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Energia solar já é usada por mais de 30 mil residências e empresas do país

Instalação de placas solares tem aumentado. Setor de pequenas indústrias foi um dos primeiros a investir em usinas geradoras de energia fotovoltaica.

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Mais de 30 mil casas e empresas brasileiras produzem toda a energia de que precisam. Elas usam placas solares.

Uma fábrica de roupas em Salvador gastava R$ 3.500 por mês com energia elétrica, um peso no orçamento. Desde que a empresa passou a gerar a própria energia com painéis solares, esse custo despencou para R$ 70, que é a taxa mínima de consumo em Salvador. Em quatro anos, o investimento de R$ 150 mil no sistema foi recuperado.

“A fábrica se torna mais competitiva, visto que a gente tem um custo menor com relação ao concorrente. Então, naturalmente vale a pena”, diz o dono da fábrica, Hari Hartman.

As pequenas indústrias foram um dos primeiros setores a investir na geração própria de energia com luz solar no Brasil. Hoje, vários outros segmentos estão buscando essa autossuficiência.

Um colégio particular de Salvador começou o ano letivo de 2018 sem depender mais do fornecimento externo: agora 126 painéis solares agora produzem toda a energia de que a escola precisa. Iluminação, ar-condicionado das salas, bebedouros. Tudo que antes gerava um gasto de R$ 3.200 por mês, praticamente não dá mais despesas.

O Brasil tem hoje mais de 30 mil usinas geradoras de energia fotovoltaica, como são chamadas essas empresas, escolas e casas que usam energia solar e estão interligadas às redes.

O consultor em eficiência energética Pablo Miranda diz que o investimento, que é de, no mínimo, R$ 10 mil para residências e R$ 50 mil para pequenas empresas, compensa porque o consumidor se livra das variações nas tarifas de energia e os equipamentos têm vida longa: “Nós temos uma garantia de produção aí, na maioria das placas, de 25 anos. Daqui a 25 anos, se as placas não estiverem gerando pelo menos 80% do que você contratou agora, você está garantido”.

O empresário Pedro Rocha decidiu instalar o sistema na casa dele não só para economizar na conta de luz: “Como é um investimento alto, às vezes você tem aquela dúvida: vou investir agora? Não vou, tenho outras necessidades. E aí vem a parte ambiental, que te dá aquele maior incentivo para fazer o investimento”.

FONTE – g1.globo.com

Energia solar dá grande salto em cinco anos

Área vem avançando rapidamente graças a consumidores residenciais, ao agronegócio, indústrias e algumas distribuidoras privadas de eletricidade

Embora o Brasil esteja ainda muito longe de aproveitar bem seu imenso potencial em energia solar, essa área vem avançando rapidamente no País, graças a consumidores residenciais, ao agronegócio, indústrias e algumas distribuidoras privadas de eletricidade. Segundo dados recentes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o número de conexões para a microgeração de energia saltou de 23 em junho de 2013 para 30.900 agora, sendo 99% desse total está voltado para utilização de energia solar.

Mais de dois terços das conexões foram feitas por consumidores residenciais, que não se limitam a proprietários de grandes mansões, mas abrangem, principalmente, edifícios de apartamentos de classe média, cujos condôminos resolveram investir na instalação de painéis solares com o objetivo de poupar gastos com eletricidade a mais longo prazo. Em um país como o Brasil, com intensa insolação em todo o seu território, durante praticamente o ano inteiro, essas instalações colocam também seus usuários a salvo de apagões nas redes de transmissão de grandes distribuidoras.

A opção pela energia solar também tem se mostrado vantajosa no campo, especialmente em fazendas mais afastadas, que podem prescindir de extensas linhas de transmissão. Indústrias de ramos diversos, instaladas em diferentes regiões do País, também têm recorrido com mais frequência a microusinas solares, de modo a cortar custos fixos, como eletricidade, que podem vir a prejudicar sua competitividade.

Uma questão que se coloca é o custo dos equipamentos para a microgeração solar, considerado elevado, embora tenha baixado bastante nos últimos anos, com a maior competição entre fornecedores. Calcula-se que, para uma residência média, os painéis custem por volta de R$ 20 mil. Para empreendimentos de maior porte que exigem uma multiplicidade de painéis, o custo pode ser inicialmente pesado, considerando sobretudo a recente alta da cotação do dólar, sendo todos os equipamentos atualmente importados.

Tudo isso vem ocorrendo no âmbito da iniciativa privada, mas o governo tem procurado ajudar por meio do BNDES, que financia pessoas físicas interessadas em utilizar energia solar com empréstimos a taxas de 4,03% a 4,55% ao ano, pelo prazo de até 12 anos, com 24 meses de carência.

FONTE – terra.com.br

Califórnia: uso de energia solar passa a ser obrigatória em novas residências

Estado é o primeiro dos EUA a fazer a exigência; aqui no Brasil, prédios da União devem seguir norma semelhante

A maioria das novas residências a serem construídas a partir do dia 1º de janeiro de 2020, na Califórnia (EUA), será obrigada a incluir sistemas solares fotovoltaicos como parte dos padrões adotados pela Comissão de Energia local. A exigência, inédita entre os estados americanos, foi anunciada na segunda semana de maio. Terra do cinema, a Califórnia é famosa por exportar tendências comportamentais para todo o mundo.

Maior mercado de energia solar dos Estados Unidos, o estado americano pretende mostrar com essa medida que os painéis solares já deixaram de ser um luxo reservado às casas de proprietários ricos e preocupados com tendências ecológicas, passando a ser uma fonte de energia convencional e limpa. A exigência também integra o esforço do governador Jerry Brown para reduzir as emissões de carbono em 40% até 2030 e oferece um modelo para outros estados. “A adoção desses padrões representa um enorme avanço nos padrões estaduais de construção”, destacou à Bloomberg Bob Raymer, engenheiro sênior da Associação da Indústria da Construção da Califórnia. “Pode apostar que os outros 49 estados estarão observando de perto o que vai acontecer”, acrescentou.

Contudo, embora a exigência venha representar um impulso para a indústria solar, os críticos alertaram que a medida também elevará em quase US$ 10 mil o custo de comprar uma casa. As ações do segmento solar subiram com a decisão. Em direção oposta, as das construtoras residenciais caíram. A Sunrun, maior instaladora de painéis solares residenciais dos EUA, chegou a avançar 6,4%, enquanto a KB Home, que tem exposição significativa ao mercado da Califórnia, caiu 5,3%.

Brasil

Embora no Brasil não haja exigência parecida em nível residencial – uma vez que o sistema custa entre R$ 12 mil e R$ 20 mil – um projeto de lei aprovado em março deste ano estabelece que os prédios públicos em construção, alugados ou em reforma, e de uso da União, deverão instalar sistemas de captação de energia solar e também de armazenamento e utilização de águas pluviais.

Trata-se do projeto de lei n°317, de 2015, proposto pelo senador Dário Berger (PMDB-SC). Aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado (CCJ), a iniciativa tramita atualmente na Comissão de Meio Ambiente (CMA), onde terá votação final.

Há, ainda, a portaria (nº 643/2017) do Ministério das Cidades que prevê a instalação de energia solar nos imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida e que passou a vigorar em 1º de janeiro deste ano. O documento estabelece os requisitos para admissão de propostas por meio de “Sistema de Aquecimento Solar” e do “Sistema Solar Fotovoltaico”.

O presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia, explica que o beneficiário do programa economizará na conta de luz. “Um consumidor da Faixa 1 do programa tem consumo na faixa de 100 Kwh [quilowatts/hora] por mês de energia elétrica. Esse consumidor, com o sistema projetado com a energia solar, poderá gerar, em sua própria residência, 70 Kwh por mês. Isso significa que ele está tendo uma economia de 70% no gasto de energia elétrica que ele tem no seu dia a dia.”

A reportagem do CORREIO Sustentabilidade procurou o Ministério das Cidades para saber quantas residências do programa já foram entregues com a instalação de energia solar, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.

IPTU Amarelo

Salvador passará a contar ainda neste ano com o IPTU Amarelo, iniciativa lançada pela Prefeitura que dará 10% de desconto no Imposto sobre a Propriedade Predial Urbana (IPTU) dos imóveis (condomínios e casas) construídos horizontalmente. “Para os verticais, o foco é o IPTU verde”, explica secretário municipal de Sustentabilidade e Inovação, André Fraga.

Uma das pessoas beneficiadas pela medida será o advogado Leonardo Soares, 36 anos. Morador de Alphaville, ele conta que investiu R$ 45 mil para instalar 32 placas de energia solar em casa. A energia gerada abastece a residência e mais dois pontos comerciais. “Para a região em que moramos – Alphaville -, isso vai valer muito a pena. Vamos conseguir reduzir quase R$ 1 mil do IPTU.”

A família de Leonardo utiliza a energia solar desde que deixou de morar em prédio e se mudou para uma casa. Hoje, costuma pagar entre R$ 79 e R$ 100 na conta de luz, enquanto os vizinhos costumam a desembolsar até R$ 700.

FONTE – correio24horas.com.br

Banco do Nordeste vai ampliar financiamento a placas de energia solar em residências

Por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) – O Banco do Nordeste Brasileiro (BNB), que tem aumentado os desembolsos para projetos de energia renovável, pretende estrear neste ano uma nova modalidade em financiamento do setor, ao oferecer empréstimos para a compra de painéis solares por pessoas físicas.

Os painéis poderiam ser instalados em telhados de casas, por exemplo, disse à Reuters um executivo da instituição de fomento do Nordeste, região que tem buscado ficar menos dependente da geração hidrelétrica devido aos riscos associados ao clima mais seco.

O banco estatal já realizou cerca de 100 milhões de reais em operações para instalações solares como essas, conhecidas como microgeração distribuída.

Mas a ideia é ampliar a linha, que hoje atende principalmente pequenas empresas interessadas na solução, disse o superintendente de Negócios de Atacado e Governo do BNB, Helton Chagas Mendes.

A verba para as operações do BNB é proveniente do Fundo Constitucional de Financiamento ao Nordeste, provido de recursos federais. O banco prevê ter 30 bilhões de reais para operações em 2018, dos quais cerca de 14,5 bilhões de reais devem ir para infraestrutura, a maior parte para projetos de energia limpa.

“No segmento de energia, trabalhamos com todos os portes de empreendimento de geração… já estávamos operando desde o ano passado com microgeração para pequenas e micro empresas, mas vamos começar este ano ainda a microgeração para pessoa física”, afirmou Mendes.

Ele disse que essas operações envolvem valores menores, de 15 mil a 200 mil reais, por exemplo.

Essas transações, segundo ele, têm potencial para ir bem além do volume já movimentado até o momento, dado o forte crescimento do mercado para instalações solares de pequeno porte no Brasil.

Já o orçamento do BNB para apoiar projetos na área de energia em geral neste ano deve ficar entre 10 bilhões e 12 bilhões de reais, afirmou Mendes.

O banco de fomento voltou a financiar negócios no setor no ano passado, após o governo federal ter vetado as operações com energia em 2011.

“Passamos uns seis anos fora do segmento, e no início de 2017 veio a autorização para os fundos constitucionais voltarem a financiar energia. Ano passado financiamos 3,6 bilhões de reais”, disse.

O banco participa com até 80 por cento do valor dos projetos –o que é condicionado à utilização de equipamentos com fabricação local.

Segundo Mendes, o banco tem direcionado em média 60 por cento dos recursos para empreendimentos eólicos e 40 por cento para projetos solares, enquanto linhas de transmissão também podem ser alvo dos empréstimos, desde que na região Nordeste.

No setor solar, os financiamentos cobrem em geral de 30 a 60 por cento do investimento, dado que as usinas utilizam muitos equipamentos importados, que não podem entrar na cota de empréstimos do BNB.

Para as usinas eólicas, que contam com maior disponibilidade de equipamentos de produção nacional, os empréstimos geralmente ficam mais próximos do teto de 80 por cento.

TAXA COMPETITIVA

A taxa de juros das operações oferecidas pelo BNB atualmente é de cerca de 5,5 por cento ao ano, disse Mendes, o que ele considera o patamar mais competitivo disponível para os investidores em energia.

“Hoje temos as melhores taxas do mercado e o apetite do banco para financiar infraestrutura no Nordeste é considerável, porque a gente acredita que a infraestrutura na região, além de melhorar a qualidade de vida, representa geração de emprego”, afirmou.

O baixo nível de custos tem feito com que o banco seja bastante procurado pelos empreendedores do setor, segundo o executivo.

Ele afirmou ainda que a expectativa do BNB é que os recursos anuais para operações do banco no setor de energia se estabilizem em torno dos níveis previstos para este ano, na casa dos 10 bilhões de reais.

FONTE – extra.globo.com