Posts

Principais empresas de energia solar de Taiwan se unem para competir contra a concorrência da China

Antes da fusão de três dos principais fabricantes de painéis solares de Taiwan este mês, a sobrevivência de todos os três estava em questão. A Neo Solar Power Corp, a Gintech Energy Corp. e a Solartech Energy Corp. tornaram-se oficialmente uma empresa em 1º de outubro, após um ano de planejamento. Eles organizaram um acordo de troca de ações, para ouvir os analistas dizerem, porque eles perderam dinheiro para concorrentes de grande escala na China sem muita esperança de uma recuperação do contrário.

“Isso significa que o ambiente drástico da indústria forçou as empresas a mudar seu modelo tradicional de negócios que foca na fabricação de células”, disse Wang  Meng-chieh, pesquisador do Instituto de Pesquisa de Tecnologia Industrial de Taiwan.

A nova firma, que ficará sob a estrutura corporativa da New Solar Power, verá uma ex-empresa, a Gintech, fornecer  suprimentos a montante, enquanto os outros fazem diferentes tipos de painéis. Nomeada United Renewable Energy Co., ela pode competir com os pares chineses “aumentando a capacidade de fabricação” e acelerar a comercialização de novos produtos ao fundir a expertise tecnológica, diz Wang.

“Anteriormente, eles estavam pulando por aqui e ali”, diz Chiang Hao-hsien, secretário-geral da Associação da Indústria Fotovoltaica de Taiwan, com 110 membros. “Eles esperam que com essa fusão eles possam se tornar um quebra-cabeça completo”.

Separadamente, os três estavam competindo em uma indústria que perdeu dinheiro globalmente nos últimos cinco a seis anos, diz Chiang. As perdas em Taiwan decorrem do uso mais lento do que o esperado de energia solar  em alguns mercados – apesar do governo dos EUA prever que a fonte de energia aumentará de 50 bilhões de kilowatts em 2015 para 400 bilhões até 2040 – e da concorrência formidável da China.

FONTE – opetroleo.com.br

Entrevista: Investimento chinês no setor de energia solar no Brasil é muito importante, diz líder do setor

O investimento chinês é muito importante para o florescente setor de energia solar do Brasil, segundo um líder do setor.

A indústria brasileira de energia solar fotovoltaica pode servir como um trampolim para as empresas chinesas que querem se expandir na América Latina, disse Rodrigo Sauaia, CEO da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSolar).

O que torna a indústria de energia solar do Brasil atraente é que ela está pronta para crescer com um plano de expansão de agora até 2030, disse ele.

O objetivo é gerar cerca de 30 gigawatts (GW) de energia do Sol, um alvo que exigirá 12 anos de investimentos substanciais no campo, disse Sauaia à Xinhua em seu escritório em São Paulo.

No ano passado, a indústria gerou 1,1 GW, e este ano deve gerar 2,4 GW, o suficiente para abastecer 1 milhão de residências de classe média.

“O investimento chinês em energia solar fotovoltaica é muito importante para o desenvolvimento de projetos e fabricação, porque a China é um modelo e o Brasil tem muito a aprender sobre o setor”, disse Sauaia.

Hoje, pelo menos 20 empresas chinesas estão operando no segmento solar do Brasil, onde têm todas as condições para se transformarem no padrão da indústria na América Latina, disse Sauaia.

A energia solar fotovoltaica atualmente representa apenas 1% da produção de energia renovável do Brasil, enquanto as usinas hidrelétricas fornecem 60%, enquanto as usinas eólicas geram 7,5%.

“Para nós esta é uma figura muito interessante, porque a cena de energia solar fotovoltaica vai mudar em poucos anos”, disse ele.

Uma típica casa brasileira que faz a mudança com a instalação de painéis solares no telhado começará a ver os benefícios de custo após quatro a sete anos, estima Sauaia.

Mas a economia será substancial, com as contas de energia caindo para 80%, disse ele.

Nove em cada dez brasileiros querem abastecer suas casas com energia renovável e energia solar fotovoltaica, disse Sauaia, citando uma pesquisa feita pela empresa de pesquisas brasileira IBOPE Intelligence.

FONTE – opetroleo.com.br

Investimento chinês no setor de energia solar no Brasil é muito importante, diz líder do setor

O investimento chinês é muito importante para o florescente setor de energia solar do Brasil, segundo um líder do setor.

A indústria brasileira de energia solar fotovoltaica pode servir como um trampolim para as empresas chinesas que querem se expandir na América Latina, disse Rodrigo Sauaia, CEO da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSolar).

O que torna a indústria de energia solar do Brasil atraente é que ela está pronta para crescer com um plano de expansão de agora até 2030, disse ele.

O objetivo é gerar cerca de 30 gigawatts (GW) de energia do Sol, um alvo que exigirá 12 anos de investimentos substanciais no campo, disse Sauaia à Xinhua em seu escritório em São Paulo.

No ano passado, a indústria gerou 1,1 GW, e este ano deve gerar 2,4 GW, o suficiente para abastecer 1 milhão de residências de classe média.

“O investimento chinês em energia solar fotovoltaica é muito importante para o desenvolvimento de projetos e fabricação, porque a China é um modelo e o Brasil tem muito a aprender sobre o setor”, disse Sauaia.

Hoje, pelo menos 20 empresas chinesas estão operando no segmento solar do Brasil, onde têm todas as condições para se transformarem no padrão da indústria na América Latina, disse Sauaia.

A energia solar fotovoltaica atualmente representa apenas 1% da produção de energia renovável do Brasil, enquanto as usinas hidrelétricas fornecem 60%, enquanto as usinas eólicas geram 7,5%.

“Para nós esta é uma figura muito interessante, porque a cena de energia solar fotovoltaica vai mudar em poucos anos”, disse ele.

Uma típica casa brasileira que faz a mudança com a instalação de painéis solares no telhado começará a ver os benefícios de custo após quatro a sete anos, estima Sauaia.

Mas a economia será substancial, com as contas de energia caindo para 80%, disse ele.

Nove em cada dez brasileiros querem abastecer suas casas com energia renovável e energia solar fotovoltaica, disse Sauaia, citando uma pesquisa feita pela empresa de pesquisas brasileira IBOPE Intelligence.

FONTE – opetroleo.com.br

Arquitectura eco amigable Estadio 100% energía solar en China Taiwán

La manera más contundente  de meter un golazo a la contaminación es elminando las fuentes que la generan.  Eso es lo que están haciendo en Taiwán en muchas de sus construcciones.

Energía Limpia XXI.- Un estadio solar puede ser algo más que un enorme edificio donde se practican deportes. En China-Taiwán un gigantesco estadio en forma de dragón es el deleite de atletas y el paradigma de ecologistas. La enorme edificación es alimentada por miles de paneles que aprovechan la energía solar Los estadios contemporáneos no son solo infraestructuras colosales dedicadas al deporte sino ejercicios creativos que promueven la energía renovable y el desarrollo sostenible, ejemplo de esto es el Estadio Nacional de Kaoshing se ha convertido una maravilla arquitectónica, pero tamb1én en un modelo de sostenibilidad global.

Un reporte de Energía Limpia XXI destaca que el estadio no sólo tiene una extraordinaria estética verde, sino que también funciona al 100% con energía solar. Las escamas que forman el cuerpo del dragón son en realidad 8.844 paneles solares que iluminarán la totalidad del campo.

Aún hay más. Este sofisticado estadio tiene un diseño eco amigable contempla, además de un techo solar de 14.155 m2 capaz de iluminar 3.300 luces en el estadio y 2 pantallas jumbo que se encienden por completo en sólo 6 minutos, pavimentación permeable y el uso de materiales locales para evitar gastos de logística que además son reutilizables. Además, la construcción abarca unas 19 hectáreas pero 7 de ellas se han destinado para el desarrollo de áreas verdes públicas con senderos para bicicletas, parques e incluso una estanque ecológico.

El terreno es enorme y seguro había otras plantas antes de iniciar la construcción, lo que hicieron los diseñadores del estadio fue trasplantar toda la vegetación antes de preparar el terreno de la obra. Este coloso asiático al parecer no se le ha escapado ningún detalle verde ni mucho menos el rendimiento de los paneles solares. El sistema de energía solar estará disponible al 100% ya que cuando no se utilice para iluminar el estadio, estará alimentando la red de electricidad local.

Cabe destacar que con esta acción se cubrirá casi el 100% del requerimiento energético de las zonas vecinas, lo que evitará que se liberen a la atmósfera 660 toneladas de carbono a año. La fuerza del dragón se hace notar, sin duda este estadio podrá representar la fuerza de la naturaleza y el universo.

FONTE – energialimpiaparatodos.com

China quer se tornar próxima potência de energia limpa

Em 2017, país investiu mais de US$ 126 bilhões em usinas e parques renováveis; na última década, aportes subiram

Os chineses têm buscado solucionar o desafio de continuar crescendo e ao mesmo tempo diminuir as emissões de gases poluentes. Pelos próximos dois anos, o país tem a ambição de gerar 100 gigawatts de energia solar, uma quantidade suficiente para iluminar mais de 30 milhões de residências. Até 2030, a energia produzida por fontes renováveis na China deve atingir 20% do total – contra os atuais 13%.

ctv-pzs-solar2Parque de energia solar no nordeste da China, que investe em fontes renováveis (Foto: Jason Lee/ Reuters)

A China tem a expectativa de se tornar a próxima superpotência de energia limpa. O país já é o maior investidor mundial de energia renovável, tendo feito um aporte de US$ 126,6 bilhões (cerca de R$ 488,1 bilhões, em valores atuais) no setor no ano passado, uma alta de 30% em relação ao ano anterior.

Na comparação com o resto do mundo, os projetos chineses dominaram a expansão global da capacidade de geração renovável ao longo de 2017, que somou 157 gigawatts em novas usinas ao redor do mundo, mais que o dobro do crescimento dos combustíveis fósseis, mostrou um relatório feito com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU).

Desse total, 98 gigawatts em capacidade solar foi adicionado ao redor do mundo em 2017, com a China contribuindo com mais de metade desse acréscimo de capacidade de produção, ou 53 gigawatts.

Sinal de alerta. O distanciamento dos chineses de fontes poluentes de energia, como o carvão e outros combustíveis fósseis, fazem parte de um esforço para a diminuição da emissão de gases poluentes. E esse movimento em direção a fontes limpas é relativamente recentes, se acelerando na última década. Nos anos recentes, o país viu brotar um grande número de parques de energia solar.

De acordo com um estudo de 2016, comandado por pesquisadores chineses e americanos, a queima de carvão foi o principal indutor de mortes relacionadas à poluição do ar na China em 2013, causando cerca de 366 mil mortes prematuras no país.

No ano passado, foi inaugurada em Datong, no norte da China, uma estação de energia solar diferente: as placas de captação de energia formam o desenho de um panda, animal que é um dos símbolos do país.

No entanto, ainda que fabricantes de equipamentos do setor tenham elevado a produção nos últimos dois anos, conforme os governos apoiaram centenas de projetos para atingir metas de energia limpa, a indústria agora pode estar sofrendo com um excesso de capacidade.

O rápido crescimento do setor de energia solar foi impulsionado, sobretudo, por generosos subsídios estatais. Mas o país tem buscado mudar as formas de incentivo e o crescimento do parque de usinas solares deve sofrer uma desaceleração este ano na comparação com o ano passado.

Na avaliação do vice-presidente do Conselho da Associação Fotovoltaica da China, Wang Bohua, a capacidade instalada em geração de energia solar na China deve aumentar cerca de 40 gigawatts em 2018, contra os 53 gigawatts de crescimento registrado em 2017.

FONTE – economia.estadao.com.br

Mercado de energia solar da China vê queda em capacidade nova

(Bloomberg) — A China, país que mais investe em energia limpa, provavelmente registrará um declínio nas adições de capacidade de energia solar pela primeira vez em quatro anos em meio à redução de novas autorizações em algumas regiões e à busca por um uso melhor da capacidade já instalada.

A nova capacidade solar adicionada não passará de 40 gigawatts neste ano após um recorde de instalações de 53 gigawatts no ano passado, disse Sun Xingping, presidente da GCL New Energy Holdings, uma unidade da maior fabricante de lâminas (wafers) de painéis solares do mundo, em entrevista, em Xangai, citando projetos em fase de planejamento. Essa será a primeira queda anual em instalações de energia solar na China desde 2014, segundo dados compilados pela Bloomberg New Energy Finance.

Empresas e autoridades chinesas têm corrido para ampliar a geração de eletricidade verde em meio ao esforço para limpar o céu poluído do país. Apesar de a capacidade solar do país ter disparado, suas usinas sofrem o contingenciamento mais severo do mundo, situação em que as usinas ficam ociosas porque o acesso à rede é restrito. Em resposta, o governo está reduzindo novas autorizações em regiões com capacidade ociosa, incluindo a Mongólia Interior.

A projeção da Sun é compatível com a visão da CECEP Solar Energy e da Associação da Indústria Fotovoltaica da China.

“O mercado não pode continuar crescendo a esse ritmo para sempre”, disse Wang Bohua, secretário-geral da associação, acrescentando que as novas instalações deste ano terão 30 a 45 gigawatts de capacidade. O presidente da CECEP, Zhang Huixue, disse que a capacidade instalada desacelerará em 2018 sem oferecer uma estimativa.

A expansão agressiva de capacidade e as disputas comerciais com a Índia e os EUA sugerem que o mercado de energia solar upstream da China pode estar a caminho de um excedente significativo a partir de 2018, afirmou a Daiwa Capital Markets Hong Kong no mês passado. As instalações solares domésticas podem cair para 45 gigawatts neste ano, disseram os analistas.

FONTE – economia.uol.com.br

Chinesa Spic quer ampliar participação em energia

Depois de vencer no ano passado o leilão da Hidrelétrica de São Simão, por R$ 7,2 bilhões, a chinesa Spic Pacific Hydro está de olho em novos negócios nas áreas de geração de energia elétrica no Brasil. A empresa, que começou a operar a usina na semana passada, planeja expandir sua atuação no País por meio de aquisições e projetos greenfield (que ainda terão de ser construídos) de hidrelétricas, eólicas e parques solares.

A presidente da Spic, Adriana Waltrick, afirma que o Brasil foi eleito pelo grupo como uma das prioridades de investimentos no setor elétrico. “Até 2020, a empresa planeja ampliar a geração de energia em 30 gigawatt (GW) no mundo, e o Brasil será uma das prioridades.” A companhia chinesa tem uma capacidade instalada de 140 GW – equivalente a 83% da matriz elétrica brasileira.

No radar do grupo no País, estão ativos de peso – e problemáticos -, como a Hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira. Fontes afirmam que, desde o ano passado, a companhia negocia com a Cemig e com a Odebrecht a compra das participações, mas as negociações enfrentam uma série de entraves por causa de divergências com acionistas – leia-se governo de Minas. Questionada sobre o negócio, Adriana disse que não fala de processos de fusões e aquisições, mas que a empresa está avaliando várias opções no mercado.

“O Brasil tem uma série de oportunidades, é um mercado dinâmico. Mas não há pressa (para fechar os negócios)”, diz a executiva. Além de aquisições, a Spic deve inscrever três projetos eólicos, com capacidade de 260 MW, no próximo leilão de geração a ser realizado no segundo semestre. Esses empreendimentos ficam próximos de outros dois parques, de 58 MW, da empresa no Nordeste. Na área solar, a expectativa é estrear apenas no ano que vem. “No mundo, o grupo tem 9 GW de capacidade em energia solar. Por aqui, vamos começar agora.”

Aumento de capacidade

Enquanto avalia a compra de ativos e projetos para desenvolver, a chinesa começa a estudar alternativas para melhorar e ampliar a operação em São Simão – hidrelétrica que era administrada pela Cemig e foi arrematada no ano passado em leilão. Adriana diz que em 60 dias devem sair as primeiras conclusões sobre um estudo que está sendo desenvolvido para avaliar as possibilidades de repotenciação da hidrelétrica e modernização da usina, de 1.710 MW.

Segundo a executiva, a estrutura onde a hidrelétrica já está localizada permite que quatro novas turbinas sejam instaladas ao lado das seis atuais, ampliando a capacidade da usina. Mas a viabilidade técnica e econômica dessa expansão só será conhecida após a conclusão dos estudos. Além disso, diz Adriana, para aumentar a produção do empreendimento é preciso autorização do poder público e alterações no contrato de concessão. A modernização, por outro lado, é mais simples de ser colocada em prática e permitirá ganhos de eficiência e produção. Ao vencer a licitação de São Simão, a Spic virou a 7.ª maior geradora privada do País. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

FONTE – istoe.com.br

Aumento de 53GW em energia solar na China impulsionou o investimento global em energia limpa em 2017

Um crescimento extraordinário nas instalações fotovoltaicas fez de 2017 um ano recorde para a China em termos de investimento em energia limpa. Esse boom ofuscou as mudanças ocorridas em outros países, como o salto nos investimentos na Austrália e México e a queda nos investimentos no Japão, Reino Unido e Alemanha.

Segundo os números anuais da Bloomberg New Energy Finance (BNEF), baseados em sua base de dados de projetos e contratos, os investimentos mundiais em energia renovável e tecnologias inteligentes de energia atingiram US$ 333,5 bilhões no ano passado, um aumento de 3% em relação aos números revisados de 2016, US$ 324,6 bilhões, e apenas 7% inferior ao recorde histórico de US$ 360,3 bilhões registrado em 2015.

Jon Moore, diretor executivo da BNEF, diz: “O total de 2017 é ainda mais notável se considerarmos que os custos de capital da tecnologia líder – a solar – continuam em queda acentuada. No ano passado, os custos por megawatt dos sistemas fotovoltaicos de grande escala foram 25% menores em relação aos de dois anos atrás”.

Mundialmente, os investimentos em energia solar somaram US$ 160,8 bilhões em 2017, 18% a mais em relação ao ano anterior mesmo com as reduções de custo. Pouco mais da metade desse total, US$ 86,5 bilhões, foi gasto na China. Esse montante é 58% superior ao de 2016, com uma capacidade instalada adicionada de geração de energia fotovoltaica de 53GW em 2017, contra os 30GW em 2016.

Justin Wu, diretor da BNEF na Ásia-Pacífico, diz: “Em 2017, a China aumentou sua capacidade instalada em cerca de 20GW além do previsto. Isso aconteceu por duas razões principais: primeiro, apesar do crescente uso de subsídios pelos desenvolvedores e do aumento da energia não injetada na rede (curtailment), as autoridades reguladoras chinesas – pressionadas pela indústria – agiram com lentidão para inibir a construção de projetos de larga escala fora das quotas alocadas pelo governo. Os desenvolvedores desses projetos acreditam que receberão algum subsídio futuramente”.

“Em segundo lugar, o custo da energia solar continua caindo na China, e cresce o número de projetos em telhados, parques industriais e outros locais para geração distribuída – sistemas não limitados por quotas governamentais. Grandes consumidores de energia na China estão instalando painéis solares para suprir sua própria demanda, com subsídio mínimo”.

Investimento por país

No total, a China investiu US$ 132,6 bilhões em tecnologias de energia limpa, montante que representa um salto de 24% e um novo recorde. O segundo país que mais investiu foi os EUA, com US$ 56,9 bilhões, montante 1% superior ao de 2016, não obstante a menor simpatia demonstrada pela administração Trump em relação às fontes de energia renovável.

Financiamentos de grandes projetos eólicos e solares resultaram em um investimento de US$ 9 bilhões na Austrália, alta de 150%, e de US$ 6,2 bilhões no México, alta de 516%. Por outro lado, o Japão viu seus investimentos caírem 16% em 2017, para US$ 23,4 bilhões.

Na Alemanha, os investimentos caíram 26%, para US$ 14,6 bilhões; no Reino Unido, os investimentos caíram 56% devido a mudanças na política de apoio, totalizando US$ 10,3 bilhões. No total, a Europa investiu US$ 57,4 bilhões, representando uma queda de 26% em relação ao ano anterior.

A seguir, os investimentos totais de 2017 dos países que investiram pelo menos US$ 1 bilhão em energia limpa:

· Índia US$ 11 bilhões, queda de 20% em relação a 2016

· Brasil US$ 6,2 bilhões, alta de 10%

· França US$ 5 bilhões, alta de 15%

· Suécia US$ 4 bilhões, alta de 109%

· Holanda US$ 3,5 bilhões, alta de 30%

· Canadá US$ 3,3 bilhões, alta de 45%

· Coreia do Sul US$ 2,9 bilhões, alta de 14%

· Egito US$ 2,6 bilhões, alta de 495%

· Itália US$ 2,5 bilhões, alta de 15%

· Turquia US$ 2,3 bilhões, alta de 8%

· Emirados Árabes Unidos, US$ 2,2 bilhões, um montante 23 vezes maior

· Noruega US$ 2 bilhões, queda de 12%

· Argentina US$ 1,8 bilhão, alta de 777%

· Suíça US$ 1,7 bilhão, queda de 10%

· Chile US$ 1,5 bilhão, alta de 55%

· Áustria US$ 1,2 bilhão, alta de 4%

· Espanha US$ 1,1 bilhão, alta de 36%

· Taiwan US$ 1 bilhão, queda de 6%

· Indonésia US$ 1 bilhão, alta de 71%

 

Investimento por setor

Como mencionado, o setor de energia solar saiu na frente, atraindo US$ 160,8 bilhões – o equivalente a 48% de todo o investimento mundial em energia limpa. Os dois maiores projetos solares aprovados no ano passado estão nos Emirados Árabes Unidos: a planta de 1,2GW de Marubeni JinkoSolar e Adwea Sweihan, um investimento de US$ 899 milhões, e a instalação de 800MW de Sheikh Mohammed Bin Rashid Al Maktoum III, estimada em US$ 968 milhões.

O segundo setor que mais recebeu investimentos em 2017 foi o eólico, com US$ 107,2 bilhões. Esse montante representa queda de 12% em relação aos níveis de 2016, mesmo com um número recorde de projetos financiados onshore e offshore. No segmento onshore, a American Electric Power afirmou que apoiaria o projeto Oklahoma Wind Catcher de 2GW nos EUA, um investimento de US$ 2,9 bilhões, sem a transmissão.

No segmento offshore, a Ørsted afirmou ter chegado à ‘decisão final de investimento’ em relação ao projeto Hornsea 2 de 1.4GW no Mar do Norte do Reino Unido, estimado em US$ 4,8 bilhões. Além disso, houve o financiamento de 13 projetos eólicos offshore chineses no ano passado, com capacidade total de 3,7GW e investimento estimado de US$ 10,8 bilhões.

O terceiro setor que mais recebeu investimentos foi o de tecnologias inteligentes de energia, onde o financiamento de ativos de medidores inteligentes e armazenamento de bateria e o levantamento de capital por empresas especializadas em redes inteligentes, eficiência, armazenamento e veículos elétricos somaram US$ 48,8 bilhões em 2017, alta de 7% em relação ao ano anterior e o maior montante da história.

Os demais setores ficaram bem para trás – o investimento foi de US$ 4,7 bilhões no setor de geração de energia com biomassa e resíduos, queda de 36%, e de US$ 2 bilhões no de biocombustíveis, queda de 3%; no de pequenas centrais hidrelétricas, os investimentos foram de US$ 3,4 bilhões, queda de 14%; nos serviços de baixo carbono, US$ 4,8 bilhões, queda de 4%; no setor de energia geotérmica, US$ 1,6 bilhão, queda de 34%, e no de energia marinha, US$ 156 milhões, queda de 14%.

O total dos investimentos em energia limpa exclui projetos hidrelétricos de mais de 50MW. Entretanto, para efeito de comparação, as decisões finais de investimento em grandes projetos hidrelétricos devem ter somado entre US$ 40 e 50 bilhões em 2017.

Estimativas preliminares da BNEF indicam que uma capacidade de geração de energia limpa recorde de 160GW (excluindo grandes hidrelétricas) entraram em operação em 2017, com a energia solar fornecendo 98GW desse montante, a eólica, 56GW; a energia de biomassa e resíduos deve responder por 3GW, as pequenas hidrelétricas por 2,7GW, enquanto o setor de energia geotérmica deve gerar 700MW e o de energia de marinha, menos de 10MW.

Investimento por categoria

Desdobrando o investimento total por tipo de contrato, vemos que a categoria dominante, como sempre, foi o financiamento de ativos de projetos de energia renovável de larga escala com mais de 1MW. No total, foram investidos US$ 216,1 bilhões em 2017, uma fração acima do investimento do ano anterior.

Projetos de pequena escala, de menos de 1MW (sistemas solares pequenos) atraíram US$ 49,4 bilhões, alta de 15% – um reflexo, em grande parte, do aumento nas instalações na China.

O levantamento de capital em bolsas internacionais por empresas especializadas em energia limpa totalizou US$ 8,7 bilhões em 2017, caindo 26%. As maiores transações nessa categoria foram uma emissão de ações conversíveis de US$ 978 milhões pela Tesla, fabricante de carros elétricos, e uma venda de ações de US$ 545 milhões pela Guodian Nanjing Automation, empresa chinesa fornecedora de tecnologia para usinas de geração e transmissão.

Os investimentos de capital de risco e capital privado em energia limpa totalizaram US$ 4,1 bilhões em 2017, queda de 38% em relação ao ano anterior, e menor montante desde 2005. Os maiores contratos foram uma rodada de Série A de US$ 400 milhões para a Microvast Power System, fabricante de tecnologia para veículos elétricos da China, e uma rodada de expansão de capital de US$ 155 milhões para a Greenko Energy Holdings, desenvolvedora de projetos eólicos da Índia.

O financiamento de ativos em tecnologia inteligente de energia foi de US$ 21,6 bilhões, alta de 36%, graças ao aumento na instalação de medidores inteligentes e de baterias de íons de lítio para armazenamento de energia.

A pesquisa e o desenvolvimento corporativo de energia limpa subiram 11%, totalizando US$ 22,1 bilhões, e o P&D governamental ficou quase inalterado, totalizando US$ 14,5 bilhões.

image001

Fonte: Bloomberg New Energy Finance.

Observação: Energia limpa abrange energia renovável, exceto grandes hidrelétricas, além de tecnologias inteligentes como eficiência, resposta de demanda, armazenamento e veículos elétricos.

Os números anuais da BNEF para os anos anteriores, revisados nesta rodada, são US$ 61,7 bilhões em 2004, US$ 88 bilhões em 2005, US$ 129,8 bilhões em 2006, US$ 182,2 bilhões em 2007, US$ 205,2 bilhões em 2008, US$ 206,8 bilhões em 2009, US$ 276,1 bilhões em 2010, US$ 324 bilhões em 2011, US$ 290,7 bilhões em 2012, US$ 268,6 bilhões em 2013, US$ 321,3 bilhões em 2014, US$ 360,3 bilhões em 2015, US$ 324,6 bilhões em 2016 e US$ 333,5 bilhões em 2017.

Os números de 2016 refletem uma revisão significativa, resultante da chegada de novos dados de energia solar e eólica da China e de P&D corporativo global.

Aquisições

Todos os números acima são referentes a novos investimentos recebidos pelo setor de energia limpa. A BNEF também mensura as transações que levam o dinheiro a trocar de mão, como a compra e venda de projetos de energia limpa e companhias por organizações, e o refinanciamento de dívidas de projetos existentes.

Esse tipo de transações totalizou US$ 127,9 bilhões em 2017, alta de 4% em relação ao ano anterior, e a maior até hoje. As aquisições e o refinanciamento de projetos de energia renovável subiram 14%, totalizando um montante recorde de US$ 87,2 bilhões, enquanto as fusões e aquisições corporativas envolvendo companhias especializadas em energia limpa caíram 51%, para US$ 17,5 bilhões.

As saídas de investidores do mercado de capital totalizaram US$ 7,4 bilhões, queda de 8%, e as compras de controle acionário por capital privado atingiram uma alta histórica de US$ 15,8 bilhões, crescendo seis vezes em relação ao ano anterior. A maior transação de aquisição do ano foi a compra de uma participação de 51% na norte-americana ‘yieldco’ TerraForm Power pela Brookfield Asset Management por US$ $4,7 bilhões.

Abraham Louw, analista de economia de energia limpa da BNEF, disse: “É notável que o mercado de aquisições no setor de energia limpa tenha superado os US$100 bilhões nos três últimos anos. O fato de os ativos de geração, em particular, estarem em crescente demanda por parte de compradores sinaliza que o setor está amadurecendo.”

Fonte – ambienteenergia.com.br

Nova fábrica da Lego na China terá telhado coberto por placas solares

1-lego-china

Um dos maiores poluentes do mundo, a China, teve um crescimento sustentável bastante significativo nos últimos 20 anos. Em 2015 o país bateu o recorde mundial de energia limpa por instalar 16,5W de energia solar.

Agora o Grupo LEGO, líder mundial em brinquedos de montar, decidiu entrar nessa onda e nos próximos meses vai instalar 20 mil painéis solares no telhado de sua nova fábrica, em Jiaxing. O objetivo é fazer com que essas placas entrem em operação no verão de 2017, produzindo aproximadamente 6 gigawatts por ano, equivalente ao uso de eletricidade de mais de seis mil casas chinesas.

Os painéis instalados serão responsáveis pelo fornecimento de 7% do consumo total de eletricidade do local, se comprado com as fontes convencionais de energia. Esse processo vai colaborar na redução de mais de quatro mil toneladas de CO2 que são lançadas anualmente na atmosfera.

O vice-presidente de Sustentabilidade Ambiental do Grupo LEGO, Tim Brooks, ressaltou em texto publicado no site da empresa: “Queremos reduzir o impacto que temos no planeta ao fabricar nossos produtos. Nossos investimentos em energia eólica renovável e limpa, bem como os painéis solares da fábrica em Jiaxing, são importantes acréscimos às outras iniciativas que já estamos desenvolvendo globalmente para reduzir nosso impacto no meio ambiente.”

Busca por ações amigas do planeta

Esse investimento só fortalece o interesse da empresa em tornar o seu consumo de energia mais sustentável e limpo até 2020. A empresa ainda se comprometeu em investir um bilhão de coroas dinamarquesas na busca de novas alternativas para substituir os materiais plásticos usados para a fabricação de seus brinquedos de montar.

A fábrica ainda conta com outras soluções sustentáveis, com uma iluminação 100% feita de LED, duas vezes maior que o nível de isolamento necessário, placas solares térmicas para gerar água quente nos banheiros, máquinas de moldagem eficientes de última geração, uso de águas da chuva para irrigação e veículos elétricos para transporte no local.

Brooks ressaltou: “Com nosso desejo de deixar um impacto positivo para o mundo e para as gerações futuras, vivemos de acordo com o lema ‘só o melhor é bom o suficiente’, criado pelo fundador do Grupo LEGO, Ole Kirk Kristiansen.”

Ao longo dos últimos três anos a quantidade de energia utilizada para a fabricação de um LEGO foi reduzida em 16% e até o final desse ano eles querem ter uma redução adicional de 2,5%.

 

Fonte – Pensamento Verde

Painéis solares que geram energia das gotas de chuva são desenvolvidos

Chineses desenvolvem painéis solares que geram energia das gotas de chuva

O problema da baixa na produção de energia solar através de painéis fotovoltaicos em períodos de chuva ou tempo nublado pode estar perto de chegar ao fim. Isso porque pesquisadores chineses podem ter encontrado a resposta e produzido painéis solares que também geram energia das gotas de chuva.

placas2

 

 

A novidade utiliza um material chamado grafeno – que é considerado relativamente novo e parece ter propriedades promissoras. De acordo com estudiosos esse material seria capaz, em uma reação química, de separar os sais que estão na água da chuva. Esses sais seriam ainda transformados em íons positivos e negativos, gerando a energia. Os principais componentes utilizados seriam os íons positivos de cálcio, sódio e amônio.

Durante testes preliminares realizados a eficiência de produção da energia foi de apenas 6,53%. No entanto, este é, segundo a mídia especializada, um início promissor para essa tecnologia.

Fonte – Ambiente Energia