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Tecnologia produz energia elétrica de baixo custo para comunidades ribeirinhas da Amazônia

A tecnologia tem o objetivo de tornar acessível a energia elétrica entre comunidades ribeirinhas de reservas ambientais na Amazônia

Energia elétrica o dia inteiro para as atividades aparentemente mais cotidianas, como usar a geladeira ou assistir televisão, é uma realidade distante para muita gente na Amazônia. Longe dos centros urbanos, comunidades ribeirinhas dispõe de poucas horas diárias de eletricidade, alimentadas por geradores movidos a combustível, para dar conta de atividades essenciais. Nessas áreas, onde os sistemas convencionais de distribuição de energia não chegam, a geração de fontes alternativas e locais é uma prioridade.

O Instituto Mamirauá promoveu, junto ao Instituto de Desenvolvimento de Energias Alternativas e da Auto Sustentabilidade (IDEAAS), o “Curso de capacitação de agentes técnicos para a tecnologia Bakana Solar“, na sede do instituto e na comunidade Vista Alegre, da Reserva Amanã, no estado do Amazonas.

Montado apenas com tecnologias de baixo custo e fabricadas no Brasil, o Bakana é um kit capaz de produzir energia solar residencial e enfrentar o problema da exclusão elétrica em regiões afastadas de centros urbanos, como comunidades no Médio Solimões, Amazonas.

O curso é mais uma etapa do programa “Luz para uma vida melhor”, financiado pela Charles Mott Foundation. O projeto, cuja primeira edição aconteceu em 2011, tem como objetivo criar um “arranjo produtivo local” de energia sustentável na Amazônia, capacitando moradores de regiões com difícil acesso à energia elétrica a reproduzirem o equipamento e sua instalação como atividade remunerada na região. A coordenação local do projeto é do Instituto Mamirauá.

Além da capacitação, foram realizados treinamentos para os usuários e o diagnóstico do uso de energia da comunidade. Teve início também a montagem do arranjo produtivo, que vai organizar quem será responsável por cada etapa no momento da comercialização do produto.

Como funciona o sistema

O Bakana Solar é extremamente simples, composto por um painel solar, bateria, controlador de carga, lâmpadas e carregador USB. Depois de instalado, pode fornecer energia para o funcionamento da iluminação de uma casa, de uma lâmpada para espantar morcegos, para a recarga de celulares e aparelhos com entrada USB e ser adaptado para uma televisão 14 polegadas.

Nesta fase do projeto, os kits ainda estão sendo doados para os alunos, mas a ideia é que o valor do aparato vendido não supere o equivalente a poucos meses de gastos com combustíveis para geradores. “É como se o Bakana fosse o gerador, mas elas (as famílias) não precisam pagar o combustível depois, porque o combustível é o Sol.”, explica Ligia Kawata, gestora ambiental do IDEAAS. “O combustível é algo que consome muito a renda das famílias aqui”, afirma.

Maria do Socorro, 57, vice-presidente da comunidade Santo Estevão, na Reserva Amanã, afirma que a energia solar poderia ajudar os comunitários a pouparem o dinheiro gasto com energia. “Porque hoje a gente usa o motor à gasolina e gasta muito, no preço que está. A diesel favorece um pouco, mas sempre o preço é alto (…) acho que a energia solar vai favorecer em alguns gastos que a gente faz”, disse.

“Como a ideia era capacitar agentes técnicos, trouxemos pessoas que fossem de dentro das comunidades, para dar também uma significância às unidades de conservação, que estão distantes dos centros urbanos, do acesso à energia convencional. “, conta Dávila Corrêa, coordenadora do Programa Qualidade de Vida do Instituto Mamirauá.

O IDEAAS, que trabalha com modelos de acesso à energia há mais de 20 anos, foi o responsável pela transferência da tecnologia do Bakana. O projeto “Luz para uma vida melhor” começou com a instalação de 20 kits nas Ilhas de Belém, no Pará.

Agora, nesta nova fase, o curso de capacitação recebeu representantes da Associação dos Moradores e Usuários da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá – Antonio Martins (AMURMAM), da Central das Associações dos Moradores e Usuários da Reserva Amanã (Camura), da Associação de Produtores/as Agroextrativistas da Flona de Tefé e Entorno (Apafe) e do Distrito Sanitário Especial Indígena do Médio Rio Solimões e Afluentes (Dsei/Tefé).

FONTE – portalamazonia.com

Cresce a preocupação dos brasileiros com as tarifas de energia elétrica

Segundo o Ibope, saltou de 67% para 83% o número dos brasileiros que consideram a conta de luz cara nos últimos cinco anos

Oitenta e três por cento dos brasileiros consideram as tarifas de energia caras ou muito caras no Brasil, um salto de 16% nessa percepção nos últimos cinco anos. O resultado é fruto da pesquisa Ibope realizada este ano sob encomenda da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel).

O mesmo levantamento revela que 69% dos brasileiros querem a portabilidade da conta de luz, do mesmo modo como ocorre no setor de telefonia. Se tivessem a possibilidade de escolher o fornecedor de energia elétrica, nada menos do que 61% dos consumidores migrariam imediatamente as suas contas para outras empresas.

Atualmente, apenas grandes indústrias e comércios podem optar pelo mercado livre de energia, que, juntas, obtiveram uma redução média de 23% nas contas de luz nos últimos 15 anos. A atual regulamentação prevê que somente empresas com consumo acima de 500 kW são elegíveis, um universo limitado a cerca de 15 mil negócios no Brasil. “A pesquisa do Ibope mostra claramente que os cidadãos querem ter direito aos mesmos benefícios das grandes empresas”, explica Reginaldo Medeiros, presidente da Abraceel.

O projeto de lei de reforma do setor elétrico, PL 1917/15, prevê uma abertura para os consumidores residenciais somente em 2028. Mesmo a totalidade das empresas do Grupo A, de alta tensão, composto por 182 mil pequenas e médias indústrias e estabelecimentos comerciais do Brasil, somente em 2026 seria contemplado. Um estudo da Abraceel mostra que inexistiria impacto para as distribuidoras e para os contratos vigentes se o benefício fosse adiantado para 2021. “Com a atual crise, seria o momento do setor produtivo dar um salto em sua competitividade”, afirma Medeiros.

Os brasileiros consideram o preço como o principal motivo para a troca do fornecedor de energia elétrica, com 67% das menções. Em segundo lugar, com 17% das respostas, surge a questão da qualidade do serviço e, em terceiro lugar, com 12%, aparece o desejo de utilizar fontes limpas, tais como energia eólica e solar.

O desejo de produzir energia elétrica na própria casa também apresentou um grande aumento nos últimos cinco anos. Saltou de 77% em 2014 para 89% neste ano, nada menos do que 12 pontos percentuais. Os consumidores estariam dispostos a investir em painéis solares ou geradores eólicos, entre outras fontes renováveis, ainda que apenas 1% tenha respondido que efetivamente utiliza algo do tipo em suas residências.

Para ter acesso à pesquisa na íntegra, basta consultar o site www.queroenergialivre.com.br, onde o cidadão pode obter mais informações sobre a ideia, verificar o quanto poderia economizar ao participar do Ambiente de Comercialização Livre (ACL) e assinar um manifesto de apoio à tese.

Fonte: Asscom Abraceel

Matéria retirada do site – jmonline.com.br

Projeto de Picarelli prevê escolas públicas com sistemas de energia solar e captação de água

A medida gera economia para o Estado com a redução dos gastos com energia elétrica, diz o autor do projeto“A medida gera economia para o Estado com a redução dos gastos com energia elétrica”, diz o autor do projeto

O deputado estadual Maurício Picarelli (PSDB) apresentou nesta quarta-feira (4) um Projeto de Lei que propõe a utilização de sistemas de captação de energia solar e de armazenamento de águas da chuva nas escolas e outros prédios públicos que forem construídos pelo Governo do Estado.

A medida gera economia para o Estado com a redução dos gastos com energia elétrica. A iniciativa de Picarelli altera duas Leis, também de sua autoria, que orienta o governo a construir moradias populares com sistemas de captação de luz solar, reservatórios térmicos, aquecimento auxiliar, interligações hidráulicas por circulação natural e sistemas de reaproveitamento de água das chuvas.

O Projeto de Lei prevê que em toda obra e reforma dos edifícios públicos deverão ser instalados os métodos de captação de energia solar e de coleta, armazenamento e utilização de águas das chuvas. “A proposta também contém a previsão, conforme disponibilidade financeira do Estado, da instalação gradativa desses sistemas e métodos em todos os prédios que abrigam órgãos públicos. São várias as vantagens, entre elas, a economia e proteção ao meio ambiente”, afirmou Picarelli.

A proposta foi apresentada após uma reunião do deputado com professores do Instituto de Física da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Foram apresentadas pesquisas na área de energia e as vantagens de substituir o sistema tradicional pelo de energia solar nas escolas e outros prédios públicos.

FONTE – acritica.net

Mobilidade elétrica e energia solar fotovoltaica

Rodrigo Sauaia, presidente Executivo da Absolar; Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da Absolar; e Adalberto Maluf, diretor da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE) e Diretor de Marketing, Sustentabilidade e Novos Negócios da BYD Brasil

A mobilidade elétrica se tornou a maior tendência mundial da indústria automotiva e governos lideram essa agenda, ao promoverem projetos com veículos elétricos no transporte público, com o objetivo de reduzir custos, ruídos, poluentes e de contribuir para a melhoria da qualidade de vida nos centros urbanos.

São muitas as vantagens para os consumidores. A energia elétrica é significativamente mais econômica e competitiva que os combustíveis fósseis. Enquanto a eficiência energética de um carro elétrico supera os 80%, carros a combustão não ultrapassam os 20%. Assim, a maior parte da energia é diretamente convertida em movimento, reduzindo perdas. Outra vantagem importante: carros elétricos possuem menos peças e têm menores custos de manutenção que veículos a combustão.

Não por acaso, as vendas de veículos elétricos e híbridos plug-in saltaram de cerca de 22 mil (2009) para cerca de 750 mil (2016), um aumento de 133% ao ano. Somente em 2017, foram vendidos mais de 1 milhão de carros elétricos no mundo. O gráfico abaixo mostra este robusto crescimento em diferentes países e regiões do planeta.

Na China, maior mercado global de veículos a combustão, os veículos elétricos já representam 3% do mercado. Para 2018, o governo quer atingir 8% de elétricos no mercado do país.

Em países escandinavos, já nos primeiros meses de 2018, os elétricos detêm uma fatia superior a 30% de market share. A Agência Internacional de Energia (AIE) estima que, em 2030, cerca de 30% de todos os veículos vendidos no mundo serão elétricos. O forte aumento da demanda acelerará a queda dos preços destes veículos, tornando-os mais atrativos do que os tradicionais veículos a combustão.

As cidades chinesas começam a liderar essa agenda. Shenzhen, a capital das novas tecnologias da China, com 12 milhões de habitantes, surpreendeu o mundo ao anunciar que, ao final de 2017, havia transformado 100% da frota de ônibus da cidade em ônibus elétricos, com um total de 16.359 unidades. Além dos ônibus, toda a frota de veículos da polícia e dos correios da cidade, além de 12.518 táxis, são elétricos, um exemplo para o país e o mundo.

Na Europa, o processo se intensificou após o recente anúncio de medidas coordenadas de diferentes governos, para reduzir impostos e taxas, promover a infraestrutura de recarga, disponibilizar incentivos financeiros e proibir a venda de veículos a diesel num horizonte de médio prazo, entre outras.

Durante a COP21, Paris liderou a assinatura de medidas para promover energias renováveis e mobilidade elétrica em conjunto com 1.000 cidades do mundo. Paris, Milão, Oslo e Londres são exemplos: criaram zonas de baixa emissão nas cidades; estipularam metas de penetração entre 80% e 100% para frotas elétricas no transporte público até 2030; anunciaram incentivos financeiros para fomentar o setor, como a redução ou isenção das taxas de propriedade (IPVA), de circulação (pedágios), de estacionamentos; estabeleceram redução de impostos e subsídios diretos; entre outras medidas.

Alinhadas com esta tendência, as montadoras trabalham para liderar a transição: as principais fabricantes globais definiram data limite para que seus lançamentos sejam elétricos ou híbridos plug-in.

A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) acompanha de perto este avanço, acreditando na sinergia positiva entre a geração de energia limpa e renovável e a mobilidade elétrica sustentável. Em consonância com esta tendência global e nacional, o aumento da frota de veículos elétricos contribuirá, também, para a ampliação do uso da energia solar fotovoltaica, fonte renovável, limpa e sustentável que pode ser utilizada para recarregar os veículos elétricos diretamente em coberturas, telhados e fachadas de estacionamentos, garagens, residências, comércios, indústrias, edifícios públicos e propriedades rurais.

De forma ainda tímida, o Brasil começa a se inserir neste cenário global e algumas cidades e estados brasileiros estão tomando a dianteira para acelerar o desenvolvimento dos veículos elétricos sustentáveis. São Paulo, por exemplo, deverá lançar, em breve, sua primeira frota de ônibus elétricos, abastecidos por energia elétrica produzida pela fonte solar fotovoltaica. Boa notícia para os paulistanos, mas e o restante do País?

Desse modo, para que o Brasil avance de forma mais robusta e estruturada rumo ao futuro, cada vez mais próximo, da mobilidade elétrica competitiva e sustentável, movida a energia solar fotovoltaica, é preciso que o Governo Federal assuma o seu papel de planejador e desenvolvedor deste setor e não deixe esta oportunidade única escapar.

A exemplo da China e dos países e cidades europeias, que já demonstraram seu compromisso com esta transformação positiva da mobilidade, o Brasil precisa construir uma estratégia robusta para promover um ambiente de negócios favorável ao crescimento dos veículos elétricos. Precisamos de políticas, programas, metas e incentivos que estimulem e catalisem o mercado, em linha com os interesses e anseios da população brasileira, cada vez mais preocupada com economia, praticidade e sustentabilidade.

FONTE – portogente.com.br

Projeto aprovado na CI incentiva implantação de redes elétricas inteligentes

Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) realiza reunião com 10 itens na pauta. Entre eles, o PLS 356/2017 que incentiva a modernização das instalações do serviço público de distribuição de energia elétrica. À mesa, presidente da CI, senador Eduardo Braga (MDB-AM). Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O consumidor poderá ter informações em tempo real do seu consumo de energia, da tarifa e da qualidade do serviço. Também terá maior facilidade para gerar sua própria energia e utilizar a rede elétrica como um acumulador para uso posterior. Essa são algumas das possibilidades trazidas pelas redes elétricas inteligentes. Projeto aprovado nesta terça-feira (12) pela Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) incentiva a modernização das instalações do serviço público de distribuição de energia elétrica com a implantação dessa nova arquitetura de redes elétricas (PLS 356/2017).

Já em funcionamento em alguns países, as redes elétricas inteligentes, também conhecidas como smart grids, são automatizadas com medidores de qualidade e de consumo de energia em tempo real. A inteligência também é aplicada no combate à ineficiência energética, evitando a perda de energia ao longo da transmissão. O modelo traz vantagens ainda para as distribuidoras, que poderão economizar com a possibilidade de fazer manutenção de forma remota.

Na justificativa da proposta, o autor do texto, senador Eduardo Braga (MDB-AM), observou que todos ganham com a adoção dessa tecnologia, capaz de proporcionar ao consumidor informações sobre o seu consumo, aumentar a transparência na distribuição de energia elétrica, bem como aperfeiçoar o processo de decisão do consumidor em relação à sua demanda por energia. Ele observou também os impactos positivos na eficiência energética e no meio ambiente.

Co-geração

Na reunião desta terça na CI, Braga destacou ainda que as redes elétricas inteligentes são necessárias para que o consumidor possa distribuir eventual excedente de energia que ele produza no seu imóvel.

— Se nós tivermos redes inteligentes, o consumidor poderá sempre que for de seu interesse se tornar um co-gerador na microgeração distribuída seja de energia solar, seja de energia eólica, seja de energia à gás, para que possamos substituir muitas vezes a vinda de energia que estamos trazendo de cada vez mais longe. Quanto mais perto do ponto de carga estiver essa energia e quanto mais limpa, melhor para o país e para o setor elétrico — disse o senador.

O relator do projeto, senador Acir Gurgacz (PDT-RO), recomendou a aprovação do texto ao afirmar que é preciso romper a inércia por que o setor elétrico brasileiro passa em relação à adoção dessa importante tecnologia.

— O PLS proposto pelo senador Eduardo Braga tem o mérito de dar condições mais sustentáveis para a expansão das redes inteligentes, de modo que o Brasil possa ter, em pouco tempo, condições para fazer essa atualização tecnológica em larga escala — apontou.

A proposta, que já foi aprovada pela Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC), segue para decisão final da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT).

FONTE – 12.senado.leg.br

Ministério da Integração quer energia solar para reduzir custos da transposição do São Francisco

Projetos de irrigação ao longo do rio também poderão ser contemplados

O Ministério da Integração Nacional quer utilizar a energia solar para baratear os custos da transposição do rio São Francisco. De acordo com o ministro Antônio de Pádua, os custos com energia são da ordem de mais de R$ 40 milhões por mês, representando quase 80% da fase de operação. A obra vai levar água a 12 milhões de brasileiros, em 400 cidades e nos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. A expectativa é que até setembro os estudos de viabilização já estejam concluídos. “Já estamos em alguns estudos avançando e temos certeza que vamos encontrar a melhor solução para esse propósito de diminuir os custos”, disse Pádua, que participou de abertura da terceira edição do Brasil Solar Power, realizado nesta terça-feira, 12 de junho, no Rio de Janeiro.

Segundo o ministro, a grande faixa de extensão do projeto facilita o uso de energia solar na região. A transposição do rio São Francisco é a maior obra hídrica do país no momento, com 477 quilômetros somando todos os eixos e 200 metros de faixa de domínio. Ainda não há uma estimativa do montante de energia que poderá ser utilizado. Os estudos estão sendo feitos pela equipe técnica do ministério e a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica é parceira, além do ministério de Minas e Energia. A fonte solar deverá ser usada na operação de canais e no forebay de barragens. “Vemos o projeto com muitos bons olhos e é uma prioridade nossa”, revelou o ministro. A transposição está com 96,4% de avanço operacional nos seus dois eixos, sendo 95% no eixo norte e o eixo leste já está com 100%.

Transposição do rio vai beneficiar 12 milhões de pessoas

O ministro também sinalizou a intenção de usar a fonte solar em projetos de irrigação ao longo do rio São Francisco. A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba registra altos gastos com energia nessa atividade. “Queremos implantar energia solar nos perímetros irrigados e deixar em prática já nessa gestão”, avisa. O ministério também começa a avaliar a viabilidade do uso da fonte em outras obras para reduzir custos de modo que até o fim do ano algum projeto já esteja contemplado.

FONTE – canalenergia.com.br

PTI E Energias Renováveis: Fontes Limpas Para Um Desenvolvimento Sustentável

A fim de garantir a preservação dos recursos naturais, o Parque aposta em pequisas e aplicações de fontes que tenham pouco ou nenhum impacto direto sobre o meio ambiente
Instalado nos antigos alojamentos dos operários que construíram a maior hidrelétrica do mundo, o Parque Tecnológico Itaipu (PTI) aposta em pesquisas e aplicações de fontes que tenham pouco ou nenhum impacto direto sobre o meio ambiente a fim de garantir a preservação dos recursos naturais. Essas fontes são complementares à hidráulica, como nos casos das energias solar e eólica, assim como biogás e hidrogênio.
Por meio do Centro Internacional de Hidroinformática (CIH), o PTI teve um papel importante na elaboração do Atlas de Energia Solar do Estado do Paraná. Além do documento, fruto de um intenso trabalho de pesquisa e coleta de dados, o projeto resultou em um sistema online (www.atlassolarparana.com), que permite que qualquer cidadão paranaense possa saber, com precisão e gratuitamente, a energia solar disponível em cada um dos nossos 399 municípios, inclusive de acordo com a época do ano.
Para isso, o projeto – realizado em parceria com a Itaipu Binacional, a Universidade Federal Tecnológica do Paraná (UTFPR) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) – utilizou uma modelagem matemática que mede o espalhamento da energia solar no território, aliando imagens de satélite, e estações do Inpe e do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). ”Essas informações podem servir como base para elaboração de políticas públicas. Um dos objetivos do projeto é a ampliação do uso da fonte de energia renovável no Paraná, por meio, principalmente, de sistemas fotovoltaicos conectados à rede, uma vez que tanto o grande quanto o pequeno investidor tem uma base de informação confiável para fazer as suas simulações dos quantitativos de energia”, explica Alisson Rodrigues Alves, engenheiro ambiental do PTI.
O Atlas confirmou o grande potencial solar existente no Estado, que embora menor que o de outros estados brasileiros – como os do Nordeste – é 43% superior ao da Alemanha, um dos países que mais investe nessa fonte renovável, no mundo. Ainda dentro deste contexto, foi criado o Laboratório de Energia Solar do Parque Tecnológico Itaipu, cujo objetivo é tornar o Oeste do Paraná mais competitivo e inserido nas tecnologias globais. Neste primeiro momento, a atuação do grupo deve se concentrar nos seguintes pilares: Educação; Pesquisas, Desenvolvimento e Inovação na fronteira tecnológica; empreendedorismo e formação de novos negócios; parcerias nacionais e Internacionais; e políticas públicas de incentivo ao uso de energia solar.
Hidrogênio
O hidrogênio também tem seu espaço garantido nas linhas de pesquisa do PTI por meio do Núcleo de Pesquisa em Hidrogênio (NUPHI). Resultado de um convênio firmado entre o PTI, a Itaipu Binacional e a Eletrobras, o Núcleo conta com um laboratório, que é equipado para a realização de pesquisas em alguns aspectos do hidrogênio e compartilhado com professores e alunos, especialmente das universidades instaladas no PTI: Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) e Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste).
A partir desse convênio, também foi implementada uma Planta Experimental de Produção de Hidrogênio que possibilita a análise de todo o ciclo de produção do hidrogênio, e ainda a purificação, compressão, armazenamento e posterior utilização em células a combustível ou combustão em mistura com outros combustíveis, como, por exemplo, o biometano. “Estes estudos podem corroborar para a produção de hidrogênio como forma de armazenamento de excedente de energia de fontes renováveis como hidráulica, eólica e solar e sua posterior utilização energética para fins de mitigar os impactos ambientais negativos, como por exemplo, a produção de energia elétrica utilizando células a combustível”, explica Ricardo Ferracin, gerente do NUPHI.
Energia Eólica e Biogás
Cada vez mais competitiva e popular no Brasil, a energia eólica também tem sido pauta nos estudos desenvolvidos no PTI. Em breve, por meio do CIH, deve ser lançado um levantamento do potencial eólico do Oeste do Paraná. Os estudos preliminares já apontam que municípios como Nova Laranjeiras, São Pedro do Iguaçu, Marechal Cândido Rondon, Guaraniaçu e Toledo (além da própria região do reservatório de Itaipu) apresentam ventos com velocidade entre 4,3 e 5 metros por segundo (m/s) a uma altura de 15 metros, características favoráveis à microgeração utilizando turbinas eólicas para a geração de energia elétrica.
Outra fonte na qual o PTI concentra cada vez mais seus esforços é o biogás, resultante do tratamento da biomassa residual das atividades agropecuárias. As atividades, que transformam um passivo ambiental em ativo energético e econômico, são coordenadas pelo CIBiogás (Centro Internacional de Energias Renováveis–Biogás), instituição científica, tecnológica e de inovação instalada no Parque.
A estrutura do CIBiogás conta com um laboratório de biogás, e 11 unidades de produção de biogás no Brasil. No ano passado, foi inaugurada uma Unidade de Demonstração de Biogás e Biometano dentro da Central Hidrelétrica da Itaipu Binacional. A planta é a primeira do Brasil que utiliza, como matéria-prima, uma mistura de esgoto, restos orgânicos de restaurantes e poda de grama.

FONTE – 100fronteiras.com

Rússia e China podem apoiar investimentos em energia e logística em Uberaba

Países mostraram interesse em projetos do município

Empreendimentos na cidade de Uberaba, no Triângulo Mineiro, principalmente nas áreas de energia solar, amônia e logística, podem ganhar um impulso vindo da Rússia e China. O prefeito de Uberaba, Paulo Piau (MDB), voltou nesta semana de viagem aos dois países e tem dever de casa a cumprir para acelerar parcerias que podem garantir investimentos estrangeiros. Segundo ele, será marcada, em um prazo aproximado de 60 dias, visita à cidade mineira de representantes de uma empresa chinesa na área de energia solar. Além disso, há dois estudos em andamento para projetos do Aeroporto Internacional de Cargas, o Intervales, e da planta de amônia. “São estudos de viabilidade que servirão como ponto de partida para investidores”, disse.

O nome da empresa chinesa que está interessada em investir em energia solar a partir de Uberaba precisa ser preservado por enquanto, segundo Piau. “A China tem muito interesse na energia solar. É uma determinação do governo para reduzir a emissão de carbono. Com isso, o país constrói esse caminho sustentável e desenvolve equipamentos. Uberaba tem interesse na área e, por sua vez, a China se interessa pelo mercado brasileiro”, disse.

De acordo com ele, um dos diferenciais de Uberaba para atrair esse e outros investidores é a Zona de Processamento de Exportação (ZPE). Nesse caso, a estrutura – que já está pronta – pode atender ao interesse da China de alcançar outros mercados na América Latina.

Outro foco de interesse dos investidores é o Aeroporto Internacional de Cargas, o Intervales. A empresa Urban Systems deve finalizar em 40 dias o estudo de viabilidade da estrutura. “Rússia e China ficaram interessados no Intervales. Há uma verdadeira ‘obsessão’ por infraestrutura, pois não há por que produzir se não há como entregar a produção por meios eficientes”, diz Piau.

A Prefeitura de Uberaba também buscou investidores para a planta de amônia. Para acelerar os negócios, a prefeitura já contratou a Fundação Getulio Vargas (FGV) para elaborar o projeto de viabilidade de implantação da planta.

Projeto iniciado pela Petrobras, a planta de amônia em Uberaba acabou sendo abandonada pela estatal. A prefeitura busca meios para viabilizar os investimentos necessários para o projeto, que tem potencial para reduzir a dependência brasileira de fertilizantes importados.

Interesse em parcerias – Segundo Piau, foi possível perceber que os investidores estão mais interessados em parcerias do que em assumir projetos em sua totalidade. “Na cidade de Changzhou (China), que visitamos, há 25 empresas brasileiras. Em todas elas, o Estado é sócio majoritário. Esse é o modelo deles. Mas é possível perceber que esses investidores têm interesse em fazer parcerias e não bancar 100% dos projetos”, informou.

Também na China foram feitos contatos com empresas de LED. A Prefeitura de Uberaba acaba de lançar edital para operacionalizar um contrato de parceria público-privada (PPP) de iluminação pública. Segundo a prefeitura, os chineses mostraram interesse em participar da licitação, sendo demonstrados exemplos que garantem mais de 50% de economia no consumo de energia pública.

“Como desafios para o Brasil, segundo Piau, estão estabilidade da moeda, redução da burocracia e melhoria da segurança.”

“Na Rússia, o prefeito participou de encontros no Ministério de Desenvolvimento Econômico e na Embaixada Brasileira em Moscou. A viagem à Rússia foi encerrada no último dia 25, com visita ao Skolkovo Technopark, parque tecnológico com o qual a prefeitura pretende firmar cooperação. Na China, o prefeito Paulo Piau foi recebido pela equipe do Ministério de Desenvolvimento. Em ambos os países, foram realizadas reuniões com empresas e investidores.”

“- O prefeito de Uberaba também comentou ontem a onda de ataques criminosos que vem acontecendo em Minas, com incêndios a ônibus, entre outros. Ele informou que espera que o governo do Estado identifique, o mais rápido possível, as causas do ataque. Em Uberaba, foi reforçada a segurança aos coletivos para que o serviço continue a ser prestado.”

FONTE – diariodocomercio.com.br

BNDES expande financiamento de energia solar a pessoas físicas

RIO  –  O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou mudanças no Programa Fundo Clima. A partir de agora, no subprograma Máquinas e Equipamentos Eficientes, pessoas físicas terão acesso a financiamentos para a instalação de sistemas de aquecimento solar e sistemas de cogeração (placas fotovoltaicas, aerogeradores, geradore

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FONTE – valor.com.br

Brasileiros buscam alternativas aos combustíveis fósseis

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Biodiesel, biomassa, etanol, energia solar e eólica. Existem algumas alternativas aos combustíveis fósseis, mas elas ainda são pouco usadas por aqui.Mais de 80% da energia do nosso sistema de transportes, por exemplo, vem do petróleo e seus derivados.

FONTE – TV Brasil
Matéria retirada do site – agrosoft.org.br