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Totem movido a energia solar chega ao Museu Catavento

Protocolo com a pasta de Energia e Mineração para geração de energia fotovoltaica foi assinado no Dia Mundial do Meio Ambiente (5/6)

Conhecido por ser um espaço interativo, que apresenta a ciência para crianças, jovens e adultos de uma forma diferente, instigando a curiosidade e o interesse por temas considerados complicados, o Museu Catavento e a Secretaria de Energia e Mineração desenvolveram um totem interativo que mostra como é gerada a energia solar.

A iniciativa tem como objetivo difundir o uso das energias renováveis entre a população, em especial às pessoas que visitam a instituição. O projeto foi inaugurado na última terça-feira (5), Dia Mundial do Meio Ambiente, pelo secretário de Energia e Mineração, João Carlos Meirelles e o presidente do Conselho de Administração do Catavento, Sergio Freitas.

Na ocasião, também estiveram presentes representantes da Secretaria da Cultura e da empresa Héstia Energy, que doou os painéis. O totem interativo fica na parte externa do museu e possui três mecanismos que se movem com base na incidência solar dos painéis fotovoltaicos, que totalizam 150 watts-pico. Conforme a intensidade do sol, os mecanismos se movem com maior ou menor rapidez.

“Essa nova estrutura foi desenvolvida para mostrar às crianças de forma simples como funciona a geração da energia solar, que é através da luminosidade e não do calor, como a maioria pensa”, explicou o secretário de Energia e Mineração, João Carlos Meirelles.

O totem conta com quatro engrenagens que se movimentam com a energia gerada pelos painéis. Uma representa o sistema solar, outra um homem girando uma engrenagem, a terceira um peixe nadando e, no topo, um cata-vento que gira conforme a intensidade da luz.

“Estamos muito felizes em poder entregar mais um equipamento para os visitantes, que contou com o importante apoio da iniciativa privada, neste ano de restrição orçamentária”, destacou o presidente do Conselho de Administração do Catavento, Sergio Freitas.

Os painéis solares foram doados pela empresa Héstia Energy, que procura incentivar o uso da energia solar desmistificando a complexidade da tecnologia. O totem foi construído com recursos do Museu Catavento. No total, a estrutura teve investimento de R$ 70 mil.

“Essa relação entre entidades do poder público mostra um governo moderno que une esforços em prol da população”, disse o chefe de gabinete da Secretaria da Cultura, Alessandro Soares.

Protocolo de intenções

Durante o evento, foi assinado um protocolo de intenções entre a Secretaria de Energia e Mineração e o Museu Catavento para analisar a viabilidade de se adotar a geração de energia fotovoltaica no prédio do museu, além de estudos de eficiência energética para a redução do consumo de eletricidade.

Técnicos da Secretaria de Energia e Mineração e do Museu Catavento formarão um grupo de trabalho que irá desenvolver o projeto, definindo as necessidades e identificando a potência a ser gerada no museu, bem como os valores de investimento e um planejamento de execução das atividades. O trabalho não envolve a transferência de recursos financeiros entre a Secretaria e o Museu.

“Em 30 dias devemos ter o grupo de trabalho formado e iniciar as análises do potencial de geração solar do Museu Catavento”, afirmou o subsecretário de Energias Renováveis, Antonio Celso de Abreu Jr.

FONTE – saopaulo.sp.gov.br

PTI E Energias Renováveis: Fontes Limpas Para Um Desenvolvimento Sustentável

A fim de garantir a preservação dos recursos naturais, o Parque aposta em pequisas e aplicações de fontes que tenham pouco ou nenhum impacto direto sobre o meio ambiente
Instalado nos antigos alojamentos dos operários que construíram a maior hidrelétrica do mundo, o Parque Tecnológico Itaipu (PTI) aposta em pesquisas e aplicações de fontes que tenham pouco ou nenhum impacto direto sobre o meio ambiente a fim de garantir a preservação dos recursos naturais. Essas fontes são complementares à hidráulica, como nos casos das energias solar e eólica, assim como biogás e hidrogênio.
Por meio do Centro Internacional de Hidroinformática (CIH), o PTI teve um papel importante na elaboração do Atlas de Energia Solar do Estado do Paraná. Além do documento, fruto de um intenso trabalho de pesquisa e coleta de dados, o projeto resultou em um sistema online (www.atlassolarparana.com), que permite que qualquer cidadão paranaense possa saber, com precisão e gratuitamente, a energia solar disponível em cada um dos nossos 399 municípios, inclusive de acordo com a época do ano.
Para isso, o projeto – realizado em parceria com a Itaipu Binacional, a Universidade Federal Tecnológica do Paraná (UTFPR) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) – utilizou uma modelagem matemática que mede o espalhamento da energia solar no território, aliando imagens de satélite, e estações do Inpe e do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). ”Essas informações podem servir como base para elaboração de políticas públicas. Um dos objetivos do projeto é a ampliação do uso da fonte de energia renovável no Paraná, por meio, principalmente, de sistemas fotovoltaicos conectados à rede, uma vez que tanto o grande quanto o pequeno investidor tem uma base de informação confiável para fazer as suas simulações dos quantitativos de energia”, explica Alisson Rodrigues Alves, engenheiro ambiental do PTI.
O Atlas confirmou o grande potencial solar existente no Estado, que embora menor que o de outros estados brasileiros – como os do Nordeste – é 43% superior ao da Alemanha, um dos países que mais investe nessa fonte renovável, no mundo. Ainda dentro deste contexto, foi criado o Laboratório de Energia Solar do Parque Tecnológico Itaipu, cujo objetivo é tornar o Oeste do Paraná mais competitivo e inserido nas tecnologias globais. Neste primeiro momento, a atuação do grupo deve se concentrar nos seguintes pilares: Educação; Pesquisas, Desenvolvimento e Inovação na fronteira tecnológica; empreendedorismo e formação de novos negócios; parcerias nacionais e Internacionais; e políticas públicas de incentivo ao uso de energia solar.
Hidrogênio
O hidrogênio também tem seu espaço garantido nas linhas de pesquisa do PTI por meio do Núcleo de Pesquisa em Hidrogênio (NUPHI). Resultado de um convênio firmado entre o PTI, a Itaipu Binacional e a Eletrobras, o Núcleo conta com um laboratório, que é equipado para a realização de pesquisas em alguns aspectos do hidrogênio e compartilhado com professores e alunos, especialmente das universidades instaladas no PTI: Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) e Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste).
A partir desse convênio, também foi implementada uma Planta Experimental de Produção de Hidrogênio que possibilita a análise de todo o ciclo de produção do hidrogênio, e ainda a purificação, compressão, armazenamento e posterior utilização em células a combustível ou combustão em mistura com outros combustíveis, como, por exemplo, o biometano. “Estes estudos podem corroborar para a produção de hidrogênio como forma de armazenamento de excedente de energia de fontes renováveis como hidráulica, eólica e solar e sua posterior utilização energética para fins de mitigar os impactos ambientais negativos, como por exemplo, a produção de energia elétrica utilizando células a combustível”, explica Ricardo Ferracin, gerente do NUPHI.
Energia Eólica e Biogás
Cada vez mais competitiva e popular no Brasil, a energia eólica também tem sido pauta nos estudos desenvolvidos no PTI. Em breve, por meio do CIH, deve ser lançado um levantamento do potencial eólico do Oeste do Paraná. Os estudos preliminares já apontam que municípios como Nova Laranjeiras, São Pedro do Iguaçu, Marechal Cândido Rondon, Guaraniaçu e Toledo (além da própria região do reservatório de Itaipu) apresentam ventos com velocidade entre 4,3 e 5 metros por segundo (m/s) a uma altura de 15 metros, características favoráveis à microgeração utilizando turbinas eólicas para a geração de energia elétrica.
Outra fonte na qual o PTI concentra cada vez mais seus esforços é o biogás, resultante do tratamento da biomassa residual das atividades agropecuárias. As atividades, que transformam um passivo ambiental em ativo energético e econômico, são coordenadas pelo CIBiogás (Centro Internacional de Energias Renováveis–Biogás), instituição científica, tecnológica e de inovação instalada no Parque.
A estrutura do CIBiogás conta com um laboratório de biogás, e 11 unidades de produção de biogás no Brasil. No ano passado, foi inaugurada uma Unidade de Demonstração de Biogás e Biometano dentro da Central Hidrelétrica da Itaipu Binacional. A planta é a primeira do Brasil que utiliza, como matéria-prima, uma mistura de esgoto, restos orgânicos de restaurantes e poda de grama.

FONTE – 100fronteiras.com

Arábia Saudita irá construir megacidade de US$ 500 bilhões com 33 vezes o tamanho de Nova York

País espera concluir a primeira parte da nova cidade, que será totalmente abastecida por energia renovável, até 2025

Neom (Foto: Divulgação/Neom)NEOM, A NOVA CIDADE QUE SERÁ ERGUIDA PELA ARÁBIA SAUDIDA E PRETENDE SER UMA REFERÊNCIA GLOBAL DE INOVAÇÃO (FOTO: DIVULGAÇÃO/NEOM)

Maior exportador de petróleo do mundo, a Arábia Saudita está construindo uma nova cidade, com 33 vezes o tamanho de Nova York, nos Estados Unidos. O projeto de US$ 500 bilhões tem como objetivo diversificar economia do país e diminuir sua dependência do petróleo.

Batizada de Neom, a cidade foi anunciada pelo príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman. Os planos são ambiciosos. Neom será 100% abastecida por energia renovável. De acordo com o príncipe, o financiamento para a obra será feito tanto com recursos do governo saudita como de investidores privados. As autoridades esperam que um programa de financiamento, que inclui a venda de 5% da gigante do petróleo Saudi Aramco, arrecade US$ 300 bilhões para a construção da cidade.

A Arábia Saudita espera concluir a primeira parte da nova cidade até 2025. De acordo com o material de divulgação, “o projeto é feito para transformar o reino em um líder global de inovação e um centro de negócios, com o objetivo de para estimular a indústria local, criar empregos no setor privado e impulsionar o PIB do reino”.

Estão previstos cinco palácios na costa do Mar Vermelho. Eles serão para o rei, o príncipe herdeiro e outros membros da alta realeza. Os prédios terão arquitetura tradicional de estilo marroquino, desenhos islâmicos e azulejos coloridos. O complexo de palácios incluirá uma marina, helipontos e um campo de golfe.

Já a cidade comercial e industrial terá um perfil bem mais moderno. Segundo o governo saudita, a principal diferença do planejamento urbano será a nova tecnologia aplicada nos projetos de infraestrutura. “Este lugar não é para pessoas convencionais ou empresas convencionais, este será um lugar para os sonhadores do mundo”, disse o príncipe Bin Salman.

Para isso, a Neom pretende atrair os “melhores talentos de todo o mundo para ampliar os limites da inovação como nunca antes e impulsionar o crescimento da região”. O governo saudita destaca as vantagens econômicas e geográficas da região, ressaltando que aproximadamente 10% dos fluxos de comércio mundial se dão pelo do Mar Vermelho, conectando Ásia, Europa, África e América. Até mesmo o clima local é elogiado. Segundo o material de divulgação, a cidade será localizada em um local único, com uma temperatura cerca de 10°C menor que a média do entorno, já que estará cravada em região montanhosa, com ventos frescos vindos da região do Mar Vermelho. A região conta ainda com 468km de costa com praias intocadas, ilhas e até montanhas de 2,5 mil metros de altitude.

Os ventos locais seriam, inclusive, um incentivo para a instação de uma estrutura para explorar recursos eólicos e com espaço também para energia solar. Com o foco em fontes renováveis de energia, a mobilidade ganha destaque já que provavelmente nas ruas da cidade irão circular apenas veículos elétricos.

O país nomeou Klaus Kleinfeld, ex-CEO da Siemens AG e da Alcoa para dirigir o projeto Neom. Kleinfeld explicou que a cidade levará em conta o que ele disse ser uma mudança geracional em relação à demanda por carros. Kleinfeld acrescentou que a Neom está explorando “com que rapidez [nós] podemos trazer drones de passageiros” e como a cidade irá incentivar o tráfego de pedestres. “Esses são os conceitos em que estamos trabalhando e há muitos dispostos a ajudar a investir nisso”. Para Kleinfeld, Neom será uma vitrine do que ele chama de estilo de vida “pós-industrial”.

Planeja-se ainda investimentos em tecnologia em outros setores, como na gestão da água, na biotecnologia (humana e de produtos farmacêuticos), na alimentação (exploração da água do mar, agricultura em áreas desérticas e hidroponia), no entretenimento (esportes, jogos eletrônicos, televisão e cinema), nas ciências digitais (realidade virtual, aumentada, data center, inteligência artificial, internet das coisas e comércio eletrônico), na manufatura (impressão 3D, novos materiais e robótica) e, claro, no turismo, com os hotéis sendo as primeiras construções do local.

Chama a atenção a descrição de que  o local terá “normas sociais de padrão mundial em cultura, artes e educação”, já que a Arábia Saudita é um dos países mais conservadores do mundo e bastante rígido com o comportamento das mulheres, que obtiveram o direito ao voto somente em 2015 e a dirigir apenas no ano passado. Elas ainda são proibidas de abrir uma conta em banco, iniciar um negócio ou solicitar um passaporte sem a autorização de um homem.

FONTE – epocanegocios.globo.com

Menor dependência do modelo rodoviário reduziria também o uso de petróleo

Ampliação de ferrovias, hidrovias e até mesmo caminhões elétricos são alternativas para país diversificar o transporte e as fontes de energia

Ferrovia norte sulTrecho da Ferrovia Norte-Sul em Anápolis (GO). Brasil precisa ampliar transporte de cargas por via férrea

São Paulo – A gradual ampliação do transporte de cargas no Brasil por vias ferroviárias e hidroviárias poderia diminuir a dependência do país do modelo rodoviário e, consequentemente, do petróleo. É o que explica Wagner Ribeiro, professor do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP) em entrevista à jornalista Marilu Cabañas, na Rádio Brasil Atual.

Segundo Ribeiro, a integração nacional por meio de estradas não é a mais adequada para um país com dimensões continentais como o Brasil. A preferência pelo transporte rodoviário, ele explica, remete aos anos de 1930, quando o então presidente Washington Luís cunhou a famosa frase “governar é construir estradas.” O modelo teve sequência nos governos de Juscelino Kubitschek (1956-1961), dos militares durante a ditadura, e até mesmo no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, que privilegiou as obras rodoviárias.

Embora ainda não seja uma realidade muito presente, o professor da USP cita os caminhões elétricos, que já existem por meio do investimento de grandes marcas, como uma possibilidade futura.

“Há uma tendência no curto prazo de que os caminhões se tornem elétricos. Não resolve totalmente o problema, porque aumenta a demanda de energia elétrica, mas temos hoje uma maior capacidade de geração a partir da democratização do acesso às fontes de energia, a possibilidade de transformar energia solar em elétrica, diminuindo um pouco a dependência do petróleo e a dependência do rodoviarismo”, explica Wagner Ribeiro.

Ouça a entrevista na íntegra:
https://soundcloud.com/redebrasilatual

FONTE – redebrasilatual.com.br

Sem combustível? Saiba quanto custa rodar com um carro elétrico no Brasil

Com a greve dos caminhoneiros impactando profundamente o abastecimento de combustíveis em postos de gasolina em todo o Brasil, muitos motoristas podem acabar pensando: e se eu tivesse um carro elétrico?

Nessa situação em que o país se encontra, a vantagem mais óbvia de um veículo elétrico seria o fato de o motorista não precisar sair à caça de gasolina ou etanol. Apenas alguns poucos postos das grandes cidades ainda possuem combustíveis para venda, e as filas de espera para abastecer estão durando duas, três ou mais horas.

De acordo com donos de veículos elétricos no Brasil, esses carros gastam cerca de R$ 0,10 ou menos por quilômetro rodado

A segunda vantagem de um carro elétrico, também nesse momento, é o preço do quilômetro rodado. De acordo com donos de veículos desse tipo consultados pelo UOL Carros, eles gastam cerca de R$ 0,10 ou menos por quilômetro usando modelos vendidos aqui no Brasil. A média do quilômetro rodado em carros populares com gasolina ou etanol chega a ser duas a três vezes mais alta que esse valor obtido pelos elétricos. Isso desconsiderando os preços inflacionados da gasolina nos últimos dias.

bmw i3BMW i3, vendido oficialmente no Brasil, custa algo em torno de R$ 170 mil

Mas isso considerando um consumo em que o carro é recarregado diretamente na rede elétrica, sem o auxílio de painéis solares ou outra fonte de eletricidade alternativa. Usando essas saídas, o preço do uso da rodagem pode ser totalmente neutralizado.

Leonardo Coelho, dono de um BMW i3 elétrico em Jaguariúna (SP), explicou aoUOL Carros que investiu cerca de R$ 25 mil na compra e na instalação de equipamentos para captação de energia solar e carregamento rápido das baterias de seu carro em casa. Considerando a economia na sua conta de luz, que sempre chega apenas na taxa mínima (R$ 60), e na quantidade de km rodados com o carro, seu investimento deve ser totalmente revertido em 5 anos.

Coelho tem uma série de painéis solares no telado de sua casa, e a energia gerada por eles é inserida na rede elétrica tradicional de sua cidade. O medidor da concessionária da região então faz um balanço entre os kWh que sua casa consumiu e gerou durante 1 mês. Fora isso, nos meses que ele gera muita eletricidade para a rede, ele ganha “horas” de uso para compensar o consumo extra no período mais frio e com menos luz solar no ano. Assim, sua conta de luz nunca ultrapassa a taxa mínima.

Posso rodar facilmente rodar 110 km ou até mais sem usar o extensor de autonomia

Com uma carga, o carro de Coelho consegue rodar 110 km de distância. Na sua cidade, isso geraria um gasto de apenas R$ 12. O veículo ainda tem um tanque reserva para 9 litros de gasolina. Quando necessário, um gerador queima esse combustível para recarregar as baterias e garantir uma autonomia de 250 km para o carro.

“Posso rodar facilmente rodar 110 km ou até mais sem usar o extensor de autonomia. No meu i3, dos 49.229 km rodados, apenas 6.933 km foram usando o extensor. Ou seja, 42.296 km puramente elétricos”, disse Coelho à publicação.

chevrolet boltChevrolet deve trazer o Bolt para o Brasil em 2019, mas ainda não tem preço definido

Marcelo Dejon Souza, morador de Petrópolis (RJ), contou que consegue um preço por quilômetro rodado próximo do que Leonardo Coelho relatou. Como a eletricidade é um pouco mais cara em seu estado, seus dois carros elétricos (Chevrolet Bolt e Mitsubishi Outlander PHEV) fazem R$ 0,11 por km rodado.

Carro elétrico popular?

Infelizmente, isso ainda não existe no Brasil. Todos os carros elétricos ou híbridos vendidos por aqui para uso pessoal custam algo próximo de R$ 100 mil ou mais. O mais popular talvez seja o Toyota Prius, no nosso mercado desde 2016.

O carro pode rodar de forma 100% elétrica, mas também conta com um motor flex desenvolvido especialmente para o Brasil. Ainda assim, o modelo é totalmente fabricado no Japão. Nas lojas da montadora, os preços começam a partir de R$ 126 mil, que é salgado para a maioria dos brasileiros. Mesmo assim, ele é bastante luxuoso e cheio de itens extras, o que justifica seu preço em relação ao de outros carros da mesma categoria.

toyota priusToyota Prius é vendido oficialmente no Brasil por preços a partir de R$ 126 mil

Mas existem lançamentos de carros elétricos programados para 2019 no Brasil que podem tornar esses produtos mais populares por aqui. O Chevrolet Bolt, por exemplo, é 100% elétrico e deve chegar ao nosso mercado no ano que vem. Seu principal destaque é a autonomia, que vai a 383 km com uma única carga completa, bem mais do que vemos nas ofertas presentes no mercado nacional atualmente.

O governo federal ainda não tem nenhum programa para tornar o comércio de carros elétricos no Brasil mais interessante para o comprador final

Além desse, outro modelo interessante que deve chegar ao nosso país no ano que vem é o Nissan Leaf, o elétrico mais vendido do mundo atualmente. O carro internacional conta com autonomia de 320 km com uma carga completa.

O governo federal, entretanto, ainda não tem nenhum programa específico para tornar o comércio de carros elétricos no Brasil algo mais interessante para o comprador final. A única vantagem, por enquanto, é a isenção total do imposto de importação. Assim que a situação mudar, espera-se que carros ainda mais baratos que o Bolt e o Leaf comecem a ser vendidos por aqui, tais como a versão elétrica do Renault Kwid.

Rodovias eletrizadas

Há ainda projetos de “rodovias eletrizadas” sendo executados no país. A primeira delas, a BR-277, que atravessa o estado do Paraná de leste a oeste — passando por Paranaguá, Curitiba, Cascavel, Foz do Iguaçu e muitas outras — já tem dois dos oito postos de carregamento projetados funcionando. O projeto está sendo executado pela Copel (Companhia Paranaense de Energia Elétrica) e pela Itaipu Binacional. Também existe um plano para eletrificar uma rodovia entre Rio de Janeiro e São Paulo.

FONTE – tecmundo.com.br

Paraíso no Havaí vive o constante risco das erupções vulcânicas

Apesar dos temores, milhares de famílias fincam raízes no entorno do vulcão Kilauea

PAHOA, HAVAÍ – Jaris Dreaming construiu sua espaçosa casa abastecida com energia solar numa clareira da selva da Polinésia. Ele bebe água da chuva e come os abacates dos pés no seu jardim dos fundos. O pessoal do continente demonstra inveja quando ele conta como comprou quase 100 acres da maior ilha do Havaí por pouco mais de US$ 100 mil.

Mas há um detalhe neste paraíso afastado da civilização moderna: Dreaming vive a uma curta distância de uma fissura do Kilauea, um dos vulcões mais ativos do mundo.

A crescente ferocidade das últimas erupções do Kilauea, soterrando lares em rios de rocha derretida, trouxe perguntas em torno do motivo que teria levado milhares de famílias a fincar suas raízes num lugar tão sujeito a desastres.

Puna, a magnífica região florestal da Ilha de Havaí onde ocorrem algumas das erupções mais intensas do Kilauea, está entre os locais mais remotos dos Estados Unidos, atraindo construtoras, renegados e chefes de família autossuficientes com bastante apetite pelo risco. Desde os anos 1970, quando veteranos do Vietnã e outros andarilhos começaram a morar aqui, Puna surgiu como um lugar onde as pessoas podiam sair do sistema, reinventar-se, quem sabe até cultivar um pouco de pakalolo (como a maconha é chamada no Havaí).

“Temos a reputação de ser uma espécie de covil do pirata”, disse Dreaming, 64, um músico e empreiteiro que foi criado em Nova Jersey com o nome John Fattorosi. “Mas o que realmente queremos é viver em liberdade num lugar de incrível beleza sem ninguém nos dizendo o que fazer”.

Além de perturbar as pessoas daqui, que raramente querem chamar atenção para si, a destruição desencadeada pelo Kilauea também expõe as fissuras na sociedade havaiana, sublinhando a acentuada escassez de imóveis residenciais no estado e as questionáveis regras de zoneamento que regeram a construção de um dos últimos redutos de imóveis acessíveis no estado.

Especuladores imobiliários voltaram suas atenções para a Ilha de Havaí quase imediatamente após a admissão do arquipélago como 50º estado da união, em 1959. Já em 1960, uma incorporadora tinha loteado em mais de 2 mil terrenos a área que inclui Leilani Estates, o entreposto rural agora abandonado que teve alguns trechos tomados pela lava.

Os incorporadores minimizaram os eventuais riscos vulcânicos. Muitas das subdivisões em Puna foram criadas nos anos 1960, antes dos primeiros mapas de risco de lava, elaborados em meados dos anos 1970, segundo Daryn Arai, vice-diretor de planejamento do Condado do Havaí. Arai também explicou que o condado ainda não tem regras que se apliquem diretamente às zonas de risco de fluxo da lava.

Numa coluna a respeito da história da região publicada pelo site Honolulu Civil Beat, Alan D. McNarie disse que os riscos se tornaram mais aparentes com o passar dos anos. Citando números do United States Geological Survey (instituto geológico americano), ele destacou que cerca de 100 quilômetros quadrados da ilha foram enterrados por nova lava somente entre 1983 e 2003.

Muitos lares em Puna são construídos em zonas que já tinham sido habitadas antes, e também já tinham sido soterradas pela lava. Menos de 30 anos depois que uma erupção destruiu cerca de 100 lares na comunidade de Kalapana, muitos lares agora jazem sobre o terreno formado pela inundação de lava. As casas, algumas construídas sem respeito ao código de construção civil, não são ligadas à rede elétrica nem à de esgoto.

Com frequência, os bancos se recusam a emitir hipotecas tradicionais para propriedades desse tipo.

Amber Sengir, 60, projetista de chips de computador que se mudou de Portland, Oregon, para Pahoa em agosto do ano passado disse que comprou sua casa em dinheiro por US$ 240 mil – bem abaixo do preço médio de US$ 760 mil por uma casa em Oahu. Agora ela tenta desesperadamente salvar alguns de seus pertences caso a lava corra na direção da sua casa, que não tem seguro.

“Há dias em que podemos ouvir o rugido das erupções em Puna, como o motor de um avião decolando”, contou Rainbow Foster, 33, que comprou um terreno e uma casa num campo de lava três anos atrás. Rainbow e seu marido, Tony, de 44 anos, são autônomos. Eles têm dois filhos e ganham a vida com pequenos serviços e a venda de camisetas tingidas. Eles compraram a propriedade por US$ 55 mil num negócio financiado pelo proprietário. “Nossa classificação de crédito não era boa e tínhamos pouco dinheiro”, disse ela.

Alguns dos vizinhos foram embora, mas Rainbow, que cresceu em Puna, não pensou nisso. “Essa é a vida que escolhemos. Estamos nos agarrando a ela”. / Tamir Kalifa contribuiu com a reportagem.

FONTE – terra.com.br

A energia das estrelas substituirá a do petróleo

A transição será marcada por uma mistura de fon­tes energéticas

Quando entramos no mundo mitológico, nos deparamos com Apolo atravessando o céu numa carruagem puxada por cavalos soltando fogo pelas ventas, iluminando o Céu e a Terra com o infinito poder das estrelas. Somen­te Zeus, também possuía tama­nho poder. Conta-se que uma das amantes mortais de Zeus – Semele – implorou para que Zeus a deixasse vê-lo na sua verdadeira forma. Re­lutante, ele concordou. Sua opulên­cia de energia cósmica a carbonizou instantaneamente.

Uma era de energia solar, de fusão de hidrogênio, começa a se insinuar no palco da história humana e certamente irá subs­tituir a energia proveniente dos cadáveres de plantas e animais. Refiro-me a dos combustíveis fósseis. Além da energia de fu­são, inclusive a solar, avanços na Física deverão trazer tam­bém a era do magnetismo. Flu­tuando em colchões de magne­tismo, teremos trens, carros e pranchas flutuando e deslizan­do-se com grande facilidade. Se considerarmos que a maior parte da energia desses móveis é consumida para vencer a for­ça de atrito, o consumo energé­tico, com os colchões magnéti­cos ficará ultra reduzido.

Atualmente, o mundo como um todo consome cerca de 14 trilhões de Watts de energia, desse montan­te, 33% decorre do petróleo, 20% do carvão, 7% da energia nuclear, 15% da biomassa e hidroelétrica e apenas algo em torno de 0,5% tem como fonte direta, o sol.

Em 1956, M. King Hubbert, en­genheiro da Shell Oil deu uma pa­lestra de grande projeção no Ame­rican Institute e fez uma previsão que foi totalmente ridicularizada pelos colegas de sua época. Previu que as reservas petrolíferas dos Es­tados Unidos estavam se esgotando muito rápido. Entre 1965 e1971, cer­ca de 50% do petróleo já terá sido re­tirado do solo, disse ele, e acrescen­tou: Os E. U. A. terão que importar parte do petróleo de que necessita.

Muitos consideraram a pre­visão alucinada, pois na épo­ca, o país estava retirando enor­mes quantidades de petróleo do Texas. Mas ele deu o tiro no alvo. Em 1970 a produção Norte Ame­ricana alcançou 10,2 milhões de barris por dia, mas, depois come­çou a cair e hoje os Estados Uni­dos importam quase 60% de pe­tróleo. Hubbert pode estar certo também na sua outra previsão: a produção mundial deverá decli­nar entre 2000 e 2010.

No momento os “senhores do petróleo estão preocupados, pois por detrás do discurso retórico de que existem novas reservas de pe­tróleo comprovadas, existe um sen­timento geral de que isso é mais um ‘faz de conta ilusório’”. A verdade é que existe um consenso de que es­tamos iniciando a descida da cur­va em sino prevista pelo engenhei­ro Americano da Shell. Apesar de novos bolsões sempre serem des­cobertos, o custo da extração e re­finamento, em geral é bastante ele­vado e não compensador.

A pergunta que se faz na sea­ra industrial é: que fonte energé­tica tomará o lugar do petróleo? Atualmente ainda não há respos­ta certeira. Mas, a transição será marcada por uma mistura de fon­tes energéticas, contudo, a can­didata a se tornar proeminente é a energia solar e fusão de hidro­gênios. No momento, o custo da eletricidade produzida por célu­las solares é muito mais eleva­do do que a produzida por car­vão, mas vai baixar cada vez mais em função de novos avanços tec­nológicos e a dos combustíveis fósseis está sempre subindo gra­dualmente. Em dez anos os pre­ços de ambas deverão estar igua­lados. Daí para frente, a energia solar passará a ter hegemonia no cenário energético mundial.

FONTE – dm.com.br

Seminário em Igrejinha esclareceu dúvidas sobre energia solar

Produtores rurais, empresários, estudantes e autoridades de Igrejinha participaram, na última quinta-feira (24), do Seminário de Desenvolvimento Rural, que teve como tema A Energia Solar Fotovoltaica e seus benefícios. O encontro ocorreu no Centro de Eventos Prefeito Selson Flesch, em Igrejinha, e foi promovido pela Emater/RS-Ascar, Secretaria de Agricultura, Turismo e Lazer e Centro de Educação Ambiental Augusto Kampf (Ceaak).

Após a abertura oficial, foi feito o resgate dos temas abordados no primeiro e no segundo Seminário de Desenvolvimento Rural, realizados em 2016 e 2017. Na edição de 2017, o assunto principal foi o plantio, o manejo, o uso e os benefícios das pastagens para os produtores rurais. A partir do encontro, o estagiário de Agronomia, Marcos Antônio Schmidt Junior, se motivou e plantou duas cultivares de capim elefante: a BRS Kurumi, indicada para pastagem de piquete, e BRS Capiaçu, para silagem. “O resultado foi tão positivo que houve uma encomenda de 400 mudas”, contou Schmidt, no terceiro seminário.

Em seguida, o produtor do município de Sapiranga, Rubens Harff, relatou sua experiência sobre a energia fotovoltaica, avaliando a economia de energia elétrica gerada pelas dez placas instaladas em sua propriedade. Na sequência, a Escola Ambiente da Faccat apresentou uma maquete sobre energia fotovoltaica e as cooperativas escolares de Igrejinha (Cooedom e Coopelaje) falaram sobre o cooperativismo entre os estudantes. Além disso, cinco empresas da região demonstraram experiências em módulos solares.

O assistente técnico regional de Sistemas e Recursos Renováveis da Emater/RS-Acar de Porto Alegre, Luiz Bohn, abordou a geração de energia elétrica nas propriedades rurais através da energia solar. Os gerentes da Emater/RS-Ascar em Porto Alegre, Ademir Santin e Air Nunes dos Santos, destacaram que a instituição está trabalhando este tema em todo o estado e que existem políticas públicas, como o Pronaf Eco e Feapers, que podem ser acessadas pelos produtores para esse fim. Os municípios podem utilizar ainda seus fundos rotativos para beneficiar os agricultores familiares com a implantação de energia solar fotovoltaica. O vice-prefeito de Igrejinha, Dalciso Oliveira, também prestigiou o evento.

A agrônoma da Emater/RS-Ascar em Igrejinha, Ana Lucia Trentin, explicou que o evento foi importante porque os presentes puderam tirar dúvidas sobre a implantação, custos e tempo de retorno financeiro do investimento, tanto para produtores rurais, quanto para empreendimentos da área urbana, como residências ou prédios comerciais.

Energias alternativas foram apresentadas no seminário realizado em igrejinha
(FOTO: Divulgação)

FONTE – jornalpanorama.com.br

Conheça as vantagens da energia solar que tem crescido em Palmas

Pioneiro em aderir ao programa Palmas Solar, o administrador de empresas Rodrigo Margonari garante que a geração de energia fotovoltaica é superior ao consumido, gerando um saldo excedente que pode ser utilizado dentro de 60 dias, em até oito endereços diferentes, além de ter acesso às vantagens oferecidas pela Prefeitura de Palmas.

Margonari conta que ao aderir ao programa conseguiu incentivos municipais de 80% de desconto no IPTU por cinco anos, e que a energia produzida mensalmente trouxe rentabilidade financeira, além de diminuir o gás carbônico (CO2) emitido na natureza, deixando de poluir o meio ambiente.

Segundo a assessora em Eletrotécnica, Lorena da Costa Coutinho, um sistema de 2,64KWp de potência instalada, custa em média R$ 15.000,00, incluso todos os serviços e equipamentos e atende um consumo de até 360 Kwh.

Lorena Coutinho explica que o investimento é recuperado em no máximo quatro anos e que os custos com manutenção são baratos, uma vez que o sistema necessita apenas de limpeza para manter sua durabilidade. “O sistema dura 25 anos trabalhando com a potência total. Após o prazo de duração, começa a diminuir a energia gerada para cerca de 80%, quando deverá ser trocado os equipamentos afetados pelo tempo”, disse.

Vale lembrar que além da redução nos custos mensais com o pagamento da energia, o excedente da energia gerada vira créditos para os próximos meses, reduz a emissão de gás CO2, além de se beneficiar dos incentivos fiscais oferecidos pela Prefeitura Municipal de Palmas.

Ainda de acordo com a assessora em Eletrotécnica, os palmenses que tiverem interesse em instalar o sistema, precisam contratar empresa especializada que fará os cálculos necessários para definir qual potência precisa para atender as demandas de cada residência ou empresa. Lorena Coutinho lembra também que por motivo de segurança, caso acabe a luz na quadra, o sistema de energia solar também é desligado.

Palmas Solar

O Programa Palmas Solar, criado em 2016, conta atualmente com 59 imóveis e beneficiados com incentivos fiscais pelo projeto do Município, e geram mais de 900 kilowatt pico (KWp), que é a unidade de medida utilizada para painéis fotovoltaicos e significa a potência máxima que um painel pode fornecer em condições ideais.

No primeiro ano foram emitidos 18 selos do Palmas Solar para aqueles que aderiram ao programa. Em 2017, foram 36 selos. Em 2018, até o momento, conta com cinco selos de adesão. Esses números devem aumentar uma vez que existem linhas especiais de financiamentos do Governo Federal para a Região Norte, para aquisição e instalação dos painéis fotovoltaicos em residências e empresas.

Os financiamentos podem ser feitos por pessoas físicas e condomínios residenciais, e são oferecidos pelo Banco da Amazônia, Banco do Nordeste e Banco do Brasil. Para os interessados no Norte e Nordeste, os juros cobrados serão de 6,24% ao ano, com 24 meses de prazo e seis meses de carência.

Adesão e benefícios

O programa foi criado pela Lei Palmas Solar (Lei Complementar nº 327/2015) e regulamentado pelo Decreto Municipal nº 1.220, de 28 de março de 2016.  Por meio do Palmas Solar, o Município oferece, em contrapartida, benefícios fiscais a quem adotar a geração de energia fotovoltaica em residências, comércios ou indústrias.

Quem adere ao Palmas Solar recebe incentivos, com descontos que chegam até 80% no IPTU, por cinco anos. Assim como também no Imposto Sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) na primeira transferência de imóvel e no Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN).

FONTE – surgiu.com.br

Energia solar gera 13 mil empregos no interior baiano

A Bahia ocupa o primeiro lugar em produção de energia solar - Foto: Luciano da Matta | Ag. A TARDE

Desde que a Aneel realizou o primeiro leilão para produção de energia solar na Bahia, em 2016, o interesse de pequenos e médios empreendedores pelo setor não para de crescer. Em Salvador, pelo menos 10 empresas que vendem ou alugam placas fotovoltaicas foram criadas nesses três anos.

Maior estado da região mais ensolarada do Brasil, a Bahia ocupa o primeiro lugar em produção de energia solar, que já emprega, segundo o governo do estado, cerca de 13 mil pessoas no interior, vagas criadas após investimentos de R$ 2,2 bilhões. As autoridades contam com mais nove empreendimentos, em um total de R$ 1 bilhão em investimentos, que gerariam mais sete mil empregos no sertão.

“A Bahia é considerada o estado de maior potencial solar do país devido à sua grande extensão territorial e ao alto índice de radiação solar, superior a 6,5 kWh/m²”, afirma Alex Álisson, coordenador do Programa de Pós-graduação em Modelagem Computacional e Tecnologia Industrial.

Enquanto essa onda de placas fotovoltaicas espalhadas por Bom Jesus da Lapa, Tabocas do Brejo Velho e outros municípios traz esperança de atração de indústrias ao semiárido, em Salvador jovens empreendedores apostam cada vez mais na venda e aluguel de pequenas placas fotovoltaicas para residências, comércio e pequenas indústrias. Um movimento que começou logo que saíram os primeiros leilões de energia solar.

O engenheiro civil baiano Lucas Daltro trabalhava para uma multinacional no Maranhão quando aconteceu o primeiro leilão. A vontade de voltar para casa depois de sete anos fora e a oportunidade que se abria no mercado de energias renováveis o levaram a criar a Azulare Engenharia, que vende e aluga placas fotovoltaicas.

“Eu queria um negócio que unisse possibilidade de desenvolvimento financeiro com sustentabilidade”, explica Daltro, que vê no setor uma das atividades econômicas mais promissoras do país, com a vantagem de agredir pouco o meio ambiente.

Atlas Solar da Bahia

A aposta no setor é tamanha que no dia 17 de maio, durante a Campus Party Bahia, na Arena Fonte Nova, o governo lançou a Atlas Solar da Bahia, um guia sobre as possibilidades de investimento. Mas, assim como todo negócio, o investimento demanda cautela.

O gerente de tecnologia e inovação do Senai-Cimatec, Flávio Marinho, afirma que quem quer começar deve conhecer profundamente a cadeia produtiva relacionada à geração solar. “É preciso observar o que já vem sendo feito em outros países, que já fizeram este caminho e possuem cadeias robustas para explorar esta nova matriz energética”, declara.

Marinho também chama a atenção para a importância da inovação. “Observar o que pode ser feito de formas melhores e encontrar rupturas nos modelos tradicionais de produção e distribuição podem ser alternativas para se pensar em novos negócios”, diz.

Foi justamente o que fez João Albernaz Neto, um dos sócios da Gauss Energia. Depois de um período vivendo na Irlanda e na Alemanha, ele percebeu que a experiência no exterior foi inspiradora. “Todos nós (os quatro sócios) moramos na Europa e vimos coisas que queríamos implantar na Bahia”, diz Neto.

A Gauss já realizou mais de 30 projetos de instalação de placas fotovoltaicas em Salvador, Camaçari, Irecê, Nova Soure e outras cidades. O nome da empresa homenageia o cientista alemão Carl Friederich Gauss (1777-1855).

Depois de investir em um programa de sustentabilidade para os lançamentos da Construtora Civil e lançar projetos em conjunto com a Construtora Barcino Esteves, o empresário Rafael Valente uniu-se aos sócios para um novo empreendimento: a Civil Eco. “A empresa é voltada para o negócio da geração de energia solar e também projetos inovadores. Temos um foco nas startups”, diz Vinícius Mariano, um dos sócios.

O cenário parece animador. Em artigo publicado pelo site da revista Forbes no último mês de abril, o analista britânico Garauv Sharma aponta que pela primeira vez os custos de produção da energia renovável são menores do que os da energia de combustíveis fósseis (petróleo, nuclear). E o Brasil, segundo a mesma revista, é um dos países que mais devem se beneficiar da energia solar, tanto em geração de kWh quanto em criação de empregos no setor. Melhor para a Bahia, líder na produção.

FONTE – atarde.uol.com.br