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Cemig GT anuncia novo leilão para comprar energia solar ou eólica

Certame de fontes incentivadas ocorrerá em 20 de setembro

A Cemig GT anunciou que irá promover no dia 20 de setembro o segundo leilão de 2018 para compra de energia elétrica de fonte incentivada com 50% de desconto na TUSD/TUST, proveniente de projetos de geração solar ou eólica nos submercados Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Nordeste, para os períodos de janeiro de 2022 até dezembro de 2041 e de janeiro de 2022 até dezembro de 2031.

O certame está previsto para acontecer às 10:30 horas e podem participar os vendedores que se identificarem com pelo menos uma das seguintes condições: ser gerador com capacidade instalada mínima de 1 GW, ter capital social mínimo de R$ 500 milhões ou possuir empreendimentos relacionados no Termo de Adesão, que devem ter sido habilitados pela EPE nos Leilões da Aneel – Leilão de Energia Nova “A-4” ou “A-6″ de 2018.

Por sua vez os interessados cujos empreendimentos sejam elegíveis para contratação via Geração Distribuída, com potência total entre 75 kW e 5 MW, nas modalidades de Geração Compartilhada ou de Autoconsumo Remoto para consumidores do Grupo “B”, poderão solicitar esclarecimentos junto à Efficientia.

FONTE – canalenergia.com.br

Nova bateria pode armazenar energia eólica e solar de forma acessível e ambiente

Com o desenvolvimento adicional, a nova tecnologia poderia fornecer energia à rede elétrica de maneira rápida, econômica e em temperaturas ambientes normais.

Nova bateria pode armazenar energia eólica e solar de forma acessível e ambiente

Uma nova combinação de materiais desenvolvida por pesquisadores de Stanford pode ajudar no desenvolvimento de uma bateria recarregável capaz de armazenar grandes quantidades de energia renovável gerada por fontes eólicas ou solares. Com o desenvolvimento adicional, a nova tecnologia poderia fornecer energia à rede elétrica de maneira rápida, econômica e em temperaturas ambientes normais.

Liga de sódio-potássio é um metal líquido à temperatura ambiente que pode desbloquear uma bateria de fluxo de alta voltagem. (Crédito da imagem: Antonio Baclig)

A tecnologia – um tipo de bateria conhecida como uma bateria de fluxo – tem sido considerada como um provável candidato para armazenar energia renovável intermitente. No entanto, até agora, os tipos de líquidos que poderiam produzir a corrente elétrica foram limitados pela quantidade de energia que podiam fornecer ou exigiam temperaturas extremamente altas ou usavam produtos químicos muito tóxicos ou caros.

O professor assistente de ciência e engenharia de materiais Stanford Chueh, juntamente com seu aluno de doutorado Antonio Baclig e Jason Rugolo, agora um explorador de tecnologia da X Development, decidiu testar o sódio e o potássio, que quando misturados formam um metal líquido à temperatura ambiente. , como o fluido para o lado do doador de elétrons – ou negativo – da bateria. Teoricamente, este metal líquido tem pelo menos 10 vezes a energia disponível por grama como outros candidatos para o fluido do lado negativo de uma bateria de fluxo.

“Ainda temos muito trabalho a fazer”, disse Baclig, “mas este é um novo tipo de bateria de fluxo que pode permitir um uso muito maior de energia solar e eólica usando materiais abundantes na Terra”.

Separando os lados
Para usar a extremidade negativa do metal líquido da bateria, o grupo encontrou uma membrana cerâmica adequada feita de potássio e óxido de alumínio para manter os materiais negativos e positivos separados, enquanto permite que a corrente flua.

Os dois avanços juntos mais do que dobraram a voltagem máxima das baterias de fluxo convencionais, e o protótipo permaneceu estável por milhares de horas de operação. Essa tensão mais alta significa que a bateria pode armazenar mais energia para seu tamanho, o que também reduz o custo de produção da bateria.

“Uma nova tecnologia de baterias tem tantas métricas de desempenho diferentes para atender: custo, eficiência, tamanho, vida útil, segurança, etc.”, disse Baclig. “Achamos que esse tipo de tecnologia tem a possibilidade, com mais trabalho, de atendê-las, e é por isso que estamos empolgados com isso.”

Melhorias à frente
A equipe de estudantes de doutorado da Stanford, que além da Baclig inclui Geoff McConohy e Andrey Poletayev, descobriram que a membrana cerâmica impede de forma muito seletiva o sódio de migrar para o lado positivo da célula – essencial para o sucesso da membrana.

No entanto, este tipo de membrana é mais eficaz a temperaturas superiores a 200 graus Celsius (392 F). Em busca de uma bateria com temperatura ambiente, o grupo experimentou uma membrana mais fina. Isso impulsionou a saída de energia do dispositivo e mostrou que refinar o design da membrana é um caminho promissor.

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Eles também experimentaram quatro líquidos diferentes para o lado positivo da bateria. Os líquidos à base de água degradaram rapidamente a membrana, mas eles acham que uma opção não baseada em água melhorará o desempenho da bateria.

FONTE – clickpetroleo.com.br

 

Petrobras verde? Petroleira vai investir em energia limpa

Com parceria com a francesa Total, a Petrobras deve começar investimentos nas áreas de energia eólica e energia solar

Sede da Petrobras, em São Paulo  (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)SEDE DA PETROBRAS, EM SÃO PAULO (FOTO: PAULO WHITAKER/REUTERS)

Com um pouco de atraso em relação a outras petroleiras, a Petrobrás anunciou na terça-feira, 10, que vai aumentar seus investimentos em energia limpa, com foco na geração de energia solar e eólica. Para tocar novos projetos, a empresa escolheu a francesa Total, que ano passado adquiriu a Eren Renewable Energy e este ano a Direct Energy, ambas dedicadas à energia limpa.

A ideia é utilizar áreas terrestres da Petrobrás no Nordeste e a tecnologia da Total. Segundo o diretor de Estratégia, Organização e Sistema de Gestão, Nelson Silva, a estatal ainda não tem orçamento específico para o novo negócio, que dependerá dos projetos que forem desenvolvidos pela joint venture a ser criada pelas duas companhias.

Os estados no Rio Grande do Norte e Ceará são candidatos a receber empreendimentos eólicos, devido à força do vento dessas regiões. “Uma das particularidades da eólica é ter área física para instalar equipamentos. A tecnologia a Total já tem, está passos à frente da Petrobrás, e nós temos áreas no Brasil, vamos casar essas áreas com a tecnologia”, disse em teleconferência.

A parceria, ainda limitada a um memorando de entendimento para avaliar novos negócios, abre as portas da estatal brasileira para um caminho que está sendo traçado há alguns anos pela indústria do petróleo, que vê aos poucos a era do combustível fóssil (petróleo, gás natural) dar lugar a uma economia de baixo carbono (energia renovável).

No ano passado, o Banco Mundial anunciou que deixará de financiar projetos de petróleo e gás para focar em energia renovável, o que também ajudou a despertar o interesse das grandes petroleiras como ExxonMobil, BP, Eni, Repsol, Shell, Statoil, Wintershall e Total. O objetivo é ajudar a cumprir o Acordo de Paris, que traçou metas para reduzir a emissão de gás carbônico na atmosfera.

Para a pesquisadora da FGV Energia Fernanda Delgado, foi uma decisão acertada da Petrobrás e vai garantir um mercado diversificado para a companhia. “A energia renovável não concorre com o petróleo e pode ser vendida em lugares nos quais o petróleo não chega. Pensando em futuro de País, é bem positivo, é sempre bom investir em energia limpa”, avaliou.

De acordo com a Agência Internacional de Energia Renovável (Irena, na sigla em inglês), os investimentos em energia limpa saíram de US$ 47 bilhões em 2004 para o pico de US$ 312 bilhões em 2015 e US$ 241,6 bilhões em 2016. No mesmo ano, a indústria do petróleo registrou queda de 12% nos investimentos em relação ao ano anterior, para US$ 708 bilhões.

Para acompanhar essa onda, o próximo Plano de Negócios da Petrobrás (2019-2023) terá mais ênfase nos investimentos de energia limpa do que o atual (2018-2022), e muito mais do que no auge da crise da petroleira, nos dois anos anteriores, que segurou os investimentos na área, inclusive com o abandono da produção e biocombustíveis.

Portfólio
No segmento de energia renovável, a estatal possui hoje apenas quatro parques eólicos, que somam 104 megawatts de capacidade instalada, frente aos 13 mil megawatts de capacidade eólica instalada em todo País. A energia solar ainda está na fase de pesquisa e desenvolvimento dentro da Petrobrás, com uma planta de 1,1 megawatt no Rio Grande do Norte, contra 1,1 mil megawatts instalados no Brasil.

O forte da empresa na área de geração de energia elétrica sempre foram as termelétricas a óleo ou gás natural, onde atua desde os anos 2000, por conta do racionamento de energia ocorrido no início da década. A capacidade total de geração elétrica das usinas termelétricas da Petrobrás é superior a seis mil megawatts.

FONTE – epocanegocios.globo.com

Enel coloca parque de energia solar e eólica no Nordeste do Brasil à venda

A empresa italiana Enel SpA contratou recentemente a Rothschild & Co para vender duas fazendas solares e um parque eólico no nordeste do Brasil, informou o jornal Valor Econômico nesta quinta-feira.

Enel coloca parque de energia solar e eólica no Nordeste do Brasil à venda

Os ativos estão localizados nos estados da Bahia e Piauí e totalizam cerca de 540 megawatts em capacidade. Cerca de 450 megawatts é energia solar e 90 megawatts é energia eólica

A empresa italiana Enel SpA contratou recentemente a Rothschild & Co para vender duas fazendas solares e um parque eólico no nordeste do Brasil, informou o jornal Valor Econômico nesta quinta-feira.

Os ativos, mantidos pela unidade Enel Green Power, estão localizados nos estados da Bahia e do Piauí e totalizam cerca de 540 megawatts de capacidade. Cerca de 450 megawatts é energia solar e 90 megawatts é energia eólica.

O processo de venda começou “nos últimos dias” e a Enel está descobrindo os investidores, disse o jornal, citando fontes familiarizadas com o assunto.

Nem Enel nem Rothschild responderam imediatamente a um pedido de comentário na quinta-feira.

A Enel se recusou a comentar com o Valor.

No mês passado, a Enel fez uma grande ação no Brasil, adquirindo uma participação majoritária na empresa de energia Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo SA, pagando cerca de US $ 1,5 bilhão para se tornar a maior distribuidora de eletricidade do país.

FONTE – clickpetroleo.com.br

Ofertas de energia solar e eólica em junho atingem 4,8 GW

O mercado on-line de projetos eólicos e solares mantém um banco de dados de transações que acompanha as vendas anunciadas publicamente e as compras de participação acionária em ativos solares e eólicos

Ofertas de energia solar e eólica em junho atingem 4,8 GW

A visão geral da Green Dealflow sobre os negócios de energia solar e eólica mostra 4,8 GW de capacidade bruta transacionada, igualmente dividida entre as duas fontes de energia renováveis.

O mercado on-line de projetos eólicos e solares mantém um banco de dados de transações que acompanha as vendas anunciadas publicamente e as compras de participação acionária em ativos solares e eólicos.

SOLAR

Na indústria solar, o Green Dealflow registra 10 transações, totalizando aproximadamente 2,4 GW brutos.

Após um maio mais fraco com apenas 4 transações, junho mostrou forte desempenho nos fluxos de negócios de energia solar. Isso se deve principalmente ao fato de a Global Atlantic Financial Group ter adquirido um terço de uma enorme carteira da Southern Power, uma subsidiária da Southern Co (NYSE: SO). O portfólio compreende 28 plantas solares fotovoltaicas (PV) operacionais com uma capacidade total de 1,7 GW. O comprador é uma empresa de aposentadoria, vida e resseguro que saiu do Goldman Sachs em 2013. Além de fábricas em Nevada, Novo México, Carolina do Norte e Texas, o maior número de projetos e capacidades está localizado na Califórnia e na Geórgia.

VENTO

Quanto à indústria eólica, o relatório da Green Dealflow mostra 13 transações totalizando novamente cerca de 2,4 GW brutos, a grande maioria dos quais são projetos em fase de construção.

Os estágios da transação são divididos igualmente entre operação e desenvolvimento.

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Com relação à capacidade transacionada, o Brasil ocupa o primeiro lugar, seguido de perto pelos EUA e Canadá. Embora a capacidade total em comparação com o mês anterior tenha caído, a Green Dealflow aponta para uma transação importante para a Siemens Gamesa Renewable Energy SA (BME: SGRE). Este último fornecerá 471 MW de turbinas eólicas à Neoenergia, uma subsidiária da espanhola Iberdrola SA (BME: IBE). Essa transação representa o maior contrato de construção do Brasil até o momento.

FONTE – clickpetroleo.com.br

Investidores estão confiantes no mercado de energia no Brasil, diz Ministro

Ao participar de conferência na Escola Superior de Guerra (ESG), o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, disse nesta quarta (27) que o sucesso dos leilões demonstra a confiança dos investidores na retomada do crescimento econômico do país.

Dono do sétimo maior parque gerador do mundo, o Brasil tem 81% de sua capacidade instalada ancorados em fontes renováveis, sendo o campeão do G20 em geração de energia limpa e renovável.

Esses dados foram citados por Moreira Franco para contextualizar a defesa de maior participação na matriz energética brasileira do gás natural – combustível para usinas termelétricas menos prejudicial para o meio ambiente do que o diesel e o carvão.

Ele lembrou que as hidrelétricas, que respondem hoje por 63,7% da geração de energia no país, causam, com a construção das barragens, grande impacto ambiental e têm sofrido com a “incerteza hidrológica”. “Em 2001, o racionamento de energia deixou claro que o Brasil não poderia depender apenas da energia hidrelétrica”, acrescentou.

Hoje, a geração térmica a gás natural responde por 8,1% da capacidade instalada, percentual que deverá crescer nos próximos anos, segundo o ministro.

As termelétricas, boa parte delas ainda movida a diesel, foram acionadas nos últimos anos para socorrer o sistema e garantir o fornecimento durante períodos de estiagem e baixa dos reservatórios de água.

Segundo Moreira Franco, o governo pretende atrair investimentos estimados em R$ 50 bilhões até 2030 ao revisar o marco legal da exploração e produção de gás natural.

Será redefinida a estrutura da indústria de gás natural por intermédio da promoção de maior diversidade no número de agentes comercializando gás natural e do incentivo a uma regulação tarifária eficiente no transporte.

O grande salto nos últimos 12 meses no país ocorreu na produção de energia solar, com crescimento de 1.351%. Segundo o ministro, foram gerados 12,5% dos novos empreendimentos por meio de fonte fotovoltaica.

A geração eólica também cresceu, respondendo hoje por 30% dos empreendimentos em construção e 27% dos empreendimentos a serem iniciados. O ministro das Minas e Energia reiterou que a capacidade instalada de energia no país precisa crescer entre 4 mil e 5 mil megawatts (MW) ao ano para atender à demanda.

Nos dois leilões de geração em 2017, foram contratadas 88 novas usinas, com 4,5 mil MW de capacidade instalada. Moreira informou que no leilão A-6, previsto para 31 de agosto, serão colocadas à venda novas concessões no montante de 59 mil MW.

FONTE – ambienteenergia.com.br

Custos de energia eólica e solar cairão cada vez mais rápido, aponta relatório

A previsão deste ano da BNEF vê os custos da energia solar caindo 66% mais até 2040, e a energia eólica onshore 47%, com as fontes renováveis enfraquecendo a maioria das usinas fósseis existentes até 2030.

As fontes de energia renovável, como solar e eólica, deverão receber quase três quartos dos US$ 10,2 trilhões que o mundo investirá em novas formas de tecnologia de geração ao longo dos anos até 2040, de acordo com uma ampla previsão independente.

O estudo New Energy Outlook (NEO) 2017, a mais recente previsão de longo prazo da Bloomberg New Energy Finance, mostra um progresso mais rápido, do que sua versão do ano passado, para a descarbonização do sistema de energia mundial – com as emissões globais projetadas para atingir o pico em 2026 e ser 4% menores em 2040 do que estavam em 2016.

“O relatório deste ano sugere que a transição para um sistema elétrico mundial renovável não irá parar, graças à rápida queda dos custos de energia solar e eólica, e um papel cada vez mais crescente das baterias, inclusive as de veículos elétricos, no equilíbrio entre oferta e demanda”, disse Seb Henbest, principal autor do NEO 2017 da BNEF.

O NEO 2017 é o resultado de oito meses de análise e modelagem por uma equipe de 65 pessoas na Bloomberg New Energy Finance. Baseia-se, essencialmente, nos projetos anunciados em cada país, além da previsão econômica de geração de eletricidade e na dinâmica do sistema de energia. Assume que os subsídios atuais expiram e que as políticas de energia em todo o mundo permanecem em seu rumo atual.

Seguem abaixo alguns dos principais resultados da previsão deste ano:

• Energia solar e eólica dominam o futuro da eletricidade. Esperamos que US$ 7,4 trilhões sejam investidos em novas usinas de energia renovável até 2040, o que representa 72% dos US$ 10,2 trilhões em investimentos projetados para geração de energia em todo o mundo.

A energia solar levará US$ 2,8 trilhões, e terá um salto de 14 vezes de capacidade. A eólica receberá US$ 3.3 trilhões e terá um aumento de quatro vezes de capacidade. Como resultado, as energias eólica e solar representarão 48% da capacidade instalada no mundo e 34% da geração de eletricidade até 2040, em comparação com os apenas os respectivos 12% e 5% atuais.

• A energia solar desafia o carvão cada vez mais. O custo nivelado da energia solar de painéis fotovoltaicos (PV), que agora é quase um quarto do que era em 2009, deverá baixar outros 66% até 2040. Até lá, um dólar comprará 2,3 vezes mais energia solar do que hoje.

Essa energia já é pelo menos tão barata quanto o carvão na Alemanha, Austrália, EUA, Espanha e Itália. Em 2021, será também na China, Índia, México, Reino Unido e Brasil. (Para definição de custos nivelados, veja a nota abaixo.)

• Os custos de energia eólica onshore caem rapidamente e os de offshore mais ainda. Os custos nivelados de energia eólica offshore cairão impressionantes 71% até 2040, com o auxílio da experiência de desenvolvimento, competição e risco reduzido, e economia de escala resultante de projetos e turbinas maiores.

O custo da energia eólica onshore cairá 47% no mesmo período, além da queda de 30% nos últimos oito anos, graças à turbinas mais baratas e mais eficientes e procedimentos de operação e manutenção simplificados.

• A China e a Índia são uma oportunidade de US$ 4 trilhões para o setor de energia. Esses países representam 28% e 11%, respectivamente, de todo o investimento em geração de energia até 2040. A região da Ásia-Pacífico verá quase tanto investimento em geração quanto o resto do mundo combinado.

Deste modo, a energia eólica e solar receberão, cada uma, aproximadamente um terço do valor total, enquanto 18% irá para a energia nuclear e 10% para o carvão e o gás.

• Baterias e novas fontes de capacidade flexível reforçam o alcance de energias renováveis. Esperamos que o mercado de baterias de íon de lítio para armazenamento de energia acarretará pelo menos US$ 239 bilhões entre hoje e 2040.

As baterias de larga escala competem cada vez mais com o gás natural para fornecer flexibilidade ao sistema em horários de pico.

As baterias de pequenas dimensões, instaladas em residências e empresas ao lado dos sistemas fotovoltaicos, representarão 57% do armazenamento em todo o mundo até 2040. Prevemos que as energias renováveis atinjam 96% de penetração no Brasil até 2040, 82% nos México e 86% no Chile.

• Os veículos elétricos reforçam o uso de eletricidade e ajudam a equilibrar a matriz. Na Europa e nos EUA, os veículos elétricos representarão 13% e 12%, respectivamente, da geração de eletricidade até 2040.

Recarregando veículos elétricos de forma flexível, quando renováveis estão gerando e preços de energia estão baixos, irá ajudar o sistema a adaptar à intermitência da geração solar e eólica. O crescimento desses veículos reduz o custo das baterias de íon de lítio, chegando a uma queda de 73% até 2030.

• O amor dos proprietários de residências por energia solar cresce. Até 2040, os painéis solares fotovoltaicos residenciais representarão até 24% da eletricidade na Austrália, 20% no Brasil, 15% na Alemanha, 12% no Japão e 5% nos EUA e na Índia.

Isso, combinado com o crescimento das energias renováveis em larga escala, reduz a necessidade de plantas de carvão e gás existentes, cujos proprietários enfrentarão uma pressão contínua sobre suas receitas, apesar de um crescimento de demanda por causa de veículos elétricos.

• Geração termoelétrica a partir do carvão colapsa na Europa e nos EUA, continua a crescer na China, e atinge o ápice global até 2026. A demanda fraca, o baixo custo das renováveis e a substituição do carvão por gás reduzirão o consumo de carvão em 87% na Europa até 2040.

Nos EUA, o uso de carvão para geração de energia cairá 45%, já que as plantas antigas não serão substituídas e outras começarão a queimar gás mais barato. A geração de carvão na China crescerá um quinto na próxima década, mas atinge seu pico em 2026. Globalmente, esperamos que 369GW de novas plantas de carvão planejadas sejam canceladas, sendo um terço delas da Índia, e que a demanda global de carvão para geração de energia diminua 15% entre 2016-40.

• O gás é um combustível de transição, mas não da maneira como a maioria das pessoas imagina. Energia a gás receberá US$ 804 bilhões em novos investimentos e aumentará 16% em capacidade até 2040.

As usinas de gás atuarão cada vez mais como uma das tecnologias flexíveis necessárias para atender aos picos de demanda e proporcionar estabilidade ao sistema em uma era de geração renovável crescente, em vez de atuarem como uma substituição à produção base (baseload) de carvão.

Nas Américas, no entanto, onde o gás é abundante e barato, ele desempenha um papel mais central, especialmente no curto prazo.

• As emissões do setor de energia global atingem seu pico em pouco mais de dez anos, depois diminuem. As emissões de CO2 da geração de energia aumentam em um décimo antes de atingir o pico em 2026. As emissões caem mais rápido do que anteriormente estimado, alinhando-se com a geração máxima de carvão da China.

NEO-2017-Global-Electricity-Generation-Mix-to-2040

Esperamos que as emissões da Índia sejam 44% inferiores às da nossa análise NEO 2016, uma vez que o país adote a energia solar e prevê investimentos de US$ 405 bilhões para construção de 660GW de novos painéis fotovoltaicos. Globalmente, até 2040 as emissões terão caído para 4% abaixo dos níveis de 2016, o que não é suficiente para evitar que a temperatura média global cresça mais de 2°C.

Um investimento adicional de US$ 5,3 trilhões em 3.9TW de capacidade zero-carbono seria necessário para manter o planeta na trajetória da meta de 2°C.

Nos Estados Unidos, a administração de Trump expressou apoio ao setor de carvão. No entanto, o NEO 2017 indica que a realidade econômica nas próximas duas décadas não irão favorecer a energia baseada em carvão nos EUA, que tem uma redução prevista de 51% na geração até 2040. Em seu lugar, a eletricidade a gás aumentará 22% e renováveis 169%.

Uma das grandes questões para o futuro dos sistemas elétricos é como grandes quantidades variáveis de geração eólica e solar podem ser acomodadas e ainda manter as luzes acesas a todos os momentos.

Os céticos se preocupam que as energias renováveis ultrabaratas depreciem os preços de energia e desalojem as produções de carvão, de gás e usinas nucleares.

Elena Giannakopoulou, analista líder no projeto NEO 2017, disse: “A previsão deste ano mostra o carregamento inteligente de veículos elétricos, sistemas de bateria em pequena escala nos negócios e nas famílias, além de armazenamento em grande escala na rede, desempenhando um papel importante na suavização dos picos e lacunas causado pela geração variável de eólica e solar”.

Jon Moore, presidente-executivo da BNEF, disse: “O NEO reflete a compreensão que nossa equipe acumulou ao longo de mais de uma década de como os custos de tecnologia e a dinâmica do sistema evoluíram e estão evoluindo.

O NEO deste ano mostra uma transição ainda mais dramática para baixo carbono do que projetamos nos anos anteriores, com queda mais acentuada nos custos eólicos e solares e um crescimento mais rápido para armazenamento de energia”.

Nota: O custo nivelado da eletricidade cobre todas as despesas de geração de uma planta nova. Estes custos incluem desenvolvimento de infraestrutura, licenciamento e permissões, equipamentos e obras civis, finanças, operações e manutenção e matéria-prima (se houver).

FONTE – ambienteenergia.com.br

 

Energia eólica emprega 6% a mais que em 2016 e é destaque do setor nos EUA

Dois relatórios de empregos no setor de produção de energia foram divulgados e mostram o impacto das políticas adotadas no ano passado nos diferentes setores de energia: O Relatório de Energia e Emprego dos Estados Unidos (USEER), produzido pela Associação Nacional dos Funcionários Estaduais de Energia (NASEO) e o outro, elaborado pela Solar Foundation.

De acordo com o USEER, os EUA criaram 133.000 novos postos de trabalho em 2017. A produção de energia a partir de carvão, gás natural e petróleo emprega 1,1 milhão, enquanto a geração nuclear e de outras fontes renováveis, 800000.

O setor de energia eólica foi o grande destaque, pois empregou 107000 pessoas em 2017, um aumento de quase 6% em relação a 2016. A nascente indústria de armazenamento de baterias criou quase 6.000 novos postos de trabalho com uma taxa de crescimento de 12% em 2017. A geração a partir do gás natural abriu 19000 novas vagas, enquanto a de carvão, não criou nem perdeu, continuou com 92000. As empresas de energia solar empregaram, no todo ou em parte, 350.000 pessoas em 2017, com mais de 250.000 desses funcionários gastando a maior parte de seu tempo na atividade.

Os números acima não incluem o processo de extração, parte importante para o setor de combustível fóssil. A mineração de carvão perdeu 2000 vagas de 2016 para 2017, empregando 51000 pessoas. A extração de petróleo e gás natural obteve pequenos acréscimos e empregam 510.014 e 312.364 pessoas, respectivamente.

A Solar Foundation apresentou um número similar em seu relatório, 250.271 empregos em 2017, uma queda de 6% pelos padrões da NASEO e 3,8% pelos padrões da Solar Foundation em comparação com 2016. A Tesla comprou a SolarCity e encerrou as vendas de painéis solares porta a porta, enquanto a indústria passou a preocupar-se com o tipo de tarifas que seriam impostas aos painéis e células estrangeiros, justificando estes resultados.

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FONTE – tecmundo.com.br

Senado discute custo de energia solar e eólica

Uma das metas brasileiras é fazer com que as energias renováveis alcancem 45% de participação na matriz energética em 2030.

Com ampliação da tecnologia nacional, incentivos fiscais e investimentos, o Brasil pode baratear tarifas e aumentar a produção e o uso de energias renováveis não hidráulicas. É o que afirmam representantes de organizações que incentivam o uso de energia solar e eólica no país. Eles participaram de audiência pública promovida pela Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas (CMMC).

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A utilização de fontes alternativas de energia elétrica no combate à emissão de gases do efeito estufa é compromisso assumido pelo Brasil na 21ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, a COP 21, durante a qual, foi assinado o Acordo de Paris, que vigorará a partir de 2020.

No campo energético, uma das metas brasileiras é fazer com que as energias renováveis alcancem 45% de participação na matriz energética em 2030, a partir da expansão do uso das fontes alternativas.

Energia solar

Para Bárbara Rubim, coordenadora da Campanha de Energias Renováveis do Greenpeace Brasil, o país vive um “ciclo vicioso da matriz energética” ao acionar as termelétricas, quando a estiagem diminui a produção das usinas hidrelétricas. Isso, segundo a especialista, aumenta a geração de gases do efeito estufa, provoca aquecimento global, e fenômenos extremos, como as grandes secas.

Ela também condenou a intenção do governo de construir mais hidrelétricas, especialmente no Norte do país, como a prevista para o rio Tapajós, com impacto para o meio ambiente, populações ribeirinhas e povos indígenas.

A solução para o Brasil, segundo Bárbara, vem da necessidade de diversificar e descentralizar a matriz.

— Quando a gente passa a produzir energia mais perto do nosso centro consumidor, ao invés de produzir no Norte para fornecer ao Sudeste, a gente reduz em 17% as perdas de eletricidade que tem ao longo do caminho — explicou.

Com fonte alternativa de energia, é possível ainda gerar riqueza e renda em todas as regiões do país, defendeu Rodrigo Sauaia, presidente-executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica(Absolar). Segundo Rodrigo, o uso da energia solar fotovoltaica pode resultar numa média de 30 empregos diretos para cada megawatt gerado por ano.

— Em várias regiões do país, já é mais barato gerar energia elétrica no seu próprio telhado usando sistema fotovoltaico, do que comprar essa energia elétrica de terceiros. Então faz cada vez mais sentido para as residências brasileiras investirem nesse segmento – afirmou.

Energia eólica

Conforme relatou Sandro Yamamoto, diretor técnico da Associação Brasileira das Empresas de Energia Eólica (ABEEólica), 30% a 40% dessa fonte energética abastecem a Região Nordeste nos momentos de pico. No entanto, na matriz elétrica brasileira, a energia eólica representa apenas 6,6% da capacidade instalada.

A expectativa, segundo o representante, é de que se criem 15 novos empregos para cada megawatt gerado, além da possibilidade de aumento da renda para proprietários de terra, onde são instalados os parques eólicos.

Desafios

Reduzir custos de tarifas para o consumidor e aumentar a eficiência energética tendo como fonte a luz solar e o vento são desafios apontados pelos debatedores. Eles afirmaram que para alcançar tais benefícios seriam necessários mais financiamentos, investimentos em tecnologia nacional, e diminuição da carga tributária.

O vice-presidente da comissão, senador senador Cristovam Buarque (PPS-DF), concorda. O parlamentar é autor do projeto que determina o uso obrigatório de recursos em pesquisa e desenvolvimento por empresas do setor elétrico em fontes alternativas (PLS 696/2015).

Entre as sugestões apresentadas para baratear custos, estão a liberação de linhas de crédito para consumo de energia solar, principalmente por pessoas físicas, a liberação do FGTS para aquisição de sistemas fotovoltaicos, e a expansão de linhas de transmissão de energia eólica.

Fonte – Ambiente Energia

Estudo diz que energia solar e vento passam hidrelétricas em 25 anos no país. 

 

Avanço tecnológico possibilitará o barateamento de equipamentos para gerar energia solar e eólica.

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Hoje dependente das hidrelétricas, o Brasil vai ter um salto na geração de energia solar e de ventos (eólica) em 25 anos.

Em 2040, o país deverá ter 43% de sua energia gerada a partir de placas solares ou dos ventos, contra menos de 6% em 2015. Por outro lado, as hidrelétricas, que representaram 64% da capacidade instalada no ano passado, terão sua participação diminuída para 29%.

A previsão faz parte do relatório New Energy Outlook 2016, feito pela Bloomberg New Energy Finance (BNEF). O estudo faz uma projeção da evolução das fontes de energia renováveis nas principais economias do mundo.

De acordo com o relatório, o avanço tecnológico possibilitará o barateamento de equipamentos para gerar energia solar e eólica. Além disso, prevê maiores investimentos nessas fontes de energia.

Até 2040, as fontes de energia renováveis, incluindo biomassa, vão atrair US$ 237 bilhões em investimentos no Brasil.

No mesmo período, as hidrelétricas atrairão US$ 27 bilhões, enquanto a energia gerada por combustíveis fósseis, como carvão e gás, terão investimentos de R$ 24 bilhões, segundo o estudo.

“Instalar uma planta [usina] eólica ou solar é mais barato e mais rápido do que implantar uma hidrelétrica, considerando a mesma capacidade de gerar energia”, afirma a analista da BNEF Lilian Alves. “Por isso, prevemos que atrairão mais investimentos.”

Revolução da energia solar

O estudo também prevê que o Brasil viverá uma revolução da energia solar a partir de 2020. O número de imóveis com placas solares no telhado deve saltar de 3.500 atualmente para 9,5 milhões em 2040.

Além do barateamento dos equipamentos, a conscientização também deverá ter influência na decisão de instalar placas solares no telhado das casas. “As pessoas vão perceber que é mais barato gerar a própria energia”, diz a analista da BNEF.

Com isso, ela prevê o crescimento do mercado de geração distribuída no Brasil, ou seja, quando uma pessoa produz a própria energia e vende o excesso para o sistema elétrico em troca de créditos.

“Hoje, dois fatores dificultam a expansão da energia solar: os juros altos, que encarecem os financiamentos, e o dólar valorizado, que encarece a maior parte dos componentes importados”, afirma Alves.

Fonte – UOL