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Alternativa às placas solares, telha fotovoltaica brasileira pode ser solução em padrão estético e economia para residências

Atecnologia, aliada às boas ideias, pode trazer excelentes resultados em benefício da sustentabilidade. Prova disso é a novidade que uma empresa gaúcha, especializada em injetados plásticos para diversos setores da indústria e comércio, acaba de lançar: a primeira telha fotovoltaica do Brasil, chamada de Green Tile.

Países como a Alemanha, Estados Unidos, China, Itália e Japão já utilizam a tecnologia fotovoltaica em larga escala, há bastante tempo. No Brasil existe um potencial gigantesco, em razão dos dias ensolarados que ocorrem o ano inteiro. Cada vez mais, os estudos e investimentos nessa área estão aumentando e hoje sabemos que, além da vantagem econômica, de até 95% na conta de luz, sua produção não gera resíduos que causem danos à natureza. Pode-se ainda considerar a energia solar como renovável, pois é uma fonte natural, limpa e que está sempre disponível.

E foi em uma viagem a um desses países que surgiu a ideia da Green Tile. O Gerente de Projetos da Forte Plásticos, empresa que desenvolveu a telha, Gustavo Disegna, foi para a China em 2013 visitar a maior feira de negócios do mundo, a Canton Fair. Na ocasião, ele aproveitou para conhecer cidades como Beijing, Guangzou e Hong Kong, e ficou admirado com o seu desenvolvimento nas áreas de led e energia fotovoltaica.

Voltando ao Brasil, ele se aprofundou no assunto, e começou a idealizar um produto que integrasse a geração de energia e a casa, de forma harmônica e inteligente: nascia a Green Tile, uma telha fotovoltaica que reúne todos esses atributos. Sabendo dos desafios que estavam por vir, como por exemplo, um mercado pouco conhecido no Brasil, ou o alto investimento financeiro relacionado à conclusão de testes necessários para assegurar a eficiência e garantia do produto, a empresa decide aguardar e amadurecer o projeto antes de lançá-lo.

Simultaneamente, as pesquisas e o acompanhamento do mercado fotovoltaico brasileiro e mundial continuaram, e em 2015, o projeto Green Tile foi inscrito em um edital de inovação do SENAI, e após duas tentativas, em 2017, foi contemplado com alta pontuação, para poder desenvolver seu produto em parceria com a instituição. Desde então, a Forte vem desenvolvendo a primeira telha fotovoltaica do Brasil, que foi lançada na 22º Construsul – Feira Internacional da Construção, em Porto Alegre, no mês de agosto, uma das maiores feiras do setor da arquitetura e construção civil do país. A empresa Forte lança a Green Tile como seu produto tecnológico mais importante e inovador, e dentro da sua linha Fortenergy, busca ampliar o leque de soluções dentro do conceito da utilização de energia fotovoltaica, aliando tecnologia e sustentabilidade.

Foto: Fernando Verch/Green Tile / DINO

Diferenciais da telha fotovoltaica Green Tile

A Green Tile é uma telha que possui um sistema fotovoltaico integrado, o que significa que ela é capaz de gerar eletricidade por meio da transformação da luz solar em energia elétrica. Diferente das tradicionais placas solares e de outras telhas fotovoltaicas, a Green Tile valoriza a estética do imóvel, pois tem o mesmo tamanho de uma telha plana de concreto, porém, com uma estrutura plástica altamente resistente, se encaixando perfeitamente ao telhado. É possível mesclar as telhas convencionais com a Green Tile, sem prejudicar o padrão da construção, fazendo com que o telhado tenha dupla função, a cobertura e geração de energia.

A instalação da Green Tile é descomplicada e faz com que o imóvel seja valorizado ao longo dos anos. Ela está disponível em duas apresentações: em um fundo branco, onde o seu sistema fica mais aparente, e em fundo preto, deixando a cobertura mais discreta, onde praticamente não se percebe a diferença dela para uma telha convencional. A Green Tile pode zerar a conta de energia elétrica, e garante uma eficiência em geração de energia de 80% em até 25 anos, sua potência nominal é de 15wp e a tensão máxima (Vpm) de 2,5v, além disso, sua eficiência de exposição chega a 16%. Tecnologia brasileira, desenvolvida no Rio Grande do Sul.

FONTE – terra.com.br

Toyota está testando nova versão do Prius movido a energia solar

A Toyota é uma das referências em carros híbridos há algum tempo, desde o lançamento do Prius, seu benchmark para o segmento. Os ganhos em termos de preservação do meio ambiente são óbvios, já que o veículo emite bem menos poluentes em relação aos carros normais. Agora, como alcançar esse nível de emissão utilizando fontes renováveis, uma vez que o produto é equipado com uma bateria? A gigante japonesa está tentando resolver os dois problemas, cobrindo um Prius com painéis solares.

Os testes com um protótipo do Toyota Prius em sua versão plug-in começaram em julho, em parceria com a NEDO e a Sharp, que fornecem os painéis solares que cobrem o capô, o teto, a janela traseira e o spoiler traseiro. As placas têm apenas 0,03 milímetros de espessura, permitindo que sejam moldados de acordo com a lataria.

A Toyota já oferece um teto solar para o Prius em alguns mercados, mas esse protótipo de painel solar é um pouco mais elaborado. Ele pode carregar a bateria do carro enquanto estiver estacionado ou em movimento, de acordo com a montadora japonesa. Segundo a Reuters, essa bateria foi ampliada para o teste, com células extras no porta-malas, adicionando 80 quilos a mais de peso.

Foto: Toyota

Testes iniciais com os painéis solares revelam que eles são capazes de adicionar 56 quilômetros de autonomia elétrica em movimento (uma vez que a energia cinética também carrega a bateria) e 43 quilômetros estacionado. Além da maior área de superfície dos painéis solares no carro de teste, as placas da Sharp também são melhores em converter os raios do sol em eletricidade do que o teto solar já existente no Prius. Eles têm uma taxa de eficiência de 34%, em comparação com os 22,5% do sistema atualmente em produção, segundo a Toyota.

O fato de esse painel solar não conseguir converter nem a metade da luz solar que brilha sobre ele em eletricidade destaca um dos problemas da energia solar — além do custo. “Colocar tantos painéis solares em um carro é muito caro e significa que a comercialização provavelmente só acontecerá em anos”, disse Satoshi Shizuka, engenheiro-chefe do programa, em entrevista à Reuters.

A Toyota e outras montadoras provavelmente continuarão a oferecer soluções com base em energia solar para dar autonomia extra aos veículos, mas pensar em um automóvel movido apenas a energia solar é algo que, hoje, pode ser considerado inviável. Há outra maneira de obter um carro assim, no entanto. Algumas estações de carregamento públicas obtêm energia de painéis solares, portanto, conectar um deles significa obter eletricidade diretamente do sol.

Discussão sobre redução de subsídio cria boom no setor de energia solar

Com as mudança nas regras em discussão na Aneel, os próprios consumidores instalam painéis e repassam a energia que sobra às distribuidoras, obtendo descontos na conta de luz

Placas solares em NoronhaPlacas solares em NoronhaFoto: Divulgação/Neoenergia

Diante da perspectiva de mudanças legais, empresas costumam suspender investimentos à espera da uma definição. No caso da geração de energia solar está ocorrendo o inverso. A mudança nas regras em discussão na Aneel (agência reguladora do setor) impulsiona um boom de investimentos –especificamente na chamada geração distribuída.

Nesse modelo, os próprios consumidores instalam painéis solares para abastecerem suas casas ou indústrias e estabelecimentos comerciais, repassando a energia que sobra às distribuidoras, obtendo descontos na conta de luz. A corrida tem razão econômica: a discussão em curso prevê reduções do subsídio a esses pequenos geradores.

Segundo a Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), a geração distribuída movimenta R$ 5,6 bilhões em investimentos hoje. Grandes empresas –mesmo não tendo direito ao subsídio– também miram o setor. A entidade estima que outros R$ 23 bilhões serão mobilizados nos leilões previstos até 2023 para a criação de parques solares. A energia solar representa 1,2% da matriz energética brasileira. É a sétima fonte, longe dos 61% das hidrelétricas e atrás da sua maior competidora, a eólica, que fica com 8,7%.

A queda no custo dos painéis e os avanços tecnológicos têm permitido que a fonte ganhe eficiência e competitividade em todo o mundo. No Brasil, o setor, que engatinhava em 2012, bate hoje a marca de 3,1 GW (gigawatts), o suficiente para abastecer 1,5 milhão de residências –1 GW vem de geração distribuída. As regras atuais desse tipo de geração, elaboradas em 2012, preveem uma espécie de subsídio cruzado.

Quem adere aos painéis solares precisa conectar sua instalação ao sistema de uma distribuidora. O pequeno gerador utiliza toda a infraestrutura dessa distribuidora, que também contabiliza o trânsito da energia. A rede da distribuidora funciona, assim, como bateria que guarda créditos do excedente de energia por 60 meses. O serviço prestado pelas distribuidoras, porém, não é remunerado pelo pequeno gerador, e os custos fixos da prestação do serviço são rateados entre todos os consumidores que não têm geração própria.

A Aneel traçou cinco cenários em que pequenos geradores passariam a remunerar as distribuidoras e pagariam entre 28% e 63% da tarifa cheia. “Quem tiver o sistema de geração homologado e funcionando antes da entrada em vigor da norma terá um prazo de carência de até 25 anos, pelas discussões atuais. Isso tem estimulado uma corrida para instalação de sistemas”, diz Roberto Lima, sócio do escritório Cescon Barrieu.

O diretor-geral da Aneel, Rodrigo Pepitone, já disse que nova fase da consulta pública sobre o tema será aberta até outubro. A definição das regras ocorrerá no início de 2020. “Temos 120 mil unidades consumidoras abastecidas hoje por energia solar, mas o potencial é de 84 milhões. O ritmo de crescimento vai depender da nova regra, mas nós defendemos que a regra atual seja mantida”, diz Ronaldo Koloszuk, presidente do conselho da Absolar.

“O setor ainda é criança, tem 15 mil empresas descentralizadas. As distribuidoras também estão com empresas de geração fotovoltaica, mas querem atrasar o jogo.”
“O ritmo de expansão hoje é alto, são 300 novos sistemas por dia, uma curva bastante pronunciada. Em um cenário em que o governo quer baixar o valor da tarifa de energia, faz sentido cobrar por parte dos custos do fio”, afirma Eduardo Monteiro, diretor-executivo do Instituto Acende Brasil.

Entre grandes empresas, a mudança da regulação tem feito diferença na decisão sobre investimento. É o caso, por exemplo, da Votorantim Energia, que hoje tem dois parques eólicos, mas que analisa investir em energia solar. “Olhamos principalmente para a possibilidade de instalar energia solar nos nossos parques eólicos, o que a regulação não permite, mas deverá mudar. Também olhamos para parques solares prontos. Na geração distribuída, vemos uma oportunidade, o mercado vai crescer”, diz Carlos Guerra, diretor de inovação da empresa.

O grupo Enel faz investimentos tanto em grandes usinas como em projetos de geração distribuída. A empresa, que possui também distribuidoras de energia, tem se manifestado pela redução do subsídio cruzado. “As distribuidoras precisam investir para adaptar suas redes para operar uma rede mais complexa. A empresa acredita que esses investimentos, que são necessários para permitir a troca de energia entre consumidor e geradores distribuídos, devem ser reconhecidos de forma a manter o equilíbrio financeiro do setor de distribuição”, disse em nota.

Já a cervejaria Ambev fechou contratos de R$ 140 milhões para a construção de 30 usinas solares que fornecerão energia por meio de geração distribuída a seus centros de distribuição. Os locais iniciarão o funcionamento até março de 2020. Segundo Leonardo Coelho, diretor de suprimentos e sustentabilidade da companhia, a redução no custo da energia ficou “na casa dos dois dígitos” para a empresa. O grupo francês de energia Engie, que hoje concentra a maior parte dos negócios de energia solar em geração centralizada, quer diversificar e investir em geração distribuída, segundo o diretor de operações, Paulo Henrique Müller.

“Enxergamos uma transição energética em curso e queremos participar dela. Hoje nos preparamos para todos os cenários de mudança regulatória. Nossa projeção de investimento varia entre R$ 200 milhões e R$ 500 milhões para os próximos cinco anos, a depender de como for essa mudança”, diz. A empresa não tem uma posição quanto ao fim do subsídio, segundo ele.

FONTE – folhape.com.br

Qual a valorização de um imóvel com sistema de energia solar?

Imagens Energia Solar (1)A geração de energia solar no Brasil ainda é uma novidade. Em 2012, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou uma portaria na qual legaliza a instalação de sistemas residências de geração de energia por meio da luz solar. De lá para cá, o número de casas geradoras da própria energia de forma sustentável só vem aumentando no país. No último balanço divulgado pela agência, já são quase 6 mil casas com sistema de energia solar instalado e em funcionamento.

Conta de luz quase zerada atrai investidores

Um dos motivos pelo qual as pessoas vêm procurando informações sobre os sistemas fotovoltaicos é a valorização que o imóvel atinge quando dispõe deste selo “verde”. Para você que procura um imóvel, uma pergunta: entre uma casa que tem um conta de luz quase zerada e outra que exige um gasto alto com energia, qual você escolheria? Dificilmente alguém, escolherá a segunda opção.

Pesquisas recentes mostram que o imóvel sustentável pode ser valorizado em até 30%, em especial por conta do crescimento contínuo da procura por casas que estejam em comunhão com o meio-ambiente.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, patrocinada pelo Departamento de Energia dos EUA, casas com sistema de energia solar têm uma valorização do imóvel de 3% a 6%. O estudo mostrou que os compradores estavam dispostos a pagar, em média, R$ 40 mil a mais por casas que tenham um sistema fotovoltaico instalado.

De acordo com a SunPower, empresa de pesquisa de tendência dos EUA, a valorização tem alcançado 8% nos últimos negócios imobiliários.

Patente da Xiaomi revela celular com painel de energia solar

Não há previsão de lançamento da tecnologia ao público.

Celulares da Xiaomi podem ganhar uma fonte de energia extra no futuro. De acordo com uma patente registrada no WIPO (Escritório Internacional de Propriedade Intelectual, na sigla em inglês) em julho de 2018, a fabricante chinesa estuda formas para implementar um painel de energia solar na traseira de smartphones, a fim de estender a duração da bateria e permitir que o usuário carregue-o sem depender de carregadores. Apesar da inovação, não há previsão de lançamento da tecnologia ao público.

Modelo aproveitaria área livre da tampa traseira para um painel solar, capaz de converter luz solar em eletricidade para alimentar a bateria — Foto: Divulgação/XiaomiModelo aproveitaria área livre da tampa traseira para um painel solar, capaz de converter luz solar em eletricidade para alimentar a bateria — Foto: Divulgação/Xiaomi

De acordo com o site especializado LetsGoDigital, o celular com painel solar utilizaria a parte traseira para abrigar o componente. Dessa forma, a tecnologia poderia ser utilizada para garantir uma fonte de energia alternativa ao smartphone ao colocá-lo em uma janela ou superfície ao ar livre, por exemplo.

Outro ponto que chama a atenção no celular é a ausência da câmera de selfies, uma vez que esta pode estar alocada sob o display ou em uma base deslizante, tal qual o Xiaomi Mi 9T. Além disso, o smartphone conta com um sistema de câmera dupla na traseira.

Documentação da Xiaomi sugere um aparelho de linhas bem contemporâneas — Foto: Reprodução/LetsGoDigitalDocumentação da Xiaomi sugere um aparelho de linhas bem contemporâneas — Foto: Reprodução/LetsGoDigital

Recentemente, a Xiaomi apresentou um protótipo com câmera frontal oculta, algo próximo ao leitor de impressões digital sob a telapresente em telefones como o Galaxy S10, Xiaomi Mi 9, entre outros. A tecnologia, porém, ainda não chegou ao mercado de smartphones.

FONTE – techtudo.com.br

Seaf estuda exploração da energia solar na produção agrícola

Atenta às necessidades globais de redução do impacto ambiental e dos níveis de emissão dos gases causadores do efeito estufa (CO2), a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) está mensurando as possibilidades de exploração da energia solar, em atividades ligadas à produção no campo. A proposta é apresentar aos agricultores soluções simples para a exploração do potencial energético dos imóveis rurais.

De olho no know how tecnológico da Empresa Elgin, a Seaf se reuniu com o Gerente Nacional de Vendas, Marcos Neves, para discutir o esboço do projeto que visa a identificar as alternativas para o uso da energia solar no campo. Considerada uma fonte limpa, a energia fotovoltaica não gera impactos sobre o meio ambiente e dispensa a realização de grandes obras para o seu aproveitamento. A economia em gastos com eletricidade pode chegar a até 90%.

De acordo com o secretário de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), Silvano Amaral a proposta é apresentar aos agricultores as opções para uso da energia solar na lida diária do campo. O objetivo é reduzir custos com a energia elétrica e aumentar a produção sem agredir o meio ambiente. Entre as atividades que podem ser geridas a partir do uso da energia solar estão os sistemas de irrigação, poços artesianos, câmaras frias, agroindústrias, secador de grãos, resfriadores para produção leiteira, cercas elétricas para manejo de gado, entre outras.

O Gestor Ambiental da Seaf, Brasílio Ferreira, também compõe o grupo de trabalho responsável pelo mapeamento das atividades ligadas à produção no campo.

A energia solar já é a sétima matriz energética brasileira com 1,2% do mercado. A energia gerada por hidroelétricas representa 60,8% e a éolica tem 8,6%. Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaíca (Absolar) até 2022, devem ser investidos cerca de R$ 21,3 bilhões no segmento.

Programa Nacional

Para contribuir, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) incluiu o financiamento de equipamentos para produção de energia solar no Programa Mais Alimentos. Os equipamentos podem ser financiados com condições de crédito diferenciado. Além disso, todos os contratos incluem a prestação de serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater).

O Mais Alimentos é uma linha de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que financia investimentos em infraestrutura produtiva para a agricultura, como a aquisição de máquinas, equipamentos e implementos agrícolas. O programa fornece crédito a juros de 2% a 5,5% ao ano, com até três anos de carência e prazos de até dez anos para pagar. A iniciativa financia projetos individuais de até R$ 300 mil e coletivos de até R$ 750 mil.

A empresa

A Elgin ainda articula o envolvimento da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) na adoção da tecnologia. Na assembleia, a proposta é projetar a instalação de placas solares para a geração de energia capaz de suprir parte da demanda do Teatro Zulmira Canavarros. O mesmo ocorre na AMM, onde o estudo de viabilidade irá demonstrar a real demanda da instituição.

Com mais de 66 anos de mercado, a Elgin se tornou referência na oferta de produtos inovadores para os segmentos de máquinas de costura, ar-condicionado, automação comercial, energia solar, escritório, iluminação, mídias, informática, pilhas e carregadores, refrigeração, segurança e telefonia.

A empresa teve início com a produção de máquinas de costura e hoje conta com uma enorme variedade de produtos para uso comercial e residencial. A Elgin possui uma política rígida no sentido da sustentabilidade e da preservação ambiental, colaborando com as metas internacionais de redução de poluentes e baixos níveis de consumo de energia elétrica.

FONTE – extramt.com.br

Usina solar flutuante é inaugurada no reservatório de Sobradinho

O empreendimento aproveita a área represada do Rio São Francisco e tem capacidade de gerar de 1 megawatt-pico (MWp)

Instalação de módulo fotovoltaico, responsável por captar a energia solar (Foto: Sean Gallup/Getty Images)INSTALAÇÃO DE MÓDULO FOTOVOLTAICO, RESPONSÁVEL POR CAPTAR A ENERGIA SOLAR (FOTO: SEAN GALLUP/GETTY IMAGES)

O governo federal inaugurou hoje (5) a primeira etapa da usina solar fotovoltaica flutuante, que transforma a luz solar em energia elétrica, instalada pela Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) no reservatório da Usina Hidrelétrica de Sobradinho, na Bahia. O empreendimento aproveita a área represada do Rio São Francisco e tem capacidade de gerar de 1 megawatt-pico (MWp) de energia.

O objetivo do governo federal é ampliar essa experiência, de instalar painéis solares em espelhos da água, para atrair investimentos privados e promover leilões de geração de energia renovável na área de transposição do Rio São Francisco. De acordo com os ministérios de Minas e Energia e do Desenvolvimento Regional, é possível elevar o potencial energético abrangido pelo Projeto de Integração do Rio São Francisco, estimado em 3,5 GigaWatts, e garantir recursos para o bombeamento das águas do rio, que hoje custam R$ 300 milhões por ano.

“Esse solo escaldante e esse calor abundante é o que vão gerar energia para que os motores funcionem e irriguem o nosso sertão de verdade”, disse o presidente Jair Boslonaro, durante a inauguração da usina da Chesf. “Essa nova forma de buscar energia com placas fotovoltaicas em cima de um lago como esse aqui é bem-vindo ao Brasil”, completou

Bolsonaro destacou que, se todo o potencial do espelho d’água de Sobradinho fosse utilizado para energia solar fotovoltaica, seria possível gerar 60% mais energia do que as próprias turbinas da usina hidrelétrica. O reservatório de Sobradinho tem uma superfície de 4,2 mil quilômetros quadrados, com uma hidrelétrica capaz de gerar 1,05 mil MegaWatt.

A experiência de placas solares flutuantes deve servir de modelo para o uso das placas ao longo dos 477 quilômetros canais de transposição, aquedutos e reservatórios. Além de gerar energia, as placas devem ajudar a reduzir a evaporação da água. As laterais dos canais também poderão ser implantadas placas solares. O governo destaca que, nos dois casos, tanto de usinas flutuantes quanto terrestres, não há necessidade de desapropriação de terras.

Usina flutuante de Sobradinho

A Usina Solar Fotovoltaica Flutuante tem 3.792 módulos de placas solares, área total de 11 mil m² e uma potência de geração de 1 MWp. Ela é fixada ao fundo do lago por cabos, com material próprio para suportar o peso das placas e dos trabalhadores que atuam na construção e manutenção.

O projeto de pesquisa analisa o grau de eficiência da interação de uma usina solar em conjunto com a operação de usinas hidrelétricas. Os técnicos envolvidos no estudo focam em fatores como a radiação solar incidente no local; produção e transporte de energia; instalação e fixação no fundo dos reservatórios; a complementariedade da energia gerada; e o escoamento desta energia.

Os estudos ambientais também serão contemplados na pesquisa, focando o efeito da planta fotovoltaica sobre a água do rio, já que as placas instaladas em terra perdem eficiência sob forte calor, além dos impactos na fauna e flora aquáticas.

A segunda etapa do projeto contemplará uma nova usina flutuante também no reservatório de Sobradinho, e ao término da segunda etapa, a capacidade instalada será de 2,5 MWp. O valor do investimento nessas duas plantas solares totaliza a R$ 56 milhões.

Segundo a Chesf, este é primeiro estudo sobre a instalação de usina solar flutuante em lagos de hidrelétricas, aproveitando a área sobre a lâmina d’água dos reservatórios e evitando desapropriação de terras. Além disso, esse tipo de usina permite aproveitar as mesmas subestações e linhas de transmissão que escoam a energia produzida pela hidrelétrica.

Além da usina flutuante, a Chesf desenvolve outros projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) na Região Nordeste, com foco no avanço dos estudos de tecnologias em geração solar e em outros projetos de inovação. Eles estão centralizados no Centro de Referência em Energia Solar de Petrolina (Cresp) e somam cerca de R$ 200 milhões.

A companhia prevê também a instalação e geração de 1,25 MWp de energia fotovoltaica flutuante no reservatório da Usina de Boa Esperança, no Piauí, a ser instalada em 2020.

FONTE – epocanegocios.globo.com

Governo quer energia solar em projeto de integração do rio São Francisco

O governo federal inaugurou nesta segunda a primeira etapa da usina solar fotovoltaica flutuante no reservatório da Usina Hidrelétrica de Sobradinho

Jair BolsonaroJair Bolsonaro: Presidente participou nesta segunda-feira de inauguração de usina solar flutuante no reservatório de Sobradinho (Alan Santos/Agência Brasil)

São Paulo — O governo quer utilizar placas solares para gerar a energia que garantirá o bombeamento de águas do rio São Francisco, ampliando o uso da fonte renovável na região Nordeste, disse o Ministério de Minas e Energia nesta segunda-feira.

O chamado Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF) será enquadrado no Programa de Parceria Público Privada (PPI) da Presidência da República, após decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro que qualifica a iniciativa como prioritária, acrescentou a pasta em comunicado.

O empreendimento de integração do rio a outras bacias hidrográficas do Nordeste prevê dois eixos de canais com 477 quilômetros de extensão com o objetivo de garantir a segurança hídrica de 12 milhões de pessoas em 390 municípios em Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba.

A previsão é implantar placas solares ao longo dos canais de transposição, aquedutos e reservatórios, inclusive nas laterais dos canais, afirmou o Ministério de Minas e Energia.

O chefe da pasta, Bento Albuquerque, e o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, foram autorizados por Bolsonaro a adotar medidas que atraiam “interesse do setor privado para promover leilões de geração de energia renovável na área”, ainda segundo o ministério de Minas e Energia.

“É um projeto inédito de integração de leilões de geração em infraestrutura social para o desenvolvimento regional e, de acordo com estimativas recentes poderá proporcionar investimentos da ordem de 15 bilhões de reais.”

O empreendimento aproveita a área represada do Rio São Francisco e tem capacidade de gerar de 1 megawatt-pico (MWp) de energia.

FONTE – exame.abril.com.br

Canadian Solar Energiza Maior Central de Energia Solar na Argentina

Ao todo, o BNB já realizou o aporte de  R$ 27,2 milhões na implantação de sistemas voltados para o uso residencial de energia solar apenas em 2019 no Nordeste

A geração de energia limpa e as possibilidades de economia que ela oferece têm garantido mais investimentos na área no Ceará. No primeiro semestre deste ano, o Banco do Nordeste já investiu  R$ 4,4 milhões no Estado.

De acordo com o superintendente estadual do BNB no Ceará, Rodrigo Bourbon, a instituição prevê grande potencial de crescimento do mercado na Região. “Os principais benefícios são a geração de energia limpa, de forma descentralizada, com menores custos de produção e com tarifas reduzidas para os consumidores finais”, salienta.

Investimentos

Ao todo, o BNB já realizou o aporte de  R$ 27,2 milhões na implantação de sistemas voltados para o uso residencial de energia solar apenas em 2019 no Nordeste.

O banco informou que as operações são realizadas com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste, por meio da linha FNE Sol Pessoa Física.

FONTE – diariodonordeste.verdesmares.com.br

Cresce uso de energia solar no DF

GDF avalia implementar e ampliar o projeto Brasília Solar; 406 novas unidades consumidoras dessa energia foram cadastradas no DF no ano de 2018

A Companhia Energética de Brasília (CEB) contabilizou 406 novas unidades consumidoras (UCs) de energia solar cadastradas no Distrito Federal no ano de 2018. O número é quase o dobro do valor cadastrado em 2017, quando foram registradas 210 novas unidades. Até junho desse ano, segundo dados da companhia, havia no DF 303 novas UCs. Com o aumento na busca por essa forma de energia renovável, agora, o Governo do Distrito Federal (GDF) busca adotar sistemas de geração fotovoltaica em prédios, parques e serviços, através do programa Brasília Solar.

Durante o mandato do ex-governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB) o GDF realizou treinamentos de trabalhadores para a instalação de placas fotovoltaicas em meio ao programa. Neste ano, o governo Ibaneis Rocha (MDB) avalia implementar o projeto, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do DF, e ampliá-lo.

De acordo com a pasta, este programa se insere em um contexto mais amplo, que está em fase de discussão. Em nota, a secretaria informou que o governo já vem atuando em duas frentes com relação às mudanças climáticas locais. “A primeira, em ações para adaptação aos seus efeitos adversos e extremos com ações imediatas, como as obras que estão sendo realizadas no momento em Vicente Pires após as chuvas excessivas […]. A segunda frente de ação do GDF abrange ações de mitigação de gases de efeito estufa. A mitigação inclui tanto emissões evitadas ou, ainda, a redução do cômputo geral de emissões no consumo de energia, via eficiência energética ou adoção de sistemas de geração fotovoltaica em prédios, parques e serviços”, dizia o texto.

“Uma das linhas mais eficientes na mitigação é justamente a ampliação de Programas como o Brasília Solar. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), enquanto os melhores locais na Alemanha apresentam uma radiação média 3,4 kWh/m²/dia, no Distrito Federal es sa irradiação média é de 5,8 kWh/m²/ano (acima da média nacional). Além disso, os baixos índices pluviométricos e de temperatura média fazem com que a irradiação do DF seja excelente para a geração de energia solar fotovoltaica, colocando o DF como uma área possuidora da melhor média de irradiação do Centro-Oeste e do Brasil”, completava a nota.

De acordo com a CEB, qualquer cidadão pode utilizar energia solar em sua residência na modalidade denominada Geração Distribuída. Essa modalidade permite que a usina fotovoltaica daquela pessoa aplique a produção excedente de energia na rede consumidora nos momentos que estiver gerando mais energia do que consumindo. Como a geração fotovoltaica não permite autonomia total aos consumidores, eles não se desligam da rede da CEB.

Apesar de estar em franco crescimento, a companhia ressalta que o volume de energia produzida pelos clientes CEB conectados em geração distribuída ainda não é representativo se comparado ao volume global do consumo de energia dos clientes em geral.

Área rural também investe

O sistema de captação de energia pela incidência solar também vem se desenvolvendo na área rural do DF. A inovação no campo é uma iniciativa da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF).

Sônia Maria Gomes trabalha com piscicultura, isto é, criação de peixes para venda, há cinco anos. Ela conta que depois dos gastos com a ração dos peixes, os maiores custos da produção são de energia. Na chácara, localizada no final do P Sul, em Ceilândia, a criação chega a aproximadamente 18 mil peixes.

“Como precisamos de uma média de dez a 12 aeradores para atingir o máximo desempenho que podemos, e são dois em cada tanque, seria muito caro se usássemos a energia da CEB para isso”, explica Sônia.

Aeradores são equipamentos utilizados para manter o nível de oxigênio da água durante a noite, quando não há incidência solar. Essa oxigenação permite que o ambiente se mantenha estável. Cada tanque tem em média mil metros quadrados e comporta em torno de 4 mil peixes.

“O resultado com certeza vai ser bom. Pelo tanto de kW que eu uso por mês, o quanto eu pagaria e o quanto vou pagar pela instalação do projeto, que uma hora vai quitar, vale muito a pena. A CEB a gente pagaria a vida inteira, né? Vou ter minha energia própria e ainda colaboro com a sustentabilidade”, disse. A piscicultora espera que o valor investido retorne em aproximadamente quatro anos e que o lucro aumente.

Segundo a presidente da Emater-DF, Denise Fonseca, o objetivo é que os custos para a produção do trabalhador rural diminuam por meio da tecnologia. “Queremos transformar o DF no melhor lugar para se produzir e se viver e é por isso que temos trazido inovações tecnológicas”, afirmou.

“Existe um programa de governo de acesso a energias renováveis desenvolvido pela Emater que já foi apresentado para o governo Ibaneis. […] O projeto [de produção de energia fotovoltaica nas produções agrícolas] vai permitir que o produtor economize em até mil reais nas contas de energia a cada cinco hectares”, explicou.

FONTE – jornaldebrasilia.com.br