias foram um dos primeiros setores a investir na geração própria de energia com luz solar no Brasil. Hoje, vários outros segmentos estão buscando essa autossuficiência.

Um colégio particular de Salvador começou o ano letivo de 2018 sem depender mais do fornecimento externo: agora 126 painéis solares agora produzem toda a energia de que a escola precisa. Iluminação, ar-condicionado das salas, bebedouros. Tudo que antes gerava um gasto de R$ 3.200 por mês, praticamente não dá mais despesas.

O Brasil tem hoje mais de 30 mil usinas geradoras de energia fotovoltaica, como são chamadas essas empresas, escolas e casas que usam energia solar e estão interligadas às redes.

O consultor em eficiência energética Pablo Miranda diz que o investimento, que é de, no mínimo, R$ 10 mil para residências e R$ 50 mil para pequenas empresas, compensa porque o consumidor se livra das variações nas tarifas de energia e os equipamentos têm vida longa: “Nós temos uma garantia de produção aí, na maioria das placas, de 25 anos. Daqui a 25 anos, se as placas não estiverem gerando pelo menos 80% do que você contratou agora, você está garantido”.

O empresário Pedro Rocha decidiu instalar o sistema na casa dele não só para economizar na conta de luz: “Como é um investimento alto, às vezes você tem aquela dúvida: vou investir agora? Não vou, tenho outras necessidades. E aí vem a parte ambiental, que te dá aquele maior incentivo para fazer o investimento”.

FONTE – g1.globo.com