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Investidores estão confiantes no mercado de energia no Brasil, diz Ministro

Ao participar de conferência na Escola Superior de Guerra (ESG), o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, disse nesta quarta (27) que o sucesso dos leilões demonstra a confiança dos investidores na retomada do crescimento econômico do país.

Dono do sétimo maior parque gerador do mundo, o Brasil tem 81% de sua capacidade instalada ancorados em fontes renováveis, sendo o campeão do G20 em geração de energia limpa e renovável.

Esses dados foram citados por Moreira Franco para contextualizar a defesa de maior participação na matriz energética brasileira do gás natural – combustível para usinas termelétricas menos prejudicial para o meio ambiente do que o diesel e o carvão.

Ele lembrou que as hidrelétricas, que respondem hoje por 63,7% da geração de energia no país, causam, com a construção das barragens, grande impacto ambiental e têm sofrido com a “incerteza hidrológica”. “Em 2001, o racionamento de energia deixou claro que o Brasil não poderia depender apenas da energia hidrelétrica”, acrescentou.

Hoje, a geração térmica a gás natural responde por 8,1% da capacidade instalada, percentual que deverá crescer nos próximos anos, segundo o ministro.

As termelétricas, boa parte delas ainda movida a diesel, foram acionadas nos últimos anos para socorrer o sistema e garantir o fornecimento durante períodos de estiagem e baixa dos reservatórios de água.

Segundo Moreira Franco, o governo pretende atrair investimentos estimados em R$ 50 bilhões até 2030 ao revisar o marco legal da exploração e produção de gás natural.

Será redefinida a estrutura da indústria de gás natural por intermédio da promoção de maior diversidade no número de agentes comercializando gás natural e do incentivo a uma regulação tarifária eficiente no transporte.

O grande salto nos últimos 12 meses no país ocorreu na produção de energia solar, com crescimento de 1.351%. Segundo o ministro, foram gerados 12,5% dos novos empreendimentos por meio de fonte fotovoltaica.

A geração eólica também cresceu, respondendo hoje por 30% dos empreendimentos em construção e 27% dos empreendimentos a serem iniciados. O ministro das Minas e Energia reiterou que a capacidade instalada de energia no país precisa crescer entre 4 mil e 5 mil megawatts (MW) ao ano para atender à demanda.

Nos dois leilões de geração em 2017, foram contratadas 88 novas usinas, com 4,5 mil MW de capacidade instalada. Moreira informou que no leilão A-6, previsto para 31 de agosto, serão colocadas à venda novas concessões no montante de 59 mil MW.

FONTE – ambienteenergia.com.br

Usina da Praça do Papa ganha 360 placas para produção de energia solar em Vitória

Usina de geração de energia solar - Instalação das placas solaresUsina de geração de energia solar – Instalação das placas solares

A instalação dos equipamentos que compõem duas microusinas de geração de energia solar na Praça do Papa, na Enseada do Suá, está adiantada. Já foram colocadas mais de 360 placas solares em uma área de, aproximadamente, mil metros quadrados que recebe diretamente a incidência da luz solar.

O sistema tem baixo custo de operação e manutenção e ainda trará economia para a cidade. Os sistemas serão ligados à rede da EDP Escelsa e a energia gerada será utilizada para compensar parte do consumo de iluminação publica de Vitória.

Os sistemas que estão sendo instalados equivalem ao consumo médio mensal de, aproximadamente, 100 casas populares, dependendo da incidência da luz solar e localização geográfica. “Aqui em Vitória temos sol em vários dias. Não podemos desperdiçar essa oportunidade”, destacou o secretário municipalde Transportes, Trânsito e Infraestrutura Urbana, Tyago Hoffmann.

O local contará com dois sistemas fotovoltaicos de 74,25 kW. As estruturas são elevadas e, com isso, as pessoas poderão estacionar seus carros sob elas.

Economia

“A Prefeitura economizará recursos e, ao mesmo tempo, terá a capacidade de gerar energia. Um salto importante que coloca Vitória em destaque nacional e em sintonia com aquilo que o mundo faz há tempo”, explicou Tyago Hoffmann.

Ele completou: “Das energias renováveis, a que melhor se adapta para aplicação em meios urbanos é a solar, por não exigir manutenção constante, não afetar a vida cotidiana das pessoas e não necessitar de um local específico para sua instalação, podendo ser inserida em coberturas de edificações, sobre estacionamentos e até em áreas não produtivas próximas ao local de consumo, por exemplo”.

FONTE – eshoje.com.br

Projeto aprovado na CI incentiva implantação de redes elétricas inteligentes

Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) realiza reunião com 10 itens na pauta. Entre eles, o PLS 356/2017 que incentiva a modernização das instalações do serviço público de distribuição de energia elétrica. À mesa, presidente da CI, senador Eduardo Braga (MDB-AM). Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O consumidor poderá ter informações em tempo real do seu consumo de energia, da tarifa e da qualidade do serviço. Também terá maior facilidade para gerar sua própria energia e utilizar a rede elétrica como um acumulador para uso posterior. Essa são algumas das possibilidades trazidas pelas redes elétricas inteligentes. Projeto aprovado nesta terça-feira (12) pela Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) incentiva a modernização das instalações do serviço público de distribuição de energia elétrica com a implantação dessa nova arquitetura de redes elétricas (PLS 356/2017).

Já em funcionamento em alguns países, as redes elétricas inteligentes, também conhecidas como smart grids, são automatizadas com medidores de qualidade e de consumo de energia em tempo real. A inteligência também é aplicada no combate à ineficiência energética, evitando a perda de energia ao longo da transmissão. O modelo traz vantagens ainda para as distribuidoras, que poderão economizar com a possibilidade de fazer manutenção de forma remota.

Na justificativa da proposta, o autor do texto, senador Eduardo Braga (MDB-AM), observou que todos ganham com a adoção dessa tecnologia, capaz de proporcionar ao consumidor informações sobre o seu consumo, aumentar a transparência na distribuição de energia elétrica, bem como aperfeiçoar o processo de decisão do consumidor em relação à sua demanda por energia. Ele observou também os impactos positivos na eficiência energética e no meio ambiente.

Co-geração

Na reunião desta terça na CI, Braga destacou ainda que as redes elétricas inteligentes são necessárias para que o consumidor possa distribuir eventual excedente de energia que ele produza no seu imóvel.

— Se nós tivermos redes inteligentes, o consumidor poderá sempre que for de seu interesse se tornar um co-gerador na microgeração distribuída seja de energia solar, seja de energia eólica, seja de energia à gás, para que possamos substituir muitas vezes a vinda de energia que estamos trazendo de cada vez mais longe. Quanto mais perto do ponto de carga estiver essa energia e quanto mais limpa, melhor para o país e para o setor elétrico — disse o senador.

O relator do projeto, senador Acir Gurgacz (PDT-RO), recomendou a aprovação do texto ao afirmar que é preciso romper a inércia por que o setor elétrico brasileiro passa em relação à adoção dessa importante tecnologia.

— O PLS proposto pelo senador Eduardo Braga tem o mérito de dar condições mais sustentáveis para a expansão das redes inteligentes, de modo que o Brasil possa ter, em pouco tempo, condições para fazer essa atualização tecnológica em larga escala — apontou.

A proposta, que já foi aprovada pela Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC), segue para decisão final da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT).

FONTE – 12.senado.leg.br

Ministério da Integração quer energia solar para reduzir custos da transposição do São Francisco

Projetos de irrigação ao longo do rio também poderão ser contemplados

O Ministério da Integração Nacional quer utilizar a energia solar para baratear os custos da transposição do rio São Francisco. De acordo com o ministro Antônio de Pádua, os custos com energia são da ordem de mais de R$ 40 milhões por mês, representando quase 80% da fase de operação. A obra vai levar água a 12 milhões de brasileiros, em 400 cidades e nos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. A expectativa é que até setembro os estudos de viabilização já estejam concluídos. “Já estamos em alguns estudos avançando e temos certeza que vamos encontrar a melhor solução para esse propósito de diminuir os custos”, disse Pádua, que participou de abertura da terceira edição do Brasil Solar Power, realizado nesta terça-feira, 12 de junho, no Rio de Janeiro.

Segundo o ministro, a grande faixa de extensão do projeto facilita o uso de energia solar na região. A transposição do rio São Francisco é a maior obra hídrica do país no momento, com 477 quilômetros somando todos os eixos e 200 metros de faixa de domínio. Ainda não há uma estimativa do montante de energia que poderá ser utilizado. Os estudos estão sendo feitos pela equipe técnica do ministério e a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica é parceira, além do ministério de Minas e Energia. A fonte solar deverá ser usada na operação de canais e no forebay de barragens. “Vemos o projeto com muitos bons olhos e é uma prioridade nossa”, revelou o ministro. A transposição está com 96,4% de avanço operacional nos seus dois eixos, sendo 95% no eixo norte e o eixo leste já está com 100%.

Transposição do rio vai beneficiar 12 milhões de pessoas

O ministro também sinalizou a intenção de usar a fonte solar em projetos de irrigação ao longo do rio São Francisco. A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba registra altos gastos com energia nessa atividade. “Queremos implantar energia solar nos perímetros irrigados e deixar em prática já nessa gestão”, avisa. O ministério também começa a avaliar a viabilidade do uso da fonte em outras obras para reduzir custos de modo que até o fim do ano algum projeto já esteja contemplado.

FONTE – canalenergia.com.br

Reino de Marrocos é pioneiro na produção de energia solar

O Governo marroquino acaba de anunciar que construiu na cidade de Ouarzazate, a maior fábrica do mundo para a concentração, produção e distribuição de energia solar.

O país dispõe da maior fábrica mundial de energia solar instalada num espaço no deserto (Foto: DR)

Localizada no meio do deserto, numa enorme fazenda onde já foram produzidas importantes obras cinematográficas, como os filmes “Lawrence da Arábia” e “Gladiator”, esta fábrica pode abastecer de energia eléctrica, até ao final do ano, mais de um milhão de casas e reduzir para 760 mil toneladas anuais a emissão de carbono.
Inaugurada pelo rei Mohammed VI em 2016, a primeira das três fases do projecto de construção termo-solar acaba de ser concluída, o que permite começar desde já abastecer de energia as primeiras casas, servindo cerca de 600 mil pessoas que vivem num raio de 10 quilómetros em redor da cidade de Ouarzazate.
O continente africano, devido às suas características climáticas, possui excelentes condições para a produção de energia solar.
Um dos problemas que se coloca é que se trata de um tipo de produção que carece de avultados investimentos na construção de diferentes estruturas que permitam a acumulação e posterior distribuição desse tipo de energia.
O retorno financeiro do investimento é lento, o que desencoraja empresas potencialmente interessadas em participar no negócio.

Financiamentos externos

No caso concreto de Marrocos, para a construção da maior fábrica mundial de energia solar, o Banco Mundial disponibilizou um financiamento de 400 milhões de dólares a que se juntou um outro de 216 milhões de dólares providenciado pelo Fundo para as Tecnologias Limpas.
A obtenção destes financiamentos, contudo, foi antecedida de um trabalho profundo por parte do Governo marroquino, que lhe valeu o reconhecimento internacional como, sendo o país líder no desenvolvimento de projectos relacionados com o aproveitamento das energias renováveis.
Esse esforço foi recentemente reconhecido pelo Banco Mundial, que elogiou a decisão de o país ter um plano para que dentro de 10 anos ,97 por cento da energia utilizada  através do chamado “sistema limpo”, um objectivo arrojado e que se pode tornar pioneiro a nível mundial.
“O continente africano, sobretudo a região norte, onde está Marrocos, possui um tremendo potencial para gerar energia solar, sendo pena que muitos países não façam tudo para que esse sistema seja adoptado nos seus programas de Governo”, afirmou recentemente Sameh Mobarek, conselheiro do Banco Mundial.
Sameh Mobarek referiu que a Tunísia, outro país do norte de África, já tem planos para a construção de fábricas para acumulação de energia solar com o objectivo dela depois poder ser usada em alturas do ano com condições climáticas mais adversas.
No entanto, a Tunísia ainda tem esses planos um pouco atrasados o que está a dificultar a obtenção do desejado apoio financeiro por parte do Banco Mundial, devendo apenas ser em 2020 que deverá iniciar-se a construção de uma fábrica para acumulação e distribuição de energia limpa.
Neste momento, estão em curso estudos para avaliar os melhores locais que poderão acolher esse projecto. Só depois, o Governo tunisino avançará para a busca de parceiros e para a obtenção de financiamentos de modo a seguir os passos já dados por Marrocos.
A Escola de Estudos Africanos e Orientais está a colaborar com as autoridades tunisinas na elaboração dos referidos estudos e poderá também ter um importante papel a desempenhar na altura da análise dos projectos.

FONTE – jornaldeangola.sapo.ao

Totem movido a energia solar chega ao Museu Catavento

Protocolo com a pasta de Energia e Mineração para geração de energia fotovoltaica foi assinado no Dia Mundial do Meio Ambiente (5/6)

Conhecido por ser um espaço interativo, que apresenta a ciência para crianças, jovens e adultos de uma forma diferente, instigando a curiosidade e o interesse por temas considerados complicados, o Museu Catavento e a Secretaria de Energia e Mineração desenvolveram um totem interativo que mostra como é gerada a energia solar.

A iniciativa tem como objetivo difundir o uso das energias renováveis entre a população, em especial às pessoas que visitam a instituição. O projeto foi inaugurado na última terça-feira (5), Dia Mundial do Meio Ambiente, pelo secretário de Energia e Mineração, João Carlos Meirelles e o presidente do Conselho de Administração do Catavento, Sergio Freitas.

Na ocasião, também estiveram presentes representantes da Secretaria da Cultura e da empresa Héstia Energy, que doou os painéis. O totem interativo fica na parte externa do museu e possui três mecanismos que se movem com base na incidência solar dos painéis fotovoltaicos, que totalizam 150 watts-pico. Conforme a intensidade do sol, os mecanismos se movem com maior ou menor rapidez.

“Essa nova estrutura foi desenvolvida para mostrar às crianças de forma simples como funciona a geração da energia solar, que é através da luminosidade e não do calor, como a maioria pensa”, explicou o secretário de Energia e Mineração, João Carlos Meirelles.

O totem conta com quatro engrenagens que se movimentam com a energia gerada pelos painéis. Uma representa o sistema solar, outra um homem girando uma engrenagem, a terceira um peixe nadando e, no topo, um cata-vento que gira conforme a intensidade da luz.

“Estamos muito felizes em poder entregar mais um equipamento para os visitantes, que contou com o importante apoio da iniciativa privada, neste ano de restrição orçamentária”, destacou o presidente do Conselho de Administração do Catavento, Sergio Freitas.

Os painéis solares foram doados pela empresa Héstia Energy, que procura incentivar o uso da energia solar desmistificando a complexidade da tecnologia. O totem foi construído com recursos do Museu Catavento. No total, a estrutura teve investimento de R$ 70 mil.

“Essa relação entre entidades do poder público mostra um governo moderno que une esforços em prol da população”, disse o chefe de gabinete da Secretaria da Cultura, Alessandro Soares.

Protocolo de intenções

Durante o evento, foi assinado um protocolo de intenções entre a Secretaria de Energia e Mineração e o Museu Catavento para analisar a viabilidade de se adotar a geração de energia fotovoltaica no prédio do museu, além de estudos de eficiência energética para a redução do consumo de eletricidade.

Técnicos da Secretaria de Energia e Mineração e do Museu Catavento formarão um grupo de trabalho que irá desenvolver o projeto, definindo as necessidades e identificando a potência a ser gerada no museu, bem como os valores de investimento e um planejamento de execução das atividades. O trabalho não envolve a transferência de recursos financeiros entre a Secretaria e o Museu.

“Em 30 dias devemos ter o grupo de trabalho formado e iniciar as análises do potencial de geração solar do Museu Catavento”, afirmou o subsecretário de Energias Renováveis, Antonio Celso de Abreu Jr.

FONTE – saopaulo.sp.gov.br

Polônia gera febre do ouro em mercado de energia solar

(Bloomberg) — O setor de energia solar da Polônia pode estar a caminho de um rápido crescimento. Os investidores estão migrando para esse mercado promissor após a decisão do país, dependente do carvão, de adotar a energia limpa para cumprir os padrões de emissões da União Europeia e ajudar a eliminar a pior poluição atmosférica do bloco.

O maior país-membro da UE no Leste Europeu está distanciando sua política energética do carvão em um momento em que as preocupações ambientais, incluindo a poluição que cobre suas maiores cidades, se transformam em temas políticos. Após reduzir inicialmente os subsídios à energia verde, o governo em Varsóvia, que assumiu há dois anos e meio, mudou de postura para cumprir as metas do bloco para as energias renováveis.

A mudança ocorreu depois que uma onda de calor atingiu o país, em 2015, forçando as produtoras de energia dependentes do carvão a reduzirem a oferta de eletricidade para usuários industriais.

A Sun Investment Group, da Lituânia, está entre as investidoras que apostam que o retorno da Polônia à energia limpa é de longo prazo. A empresa planeja investir cerca de 40 milhões de euros (US$ 47 milhões) em 42 megawatts dos projetos que adquiriu no início do ano e atingir pelo menos 250 megawatts até o fim de 2020, segundo o diretor-gerente Deividas Varabauskas.

“A Polônia é o último país de tamanho considerável da UE no qual o mercado de energia solar ainda está em sua infância”, disse em entrevista, em Varsóvia. “Atualmente, há uma corrida do ouro. Todos querem subir no trem polonês.”

Sistema de apoio

O grupo do setor de energia renovável Instytut Energetyki Odnawialnej projeta que a capacidade solar da Polônia subirá para 1,2 gigawatt em 2020, contra apenas 108 megawatts no fim de 2017. A Sun Investment, juntamente com a E-Energija e com a espanhola I+D Energías, comprou 43 projetos com capacidade total de 42 megawatts, enquanto outra empresa lituana, a Modus Energy, planeja investir mais de 50 milhões de euros para construir cerca de 50 megawatts em projetos fotovoltaicos.

A Polônia concedeu subsídios para mais de 300 megawatts no leilão do ano passado. O país abrirá licitação para outros 750 megawatts em 2018, dos quais apenas 400 megawatts em capacidade adicional serão construídos, porque esse mercado fragmentado não tem projetos qualificados, segundo a Sun Investment.

Mesmo que o país tenha o potencial de absorver 1 gigawatt de energia solar por ano, é possível que isso não se concretize, principalmente devido à pouca experiência dos bancos para avaliar projetos fotovoltaicos e à burocracia, disse. Além disso, o preço “agressivo” do leilão do ano passado foi “uma grande surpresa”, já que Varabauskas pensava que “o prêmio para entrar no mercado seria maior”.

Futuramente, a desenvolvedora lituana pode estudar a venda de seus ativos na Polônia se tiver “um grande portfólio ou se uma empresa de serviços públicos disposta a fazer grandes aquisições entrar no páreo”, disse.

FONTE – economia.uol.com.br

PTI E Energias Renováveis: Fontes Limpas Para Um Desenvolvimento Sustentável

A fim de garantir a preservação dos recursos naturais, o Parque aposta em pequisas e aplicações de fontes que tenham pouco ou nenhum impacto direto sobre o meio ambiente
Instalado nos antigos alojamentos dos operários que construíram a maior hidrelétrica do mundo, o Parque Tecnológico Itaipu (PTI) aposta em pesquisas e aplicações de fontes que tenham pouco ou nenhum impacto direto sobre o meio ambiente a fim de garantir a preservação dos recursos naturais. Essas fontes são complementares à hidráulica, como nos casos das energias solar e eólica, assim como biogás e hidrogênio.
Por meio do Centro Internacional de Hidroinformática (CIH), o PTI teve um papel importante na elaboração do Atlas de Energia Solar do Estado do Paraná. Além do documento, fruto de um intenso trabalho de pesquisa e coleta de dados, o projeto resultou em um sistema online (www.atlassolarparana.com), que permite que qualquer cidadão paranaense possa saber, com precisão e gratuitamente, a energia solar disponível em cada um dos nossos 399 municípios, inclusive de acordo com a época do ano.
Para isso, o projeto – realizado em parceria com a Itaipu Binacional, a Universidade Federal Tecnológica do Paraná (UTFPR) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) – utilizou uma modelagem matemática que mede o espalhamento da energia solar no território, aliando imagens de satélite, e estações do Inpe e do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). ”Essas informações podem servir como base para elaboração de políticas públicas. Um dos objetivos do projeto é a ampliação do uso da fonte de energia renovável no Paraná, por meio, principalmente, de sistemas fotovoltaicos conectados à rede, uma vez que tanto o grande quanto o pequeno investidor tem uma base de informação confiável para fazer as suas simulações dos quantitativos de energia”, explica Alisson Rodrigues Alves, engenheiro ambiental do PTI.
O Atlas confirmou o grande potencial solar existente no Estado, que embora menor que o de outros estados brasileiros – como os do Nordeste – é 43% superior ao da Alemanha, um dos países que mais investe nessa fonte renovável, no mundo. Ainda dentro deste contexto, foi criado o Laboratório de Energia Solar do Parque Tecnológico Itaipu, cujo objetivo é tornar o Oeste do Paraná mais competitivo e inserido nas tecnologias globais. Neste primeiro momento, a atuação do grupo deve se concentrar nos seguintes pilares: Educação; Pesquisas, Desenvolvimento e Inovação na fronteira tecnológica; empreendedorismo e formação de novos negócios; parcerias nacionais e Internacionais; e políticas públicas de incentivo ao uso de energia solar.
Hidrogênio
O hidrogênio também tem seu espaço garantido nas linhas de pesquisa do PTI por meio do Núcleo de Pesquisa em Hidrogênio (NUPHI). Resultado de um convênio firmado entre o PTI, a Itaipu Binacional e a Eletrobras, o Núcleo conta com um laboratório, que é equipado para a realização de pesquisas em alguns aspectos do hidrogênio e compartilhado com professores e alunos, especialmente das universidades instaladas no PTI: Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) e Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste).
A partir desse convênio, também foi implementada uma Planta Experimental de Produção de Hidrogênio que possibilita a análise de todo o ciclo de produção do hidrogênio, e ainda a purificação, compressão, armazenamento e posterior utilização em células a combustível ou combustão em mistura com outros combustíveis, como, por exemplo, o biometano. “Estes estudos podem corroborar para a produção de hidrogênio como forma de armazenamento de excedente de energia de fontes renováveis como hidráulica, eólica e solar e sua posterior utilização energética para fins de mitigar os impactos ambientais negativos, como por exemplo, a produção de energia elétrica utilizando células a combustível”, explica Ricardo Ferracin, gerente do NUPHI.
Energia Eólica e Biogás
Cada vez mais competitiva e popular no Brasil, a energia eólica também tem sido pauta nos estudos desenvolvidos no PTI. Em breve, por meio do CIH, deve ser lançado um levantamento do potencial eólico do Oeste do Paraná. Os estudos preliminares já apontam que municípios como Nova Laranjeiras, São Pedro do Iguaçu, Marechal Cândido Rondon, Guaraniaçu e Toledo (além da própria região do reservatório de Itaipu) apresentam ventos com velocidade entre 4,3 e 5 metros por segundo (m/s) a uma altura de 15 metros, características favoráveis à microgeração utilizando turbinas eólicas para a geração de energia elétrica.
Outra fonte na qual o PTI concentra cada vez mais seus esforços é o biogás, resultante do tratamento da biomassa residual das atividades agropecuárias. As atividades, que transformam um passivo ambiental em ativo energético e econômico, são coordenadas pelo CIBiogás (Centro Internacional de Energias Renováveis–Biogás), instituição científica, tecnológica e de inovação instalada no Parque.
A estrutura do CIBiogás conta com um laboratório de biogás, e 11 unidades de produção de biogás no Brasil. No ano passado, foi inaugurada uma Unidade de Demonstração de Biogás e Biometano dentro da Central Hidrelétrica da Itaipu Binacional. A planta é a primeira do Brasil que utiliza, como matéria-prima, uma mistura de esgoto, restos orgânicos de restaurantes e poda de grama.

FONTE – 100fronteiras.com

Rússia e China podem apoiar investimentos em energia e logística em Uberaba

Países mostraram interesse em projetos do município

Empreendimentos na cidade de Uberaba, no Triângulo Mineiro, principalmente nas áreas de energia solar, amônia e logística, podem ganhar um impulso vindo da Rússia e China. O prefeito de Uberaba, Paulo Piau (MDB), voltou nesta semana de viagem aos dois países e tem dever de casa a cumprir para acelerar parcerias que podem garantir investimentos estrangeiros. Segundo ele, será marcada, em um prazo aproximado de 60 dias, visita à cidade mineira de representantes de uma empresa chinesa na área de energia solar. Além disso, há dois estudos em andamento para projetos do Aeroporto Internacional de Cargas, o Intervales, e da planta de amônia. “São estudos de viabilidade que servirão como ponto de partida para investidores”, disse.

O nome da empresa chinesa que está interessada em investir em energia solar a partir de Uberaba precisa ser preservado por enquanto, segundo Piau. “A China tem muito interesse na energia solar. É uma determinação do governo para reduzir a emissão de carbono. Com isso, o país constrói esse caminho sustentável e desenvolve equipamentos. Uberaba tem interesse na área e, por sua vez, a China se interessa pelo mercado brasileiro”, disse.

De acordo com ele, um dos diferenciais de Uberaba para atrair esse e outros investidores é a Zona de Processamento de Exportação (ZPE). Nesse caso, a estrutura – que já está pronta – pode atender ao interesse da China de alcançar outros mercados na América Latina.

Outro foco de interesse dos investidores é o Aeroporto Internacional de Cargas, o Intervales. A empresa Urban Systems deve finalizar em 40 dias o estudo de viabilidade da estrutura. “Rússia e China ficaram interessados no Intervales. Há uma verdadeira ‘obsessão’ por infraestrutura, pois não há por que produzir se não há como entregar a produção por meios eficientes”, diz Piau.

A Prefeitura de Uberaba também buscou investidores para a planta de amônia. Para acelerar os negócios, a prefeitura já contratou a Fundação Getulio Vargas (FGV) para elaborar o projeto de viabilidade de implantação da planta.

Projeto iniciado pela Petrobras, a planta de amônia em Uberaba acabou sendo abandonada pela estatal. A prefeitura busca meios para viabilizar os investimentos necessários para o projeto, que tem potencial para reduzir a dependência brasileira de fertilizantes importados.

Interesse em parcerias – Segundo Piau, foi possível perceber que os investidores estão mais interessados em parcerias do que em assumir projetos em sua totalidade. “Na cidade de Changzhou (China), que visitamos, há 25 empresas brasileiras. Em todas elas, o Estado é sócio majoritário. Esse é o modelo deles. Mas é possível perceber que esses investidores têm interesse em fazer parcerias e não bancar 100% dos projetos”, informou.

Também na China foram feitos contatos com empresas de LED. A Prefeitura de Uberaba acaba de lançar edital para operacionalizar um contrato de parceria público-privada (PPP) de iluminação pública. Segundo a prefeitura, os chineses mostraram interesse em participar da licitação, sendo demonstrados exemplos que garantem mais de 50% de economia no consumo de energia pública.

“Como desafios para o Brasil, segundo Piau, estão estabilidade da moeda, redução da burocracia e melhoria da segurança.”

“Na Rússia, o prefeito participou de encontros no Ministério de Desenvolvimento Econômico e na Embaixada Brasileira em Moscou. A viagem à Rússia foi encerrada no último dia 25, com visita ao Skolkovo Technopark, parque tecnológico com o qual a prefeitura pretende firmar cooperação. Na China, o prefeito Paulo Piau foi recebido pela equipe do Ministério de Desenvolvimento. Em ambos os países, foram realizadas reuniões com empresas e investidores.”

“- O prefeito de Uberaba também comentou ontem a onda de ataques criminosos que vem acontecendo em Minas, com incêndios a ônibus, entre outros. Ele informou que espera que o governo do Estado identifique, o mais rápido possível, as causas do ataque. Em Uberaba, foi reforçada a segurança aos coletivos para que o serviço continue a ser prestado.”

FONTE – diariodocomercio.com.br

Catalunha pretende lançar token de energia com paridade em quilowatts

A Catalunha, que engloba as províncias de Barcelona, Girona, Lérida e Tarragona, é uma comunidade autônoma oficialmente pertencente à Espanha, mas que busca sua independência e descentralização do território espanhol há anos, e, mais notavelmente no ano passado, uma declaração frustrada de independência levou à uma forte repressão política, econômica e policial da nação europeia.

Porém, apesar da pressão da Espanha, a Catalunha, onde Pablo Picasso iniciou o movimento cubista, deseja avançar em seu processo de independência, agora, por meio da energia e da blockchain. O plano é incentivar a geração de energia solar, contornando as regras que inibem sua adoção por Madri. Para tanto, a comunidade independente, como revela a Coindesk, vai usar um token ERC-20, denominado “ION”, para incentivar micro-redes gerenciadas pela comunidade (grupos de recursos de energia distribuída, como geradores solares de teto que podem conectar-se à rede principal ou operar em “modo ilha”).

Lluïsa Marsal, líder em inovação tecnológica no Instituto Catalão de Energia do governo da Catalunha, está supervisionando o projeto. “O token não tem nada a ver com independência. É um símbolo de energia para gerenciar micro-redes”. Mas para que essas micro-redes estejam livres das restrições legais e econômicas que limitam seu apelo, elas devem ser isoladas da rede nacional da Espanha.

O projeto ION ainda foi está desenvolvido, mas o plano é começar dentro de dois meses com um piloto em cinco municípios da Catalunha. Não haverá oferta inicial de moeda (ICO, na sigla em inglês), e os tokens serão doados ou “liberados” quando os usuários se inscreverem no projeto e instalarem sua carteira ION. As quantidades fornecidas variam entre 100 e 5.000 IONs, dependendo do envolvimento do usuário. Haverão 8.418 milhões de IONs distribuídos. Isso é para espelhar o poder em quilowatts-hora (kWh) por ano produzido pelas usinas combinadas da Catalunha, disse Marsal.

“QUANDO ESSAS MICRO-REDES FOREM IMPLANTADAS MASSIVAMENTE E MUITAS COMUNIDADES SOLARES FORMADAS, PRETENDEMOS TER UMA PRODUÇÃO SOLAR TOTAL IGUAL ÀS USINAS ATUAIS. ISSO PODE LEVAR ANOS, MAS QUEREMOS ESTABELECER O VALOR DE 1 ION PARA 1KWH.”

Em termos de como o token funcionará nas mãos dos usuários, o sistema usará uma medida média de kWh no uso de energia solar e, quando alguém usar mais do que a média, pagará pelo excesso em tokens, se eles usam menos, eles são recompensados ​​em tokens também.

Essa abordagem para a medição de eletricidade é destinada a oferecer mais flexibilidade. Por exemplo, grupos pequenos e discretos de usuários podem concordar com os cronogramas de consumo de energia (como usar aparelhos em diferentes momentos do dia ou diferentes dias da semana). Os contratos inteligentes podem ajudar a gerenciar permissões de energia para cada usuário nesses cronogramas de “não simultaneidade”.

Além disso, os tokens ION poderiam ser negociados em mercados, “desde que o preço de kWh é conhecido e é de aproximadamente € 0,10”, disse Marsal.

FONTE – criptomoedasfacil.com