Alternativa às placas solares, telha fotovoltaica brasileira pode ser solução em padrão estético e economia para residências

Atecnologia, aliada às boas ideias, pode trazer excelentes resultados em benefício da sustentabilidade. Prova disso é a novidade que uma empresa gaúcha, especializada em injetados plásticos para diversos setores da indústria e comércio, acaba de lançar: a primeira telha fotovoltaica do Brasil, chamada de Green Tile.

Países como a Alemanha, Estados Unidos, China, Itália e Japão já utilizam a tecnologia fotovoltaica em larga escala, há bastante tempo. No Brasil existe um potencial gigantesco, em razão dos dias ensolarados que ocorrem o ano inteiro. Cada vez mais, os estudos e investimentos nessa área estão aumentando e hoje sabemos que, além da vantagem econômica, de até 95% na conta de luz, sua produção não gera resíduos que causem danos à natureza. Pode-se ainda considerar a energia solar como renovável, pois é uma fonte natural, limpa e que está sempre disponível.

E foi em uma viagem a um desses países que surgiu a ideia da Green Tile. O Gerente de Projetos da Forte Plásticos, empresa que desenvolveu a telha, Gustavo Disegna, foi para a China em 2013 visitar a maior feira de negócios do mundo, a Canton Fair. Na ocasião, ele aproveitou para conhecer cidades como Beijing, Guangzou e Hong Kong, e ficou admirado com o seu desenvolvimento nas áreas de led e energia fotovoltaica.

Voltando ao Brasil, ele se aprofundou no assunto, e começou a idealizar um produto que integrasse a geração de energia e a casa, de forma harmônica e inteligente: nascia a Green Tile, uma telha fotovoltaica que reúne todos esses atributos. Sabendo dos desafios que estavam por vir, como por exemplo, um mercado pouco conhecido no Brasil, ou o alto investimento financeiro relacionado à conclusão de testes necessários para assegurar a eficiência e garantia do produto, a empresa decide aguardar e amadurecer o projeto antes de lançá-lo.

Simultaneamente, as pesquisas e o acompanhamento do mercado fotovoltaico brasileiro e mundial continuaram, e em 2015, o projeto Green Tile foi inscrito em um edital de inovação do SENAI, e após duas tentativas, em 2017, foi contemplado com alta pontuação, para poder desenvolver seu produto em parceria com a instituição. Desde então, a Forte vem desenvolvendo a primeira telha fotovoltaica do Brasil, que foi lançada na 22º Construsul – Feira Internacional da Construção, em Porto Alegre, no mês de agosto, uma das maiores feiras do setor da arquitetura e construção civil do país. A empresa Forte lança a Green Tile como seu produto tecnológico mais importante e inovador, e dentro da sua linha Fortenergy, busca ampliar o leque de soluções dentro do conceito da utilização de energia fotovoltaica, aliando tecnologia e sustentabilidade.

Foto: Fernando Verch/Green Tile / DINO

Diferenciais da telha fotovoltaica Green Tile

A Green Tile é uma telha que possui um sistema fotovoltaico integrado, o que significa que ela é capaz de gerar eletricidade por meio da transformação da luz solar em energia elétrica. Diferente das tradicionais placas solares e de outras telhas fotovoltaicas, a Green Tile valoriza a estética do imóvel, pois tem o mesmo tamanho de uma telha plana de concreto, porém, com uma estrutura plástica altamente resistente, se encaixando perfeitamente ao telhado. É possível mesclar as telhas convencionais com a Green Tile, sem prejudicar o padrão da construção, fazendo com que o telhado tenha dupla função, a cobertura e geração de energia.

A instalação da Green Tile é descomplicada e faz com que o imóvel seja valorizado ao longo dos anos. Ela está disponível em duas apresentações: em um fundo branco, onde o seu sistema fica mais aparente, e em fundo preto, deixando a cobertura mais discreta, onde praticamente não se percebe a diferença dela para uma telha convencional. A Green Tile pode zerar a conta de energia elétrica, e garante uma eficiência em geração de energia de 80% em até 25 anos, sua potência nominal é de 15wp e a tensão máxima (Vpm) de 2,5v, além disso, sua eficiência de exposição chega a 16%. Tecnologia brasileira, desenvolvida no Rio Grande do Sul.

FONTE – terra.com.br

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