Posts

BNDES expande financiamento de energia solar a pessoas físicas

RIO  –  O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou mudanças no Programa Fundo Clima. A partir de agora, no subprograma Máquinas e Equipamentos Eficientes, pessoas físicas terão acesso a financiamentos para a instalação de sistemas de aquecimento solar e sistemas de cogeração (placas fotovoltaicas, aerogeradores, geradore

Este trecho é parte de conteúdo que pode ser compartilhado utilizando o link http://www.valor.com.br/financas/5572285/bndes-expande-financiamento-de-energia-solar-pessoas-fisicas ou as ferramentas oferecidas na página.
Textos, fotos, artes e vídeos do Valor estão protegidos pela legislação brasileira sobre direito autoral. Não reproduza o conteúdo do jornal em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização do Valor (falecom@valor.com.br). Essas regras têm como objetivo proteger o investimento que o Valor faz na qualidade de seu jornalismo.

FONTE – valor.com.br

Enel inaugura árvore solar em Goiás

A Enel Distribuição Goiás inaugurou nesta terça-feira (5), uma árvore solar no campus Samambaia da Universidade Federal de Goiás (UFG). Esta é a terceira estrutura que a empresa instala no Estado, as duas primeiras foram no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG) campus Goiânia e Itumbiara.

A árvore é uma palmeira metálica de 11 metros composta por uma estrutura tubular e dez folhas, sobre as quais estão instalados dez painéis fotovoltaicos.

“Ela funciona como uma pequena usina solar, aproveitando ao máximo a incidência da luz solar para gerar energia”, afirma o responsável por Eficiência Energética da Enel Brasil, Odailton Arruda.

Cada estrutura tem potência de 2,6 kWp e uma geração estimada média de 300 KWh/mês, o equivalente ao consumo médio mensal de energia de duas famílias com cerca de quatro pessoas.

As árvores solares integram o projeto de eficiência energética em instituições de ensino superior realizado pela Enel. A iniciativa no IFG e UFG, também contempla a substituição da iluminação existente por cerca de 50 mil lâmpadas LED, a troca de chuveiros elétricos por sistema de aquecimento solar de água e a instalação de geração solar fotovoltaica nos telhados das instituições, além do descarte correto dos equipamentos antigos.

Arvore Solar

Também está sendo implementado nas instituições de ensino um sistema de gerenciamento e monitoramento dos pontos de energia, tanto no que diz respeito ao consumo quanto à geração.

Serão distribuídas telas demonstrando um balanço energético e o que a instituição está economizando em volume de gás carbônico que deixa de ser gerado por causa das ações de eficiência energética.

“Queremos servir de exemplo para o país. De nossa parte, o envolvimento será absoluto e total. Esse projeto tem tudo a ver com o que defendemos e acreditamos”, afirma o reitor da UFG, Edward Madureira Brasil.

A implementação de projetos de eficiência energética em instituições federais é proveniente de chamada pública da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) direcionada a instituições públicas de ensino superior, para que possam obter o selo A de eficiência energética, conforme o Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), coordenado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

O PBE avalia e fornece informações sobre produtos e instalações, considerando critérios como eficiência energética, segurança, impacto ambiental e relação custo/benefício. Todo prédio público novo ou reformado deve receber uma etiqueta dizendo o quanto são sustentáveis.

FONTE – ambienteenergia.com.br

Arábia Saudita irá construir megacidade de US$ 500 bilhões com 33 vezes o tamanho de Nova York

País espera concluir a primeira parte da nova cidade, que será totalmente abastecida por energia renovável, até 2025

Neom (Foto: Divulgação/Neom)NEOM, A NOVA CIDADE QUE SERÁ ERGUIDA PELA ARÁBIA SAUDIDA E PRETENDE SER UMA REFERÊNCIA GLOBAL DE INOVAÇÃO (FOTO: DIVULGAÇÃO/NEOM)

Maior exportador de petróleo do mundo, a Arábia Saudita está construindo uma nova cidade, com 33 vezes o tamanho de Nova York, nos Estados Unidos. O projeto de US$ 500 bilhões tem como objetivo diversificar economia do país e diminuir sua dependência do petróleo.

Batizada de Neom, a cidade foi anunciada pelo príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman. Os planos são ambiciosos. Neom será 100% abastecida por energia renovável. De acordo com o príncipe, o financiamento para a obra será feito tanto com recursos do governo saudita como de investidores privados. As autoridades esperam que um programa de financiamento, que inclui a venda de 5% da gigante do petróleo Saudi Aramco, arrecade US$ 300 bilhões para a construção da cidade.

A Arábia Saudita espera concluir a primeira parte da nova cidade até 2025. De acordo com o material de divulgação, “o projeto é feito para transformar o reino em um líder global de inovação e um centro de negócios, com o objetivo de para estimular a indústria local, criar empregos no setor privado e impulsionar o PIB do reino”.

Estão previstos cinco palácios na costa do Mar Vermelho. Eles serão para o rei, o príncipe herdeiro e outros membros da alta realeza. Os prédios terão arquitetura tradicional de estilo marroquino, desenhos islâmicos e azulejos coloridos. O complexo de palácios incluirá uma marina, helipontos e um campo de golfe.

Já a cidade comercial e industrial terá um perfil bem mais moderno. Segundo o governo saudita, a principal diferença do planejamento urbano será a nova tecnologia aplicada nos projetos de infraestrutura. “Este lugar não é para pessoas convencionais ou empresas convencionais, este será um lugar para os sonhadores do mundo”, disse o príncipe Bin Salman.

Para isso, a Neom pretende atrair os “melhores talentos de todo o mundo para ampliar os limites da inovação como nunca antes e impulsionar o crescimento da região”. O governo saudita destaca as vantagens econômicas e geográficas da região, ressaltando que aproximadamente 10% dos fluxos de comércio mundial se dão pelo do Mar Vermelho, conectando Ásia, Europa, África e América. Até mesmo o clima local é elogiado. Segundo o material de divulgação, a cidade será localizada em um local único, com uma temperatura cerca de 10°C menor que a média do entorno, já que estará cravada em região montanhosa, com ventos frescos vindos da região do Mar Vermelho. A região conta ainda com 468km de costa com praias intocadas, ilhas e até montanhas de 2,5 mil metros de altitude.

Os ventos locais seriam, inclusive, um incentivo para a instação de uma estrutura para explorar recursos eólicos e com espaço também para energia solar. Com o foco em fontes renováveis de energia, a mobilidade ganha destaque já que provavelmente nas ruas da cidade irão circular apenas veículos elétricos.

O país nomeou Klaus Kleinfeld, ex-CEO da Siemens AG e da Alcoa para dirigir o projeto Neom. Kleinfeld explicou que a cidade levará em conta o que ele disse ser uma mudança geracional em relação à demanda por carros. Kleinfeld acrescentou que a Neom está explorando “com que rapidez [nós] podemos trazer drones de passageiros” e como a cidade irá incentivar o tráfego de pedestres. “Esses são os conceitos em que estamos trabalhando e há muitos dispostos a ajudar a investir nisso”. Para Kleinfeld, Neom será uma vitrine do que ele chama de estilo de vida “pós-industrial”.

Planeja-se ainda investimentos em tecnologia em outros setores, como na gestão da água, na biotecnologia (humana e de produtos farmacêuticos), na alimentação (exploração da água do mar, agricultura em áreas desérticas e hidroponia), no entretenimento (esportes, jogos eletrônicos, televisão e cinema), nas ciências digitais (realidade virtual, aumentada, data center, inteligência artificial, internet das coisas e comércio eletrônico), na manufatura (impressão 3D, novos materiais e robótica) e, claro, no turismo, com os hotéis sendo as primeiras construções do local.

Chama a atenção a descrição de que  o local terá “normas sociais de padrão mundial em cultura, artes e educação”, já que a Arábia Saudita é um dos países mais conservadores do mundo e bastante rígido com o comportamento das mulheres, que obtiveram o direito ao voto somente em 2015 e a dirigir apenas no ano passado. Elas ainda são proibidas de abrir uma conta em banco, iniciar um negócio ou solicitar um passaporte sem a autorização de um homem.

FONTE – epocanegocios.globo.com

Menor dependência do modelo rodoviário reduziria também o uso de petróleo

Ampliação de ferrovias, hidrovias e até mesmo caminhões elétricos são alternativas para país diversificar o transporte e as fontes de energia

Ferrovia norte sulTrecho da Ferrovia Norte-Sul em Anápolis (GO). Brasil precisa ampliar transporte de cargas por via férrea

São Paulo – A gradual ampliação do transporte de cargas no Brasil por vias ferroviárias e hidroviárias poderia diminuir a dependência do país do modelo rodoviário e, consequentemente, do petróleo. É o que explica Wagner Ribeiro, professor do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP) em entrevista à jornalista Marilu Cabañas, na Rádio Brasil Atual.

Segundo Ribeiro, a integração nacional por meio de estradas não é a mais adequada para um país com dimensões continentais como o Brasil. A preferência pelo transporte rodoviário, ele explica, remete aos anos de 1930, quando o então presidente Washington Luís cunhou a famosa frase “governar é construir estradas.” O modelo teve sequência nos governos de Juscelino Kubitschek (1956-1961), dos militares durante a ditadura, e até mesmo no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, que privilegiou as obras rodoviárias.

Embora ainda não seja uma realidade muito presente, o professor da USP cita os caminhões elétricos, que já existem por meio do investimento de grandes marcas, como uma possibilidade futura.

“Há uma tendência no curto prazo de que os caminhões se tornem elétricos. Não resolve totalmente o problema, porque aumenta a demanda de energia elétrica, mas temos hoje uma maior capacidade de geração a partir da democratização do acesso às fontes de energia, a possibilidade de transformar energia solar em elétrica, diminuindo um pouco a dependência do petróleo e a dependência do rodoviarismo”, explica Wagner Ribeiro.

Ouça a entrevista na íntegra:
https://soundcloud.com/redebrasilatual

FONTE – redebrasilatual.com.br

Sem combustível? Saiba quanto custa rodar com um carro elétrico no Brasil

Com a greve dos caminhoneiros impactando profundamente o abastecimento de combustíveis em postos de gasolina em todo o Brasil, muitos motoristas podem acabar pensando: e se eu tivesse um carro elétrico?

Nessa situação em que o país se encontra, a vantagem mais óbvia de um veículo elétrico seria o fato de o motorista não precisar sair à caça de gasolina ou etanol. Apenas alguns poucos postos das grandes cidades ainda possuem combustíveis para venda, e as filas de espera para abastecer estão durando duas, três ou mais horas.

De acordo com donos de veículos elétricos no Brasil, esses carros gastam cerca de R$ 0,10 ou menos por quilômetro rodado

A segunda vantagem de um carro elétrico, também nesse momento, é o preço do quilômetro rodado. De acordo com donos de veículos desse tipo consultados pelo UOL Carros, eles gastam cerca de R$ 0,10 ou menos por quilômetro usando modelos vendidos aqui no Brasil. A média do quilômetro rodado em carros populares com gasolina ou etanol chega a ser duas a três vezes mais alta que esse valor obtido pelos elétricos. Isso desconsiderando os preços inflacionados da gasolina nos últimos dias.

bmw i3BMW i3, vendido oficialmente no Brasil, custa algo em torno de R$ 170 mil

Mas isso considerando um consumo em que o carro é recarregado diretamente na rede elétrica, sem o auxílio de painéis solares ou outra fonte de eletricidade alternativa. Usando essas saídas, o preço do uso da rodagem pode ser totalmente neutralizado.

Leonardo Coelho, dono de um BMW i3 elétrico em Jaguariúna (SP), explicou aoUOL Carros que investiu cerca de R$ 25 mil na compra e na instalação de equipamentos para captação de energia solar e carregamento rápido das baterias de seu carro em casa. Considerando a economia na sua conta de luz, que sempre chega apenas na taxa mínima (R$ 60), e na quantidade de km rodados com o carro, seu investimento deve ser totalmente revertido em 5 anos.

Coelho tem uma série de painéis solares no telado de sua casa, e a energia gerada por eles é inserida na rede elétrica tradicional de sua cidade. O medidor da concessionária da região então faz um balanço entre os kWh que sua casa consumiu e gerou durante 1 mês. Fora isso, nos meses que ele gera muita eletricidade para a rede, ele ganha “horas” de uso para compensar o consumo extra no período mais frio e com menos luz solar no ano. Assim, sua conta de luz nunca ultrapassa a taxa mínima.

Posso rodar facilmente rodar 110 km ou até mais sem usar o extensor de autonomia

Com uma carga, o carro de Coelho consegue rodar 110 km de distância. Na sua cidade, isso geraria um gasto de apenas R$ 12. O veículo ainda tem um tanque reserva para 9 litros de gasolina. Quando necessário, um gerador queima esse combustível para recarregar as baterias e garantir uma autonomia de 250 km para o carro.

“Posso rodar facilmente rodar 110 km ou até mais sem usar o extensor de autonomia. No meu i3, dos 49.229 km rodados, apenas 6.933 km foram usando o extensor. Ou seja, 42.296 km puramente elétricos”, disse Coelho à publicação.

chevrolet boltChevrolet deve trazer o Bolt para o Brasil em 2019, mas ainda não tem preço definido

Marcelo Dejon Souza, morador de Petrópolis (RJ), contou que consegue um preço por quilômetro rodado próximo do que Leonardo Coelho relatou. Como a eletricidade é um pouco mais cara em seu estado, seus dois carros elétricos (Chevrolet Bolt e Mitsubishi Outlander PHEV) fazem R$ 0,11 por km rodado.

Carro elétrico popular?

Infelizmente, isso ainda não existe no Brasil. Todos os carros elétricos ou híbridos vendidos por aqui para uso pessoal custam algo próximo de R$ 100 mil ou mais. O mais popular talvez seja o Toyota Prius, no nosso mercado desde 2016.

O carro pode rodar de forma 100% elétrica, mas também conta com um motor flex desenvolvido especialmente para o Brasil. Ainda assim, o modelo é totalmente fabricado no Japão. Nas lojas da montadora, os preços começam a partir de R$ 126 mil, que é salgado para a maioria dos brasileiros. Mesmo assim, ele é bastante luxuoso e cheio de itens extras, o que justifica seu preço em relação ao de outros carros da mesma categoria.

toyota priusToyota Prius é vendido oficialmente no Brasil por preços a partir de R$ 126 mil

Mas existem lançamentos de carros elétricos programados para 2019 no Brasil que podem tornar esses produtos mais populares por aqui. O Chevrolet Bolt, por exemplo, é 100% elétrico e deve chegar ao nosso mercado no ano que vem. Seu principal destaque é a autonomia, que vai a 383 km com uma única carga completa, bem mais do que vemos nas ofertas presentes no mercado nacional atualmente.

O governo federal ainda não tem nenhum programa para tornar o comércio de carros elétricos no Brasil mais interessante para o comprador final

Além desse, outro modelo interessante que deve chegar ao nosso país no ano que vem é o Nissan Leaf, o elétrico mais vendido do mundo atualmente. O carro internacional conta com autonomia de 320 km com uma carga completa.

O governo federal, entretanto, ainda não tem nenhum programa específico para tornar o comércio de carros elétricos no Brasil algo mais interessante para o comprador final. A única vantagem, por enquanto, é a isenção total do imposto de importação. Assim que a situação mudar, espera-se que carros ainda mais baratos que o Bolt e o Leaf comecem a ser vendidos por aqui, tais como a versão elétrica do Renault Kwid.

Rodovias eletrizadas

Há ainda projetos de “rodovias eletrizadas” sendo executados no país. A primeira delas, a BR-277, que atravessa o estado do Paraná de leste a oeste — passando por Paranaguá, Curitiba, Cascavel, Foz do Iguaçu e muitas outras — já tem dois dos oito postos de carregamento projetados funcionando. O projeto está sendo executado pela Copel (Companhia Paranaense de Energia Elétrica) e pela Itaipu Binacional. Também existe um plano para eletrificar uma rodovia entre Rio de Janeiro e São Paulo.

FONTE – tecmundo.com.br

Paraíso no Havaí vive o constante risco das erupções vulcânicas

Apesar dos temores, milhares de famílias fincam raízes no entorno do vulcão Kilauea

PAHOA, HAVAÍ – Jaris Dreaming construiu sua espaçosa casa abastecida com energia solar numa clareira da selva da Polinésia. Ele bebe água da chuva e come os abacates dos pés no seu jardim dos fundos. O pessoal do continente demonstra inveja quando ele conta como comprou quase 100 acres da maior ilha do Havaí por pouco mais de US$ 100 mil.

Mas há um detalhe neste paraíso afastado da civilização moderna: Dreaming vive a uma curta distância de uma fissura do Kilauea, um dos vulcões mais ativos do mundo.

A crescente ferocidade das últimas erupções do Kilauea, soterrando lares em rios de rocha derretida, trouxe perguntas em torno do motivo que teria levado milhares de famílias a fincar suas raízes num lugar tão sujeito a desastres.

Puna, a magnífica região florestal da Ilha de Havaí onde ocorrem algumas das erupções mais intensas do Kilauea, está entre os locais mais remotos dos Estados Unidos, atraindo construtoras, renegados e chefes de família autossuficientes com bastante apetite pelo risco. Desde os anos 1970, quando veteranos do Vietnã e outros andarilhos começaram a morar aqui, Puna surgiu como um lugar onde as pessoas podiam sair do sistema, reinventar-se, quem sabe até cultivar um pouco de pakalolo (como a maconha é chamada no Havaí).

“Temos a reputação de ser uma espécie de covil do pirata”, disse Dreaming, 64, um músico e empreiteiro que foi criado em Nova Jersey com o nome John Fattorosi. “Mas o que realmente queremos é viver em liberdade num lugar de incrível beleza sem ninguém nos dizendo o que fazer”.

Além de perturbar as pessoas daqui, que raramente querem chamar atenção para si, a destruição desencadeada pelo Kilauea também expõe as fissuras na sociedade havaiana, sublinhando a acentuada escassez de imóveis residenciais no estado e as questionáveis regras de zoneamento que regeram a construção de um dos últimos redutos de imóveis acessíveis no estado.

Especuladores imobiliários voltaram suas atenções para a Ilha de Havaí quase imediatamente após a admissão do arquipélago como 50º estado da união, em 1959. Já em 1960, uma incorporadora tinha loteado em mais de 2 mil terrenos a área que inclui Leilani Estates, o entreposto rural agora abandonado que teve alguns trechos tomados pela lava.

Os incorporadores minimizaram os eventuais riscos vulcânicos. Muitas das subdivisões em Puna foram criadas nos anos 1960, antes dos primeiros mapas de risco de lava, elaborados em meados dos anos 1970, segundo Daryn Arai, vice-diretor de planejamento do Condado do Havaí. Arai também explicou que o condado ainda não tem regras que se apliquem diretamente às zonas de risco de fluxo da lava.

Numa coluna a respeito da história da região publicada pelo site Honolulu Civil Beat, Alan D. McNarie disse que os riscos se tornaram mais aparentes com o passar dos anos. Citando números do United States Geological Survey (instituto geológico americano), ele destacou que cerca de 100 quilômetros quadrados da ilha foram enterrados por nova lava somente entre 1983 e 2003.

Muitos lares em Puna são construídos em zonas que já tinham sido habitadas antes, e também já tinham sido soterradas pela lava. Menos de 30 anos depois que uma erupção destruiu cerca de 100 lares na comunidade de Kalapana, muitos lares agora jazem sobre o terreno formado pela inundação de lava. As casas, algumas construídas sem respeito ao código de construção civil, não são ligadas à rede elétrica nem à de esgoto.

Com frequência, os bancos se recusam a emitir hipotecas tradicionais para propriedades desse tipo.

Amber Sengir, 60, projetista de chips de computador que se mudou de Portland, Oregon, para Pahoa em agosto do ano passado disse que comprou sua casa em dinheiro por US$ 240 mil – bem abaixo do preço médio de US$ 760 mil por uma casa em Oahu. Agora ela tenta desesperadamente salvar alguns de seus pertences caso a lava corra na direção da sua casa, que não tem seguro.

“Há dias em que podemos ouvir o rugido das erupções em Puna, como o motor de um avião decolando”, contou Rainbow Foster, 33, que comprou um terreno e uma casa num campo de lava três anos atrás. Rainbow e seu marido, Tony, de 44 anos, são autônomos. Eles têm dois filhos e ganham a vida com pequenos serviços e a venda de camisetas tingidas. Eles compraram a propriedade por US$ 55 mil num negócio financiado pelo proprietário. “Nossa classificação de crédito não era boa e tínhamos pouco dinheiro”, disse ela.

Alguns dos vizinhos foram embora, mas Rainbow, que cresceu em Puna, não pensou nisso. “Essa é a vida que escolhemos. Estamos nos agarrando a ela”. / Tamir Kalifa contribuiu com a reportagem.

FONTE – terra.com.br

Empresa de vouzela desenvolve painéis solares térmicos

A empresa T&T Multielétrica, sediada em Campia, Vouzela, criou uma solução inovadora na área da energia e climatização, em parceria com a Universidade de Aveiro (UA).

O objetivo é contribuir para o conforto da população via soluções técnicas especializadas em instalações elétricas, aquecimento central, energias renováveis, domótica, entre muitas outras, dando utilidade à potência da energia solar.

“A energia térmica capta o espectro de radiação solar, isto é, os infravermelhos, que representam cerca de 46% do espectro total da energia solar. Esta tecnologia vai buscar essa fonte de energia para transformá-la em energia térmica, retirada através do ar ou da água. No nosso caso, temos soluções para as duas formas” explica Augusto Teixeira, fundador e diretor geral da T&T.

O empresário considera que, em geral, as casas em Portugal são mal construídas e sem qualidade porque se “adia uma construção sustentável”. “Se construíssemos as casas com metade do tamanho e aumentássemos a qualidade, com a preocupação do conforto, podíamos ter uma construção melhor gastando exatamente o mesmo ou até menos”, diz. Evitávamos passar frio e reutilizávamos o que o sol nos dá – calor, acrescenta.

Há pouco mais de um ano, em colaboração com o departamento de mecânica da UA, a empresa criou um laboratório com uma fachada energética – Senergy Force – que é usada para obter energia solar e mantém o edifício com a temperatura desejada. Isto resultou numa patente, sendo um produto único a nível mundial.

A inspiração veio de estudos do Padre Himalaya, pioneiro das energias renováveis em Portugal.

Durante o verão, os painéis solares têm excesso de calor. Este produto, senergy force, serve para resolver os problemas dos sistemas solares térmicos que existem pelo mundo. “Produz água e ar. Através da produção do ar resolve-se o excesso de calor. Funciona a partir de um princípio de fachada ventilada. Liberta o calor, sem gastar qualquer fonte de energia. O excesso de calor cria uma convecção interna no edifício. O ar, ao criar uma depressão dentro do edifício, é compensado através de uma captação geotérmica. Arrefece o espaço, a fachada e renova o ar, sem gastar energia”, declara Augusto Teixeira.

No entanto, o senergy force é muito mais que isto. Sob a forma de fachada energética permite substituir telhados e paredes. É um elemento estrutural, que tem a capacidade de climatizar uma casa até cerca de 90 por cento das necessidades térmicas, ao mesmo tempo que trata o ar interior, evitando problemas de saúde.

O diretor da T&T acredita que no futuro as casas, em Portugal e pelo mundo, estarão repletas de painéis de senergy force.

FONTE – jornaldocentro.pt

Resfriar ambientes e aquecer o planeta, o paradoxo do ar condicionado

Quanto mais calor faz, mais aparelhos de ar-condicionado. E quanto mais ares-condicionados, mais calor faz: é o círculo vicioso de uma tecnologia que contribui de forma discreta mas crescente para o aquecimento global.

Nas próximas décadas serão instalados bilhões de novos aparelhos de ar-condicionado em todo o mundo, à medida que os habitantes dos países emergentes com climas quentes obtenham os meios para ter acesso a estes produtos.

Mas estes aparelhos consomem muita eletricidade, que hoje em dia é gerada principalmente em usinas de carvão ou gás. Estas, por sua vez, emitem gases de efeito estufa que fazem subir as temperaturas.

A menos que haja uma mudança radical na tendência, está previsto que as emissões de dióxido de carbono relacionadas com os ares-condicionados quase dobrarão entre 2016 e 2050, segundo um relatório publicado em maio pela Agência Internacional de Energia (AIE).

A quantidade adicional de dióxido de carbono que será liberada na atmosfera é de cerca de um bilhão de toneladas por ano, o equivalente a acrescentar outra África ao planeta.

– “Crise de frio” –

Mas os ares-condicionados têm outro efeito de aquecimento muito mais direto: aquecem as cidades, porque cada aparelho libera para as ruas o calor que bombeou para resfriar o interior de uma casa ou escritório.

Um estudo de 2014 mediu que o aumento da temperatura à noite era de até um grau centígrado no centro da cidade.

O círculo vicioso termina de se formar com o aumento contínuo do nível de vida no mundo, começando por China, Índia e Indonésia, três países que contribuirão com metade do aumento global do consumo elétrico devido ao ar-condicionado.

No Brasil, Tailândia e Indonésia, quando melhora a renda em uma casa, o ar-condicionado com frequência é uma das primeiras compras.

A rápida urbanização, especialmente na Índia, está acelerando ainda mais o fenômeno: as maquinarias urbanas, não só os ares-condicionados, geram calor, que por sua vez é absorvido pelo concreto.

Atualmente há cerca de 1,6 bilhão de ares-condicionados instalados no mundo, dos quais cerca de metade estão nos Estados Unidos e na China.

Por ano são vendidos cerca de 135 milhões de aparelhos novos, três vezes mais que em 1990, segundo o relatório da AIE. Só na China, o maior mercado do mundo, foram vendidos 53 milhões em 2016.

Na Índia, só 4% das casas estão equipadas com ar-condicionado, mas tudo indica que a demanda explodirá nas próximas décadas. “O mundo vai sofrer uma crise de frio”, adverte Fatih Birol, diretor-executivo do organismo, para quem a questão dos ares-condicionados e calefações é “o ponto cego” do debate energético atual.

Entre as soluções detalhadas pelo informe estão, entre outras, desenvolver a energia solar, cujo pico de produção, durante o dia, corresponde ao pico de consumo de ares-condicionados, e melhorar o isolamento dos edifícios.

Mas a prioridade, segundo a AIE, é endurecer as normas sobre o consumo elétrico dos aparelhos. Existem tecnologias energeticamente eficientes, mas os consumidores continuam optando em grande medida por eletrodomésticos mais econômicos e que gastam mais energia, especialmente nos Estados Unidos.

FONTE – em.com.br

Conta de luz fica mais cara a partir desta sexta-feira (1º)

Geração de energia em estado crítico aciona bandeira tarifária vermelha patamar 2; custo adicional será de R$ 5 a cada 100 quilowatts-hora

A bandeira que aparece na conta será cobrada no mês seguinte, segundo o IdecA bandeira que aparece na conta será cobrada no mês seguinte, segundo o Idec
(Reprodução/Rede Record)

A conta de luz fica mais cara a partir desta sexta-feira (1º). A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) acionou a bandeira tarifária vermelha patamar 2, a mais elevada em cobrança adicional.

Isso representa custo adicional de R$ 5 a cada 100 quilowatts-hora consumidos. O motivo, segundo a Aneel, é a redução de volume nos reservatórios das hidrelétricas da região Sul e a baixa previsão de chuvas em relação à média histórica.

As bandeiras tarifárias aparecem nas contas de luz de todo o país, exceto em Roraima, que não integra o SIN (Sistema Interligado Nacional), desde 1º de maio de 2015.

O objetivo da Aneel é fornecer “transparência” sobre essa cobrança para que o consumidor tenha possiblidade de reduzir o consumo de energia.

O período de aplicação da bandeira tarifária será o primeiro dia do mês subsequente à data de divulgação na conta, de acordo com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

As tarifas são classificadas por cores: verde, amarela e vermelha, nessa ordem. Elas indicam se haverá ou não acréscimo no valor da energia. Esse valor varia de acordo com o nível dos reservatórios das hidrelétricas.

Quando o nível cai, o governo aciona as termelétricas mais caras, segundo o Idec. Ainda de acordo com o Idec, esse sistema de bandeiras foi criado para “bancar” esses custos maiores na produção de energia, antecipando a receita das distribuidoras.

As bandeiras tarifárias funcionam em analogia a um semáforo: verde significa que os custos da geração de energia foram baixos, portanto, não haverá acréscimo de taxa extra naquele mês.

Amarela é sinal de alerta. Indica que os custos estão aumentando e que uma taxa de R$ 1 será cobrada para cada 100 quilowatts-hora consumidos, segundo a Aneel.

Já a vermelha sinaliza que as condições de geração de energia no país estão em estado crítico. Tem dois níveis. Patamar 1, divulgada também como bandeira rosa, representa que será cobrada taxa de R$ 3 para cada 100 quilowatts-hora consumidos e, patamar 2, R$ 5.

O Idec informa que uma alternativa para fugir das bandeiras tarifárias seria mudar o sistema de energia da casa, por exemplo, adotando a energia solar. Mas ressalta que, para isso, há alguns requisitos como ter área mínima de 50 m² disponível sem sobra.

A Aneel dá orientações de como economizar energia. Entre elas, reduzir o tempo do banho para até cinco minutos, não deixar portas e janelas abertas em ambientes com ar-condicionado, deixar a porta da geladeira aberta apenas o tempo necessário e nunca colocar alimentos quentes dentro da geladeira.

Outras dicas são juntar roupas e para passar todas de uma só vez, começar a passar roupas por aquelas que exigem menor temperatura e retirar os aparelhos da tomada quando possível ou durante longas ausências.

FONTE – noticias.r7.com

Crise angolana cortou 10.000 MEuro na energia e água em quatro anos

A crise económica levou o Governo angolano a cortar para metade os quase 20.000 milhões de euros que previa investir no setor da energia e águas entre 2014 e 2017.

Crise angolana cortou 10.000 MEuro na energia e água em quatro anos

A informação consta de um documento governamental consultado pela Lusa, que recorda que o programa de reforma do setor energético, implementado a partir de 2014, prevendo nomeadamente a reestruturação das empresas públicas da área e a conclusão de vários empreendimentos de geração de energia e cobertura no fornecimento de eletricidade e água, foi considerado como prioritário.

Contudo, lê-se no mesmo documento elaborado pelo Governo angolano, devido à crise provocada pela quebra nas receitas angolanas com a exportação de petróleo, o plano inicial de 23.000 milhões de dólares (19.800 milhões de euros) a aplicar até 2017 ficou afinal reduzido em 42,6%, para 13.200 milhões de dólares (11.300 milhões de euros).

No melhor dos cenários, o plano do Governo prevê duplicar, até 2022, o número de angolanos com acesso a um sistema de eletricidade, para 2,6 milhões de pessoas.

Em concreto, este programa visava aumentar a produção de eletricidade, nas centrais hidroelétricas e a diesel já construídas e com a construção de novas, bem como “diversificar a capacidade de geração de energia de Angola”, através de centras hidroelétricas de menor dimensão, para garantir os consumos locais.

O programa visa igualmente estudar a viabilidade da geração de energia solar e eólica em alguns pontos do país.

Entre 2018 e 2022, a nova previsão do Governo passa por investimentos públicos de 13.500 milhões de dólares (11.600 milhões de euros). Desta verba, 70% será utilizada para projetos ligados à energia (geração e distribuição) e os restantes 30% ao fornecimento de água.

Angola é o segundo maior produtor de petróleo da África subsaariana, com cerca de 1,7 milhões de barris por dia, mas o gás natural resultante desta exploração continua a ser queimado ou injetado de novo nos poços.

O Governo angolano tem por isso a meta de, até 2025, mais de 20% da energia elétrica produzida no país resultar do aproveitamento do gás natural, através da instalação de centrais de ciclo combinado.

A posição foi transmitida anteriormente pelo ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, no âmbito do plano de desenvolvimento do setor elétrico, que até 2025 prevê elevar a capacidade de produção instalada a cerca de 9.000 MegaWatts (MW), praticamente o triplo no espaço de 10 anos.

Quando esse plano for concluído, 62% do volume de eletricidade a produzir será proveniente dos recursos hídricos, com a construção de várias barragens.

A segunda parcela será garantida pelo aproveitamento do gás natural, de 21% do total, o equivalente a uma capacidade instalada, dentro de sete anos, de cerca de 2.000 MW.

“O que se está a projetar é a construção de centrais de ciclo combinado ao longo do litoral do país, em Cabinda, Benguela e Namibe”, explicou o governante.

O ministro João Baptista Borges lembrou que depois da água, o gás é o segundo maior recurso natural disponível em Angola para a produção de eletricidade, sendo objetivo do Governo diversificar as fontes de energia, para que o país não fique “dependente de um único combustível primário”.

FONTE – 24.sapo.pt