Projeto de navegabilidade para o Rio Capibaribe com barco movido a energia solar é apresentado no Recife

Apresentação de projeto para transportar passageiros pelo rio que corta a capital pernambucana foi realizada nesta quarta-feira (27) pelo Ministério da Ciência e Tecnologia.

Um projeto para recuperar o Rio Capibaribe e utilizá-lo para o transporte de passageiros foi apresentado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia no Recife, nesta quarta-feira (27). Chamado de Citinova, prevê a implantação de tecnologia nas duas margens do rio, ao longo de um quilômetro de extensão. Assista o vídeo aqui

O projeto conta com investimentos do Fundo Global para o Meio Ambiente e deve receber R$ 28 milhões em quatro anos, repassados por países desenvolvidos.

A navegabilidade do Capibaribe havia sido prometida para a Copa do Mundo de 2014 e o destravamento do processo na Caixa Econômica Federal era uma das promessas de campanha de Paulo Câmara (PSB) em 2014.

A ideia é que, a partir do segundo semestre de 2021, um barco movido a energia solar passe a ligar o Rio Capibaribe entre o Parque do Caiara, no bairro do Cordeiro, na Zona Oeste do Recife, até o Poço da Panela, na Zona Norte da cidade.

A embarcação deve ser capaz de transportar entre 20 e 25 pessoas por vez. Segundo o diretor nacional do projeto Citinova, Guilherme Wiedan, o barco solar não emite nenhum tipo de poluente.

Rio Capibaribe corta o Recife — Foto: Reprodução/TV GloboRio Capibaribe corta o Recife — Foto: Reprodução/TV Globo

“Vamos ter o carregamento de bateria feita com energia solar. Essa é uma tecnologia que nós estamos testando, vai gerar muitas informações importantes esse piloto. Para além da tecnologia, a gente vai testar quais são os modelos de governança de uma solução como essa, se vai ser público, se vai ser privado, se vai ser uma parceria”, afirma.

Outra inovação prevista no projeto é um jardim filtrante, tecnologia francesa que usa plantas para tratar a água poluída despejada pelo 14 grandes canais que deságuam no Rio Capibaribe. De acordo com a coordenadora do projeto, Isadora Freire, estão previstas várias intervenções na cidade.

“Teremos áreas de espera, bicicletário, estação de bicicleta compartilhada, vai ter um deck flutuante para o rio, uma janela para o rio, vai ter ciclovia, vai ter calçada”, diz.

Segundo o juiz Breno Duarte, aliar a vida urbana à natureza é essencial. “Essa forma de compatibilizar a vida urbana com o patrimônio natural que existe e que é importantíssimo para a cidade, fazendo com que as pessoas possam compatibilizar o que a cidade nos oferece, desafogar o trânsito, além de melhorar a natureza, melhorar a qualidade de vida das pessoas”, declara.

FONTE – g1.globo.com

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