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Edifícios adotam painéis fotovoltaicos em Cascavel

Além do menor impacto ambiental, sistema traz economia nos custos operacionais dos condomínios

O mercado imobiliário de Cascavel, no Paraná, está atento ao potencial dos painéis de energia fotovoltaica em edifícios. Em 2021, 38 famílias terão a oportunidade de viver em um prédio que traz o sistema de painéis fotovoltaicos no projeto original.

Além da economia na conta de energia, e consequentemente com os custos do condomínio, também existe a preocupação dos consumidores de que é preciso cuidar do meio ambiente e gerar energia da maneira mais limpa e renovável possível.

No Design Residence, sobre a cobertura, serão instalados 39 módulos monocristalinos, escolhidos por conta da maior eficiência em relação aos outros tipos. Eles possuem potência de 390W cada e ficarão voltados para Noroeste, com uma capacidade de produção mensal média de 1.769,80kWh.

“A vantagem de contar com sistema de geração próprio evita as variações na tarifa e minimiza muito o custo mensal com energia. Deve-se também levar em consideração que o imóvel com esse sistema se torna mais valorizado, pois está produzindo parte de sua energia de consumo através de fontes que não agridem o meio ambiente.

Para isso, o projeto arquitetônico deve estar alinhado com o projeto elétrico e fotovoltaico. Previamente são projetados locais de medição, controle e monitoramento da energia gerada, a qual pode ser visualizada por meio de gráficos em um painel instalado na edificação ou até mesmo através de um aplicativo de celular.

“Um trabalho de compatibilização entre os projetos é essencial para o posicionamento dessas placas não afetar a estética da edificação e para maximizar a energia gerada”, explicou o arquiteto Samuel Laurensi, responsável pela empresa que está organizando os projetos e coordenando todas as disciplinas para tudo se encaixar na obra do Design Residence.

FONTE – portalsolar.com.br

Famílias de baixa renda terão casas com energia solar em Monte Azul Paulista

Governo entrega 278 residências populares com tecnologia fotovoltaica no interior de São Paulo

A Secretaria de Estado da Habitação, por meio da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), entregou 278 moradias em Monte Azul Paulista, na região de Barretos, em setembro. A novidade é a adoção da tecnologia de sistema gerador solar fotovoltaico, que proporcionará drástica economia de consumo de energia elétrica para os moradores.

“Trabalhamos incessantemente para atender à população que mais precisa, com criatividade e seriedade”, disse o Secretário da Habitação, Flavio Amary.

O valor investido para a construção dessas unidades foi de R$ 33,6 milhões. Cada uma tem 56,67 metros quadrados, com dois dormitórios, sala, banheiro, cozinha e área de serviço. As moradias incorporam melhorias estabelecidas como padrão de qualidade pela CDHU, como piso cerâmico, rodapé e laje em todos os cômodos, azulejos no banheiro e cozinha, estrutura metálica no telhado e esquadrias de alumínio.

Na parte de infraestrutura, o conjunto conta com rede completa de água, de esgoto e elétrica, drenagem, passeio público, iluminação pública, pavimentação das vias, muros de arrimo e paisagismo.

As unidades habitacionais poderão ser quitadas no prazo de 300 meses pelas famílias beneficiadas. As prestações são subsidiadas pelo Governo do Estado e calculadas de acordo com a renda familiar, garantindo que quem ganha até três salários mínimos desembolse apenas 15% dos rendimentos. Em Monte Azul Paulista, 89% das famílias que receberam as chaves dos imóveis estão nessa faixa de renda. O valor da menor prestação é de R$ 149,70.

“É uma alegria muito grande receber essa chave, a realização de um sonho. Agora, vou pagar por algo que é meu, da minha família”, declarou Maria Domingas Cardoso da Conceição, de 35 anos, uma das beneficiadas que trabalha em um restaurante da cidade para pagar aluguel e sustentar os três filhos.

FONTE – portalsolar.com.br

Cresce procura por energia solar fotovoltaica no Brasil

Número de instalações nos seis primeiros meses de 2019 já equivale ao total de projetos realizados em todo o ano passado (Foto: Divulgação)

O primeiro semestre deste ano foi suficiente para que as instalações de sistemas fotovoltaicos no Brasil atingissem 90,77% do total instalado em 2018, de acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que controla o segmento de geração distribuída, que foi criado em 2012 através de sua Resolução Normativa 482.

De acordo com a Aneel, foram feitas 31.896 novas conexões de micro e minigeradores à rede até o final de junho deste ano, quase o total de instalações realizadas no ano passado, que foi de 35.139 sistemas. Em investimentos, o volume já se aproxima dos R$ 4 bilhões movimentados pelo mercado de energia solar distribuída em 2018, segundo informou o estudo da empresa Grenner, referente ao 1º semestre do segmento em 2019.

Diversos fatores podem ser apontados para este aumento significativo no número de instalações. Um deles é a maior oferta de linhas de financiamentos em energia solar por bancos públicos e privados. Com taxas e prazos bem atrativos, essas linhas de crédito têm permitido a mais consumidores gerarem a própria energia, em especial empresas, sendo a forma de pagamento escolhida por 39,6% delas, de acordo com o estudo da Grenner.

Para os especialistas, a queda de 12% nos custos dos kits de energia solar refletida no primeiro semestre e, por outro lado, o alto preço da energia no Brasil têm contribuído para que milhares de consumidores optem pela energia solar em sua casa ou empresa.

As distribuidoras, que a cada ano perdem mais receita devido aos novos “prosumidores”, estão insatisfeitas e já pressionam a Aneel para que altere as regras do segmento. Essas possíveis mudanças, embora não sejam o fim das vantagens na instalação de placas solares, poderão aumentar o prazo de retorno sobre o investimento em energia solar.

Enquanto o setor aguarda por uma posição da agência, consumidores correm para garantir seu sistema ainda sobre as regras atuais da Resolução Normativa 482. Diante desse cenário, segundo as projeções da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o mercado de energia solar fotovoltaica deve atingir R$ 5,2 bilhões de investimentos neste ano, gerando cerca de 15 mil empregos.

Fonte – portalsolar.com.br

Cresce uso de energia solar no agronegócio brasileiro

No primeiro semestre de 2019, foram produzidos 32.963kWp no setor, representando 86% do total gerado durante o ano todo em 2018

A energia solar fotovoltaica está cada vez mais presente em propriedades rurais. Somente no primeiro semestre de 2019, foram produzidos 32.963kWp, o que representa cerca de 86% do total gerado durante o ano todo em 2018. Os dados são da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Isso porque os custos com energia elétrica para o agronegócio são altos e correspondem a uma parcela significativa nos investimentos da produção. Com a energia solar, a redução no valor gasto com esse insumo faz com que atividades que demandam muita eletricidade custem menos no bolso dos produtores rurais. Essa economia traz mais liberdade para que esses processos sejam realizados em larga escala.

Além disso, gerar a própria energia é uma ótima alternativa para não sofrer com as instabilidades que ocorrem nas zonas rurais, deixando os produtores menos dependentes do fornecimento das redes de energia convencionais.

Um exemplo é numa fazenda autossuficiente em energia no município de Catalão (GO) que, com a implementação de seis usinas, cada uma com potência de 50 kWp, vai gerar uma economia de energia no período de 25 anos de R$ 3.742.500.

Outra fazenda, na cidade de Rio Verde (GO), conta com a instalação de três usinas com potência de 277,95 kWp, que vai permitir uma economia cerca de R$ 3.907.500 em 25 anos.

FONTE – portalsolar.com.br

Setor de cabos tenta pegar carona em energia solar

Brasil ganhou 41 mil usinas fotovoltaicas em apenas dois anos

Um estudo divulgado recentemente pela consultoria Bloomberg New Energy Finance aponta que o Brasil deve receber quase US$ 100 bilhões em investimentos em energia solar até 2040. Antes ignorada por causa de seu alto custo de implantação, a fonte fotovoltaica já é uma realidade no maior país da América Latina, e seu crescimento vem movimentando a cadeia de fornecedores do setor.

“Os investimentos bilionários no setor [de energia fotovoltaica] já impactam na busca por fios e cabos especiais que possam acompanhar a tecnologia e o aprimoramento das placas fotovoltaicas. Percebemos fabricantes ávidos por matérias-primas capazes, eficientes, competitivas e que atendam todas as normas exigidas pelo setor”, diz à ANSA Paulo Garnica, dono da FG Wire e da FG Resinas, fabricantes de compostos para cabos, inclusive fotovoltaicos.

Segundo ele, a empresa está “pronta e ávida” para atender ao crescimento da demanda. “Já percebemos isso em nosso portfólio. Atualmente, a demanda por matérias-primas e masterbatches [composto usado para dar cor a produtos de plástico] para a linha de energia fotovoltaica cresce mensalmente”, acrescenta Garnica, que busca a liderança no mercado brasileiro.

O executivo conta que a FG mostrará seus produtos voltados para energia solar na próxima edição da Wire South America, feira de fios e cabos realizada pela Messe Düsseldorf e organizada pela Cipa Fiera Milano. O evento acontece de 1º a 3 de outubro, no São Paulo Expo, zona sul da capital paulista, paralelamente à 10ª edição da Tubotech, dedicada a tubos, válvulas, bombas e conexões.

Crescimento

O Brasil vem recebendo investimentos bilionários em energias renováveis nos últimos anos, inclusive por meio de gigantes mundiais do setor, como a italiana Enel, dona de alguns dos maiores parques eólicos e fotovoltaicos do país.

Segundo estudo divulgado em maio pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), cerca de 41 mil usinas de energia solar foram instaladas no Brasil entre 2016 e 2018. Isso elevou a participação da fonte fotovoltaica na matriz energética nacional de 0,1% para 1,4%. Quando se soma os parques eólicos, o índice ultrapassa os 10%.

“A concorrência saudável é extremamente importante para o desenvolvimento sustentável do Brasil. A chegada de gigantes nos prestigia e mostra que o mundo está acreditando novamente em nosso país”, afirma o dono da FG Wire.

Garnica prevê também que o setor de energia solar tenha uma importância cada vez maior para o mercado de fios e cabos. “A energia fotovoltaica é a bola da vez”, sentencia.

FONTE – terra.com.br

Paraná ganha sua maior usina de energia solar em indústria

Realeza, município com 17 mil habitantes, a 500 quilômetros de Curitiba, acaba de inaugurar o maior complexo gerador de energia solar já instalado em indústrias do Estado do Paraná. Segundo Pedro Tochetto, diretor da BioWatts Energia Solar, empresa responsável pelo projeto e instalação, a estrutura implantada na empresa Baterias Real conta com 1.896 placas fotovoltaicas, que produzem mais de 850.000 kWh/ano, energia suficiente para atender ao consumo de 300 residências de médio porte.

Foto: DINO / DINO

A usina de Realeza soma-se ao portfólio de centenas de outras grandes, pequenas e médias projetadas e instaladas pelos profissionais da BioWatts em indústrias, propriedades rurais, agroindústrias e residências, da região Sul do País. Entre elas, destacam-se o projeto de geração instalado nas dependências do Parque Tecnológico onde acontece o Show Rural em Cascavel, a usina em fase adiantada de instalação na Cooperativa Central Cotriguaçu e o próprio laboratório didático de geração de energia implantado pela BioWatts junto ao campus da Universidade Estadual do Oeste, em Cascavel.

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Paraná ganha sua maior usina de energia solar em indústria

30 SET2019

12h31

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Realeza, município com 17 mil habitantes, a 500 quilômetros de Curitiba, acaba de inaugurar o maior complexo gerador de energia solar já instalado em indústrias do Estado do Paraná. Segundo Pedro Tochetto, diretor da BioWatts Energia Solar, empresa responsável pelo projeto e instalação, a estrutura implantada na empresa Baterias Real conta com 1.896 placas fotovoltaicas, que produzem mais de 850.000 kWh/ano, energia suficiente para atender ao consumo de 300 residências de médio porte.

Foto: DINO / DINO

A usina de Realeza soma-se ao portfólio de centenas de outras grandes, pequenas e médias projetadas e instaladas pelos profissionais da BioWatts em indústrias, propriedades rurais, agroindústrias e residências, da região Sul do País. Entre elas, destacam-se o projeto de geração instalado nas dependências do Parque Tecnológico onde acontece o Show Rural em Cascavel, a usina em fase adiantada de instalação na Cooperativa Central Cotriguaçu e o próprio laboratório didático de geração de energia implantado pela BioWatts junto ao campus da Universidade Estadual do Oeste, em Cascavel.

Sustentabilidade e economia

Com 166 colaboradores que produzem em média, mil baterias automotivas por dia, comercializadas em onze estados brasileiros, a Real é forte consumidora  de energia elétrica, especialmente nas etapas de transformação do chumbo e na carga inicial. O gasto médio mensal com este insumo supera os R$ 210.000,00.

Seu proprietário, Paulo Casaril, conta que antes de se decidir pela fonte solar, avaliou as diferentes alternativas, inclusive aquisição de energia no mercado aberto. Todas as suas contas indicaram as placas fotovoltaicas, como a opção mais racional e econômica, além da contribuição adicional à preservação dos recursos naturais. Em suas contas, a energia solar gerada pela usina equivale à preservação de 2.655 árvores e supressão de 394 mil quilos de CO2 que seriam lançados na atmosfera, anualmente.

Paulo diz que investiu R$ 3 milhões nesta primeira etapa em que está produzindo pouco mais de 50%, da energia consumida mensalmente. Satisfeito com a parceria e com os resultados, ele já programa novos investimentos, em busca da plena autossuficiência energética.

Maior indústria geradora de mão de obra local, a Baterias Real desenvolve amplo programa de formação e especialização do quadro funcional e dedica atenção especial à questão ambiental. “Seguimos à risca as normas ambientais e de segurança à saúde de nossos colaboradores”, explica Paulo Casaril, que atua no ramo há 39 anos.

Segundo ele, o processo de vendas casadas à devolução das baterias usadas e sua reciclagem formam um exemplo bem-sucedido de reciclagem industrial. “Conseguimos reaproveitar 97% de uma bateria utilizada, devolvendo-a ao processo produtivo e reduzindo assim, os riscos de poluição ambiental”, diz.

FONTE – terra.com.br

Energia solar é contribuição para crescimento do país

Já foi comprovado que a energia solar é a maior fonte de energia renovável no mundo. Obtida através da conversão da luz do sol, a energia elétrica fotovoltaica é extremamente importante para o desenvolvimento do país e tem recebido cada vez mais investimentos.

Inclusive, o Brasil é uma das localidades com maior potencial de desenvolvimento dessa energia, pois encontra-se geograficamente em uma posição mais vantajosa que outros países – inclusive, a região do nordeste brasileiro é a mais indicada para essa produção. Segundo o estudo publicado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o território brasileiro recebe mais de 2.200 horas anuais de insolação, equivalendo a 15 trilhões de megawatts.

A produção dessa energia luminosa é feita através de placas fotovoltaicas instaladas em usinas, fachadas ou até mesmo em telhados de edifícios.

Apesar de possuir vantagens naturais, nosso país ainda não tira proveito de toda essa energia como deveria. Embora seja crescente o investimento nesse formato energético, ainda faltam investimentos em tecnologias e em profissionais que supram toda a demanda de utilização que o país precisaria.

Pensando nisso, recentemente a unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) em Jaraguá do Sul, Santa Catarina, anunciou que irá prestar essa capacitação técnica A unidade irá ofertar os cursos ‘Dimensionamento de Sistemas de Energia Solar Fotovoltaica’ e ‘Novas tecnologias em Geração de Energia Sola’. Além disso, a previsão é de que, em breve, o curso chegue a outras 10 unidades no país.

O investimento é resultado da parceria entre o Senai junto à Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o Ministério de Minas e Energia e a Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) – empresa privada que tem como fim incentivar projetos de cooperação e desenvolvimento mundial, com apoio do governo da Alemanha.

FONTE – panoramaoffshore.com.br

Alternativa às placas solares, telha fotovoltaica brasileira pode ser solução em padrão estético e economia para residências

Atecnologia, aliada às boas ideias, pode trazer excelentes resultados em benefício da sustentabilidade. Prova disso é a novidade que uma empresa gaúcha, especializada em injetados plásticos para diversos setores da indústria e comércio, acaba de lançar: a primeira telha fotovoltaica do Brasil, chamada de Green Tile.

Países como a Alemanha, Estados Unidos, China, Itália e Japão já utilizam a tecnologia fotovoltaica em larga escala, há bastante tempo. No Brasil existe um potencial gigantesco, em razão dos dias ensolarados que ocorrem o ano inteiro. Cada vez mais, os estudos e investimentos nessa área estão aumentando e hoje sabemos que, além da vantagem econômica, de até 95% na conta de luz, sua produção não gera resíduos que causem danos à natureza. Pode-se ainda considerar a energia solar como renovável, pois é uma fonte natural, limpa e que está sempre disponível.

E foi em uma viagem a um desses países que surgiu a ideia da Green Tile. O Gerente de Projetos da Forte Plásticos, empresa que desenvolveu a telha, Gustavo Disegna, foi para a China em 2013 visitar a maior feira de negócios do mundo, a Canton Fair. Na ocasião, ele aproveitou para conhecer cidades como Beijing, Guangzou e Hong Kong, e ficou admirado com o seu desenvolvimento nas áreas de led e energia fotovoltaica.

Voltando ao Brasil, ele se aprofundou no assunto, e começou a idealizar um produto que integrasse a geração de energia e a casa, de forma harmônica e inteligente: nascia a Green Tile, uma telha fotovoltaica que reúne todos esses atributos. Sabendo dos desafios que estavam por vir, como por exemplo, um mercado pouco conhecido no Brasil, ou o alto investimento financeiro relacionado à conclusão de testes necessários para assegurar a eficiência e garantia do produto, a empresa decide aguardar e amadurecer o projeto antes de lançá-lo.

Simultaneamente, as pesquisas e o acompanhamento do mercado fotovoltaico brasileiro e mundial continuaram, e em 2015, o projeto Green Tile foi inscrito em um edital de inovação do SENAI, e após duas tentativas, em 2017, foi contemplado com alta pontuação, para poder desenvolver seu produto em parceria com a instituição. Desde então, a Forte vem desenvolvendo a primeira telha fotovoltaica do Brasil, que foi lançada na 22º Construsul – Feira Internacional da Construção, em Porto Alegre, no mês de agosto, uma das maiores feiras do setor da arquitetura e construção civil do país. A empresa Forte lança a Green Tile como seu produto tecnológico mais importante e inovador, e dentro da sua linha Fortenergy, busca ampliar o leque de soluções dentro do conceito da utilização de energia fotovoltaica, aliando tecnologia e sustentabilidade.

Foto: Fernando Verch/Green Tile / DINO

Diferenciais da telha fotovoltaica Green Tile

A Green Tile é uma telha que possui um sistema fotovoltaico integrado, o que significa que ela é capaz de gerar eletricidade por meio da transformação da luz solar em energia elétrica. Diferente das tradicionais placas solares e de outras telhas fotovoltaicas, a Green Tile valoriza a estética do imóvel, pois tem o mesmo tamanho de uma telha plana de concreto, porém, com uma estrutura plástica altamente resistente, se encaixando perfeitamente ao telhado. É possível mesclar as telhas convencionais com a Green Tile, sem prejudicar o padrão da construção, fazendo com que o telhado tenha dupla função, a cobertura e geração de energia.

A instalação da Green Tile é descomplicada e faz com que o imóvel seja valorizado ao longo dos anos. Ela está disponível em duas apresentações: em um fundo branco, onde o seu sistema fica mais aparente, e em fundo preto, deixando a cobertura mais discreta, onde praticamente não se percebe a diferença dela para uma telha convencional. A Green Tile pode zerar a conta de energia elétrica, e garante uma eficiência em geração de energia de 80% em até 25 anos, sua potência nominal é de 15wp e a tensão máxima (Vpm) de 2,5v, além disso, sua eficiência de exposição chega a 16%. Tecnologia brasileira, desenvolvida no Rio Grande do Sul.

FONTE – terra.com.br

Toyota está testando nova versão do Prius movido a energia solar

A Toyota é uma das referências em carros híbridos há algum tempo, desde o lançamento do Prius, seu benchmark para o segmento. Os ganhos em termos de preservação do meio ambiente são óbvios, já que o veículo emite bem menos poluentes em relação aos carros normais. Agora, como alcançar esse nível de emissão utilizando fontes renováveis, uma vez que o produto é equipado com uma bateria? A gigante japonesa está tentando resolver os dois problemas, cobrindo um Prius com painéis solares.

Os testes com um protótipo do Toyota Prius em sua versão plug-in começaram em julho, em parceria com a NEDO e a Sharp, que fornecem os painéis solares que cobrem o capô, o teto, a janela traseira e o spoiler traseiro. As placas têm apenas 0,03 milímetros de espessura, permitindo que sejam moldados de acordo com a lataria.

A Toyota já oferece um teto solar para o Prius em alguns mercados, mas esse protótipo de painel solar é um pouco mais elaborado. Ele pode carregar a bateria do carro enquanto estiver estacionado ou em movimento, de acordo com a montadora japonesa. Segundo a Reuters, essa bateria foi ampliada para o teste, com células extras no porta-malas, adicionando 80 quilos a mais de peso.

Foto: Toyota

Testes iniciais com os painéis solares revelam que eles são capazes de adicionar 56 quilômetros de autonomia elétrica em movimento (uma vez que a energia cinética também carrega a bateria) e 43 quilômetros estacionado. Além da maior área de superfície dos painéis solares no carro de teste, as placas da Sharp também são melhores em converter os raios do sol em eletricidade do que o teto solar já existente no Prius. Eles têm uma taxa de eficiência de 34%, em comparação com os 22,5% do sistema atualmente em produção, segundo a Toyota.

O fato de esse painel solar não conseguir converter nem a metade da luz solar que brilha sobre ele em eletricidade destaca um dos problemas da energia solar — além do custo. “Colocar tantos painéis solares em um carro é muito caro e significa que a comercialização provavelmente só acontecerá em anos”, disse Satoshi Shizuka, engenheiro-chefe do programa, em entrevista à Reuters.

A Toyota e outras montadoras provavelmente continuarão a oferecer soluções com base em energia solar para dar autonomia extra aos veículos, mas pensar em um automóvel movido apenas a energia solar é algo que, hoje, pode ser considerado inviável. Há outra maneira de obter um carro assim, no entanto. Algumas estações de carregamento públicas obtêm energia de painéis solares, portanto, conectar um deles significa obter eletricidade diretamente do sol.

Discussão sobre redução de subsídio cria boom no setor de energia solar

Com as mudança nas regras em discussão na Aneel, os próprios consumidores instalam painéis e repassam a energia que sobra às distribuidoras, obtendo descontos na conta de luz

Placas solares em NoronhaPlacas solares em NoronhaFoto: Divulgação/Neoenergia

Diante da perspectiva de mudanças legais, empresas costumam suspender investimentos à espera da uma definição. No caso da geração de energia solar está ocorrendo o inverso. A mudança nas regras em discussão na Aneel (agência reguladora do setor) impulsiona um boom de investimentos –especificamente na chamada geração distribuída.

Nesse modelo, os próprios consumidores instalam painéis solares para abastecerem suas casas ou indústrias e estabelecimentos comerciais, repassando a energia que sobra às distribuidoras, obtendo descontos na conta de luz. A corrida tem razão econômica: a discussão em curso prevê reduções do subsídio a esses pequenos geradores.

Segundo a Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), a geração distribuída movimenta R$ 5,6 bilhões em investimentos hoje. Grandes empresas –mesmo não tendo direito ao subsídio– também miram o setor. A entidade estima que outros R$ 23 bilhões serão mobilizados nos leilões previstos até 2023 para a criação de parques solares. A energia solar representa 1,2% da matriz energética brasileira. É a sétima fonte, longe dos 61% das hidrelétricas e atrás da sua maior competidora, a eólica, que fica com 8,7%.

A queda no custo dos painéis e os avanços tecnológicos têm permitido que a fonte ganhe eficiência e competitividade em todo o mundo. No Brasil, o setor, que engatinhava em 2012, bate hoje a marca de 3,1 GW (gigawatts), o suficiente para abastecer 1,5 milhão de residências –1 GW vem de geração distribuída. As regras atuais desse tipo de geração, elaboradas em 2012, preveem uma espécie de subsídio cruzado.

Quem adere aos painéis solares precisa conectar sua instalação ao sistema de uma distribuidora. O pequeno gerador utiliza toda a infraestrutura dessa distribuidora, que também contabiliza o trânsito da energia. A rede da distribuidora funciona, assim, como bateria que guarda créditos do excedente de energia por 60 meses. O serviço prestado pelas distribuidoras, porém, não é remunerado pelo pequeno gerador, e os custos fixos da prestação do serviço são rateados entre todos os consumidores que não têm geração própria.

A Aneel traçou cinco cenários em que pequenos geradores passariam a remunerar as distribuidoras e pagariam entre 28% e 63% da tarifa cheia. “Quem tiver o sistema de geração homologado e funcionando antes da entrada em vigor da norma terá um prazo de carência de até 25 anos, pelas discussões atuais. Isso tem estimulado uma corrida para instalação de sistemas”, diz Roberto Lima, sócio do escritório Cescon Barrieu.

O diretor-geral da Aneel, Rodrigo Pepitone, já disse que nova fase da consulta pública sobre o tema será aberta até outubro. A definição das regras ocorrerá no início de 2020. “Temos 120 mil unidades consumidoras abastecidas hoje por energia solar, mas o potencial é de 84 milhões. O ritmo de crescimento vai depender da nova regra, mas nós defendemos que a regra atual seja mantida”, diz Ronaldo Koloszuk, presidente do conselho da Absolar.

“O setor ainda é criança, tem 15 mil empresas descentralizadas. As distribuidoras também estão com empresas de geração fotovoltaica, mas querem atrasar o jogo.”
“O ritmo de expansão hoje é alto, são 300 novos sistemas por dia, uma curva bastante pronunciada. Em um cenário em que o governo quer baixar o valor da tarifa de energia, faz sentido cobrar por parte dos custos do fio”, afirma Eduardo Monteiro, diretor-executivo do Instituto Acende Brasil.

Entre grandes empresas, a mudança da regulação tem feito diferença na decisão sobre investimento. É o caso, por exemplo, da Votorantim Energia, que hoje tem dois parques eólicos, mas que analisa investir em energia solar. “Olhamos principalmente para a possibilidade de instalar energia solar nos nossos parques eólicos, o que a regulação não permite, mas deverá mudar. Também olhamos para parques solares prontos. Na geração distribuída, vemos uma oportunidade, o mercado vai crescer”, diz Carlos Guerra, diretor de inovação da empresa.

O grupo Enel faz investimentos tanto em grandes usinas como em projetos de geração distribuída. A empresa, que possui também distribuidoras de energia, tem se manifestado pela redução do subsídio cruzado. “As distribuidoras precisam investir para adaptar suas redes para operar uma rede mais complexa. A empresa acredita que esses investimentos, que são necessários para permitir a troca de energia entre consumidor e geradores distribuídos, devem ser reconhecidos de forma a manter o equilíbrio financeiro do setor de distribuição”, disse em nota.

Já a cervejaria Ambev fechou contratos de R$ 140 milhões para a construção de 30 usinas solares que fornecerão energia por meio de geração distribuída a seus centros de distribuição. Os locais iniciarão o funcionamento até março de 2020. Segundo Leonardo Coelho, diretor de suprimentos e sustentabilidade da companhia, a redução no custo da energia ficou “na casa dos dois dígitos” para a empresa. O grupo francês de energia Engie, que hoje concentra a maior parte dos negócios de energia solar em geração centralizada, quer diversificar e investir em geração distribuída, segundo o diretor de operações, Paulo Henrique Müller.

“Enxergamos uma transição energética em curso e queremos participar dela. Hoje nos preparamos para todos os cenários de mudança regulatória. Nossa projeção de investimento varia entre R$ 200 milhões e R$ 500 milhões para os próximos cinco anos, a depender de como for essa mudança”, diz. A empresa não tem uma posição quanto ao fim do subsídio, segundo ele.

FONTE – folhape.com.br