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Unicamp inaugura primeira usina de energia solar

Este laboratório vivo permitirá, além da geração de energia solar, a avaliação do uso de diferentes módulos fotovoltaicos

Este laboratório vivo permitirá, além da geração de energia solar, a avaliação do uso de diferentes módulos (Foto: Antoninho Perri/Unicamp)

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) inaugurou a primeira usina fotovoltaica – energia solar, no campus de Barão Geraldo. A cerimônia foi na última quinta-feira (11).

Além de proporcionar economia no consumo de eletricidade, os painéis solares passarão a integrar o “laboratório vivo”, onde são desenvolvidas outras ações visando à eficiência energética e, no caso da usina, envolvendo pesquisa, treinamento e formação de técnicos e especialistas em geração de energia fotovoltaica.

“As plantas fotovoltaicas instaladas no campus estão em diferentes telhados, com diferentes orientações e inclinações, diferentes tipos de painéis e diferentes tipos de inversores, o que vai trazer uma riqueza imensa de dados para a nossa pesquisa sobre o tema”, explica Luiz Carlos Pereira da Silva, professor da FEEC e coordenador do programa Campus Sustentável.

Este laboratório vivo permitirá, além da geração de energia solar, a avaliação do uso de diferentes módulos fotovoltaicos; estudos de solarimetria, modelagem de radiação solar, modelagem de módulos e metodologias de simulação energética e avaliação do desempenho dos sistemas; criação de um simulador computacional para a avaliação do desempenho de sistemas fotovoltaicos, tendo como laboratório de validação os sistemas de mini-geração implantados no campus; e desenvolvimento de um equipamento traçador de curvas IV (características de cada módulo) para testes de comissionamento de sistemas e usinas solares, sendo a pesquisa coordenada pelo professor Marcelo Villalva, da FEEC.

“Também colocamos sistemas em solo, para que professores e estudantes tenham contato direto com essas tecnologias em aulas práticas. Há ainda uma planta educacional no Museu Exploratório de Ciências, que impactará as crianças que visitam aquele espaço e poderão receber informações básicas sobre geração de energia solar fotovoltaica”, continuou.

Estima-se que os seis pontos de geração solar fotovoltaica levem a uma economia de 2% no consumo de eletricidade, sendo que Luiz Carlos Pereira da Silva não deixa de considerar a possibilidade, mesmo que em longo prazo, de implantar painéis em todos os prédios do campus.

(Com informações da assessoria de imprensa)

FONTE – acidadeon.com